Bahia debate zoneamento de riscos climáticos do cacau

Mapa vai publicar portaria detalhando o zoneamento para a cultura no oeste da Bahia

Celeiro produtivo de grãos e fibra, o Oeste da Bahia tem demonstrado vocação agrícola para outras culturas.

A região, que já lidera na produção de banana e é destaque na produção de mamão e frutas cítricas, desponta também como um polo promissor para o cultivo do cacau.

Algumas lavouras já foram implantadas por iniciativas voluntárias e os resultados surpreenderam, fazendo especialistas apostarem em novas áreas.

O tema foi pauta de reunião, em Salvador, entre representantes do setor produtivo e dos governos estadual e federal, que debateram o Zoneamento de Risco Climático (Zarc) para a cultura na região.

O secretário da Agricultura do Estado da Bahia, Lucas Teixeira, que conduziu o encontro, falou com entusiasmo da possibilidade de a Bahia voltar a retomar o primeiro lugar no ranking da produção de cacau, através de inclusão de áreas promissoras, como é o caso do Oeste baiano, que demonstrou possibilidade de alta produtividade.

Em sua opinião, o novo polo produtivo representa uma proposta de crescimento econômico para o Estado, mas, sobretudo, de desenvolvimento para os pequenos produtores nos vales dos rios perenes, pois a atividade gera emprego e renda às comunidades.

Durante as discussões ficou definido que, no Oeste da Bahia, será zoneado a produção com o uso da irrigação – o que representa uma reinvenção do cultivo em relação ao modelo adotado no passado, no Sul do Estado.

Além disso, as lavouras irrigadas devem alavancar a produtividade do fruto em terras do Oeste. A proposta prevê, ainda, novas técnicas de manejo e colheita, favorecidas pelas características locais.

A decisão deve ser oficializada através de portaria publicada, nos próximos dias, pelo Ministério da Agricultura (Mapa), detalhando o Zoneamento do cultivo do cacau para a região.

O diretor de Águas e Irrigação da Aiba, Cisino Lopes, que representou a entidade na reunião, vê com bons olhos a expansão da cultura na região, que além de clima favorável, a topografia facilita a colheita mecanizada.

“O Oeste já mostrou seu potencial agrícola com outras culturas e com o cacau não deverá ser diferente”, comentou.

Além da Aiba e Seagri, também participaram da reunião representantes do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB), Faeb, Ceplac, Embrapa, Mapa, deputados estaduais e produtores de cacau.

Conta de energia deve baixar se forem retirados subsídios a irrigantes e companhias de saneamento

Temida por muitos brasileiros, a conta de luz pode ficar mais barata em breve. O Tribunal de Contas da União (TCU) ordenou que sejam retirados subsídios e encargos, embutidos nas contas, e que foram consideradas irregulares. Ao todo, cerca de 10% da tarifa paga pelo cidadão é constituído por essas taxas.

O TCU questionou o motivo de descontos serem dados apenas paras para produtores rurais, empresas de irrigação e companhias de saneamento, e que consequentemente esta diferença acaba sendo paga pela população.

Para o tribunal, os benefícios nada têm a ver com o setor elétrico. Por isso, se o governo quiser mantê-los, o TCU determinou que ele terá de tirá-los da conta de luz e incluí-los no Orçamento da União a partir de 2020. O TCU definiu que estes benefícios não tem nada a ver com o setor elétrico, e que, caso o governo queira mantê-los, devem realocar, das contas de luz, para o Orçamento da União a partir de 2020.

De acordo com matéria publicada pelo O Globo, os subsídios pagos pela população em 2017 chegou a R$ 4 bilhões. No período de quatro anos, o montante ficou em R$ 17,5 bilhões, considerando os destinados a produtores rurais, irrigação e aquicultura, e água, esgoto e saneamento. Este número representa 1/4 do total de gastos previstos no período.

O Congresso já avaliou a retirada dos subsídios, mas encontrou resistência dos ministérios da Economia e da Agricultura. O benefício chegou a ser suspenso durante o governo Michel Temer, mas voltou após pressão do agronegócio. De acordo com relatório do TCU, não há justificativas plausíveis para a manutenção dos subsídios.

“Apesar de instituídos por lei, tais subsídios dizem respeito a atividades econômicas ou a problemas sociais que não guardam correlação com o setor elétrico, o que os torna incompatíveis com o regime jurídico tarifário setorial”, diz o texto. Junto com os impostos, os subsídios são uma das principais causas das altas de tarifas de energia no país. Editado por bahia.ba e O Expresso.

