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Chuvas voltam a Brasília no final de semana. E por aqui?
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE está prevendo chuvas para a Capital Federal no sábado, domingo e segunda-feira. Enquanto isso, a possibilidade de precipitação no Oeste baiano é mínima, de 5%, apesar da manutenção da temperatura alta. Vamos torcer para que a chuvas das flores também chegue por aqui, nem que seja só para aumentar a cobertura de nuvens e a umidade relativa, além de sombrear um pouco a cabeça dos baianos.
O reservatório de Sobradinho, no rio São Francisco, responsável por 58% da energia de todo o Nordeste, estava ontem com 11,59% de sua capacidade. Isto é: perto do zero para geração. Itaparica está na mesma situação e Três Marias, em Minas, com 25%.
Precisamos de chuvas logo e com intensidade, para recuperar rios e o lençol freático. Uma oração para São Pedro sempre ajuda.
São Paulo sai do sufoco
As chuvas que caem em São Paulo podem tirar de situação crítica as bacias que abastecem os municípios do interior do estado. Segundo a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa), empresa que do município de Campinas, chove muito na região, e as águas já aumentaram a vazão da bacia do Alto Atibaia, que abastece Campinas, dos 4,15m³/s registrados ontem para 12,64m³/s.
De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), na medição feita ontem (7) as bacias hidrográficas do Alto Atibaia, Baixo Atibaia, Camanducaia e Jaguari (trecho paulista) mostraram baixa de vazão ao longo da última semana e, por isso, entraram em estado de alerta. As chuvas que começaram a cair desde ontem no estado podem mudar a situação.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já aponta alerta de acumulado de chuva para 364 municípios do estado. Campinas, Americana e Bragança Paulista estão incluídos. A previsão do Inmet para a semana é de pancadas de chuvas na região abastecida pelas bacias da região.
Pouca chuva no verão será mais frequente, diz pesquisador do INPE
A falta de chuvas em pleno verão se tornará cada vez mais frequente no Brasil nos próximos anos, alertou o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espacial (INPE), Gilvan Sampaio. A razão é o aumento da temperatura em todo o globo terrestre, o que tende a potencializar a intensidade dos eventos climáticos no futuro. “Os extremos climáticos se tornarão muito mais frequentes daqui para frente”, afirmou Sampaio.
O especialista participou na semana passada de um evento organizado pela Coppe/UFRJ sobre o impacto dos extremos climáticos para o setor elétrico. Como o sistema elétrico brasileiro é predominantemente hidroelétrico, o pesquisador chamou atenção para a importância de o setor estar preparado para lidar com as mudanças climáticas. “Como o setor vai conviver com maior variabilidade climática? Os extremos climáticos serão mais frequentes. Quando chove, chove com maior intensidade. O período seco será mais prolongado e intenso. Essas questões precisam ser incorporadas na operação das hidrelétricas brasileiras”, afirmou.
O aumento das temperaturas tem colocado em xeque uma máxima conhecida entre os especialistas em meteorologia, de que no Brasil o verão é chuvoso e o inverno, seco. Em 2014, tem ocorrido o oposto, com o verão extremamente seco. A causa é um bloqueio atmosférico formado por uma massa de ar quente e seca, que tem impedido o avanço das frentes frias causadoras das chuvas.
Sampaio explicou que, normalmente, esse sistema de alta pressão se forma no meio do oceano Atlântico. Porém, essa massa se posicionou mais próxima ao continente desta vez. Além de impedir as chuvas, o sistema de alta pressão se caracteriza por temperaturas elevadas, como pode ser observado nos sucessivos recordes de temperaturas registrados nas principais cidades brasileiras nas últimas semanas, o que tem impulsionado o uso de ar-condicionado.
A ocorrência desse fenômeno gera o aumento da temperatura dos oceanos, intensificando o processo de evaporação. Com isso, nuvens mais profundas são formadas e, uma vez “furado” o bloqueio atmosférico, chuvas mais intensas ocorrem. No fim de semana passado, uma frente fria conseguiu superar a massa de ar quente e seca, ocasionando chuvas no Sul e no Sudeste. Em alguns municípios no interior de São Paulo, as chuvas foram tão fortes que pontos de alagamentos foram registrados, obrigando famílias a deixarem as suas casas.
Contudo, o especialista afirmou que a massa de ar quente e seca voltará a ganhar força nas duas próximas semanas, elevando novamente as temperaturas. “A expectativa é que, em março, o bloqueio atmosférico se dissipe. Mas aí só estará restando um mês de chuvas”, afirmou. A falta de chuvas, aliada ao consumo elevado de energia, contribuiu para reduzir significativamente o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o maior e mais importante do País, operam com 35,5% da capacidade, menor nível desde 2001.
