Impostômetro chegará a R$ 900 bi no sábado

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingirá a marca de R$ 900 bilhões por volta das 23h30 deste sábado.
Em 2012, o montante foi registrado apenas seis dias depois. O valor corresponde a todos os tributos pagos pelos brasileiros desde janeiro deste ano para os governos federal, dos Estados e prefeituras.

A maior ilusão do brasileiro é afirmar: sou pobre e não pago imposto. Pois na verdade é o que mais paga. Paga embutido na cesta básica, nos remédios, no transporte, na luz e na água. Na verdade proporcionalmente aos seus ganhos, o assalariado é o que mais paga imposto. Enquanto a reforma tributária não for realizada e o imposto único (IVA) adotado, com a federalização da saúde, da educação e da saúde adotada, o contribuinte é apenas um brinquedo na mão dos entes federados, que levam à exacerbação a sua sanha arrecadatória.

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Impostômetro atinge 1 Trilhão, 15 dias antes do ano passado

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) alcançará R$ 1 TRILHÃO em impostos federais, estaduais e municipais pagos por todos os brasileiros desde 1º de janeiro deste ano, quarta-feira (29), às 16h30. A marca será atingida 15 dias antes na comparação com 2011.

Para marcar a chegada precoce de mais um R$ 1 TRILHÃO, um caminhão com o Impostômetro – que percorreu 10 cidades do Estado desde o dia 9 de agosto – rodará na véspera da virada pelas principais ruas e avenidas da Capital, para que a população veja o quanto todos os brasileiros juntos e também exclusivamente os paulistanos pagaram de impostos este ano.

Em 2009, o Impostometro atingiu 1 trilhão somente no dia 14 de dezembro

O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, aposta na ação como uma alavanca para a conscientização das pessoas em relação ao excesso de impostos pagos no Brasil. “O momento é de conscientizar e mobilizar a população. O Impostômetro alcançará R$ 1 trilhão com 15 dias de antecedência em relação ao ano passado, o que mostra que a arrecadação não para de crescer. Somos pagadores de impostos e temos que saber para onde vai o nosso dinheiro. É preciso exigir o bom uso do dinheiro público.”

O Caminhão do Impostômetro, que possui um Feirão do Imposto em seu interior, rodou por Sorocaba, Bauru, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, São Carlos, Campinas, São José dos Campos, Mogi das Cruzes e Santos. Em São Paulo, no dia da virada, ele ficará estacionado no Pátio do Colégio, local em que as pessoas poderão visitá-lo. Um grande Feirão do Imposto também será montado para que a população possa saber o percentual de impostos embutidos no preço de cada produto.

Na véspera da virada, o caminhão passará pelas seguintes vias: Praça da Sé; rua Boa Vista; Viaduto do Chá; av. São João; av. Duque de Caxias; Estação da Luz; av. Prestes Maia; av. Nove de Julho; av. Paulista; rua Vergueiro; rua Domingos de Morais; av. Sena Madureira; av. Ibirapuera; av. Bandeirantes; av. Santo Amaro; av. Brigadeiro Luís Antônio; av. Brasil; rua Cardeal Arcoverde; rua Teodoro Sampaio; rua Dr. Arnaldo, rua da Consolação e av. Paulista.

Desde 1º de janeiro deste ano, todos os moradores da cidade de São Paulo, juntos, já pagaram mais de R$ 21 bilhões de impostos municipais, estaduais e federais. Este cálculo, que também pode ser feito para a população de outros municípios, está disponível no Portal do Impostômetro, no endereço www.impostometro.com.br.

Pelo hotsite www.horadeagir.com.br, as pessoas podem manifestar suas opiniões por meio de comentários e vídeos. Podem também pressionar os deputados federais – com o envio de mensagens – para colocarem em votação e aprovarem o projeto de lei 1472/2007, que determina que o valor dos impostos seja discriminado nas notas fiscais.

Governos abusam dos impostos para manter estado perdulário.

No dia 21 de março, o impostometro marcava 300 bilhões de arrecadação no País.

O preço da gasolina que hoje gira em torno de R$ 2,94 em Luís Eduardo Magalhães e Região poderia ser de apenas R$ 1,26 se a soma de impostos dos governos federal e estadual não estivessem ficando com a maior fatia do bolo: 57%. Veja os cálculos que faz Kelly Lima, para o jornal O Estado de São Paulo:

“O litro da gasolina custa, em média, US$ 1,73 na cidade de São Paulo, valor 70% maior do que o cobrado em Nova York e 105% maior do que na Rússia, um dos países emergentes do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Os dados são do estudo realizado pela Airinc, consultoria norte-americana especializada em preços globais.

Apesar de sair das refinarias 25% mais barato do que de uma refinaria dos EUA, o combustível chega à bomba muito mais caro do que em qualquer posto de lá.

A carga tributária representa 57% do valor do litro da gasolina, perdendo só para os países europeus, onde a política de desestímulo ao uso de carros puxa para 70% o tributo sobre a gasolina.

A pesquisa considera a cotação do dólar em R$ 1,67. Sendo assim, o preço médio do litro do combustível na capital paulista foi de R$ 2,89. No ranking das Américas, preparado pela consultoria, o Brasil possui o maior preço entre seus vizinhos, todos com tributação menor.

Os maiores preços estão na Turquia, com o litro da gasolina custando US$ 2,54, e na Eriteia, país africano que vive em conflito com sua vizinha Etiópia, US$ 2,53. Nas Américas, atrás do Brasil, estão o Chile US$ 1,57, Cuba (US$ 1,35) e Canadá (US$ 1,31). Nos Brics, o Brasil também lidera o ranking: China cobra US$ 1,11; Índia US$ 1,26 e a recém incluída África do Sul, US$ 1,27.”

Um estado menor, com impostos menores e apoio à livre iniciativa é o que o País espera. O Estado não deve e não pode sacrificar 190 milhões de brasileiros de maneira contínua em nome de uma inclusão social que nunca chega, de um resgate de despossuídos que só acontece na propaganda governamental.

Esta situação pode prolongar-se por anos, até o momento em que um choque de desobediência civil faça “na marra” a reforma política, tributária e previdenciária e coloque na cadeia um punhado de corruptos que dirigem os destinos da Nação.