Cafeicultor produz 212 scs/ha de conilon em Rondônia

Irrigação por gotejamento e nutrirrigação potencializa produção de café no estado

Mesmo nas regiões com regime de chuvas regular, os resultados de produtividade têm mostrado que bons projetos de irrigação por gotejamento garantiram aumento na produção se comparado a áreas de sequeiro. Na fazenda do produtor rural, Reginaldo Timpurim, em Rondônia, logo na primeira safra cheia foi possível produzir 212 sacas por hectare, utilizando irrigação inteligente. Na média do estado, porém, dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), revelam rendimento de aproximadamente 20 sacas/ha na safra 2017/18.

A área total do produtor Timpurim é irrigada por gotejamento inteligente da israelense Netafim. O projeto foi implantado na safra 2014/15, acompanhando todo desenvolvimento do cafezal. Além de realizar irrigação através do gotejador Dripnet, toda adubação da fazenda é feita por meio de fertirrigação convencional.

Rondônia possui média de pluviosidade anual de 3000 a 3200mm. O clima predominante é o tropical úmido, com altos índices de chuvas, forte radiação solar durante o ano, temperaturas elevadas e umidade superior a 80% de média anual. Mas, embora essas condições sejam favoráveis ao desenvolvimento do robusta, a diferença de produtividade média nas áreas de sequeiro evidencia a contribuição da irrigação na produção final.

“Esses resultados quebram o paradigma de que regiões com bons volumes de chuvas não precisam de irrigação por gotejamento para conquistar produtividade elevada”, destaca Igor Nogueira Lapa, coordenador agronômico da Netafim.  O período de seca no estado ocorre exatamente quando o café está em uma de suas mais importantes fases fenológicas: a floração. É nesse momento que a irrigação por gotejamento é crucial para fornecer água e nutrientes e garantir uma boa florada e pegamento.

Outro ponto primordial para os resultados de produtividade no cafezal foi a utilização da fertirrigação mesmo durante a estação chuvosa. “Todo o programa de parcelamento de adubação foi executado mesmo com a ocorrência de chuvas, ao contrário de muitas propriedades onde a adubação é suspensa durante períodos de precipitação”, conta o coordenador agronômico.

Em tempos de chuva há quem acredite que os sistemas de irrigação ficam sem utilidade. O fato da cultura estar com água não significa que ela esteja 100% sadia, pois muitas vezes falta nutrientes e a planta pode estar com algum déficit. Por conta do alto volume de água, ocorre a lixiviação (perda dos nutrientes pela água), principalmente em solos mais arenosos. Normalmente o produtor coloca grande parte do adubo no momento do plantio ou no começo da safra e esses nutrientes se perdem ao decorrer de fortes chuvas, prejudicando a produtividade da lavoura. Realizar a fertirrigação nesse período garante que as plantas expressem todo seu potencial produtivo.

E é também pensando em ganho de produtividade, que os produtores de Rondônia aumentaram a participação de cafés clonais – já são amplamente utilizados nas lavouras do Espírito Santo. Contudo, esses clones são mais exigentes na nutrição e consumo de água, é nesse momento que a irrigação entra para contribuir fornecendo um ambiente completamente favorável para esse tipo de material genético.

Tanto a irrigação por gotejamento, quando o investimento em genética, tem contribuído com os consecutivos aumentos de produção em Rondônia. Com recorde na produção de café nesta safra, chegando próximo a dois milhões de sacas, o estado desponta entre os grandes produtores de conilon do país, registrando desempenho na produção/produtividade de mais de 22% de aumento em relação à safra passada, na mesma área plantada (87.657,0 hectares).

Mas, todo esse desenvolvimento tecnológico ainda é muito recente aos produtores de Rondônia. O fato é que o estado possui as condições ideais para o desenvolvimento da cultura, e as tecnologias, como a irrigação inteligente, vem para contribuir com o crescimento da produção de robusta no estado, e em todo o país.

 

Irrigantes ganham desconto da bandeira vermelha na energia

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A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemorou o desconto na cobrança de bandeira vermelha para as atividades de irrigação e aquicultura, medida que vinha sendo pleiteada pelo setor agropecuário desde o início deste ano. A mudança consta da lei 13.203/2015, sancionada pela presidente Dilma Rousseff e publicada nesta quarta-feira (9) no Diário Oficial da União.

Kátia Abreu foi uma das ministras que se engajou a atender à reivindicação dos agricultores, tendo negociado o assunto com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e com o Ministério de Minas e Energia.

A ministra recebeu os produtores de arroz do Sul diversas vezes ao longo deste ano para discutir o tema. A região é responsável por 70% da produção nacional do grão. No Rio Grande do Sul, todas as plantações têm sistema de irrigação por inundação.