O pesquisador do Inpe disse que os modelos meteorológicos mostram uma mudança no comportamento das chuvas. Em termos de volume, não há nenhuma alteração significativa, exceto no possível aumento das precipitações na região Sul (especialmente no Rio de Grande do Sul). Contudo, o que se projeta são chuvas cada vez mais intensas e concentradas, com longos períodos sem chuvas e temperaturas mais altas. “Episódios o como do Espírito Santo no fim do ano passado ou de Petrópolis há dois anos se tornarão cada vez mais comuns”, comentou.
Sampaio afirmou que, com o aumento de temperatura, em regiões do País com alta disponibilidade hídrica, as chuvas tendem a ser cada vez mais fortes, tendo em vista a intensificação do processo de evaporação. Em regiões com menor disponibilidade hídrica, o movimento é o inverso e a tendência é de as secas se tornarem cada vez mais severas. “Além disso, observa-se que a frequência de dias e noites mais frias está diminuindo, enquanto está aumentando a frequência de dias e noites mais quentes”, explicou.
O aumento de temperatura também favorece a formação de bloqueios atmosféricos, como o observado atualmente. “A frequência de bloqueios como o atual pode aumentar, mas não sabemos qual o período de recorrência. Em vez de ocorrer, por exemplo, a cada 40 anos, isso pode ocorrer a cada 30 anos, 20 anos ou 10 anos. Não sabemos exatamente”, argumentou o pesquisador do Inpe.
Sobre a situação atual, Sampaio afirmou que os dados meteorológicos não apontam para a formação da chamada Zona de Convergência do Atlântico Sul, caracterizada por chuvas intensas e constantes. “Apostar que em março irá chover em nível suficiente para compensar a falta de chuvas em janeiro e em fevereiro é bastante arriscado. Não há nenhuma indicação de que está sendo formada essa zona de convergência, que faria chover por seis ou sete dias seguidos”, afirmou.
Chuva continua pouca e soja sofre muito.
Hoje é o dia de chuva em Luís Eduardo Magalhães, 15 mm segundo o Climatempo. O INPE diz que a possibilidade é de 90%. No entanto, a seca continua pelos próximos dias, com pouca possibilidade e precipitações de apenas 2 mm.
Está se consolidando uma perda enorme na soja de ciclo normal, principalmente aquela de primeiro ano de plantio, onde o solo tem menos matéria orgânica e menor capacidade de retenção da água. A temperatura elevada aumenta a evapotranspiração das plantas. Outra cultura que deve ser prejudicada é a do algodão, apesar de sua menor exigência em água que a soja e o milho.
Acha que o calor está demais? Espere para ver o que vem por aí.
Está achando quente hoje? Pois saiba que segunda faz 40º, repetindo a mesma temperatura na terça. Quarta sobe um pouco mais, vai a 41º e quinta e sexta vai a 42º. São as temperaturas indicadas para Barreiras. Para Luís Eduardo, desconte um 1,5 ou 2º, pela altitude. São as previsões do Climatempo.
O INPE já é mais conservador. Indica até sábado temperaturas entre 36 e 37º, com 80% de possibilidade de chuva no sábado.
Para a semana de 4 a 10 tem mais chuva e temperaturas máximas entre 29 e 35º.
INPE e UFBA vão firmar acordo de cooperação técnica.
A equipe do Projeto SONDA (Sistema de Organização Nacional de Dados Ambientais) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) reuniu-se nesta sexta-feira, 19/10/2012, com pesquisadores do Instituto de Ciências Ambientais e Desenvolvimento Sustentável – ICADS em Barreiras para divulgar o projeto, com o intuito de firmar cooperação científica na área de recursos renováveis e monitoramento ambiental.
O Físico Fernando Martins, pesquisador do INPE, realizou uma explanação sobre o Projeto Sonda e apresentou a estação solarimétrica que será instalada em Barreiras, em 2013. O INPE busca a parceria do ICADS para a instalação da estação de Barreiras no Campus Reitor Edgard Santos, de modo a formar uma equipe local para sua operação e manutenção, bem como para o desenvolvimento de pesquisas na área.
Segundo o vice-diretor do ICADS, o professor Luís Gustavo, a estação de monitoramento solarimétrico compartilhará dados para acompanhamento das variáveis ambientais do Oeste da Bahia em fortalecimento às linhas de pesquisa desenvolvidas na UFBA.
Barreiras fará parte da rede brasileira de monitoramento dos recursos energéticos, que avalia a capacidade nacional de geração de energia solar e eólica em 15 pontos do país e disponibiliza os dados gerados em um banco de dados público na internet. A região Oeste da Bahia possui uma das maiores médias de iluminância média da América Latina e possuium grande potencialde geração de energia solar. O projeto conta com apoio da Petrobrás e FINEP.







