Madame Almerinda, a minionzete que abjurou Bolsonaro e o Soberano Municipal do LEM, me chama no telefone vermelho da redação.
-Atenção, Periodista. O maior babado forte. Pega fogo o parquinho dos Azeitonas!
-O que foi, Madame? A Senhora até parece bloguinho de esquerda, só notícia ruim. Não estou gostando dessa sua fase de bozoroca arrependida.
-Pois é: sabe essa última mini-cestinha da Merenda Escolar?
-Sei, sim, Madame. Até fiz uma matéria sobre isso.
-Pois então! A Secretária enviou para a escola Onero Costa, na primeira vez, aquela que sumiu o feijão, a quantidade de kits igual a quantidade de alunos. Não houve conferência no ato da entrega. Poucos alunos foram buscar o primeiro kit. Houve conferência na hora da devolução. O suposto número da entrega que deveria ser o mesmo número de alunos, confrontado com o número dos kits que foram entregues, teve uma grande diferença, tipo mais que 200 kits “sumiram”.
-E daí, Madame, tudo normal. Vai ver o Diretor deu 2 kits para os mais necessitados.
-Pera, aí, Periodista. Deixa eu contar. Na entrega do segundo kit, foi enviado para as escolas apenas o número que realmente foi entregue em cada Escola na oportunidade anterior, contrariando o direito de todos à merenda escolar. Aí o Diretor da Escola rodou a baiana e indagou a Secretária o porquê de não ter enviado o número total? E ameaçou: “Se algo der errado, a Secretária será a responsável”.
-Humm, conta mais, Madame.
-Pois a Secretária irou-se. Enviou um áudio para o diretor dizendo que ele seria responsabilizado pelo sumiço dos primeiros kits e que iria pagar. O tempo fechou.
– Vixe, Maria, Madame. Deu ruim!
– Pois então, meu amigo Periodista. O diretor pediu exoneração. E agora o Soberano Municipal tenta fazer o rescaldo da situação. Na real, sobrou mesmo foi para centenas de alunos que ficaram sem os novos kits e a bagunça toda vai acabar nas altas cortes.
-Credo, Madame. Esse III Reich dos Azeitonas em Luís Eduardo Magalhães está bagunçado mesmo. Eu fora!