Aventura de filme: dois jovens desviam R$813 milhões de contas do Banco Central.

Hacker Operando Um Caractere De Desenho Animado De Laptop Ilustração do Vetor - Ilustração de fundo, mascote: 236759194

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse, nesta segunda-feira (22), que bastou um notebook para que dois jovens fizessem o maior furto a banco da história do país, em um hotel cinco estrelas de Brasília. “Em meia dúzia de comandos, conseguiram desviar R$ 800 milhões, a maioria felizmente recuperada”, afirmou. 

O chefe da PF fazia referência ao maior ataque cibernético da história do país, que ocorreu em 30 de junho. Foram R$ 813,79 milhões desviados de contas mantidas junto ao Banco Central, por meio de uma infiltração aos sistemas da C&M Software –uma empresa que faz a ponte entre instituições financeiras e o Pix.

O assalto ao Banco Central em Fortaleza no ano de 2005, por exemplo, que exigiu túneis, engenharia, logística, e envolveu várias mortes na divisão do dinheiro, deixou prejuízo de R$ 165 milhões. 

Royal Tulip Brasília Alvorada – Hel EcossistemaRoyal Tulip, o hotel 5 estrelas onde dois rackers se hospedaram para operar a fraude.

As investigações sobre o ataque hacker revelaram uma intricada operação de lavagem de dinheiro, que levou a um acordo de cooperação entre a autoridade policial, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

A estatal ligada ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e 25 bancos compartilharão informação e conhecimento para facilitar o combate aos crimes financeiros e digitais. 

Chefe da PF: dois jovens com notebook roubaram R$ 800 mi - 23/12/2025 - Economia - FolhaPF apreende carros

Desvio hacker de R$ 813 milhões em transferências via Pix é alvo de operação da PF - YouTube

Segundo Rodrigues, os desdobramentos da operação Magna Fraus, que investigou os suspeitos do crime, também levaram o BC a rever a regulação das ‘contas bolsão’, que reuniam recursos de diversas pessoas sob um único titular. 

A resolução conjunta nº 16 da autoridade monetária obriga o compartilhamento de informações sobre os titulares de cada conta do correspondente bancário à instituição financeira que atua como bank as a service (baas, que possibilita a empresas de diferentes segmentos oferecerem serviços financeiros a seus clientes).

A dispersão do dinheiro furtado no ataque à C&M Software ocorreu por meio de contas bolsões e criptomoedas, conforme conversas obtidas pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) entre dois dos suspeitos: o estudante de medicina Patrick Zanquetim de Morais e Ítalo Jordi Santos Pireneus –cujo apelido é Breu. 

Nilla Vitoria Ribeiro Campos - Médica na Prefeitura de Aparecida de Goiânia | LinkedInOs advogados indicados nos autos de Zanquetim e de sua namorada Nilla Vitória Ribeiro Campos, que também foi presa durante a investigação, dizem ter deixado o caso. Procurado pela Folha, o advogado Eduardo Moura, que representa Breu, não responde a emails desde novembro. O telefone de seu escritório tampouco atende.

A história do roubo de 813 milhões - O BastidorPrincipais operadores do desvio

No evento desta segunda, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que as instituições financeiras que não prestam contas ao BC são um problema para o sistema financeiro. “O problema são as contas bolsão, que são abertas com dois CPFs e um CNPJ. Elas recebem dinheiro do crime, mas o que aparece publicamente é só o CNPJ e dois CPFs. Embaixo disso, está tudo podre, é lavagem pura”, afirmou. 

PF afirma que esquema do maior furto bancário do país foi executado por dois jovens e

Mercadante sugere que a autoridade monetária reduza o prazo de adequação, que está previsto para o fim do ano que vem, para seis meses. “Não regularizou, fecha.” 

De acordo com o presidente da Febraban, Isaac Sidney, depois do ataque à C&M Software e da Operação Carbono Oculto, que investigou fundos suspeitos de lavagem de dinheiro, a entidade composta pelos principais bancos fez uma autorregulação para dificultar a abertura de contas em nome de terceiros e fechar imediatamente as que estiverem sob suspeita.
 

