Amanhã tem previsões de chuvas e ventos fortes para os Estados do Sul

Depois de não chover praticamente durante todo o Verão, o Sul do País enfrenta agora ciclones, frio e chuvas torrenciais.

No Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão previstos ventos fortes e chuvas de até 80 mm para amanhã.

Os três estados devem registrar instabilidades nesta segunda-feira, com destaque para os grandes acumulados previstos para acontecer entre o sul do Paraná e o norte e leste de Santa Catarina. Em Chapecó (PR) os acumulados podem chegar a 12,5 mm, mesma quantidade esperada para Cascavel (PR).

Na terça-feira o alerta para temporais se espalha para toda a região Sul, mas principalmente para o Rio Grande do Sul. Os maiores problemas e chances para transtornos devem acontecer desde a parte oeste, até o centro do estado, na altura de Ibirubá. Por ali os acumulados podem superar facilmente os 80 mm. Abaixo desta faixa de temporais, os volumes também não serão pequenos, em Alegrete e Canguçu são esperados 30 mm cada cidade.

Em Santa Catarina chove em todo o estado, mas os maiores acumulados acontecem na parte leste, próximo a Lages, com mais de 30 mm. No Paraná só o extremo norte não terá chuvas nesta terça. Os maiores acumulados acontecem na fronteira com Santa Catarina.

Segundo a Somar Meteorologia quem traz esses temporais para a região Sul é um ciclone extratropical. com ventos que devem passar dos 80 km/h em toda a região.

Os reservatórios das hidrelétricas do Sul, nas bacias do Capivari, Uruguai, Iguaçu, Jacuí e Paranapanema, que permaneceram muito baixos durante o Verão, agora se recuperam, com média de 42% de sua capacidade de acumulação.

Situação da geração de energia não é boa. E a estação seca vem aí

Tucuruí: reservatórios cheios.
Tucuruí: reservatórios cheios.

Os reservatórios das hidrelétricas da região Sudeste/Centro-Oeste do Brasil estão com nível de armazenamento de 34,66 %, segundo dados de terça-feira, numa leve depreciação ante o fechado em 27 de fevereiro.

A expectativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é de que o nível das represas dessa região chegue a 35,9 % ao final desta semana e a 38,3 % em 4 de abril.

No Sul, as represas estão a 38,61%, já apresentando um aumento de 1,43 ponto percentual em relação ao registrado ao final da semana passada. Já no Nordeste, o nível passou de 42,19% na quinta-feira passada para 42,14 % na terça-feira.

No Norte, houve elevação de 80,92%  para 81,79%  atualmente.

A previsão do ONS para esta primeira semana de março era de que passagem de duas frentes ocasione “totais significativos” de precipitação nas bacias das regiões Sudeste e Centro-Oeste e fraca nas bacias dos rios Uruguai e Iguaçu. Em março, o ONS estima que chova 67%  da média histórica para o mês, o que elevou preocupações de analistas e especialistas do setor quanto a situação de abastecimento do país neste ano.

Entrar no período mais seco do ano com os reservatórios baixos desse tipo (os mesmos níveis de 2001, no famoso apagão de FHC) não vai ser fácil. Apesar das alternativas como os 20 GW (gigawatt) das térmicas e os prometidos 6 GW das eólicas. O pior: as eleições acontecem apenas em outubro, quando as primeiras chuvas fortes são esperadas.

Os reservatórios do sistema Cantareira, principal abastecedor de água potável de São Paulo, continua baixando.

gacea