O motivo do nervosismo da direita: Lula continua subindo nas pesquisas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue como o candidato à Presidência preferido pelos brasileiros.  Pesquisa Ipsos divulgada nesta quarta-feira (20) pelo jornal “O Estado de S. Paulo” aponta que 45% dos entrevistados aprovam o nome do petista registrando o ápice de aprovação na série histórica do instituto de pesquisa. Por outro lado, os “presidenciáveis” de outros partidos seguem caindo.

Enquanto a mídia e o Judiciário tentam impedir que Lula concorra às eleições do ano que vem, sua aprovação junto ao povo só aumenta: 28% em junho, 29%, 30%, 40%, 43% e agora 45%. A desaprovação registrou queda de 14%.

Em entrevista dada ao jornal paulista, o diretor do Ipsos, Danilo Cersosimo, afirmou que a melhora exponencial da imagem de Lula é vinculada à lembrança do povo de seus governos e programas sociais, principalmente nesse cenário de perda de direitos e queda na qualidade de vida.

“Lula é bastante associado a causas sociais e essa associação é relevante em um momento de degradação do emprego, economia e dos programas de assistencialismo e fomento de políticas públicas de combate à desigualdade, que vem aumentando no Brasil”, disse ao jornal.

Já os outros candidatos, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o deputado Jair Bolsonaro(PSC) seguem em queda, segundo a Ipsos.

Alckmin, que já perde para Lula em São Paulo, estado governado pelo PSDB há 23 anos, teve um aumento na rejeição de 67% para 72%.

Quem o aprova caiu de 24% para 19%. Bolsonaro também segue em queda e é reprovado por 62% dos entrevistados. Marina Silva (Rede) também caiu, registrando um recuo de oito pontos na aprovação, vista favoravelmente por 28% e desaprovada por 62%.

Mais da metade dos brasileiros querem novas eleições para presidente já

 Foto: André Dusek, do Estadão.
Foto: André Dusek, do Estadão.

Mais da metade da população brasileira acredita que o melhor para o País é a realização de uma nova eleição presidencial ainda este ano, com a saída de cena da presidente afastada Dilma Rousseff e do presidente interino, Michel Temer.

A pesquisa é do instituto Ipsos divulgada nesta terça-feira (26). O Instituto perguntou a 1,2 mil entrevistados “O que é melhor para o Brasil?”, com quatro opções de resposta: permanência de Temer até 2018; retorno de Dilma até 2018; permanência de Temer com convocação de nova eleição este ano; e retorno de Dilma com convocação de nova eleição este ano.

A maior parte dos entrevistados, 38%, respondeu que o melhor cenário seria que Temer permanecesse no cargo somente até a realização de uma nova eleição este ano. Outros 14% optaram pelo retorno de Dilma até o novo pleito.

Somadas as duas respostas, o levantamento mostra que a maioria, 52%, é a favor da convocação de novas eleições, independentemente do desfecho do processo de impeachment. A opção menos escolhida, com 14%, foi a permanência de Temer até 2018.

Em relação a Dilma, 20% dos entrevistados responderam que o melhor para o país seria que a petista cumprisse seu mandato até o final, em 2018. Conforme as regras determinadas pela Constituição, uma nova eleição presidencial está prevista somente para 2018.

A antecipação do pleito é permitida somente no caso de renúncia simultânea de Dilma e Temer. Também há a possibilidade de que uma proposta de emenda à Constituição (PEC) seja aprovada pelo Congresso para autorizar uma nova eleição.

No entanto, ambos cenários são considerados improváveis. O levantamento também mostra aumento da avaliação negativa do governo Temer. Em julho, 48% dos entrevistados avaliaram a gestão do peemedebista como ruim ou péssima, ante 43% que deram as mesmas respostas em junho.

Os que consideram o governo interino regular se mantiveram em 29%. E 7% consideram o governo Temer “ótimo ou bom”, segundo a pesquisa de julho.