PF ENCONTROU ESTUDANTE DE MEDICINA E JOGADOR DE PÔQUER

De acordo com as investigações, Henrique Magnavita Lins, chamado de “Russo”, e Wesley Nascimento Lopes, conhecido como “Spider”, e Marcos Paulo Pereira de Oliveira, de apelido “Leitão”, completariam o núcleo central do ataque cibernético, junto de Breu e Zanquetim. Os cinco estão presos. 

Breu seria responsável pela articulação, enquanto Zanquetim faria o “resumo dos valores” (expressão usada entre cibercriminosos para se refereir ao desbloqueio do dinheiro). Ele faria isso com criptomoedas mediante cobrança de uma comissão de 3%, de acordo com a denúncia do MP-SP. 

Russo, um paulista residente em Goiânia, e o mineiro Spider também teriam coordenado a operação. Segundo o MP-SP, os suspeitos criaram um sistema espelhado fraudulento que enviava ordens como se fosse a C&M Software diretamente ao Banco Central. 

As transferências ocorreram com uma conexão à internet sob responsabilidade de Leitão. A rede estava registrada em nome de um laranja. 

Os jovens mencionados pelo chefe da PF eram Breu e Russo, que comandaram a execução do crime do Royal Tulip, um hotel de cinco estrelas na capital federal, segundo depoimentos às autoridades. 

A Folha não conseguiu localizar as defesas de Russo, Spider e Leitão. 

As autoridades prenderam 23 pessoas desde o início das investigações do incidente, sem contar João Nazareno Roque, funcionário da C&M Software detido pela Polícia Civil de São Paulo. Duas prisões ocorreram na primeira fase da operação da PF, em 15 de julho, e 21, na segunda fase, em 30 de outubro. 

Durante as operações, as autoridades apreenderam 15 veículos de alto luxo, como os que estavam com os suspeitos, incluindo dois automóveis da marca BMW, um da Mercedes Benz, além de um utilitário esportivo da Porsche (Cayenne). 

A reportagem localizou processos criminais em curso nas Justiças paulista, goiana e federal. 

A quebra do sigilo de contas na corretora de criptomoedas Bybit, a pedido da PF, revelou os nomes de Zanquetim e de Nilla. 

Dos R$ 813,79 milhões desviados via Pix durante o ataque à C&M Software, cerca de R$ 205 milhões chegaram a carteiras de criptomoedas de Zanquetim e Nilla, um casal morador de Goiânia, preso em julho. Ele é um estudante de medicina, ela, uma médica recém-formada. 

Outra fonte relevante foi o celular do corretor. No dispositivo, os investigadores encontraram as primeiras referências a Breu, que se declara um jogador de pôquer. Segundo denúncia do MP-SP, ele integra o núcleo central que executou o ataque hacker. 

Ainda em 30 de outubro, a Polícia Federal prendeu o autônomo Marcos Paulo Pereira de Oliveira em Goiânia. Já sob custódia, ele disse à PF que atuou como motorista de Breu, durante uma viagem à Brasília no dia 29 de junho, um dia antes do incidente. 

No depoimento, Oliveira identificou outros sete suspeitos que estiveram na capital federal, incluindo Russo. Procurado, o advogado de Oliveira também não respondeu à reportagem. 

Na casa do motorista, a PF encontrou, além de um BMW, carteiras de criptomoedas e dispositivos eletrônicos. Os agentes também apreenderam dispositivos eletrônicos e dinheiro vivo na casa de outros cinco suspeitos em Goiânia. 

Conforme informações do site O Bastidor confirmadas pela Folha, Breu e mais quatro suspeitos deixaram o Brasil, em julho, em um jato particular com destino a Buenos Aires. As autoridades, depois, detiveram Breu em Madri. 

Russo e Spider deixaram o país com destino à Frankfurt, na Alemanha, no dia 1º de julho. 

No dia 31 de outubro, a PF anunciou a execução de seis mandados de prisão na Espanha e dois na Argentina.

 

Terroristas das mídias de extrema-direita já são procurados pela Interpol.

Allan dos Santos, ativista bolsonarista, tira foto ao lado de armas em seu sofá. Atrás, na parede, uma foto do presidente Bolsonaro - Metrópoles

Segundo o jornalista Thiago dos Reis, o Brasil acaba de acionar a Interpol para prender os blogueiritos Allan dos Santos, Rodrigo Constantino Alexandre dos Santos e Paulo Figueiredo Filho, neto do ex-presidente general João Figueiredo.

Os passaportes já foram cancelados por determinação do STF. Indocumentados, os indigitados ditos cujos estão clandestinos no País e podem ser presos a qualquer momento.

Vão ter que recomeçar o movimento neo-nazista do País a partir de um núcleo na Prisão da Papuda, destino inglório de agitadores, terroristas e até de malandros de rodoviária.

Em outubro de 2021 o Itamaraty recebeu do Ministério da Justiça o pedido “urgentíssimo” para extraditar o extremista Allan dos Santos, o “Cara de Cavalo”, que segue foragido nos Estados Unidos.

Cara de Cavalo seguia as orientações do falecido Olavo de Carvalho e de seu guru, Steve Bannon, o terrorista de Trump e conselheiro de Bolsonaro, que está em liberdade condicional nos EUA.

Que tipo de pseudo-jornalista, que enche a boca para falar em liberdade de expressão, faz questão de posar ao lado de armas de grosso calibre, privativas das forças armadas?

Esse tipo de atitude desaforada e acintosa aconteceu em meio ao caos institucional do Governo Bolsonaro, sob as bênçãos dos patriotas e charlatões do fundamentalismo pentecostal.

Coibir esse tipo de atitude era obrigação do Governo Bolsonaro, que sempre fez ouvidos moucos e olhos poucos à crescente onda de terrorismo de extrema-direita. Ao contrário, financiou os terroristas, com gordas verbas públicas.

Ainda não acabou. Mas vai acabar. 

Maluf oferece U$1 milhão, mais uma joia da mulher, para se livrar da prisão

maluf

Ex-prefeito de São Paulo e deputado federal pelo Partido Progressista (PP-SP), Paulo Maluf, de 82 anos, passou as últimas três décadas entoando o mantra “eu não tenho conta no exterior”. Mas para se livrar de uma ordem de prisão preventiva expedida em 2009 pela Justiça americana e voltar a viajar pelo mundo sem correr o risco de ser preso, Maluf fez uma proposta reveladora à Promotoria de Nova York: estaria disposto a pagar uma multa de US$ 1 milhão para encerrar o processo contra ele. Ou seja, mesmo que indiretamente, ele acabou assumindo que tem dinheiro fora do País. No acordo proposto, o ex-prefeito entregaria também à Justiça americana um anel de sua esposa, Sylvia Maluf, avaliado em meio milhão de reais, hoje em poder da Justiça dos EUA. A joia da senhora Maluf, um anel de rubi e diamantes, foi confiscada pelos promotores nova-iorquinos em uma casa de leilão da cidade.

O parlamentar é procurado pela polícia de 190 países e, atualmente, seu nome aparece em uma lista de 18 páginas ao lado de outros 160 criminosos brasileiros, entre os quais assassinos, assaltantes, traficantes de drogas, também perseguidos pela Interpol. Maluf e seu filho Flávio são réus nos Estados Unidos sob a acusação de roubo, fraude e lavagem de dinheiro. O deputado é acusado de desviar recursos públicos de obras quando ele era prefeito da capital paulista entre 1993 e 1996. Em 2007, pai e filho tiveram a prisão decretada em Nova York, porque, segundo promotores paulistas de um total de R$ 758 milhões desviados, US$ 17 milhões teriam passado pelo banco Safra daquela cidade.

A resposta da Justiça norte-americana por ora, é negativa. A não ser que o valor proposto pelo parlamentar seja significativamente aumentado. A procuradoria alega que a proposta é muito baixa, ante o rombo de quase ­R­$ 8­00 milhões deixado por Maluf. Da Revista Isto É, editado por este jornal.

O que se quer saber é onde entra a Justiça do Brasil nessa pendenga. E quais atitudes vem sendo tomadas pela direção do Partido Progressista, base do Governo Federal, sobre denuncias que remontam a duas décadas sobre corrupção de Maluf.

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Irma Fink