“O desconto na tarifa de energia usada na irrigação para produção de alimentos foi um ato de responsabilidade e sensibilidade da presidente Dilma”, disse a ministra.

A bandeira vermelha é aplicada a todos os usuários de energia elétrica desde janeiro de 2015. A medida aumenta em R$ 4,50 o custo da energia por cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. Mas com a nova lei, esse valor será reduzido.

No Oeste da Bahia, além das áreas irrigadas no Cerrado baiano, os projetos de irrigação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales dos Rios Parnaíba e São Francisco (Codevasf) em Barreiras, São Desidério, Riachão das Neves e Bom Jesus da Lapa, também serão beneficiados com a mudança da lei 13.203/2015. A cobrança da bandeira vermelha praticamente tinha inviabilizado a produção de commodities agrícolas nas áreas de pivôs centrais no cerrado e comprometia sensivelmente a situação de pequenos e médios produtores de frutas na região dos vales. Da ascom do Ministério da Agricultura, com edição do jornal Nova Fronteira.

 

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Irrigação muda vida de “Brasileiro” no oeste da Bahia

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No município de Riachão das Neves, no perímetro de Nupeba, localizado no Estado da Bahia, o irrigante Alberto Alves Brasileiro mudou sua história de vida. Nascido no município baiano de Itiúba, aos 64 anos, casado e pai de 10 filhos, Brasileiro relata emocionado como conseguiu sobreviver na agricultura irrigada mesmo sem conhecimento da atividade. “Eu não tenho estudo nenhum. Vendia doce quebra-queixo e broa na rua. Depois comecei a trabalhar na agricultura a serviço de outras pessoas em Barreiras”, conta o agricultor.

Ele relata que em 1994, quando estava no município de Barreiras, soube do projeto de irrigação Nupeba. “Eu tomei conhecimento do projeto por outras pessoas e decidi fazer a inscrição sem fé nenhuma. Não achava que receberia o lote. Mas fui contemplado com sete hectares e entrei em Nupeba no ano de 97, sem conhecimento do que iria plantar”, relata Brasileiro. O resultado para o início da produção não poderia ser diferente. Com a falta de experiência e prática, a colheita de Brasileiro fracassou várias vezes. “No início plantei feijão, arroz, limão e coco. Nada deu certo. Não tinha comprador e perdia tudo que plantava. Passei muita fome e não tinha dinheiro. Chegou ao ponto de o Distrito de Irrigação ter que cortar minha água, usada na produção, porque minha dívida era grande”, afirma.

Mesmo com todas as dificuldades, o agricultor não desistiu. Ele decidiu contar sua inexperiência para o gerente do Distrito da época, Antônio Carvalho, que ficou comovido com a situação do irrigante e negociou sua dívida, evitando o corte no fornecimento de água para o seu lote. “Eu tinha que tentar produzir mais uma vez e precisava de água. Só era o que eu tinha para sobreviver com minha família: aquele pedaço de terra. Graças a Deus, o gerente do Distrito me ajudou”, diz.

Brasileiro e outros pequenos irrigantes que não tinham perfil de empreendedor rural foram selecionados para os perímetros Nupeba e Riacho Grande, adquiriram financiamentos, implantaram suas culturas e se endividaram. Quando iniciaram suas colheitas, não havia condições no mercado local para absorver seus produtos. Pobres e endividados, esses agricultores passaram por dificuldades, alguns deles não tinham dinheiro para pagar a conta de água do seu lote. Naquele momento, cortar o fornecimento de água significaria matar as culturas implantadas no lote, o que inviabilizaria a permanência do irrigante no Perímetro. “Fico feliz em saber que Brasileiro continua na irrigação, produzindo e criando sua família com dignidade”, declara Antonio Carvalho, ex-gerente executivo do Distrito de Irrigação Nupeba e Riacho Grande.

Em 2004, Brasileiro mudou sua história. Recebeu ajuda de outro irrigante que entendia de agricultura e se especializou. “Conheci o César, que me ensinou a produzir banana. Hoje produzo só a fruta no meu lote. Vendo para outros Estados com uma produção muito boa e com isso tenho o sustento da minha família, minha casa própria e a certeza de que a plantação do meu lote está no caminho certo”, comemora. Para o secretário nacional de Irrigação, Miguel Ivan, a irrigação pode mudar a realidade de famílias e comunidades inteiras. “Temos um compromisso de reduzir, por meio da agricultura irrigada, uma dívida social histórica. E essa dívida pode ser paga se investirmos maciçamente na capacitação de pequenos agricultores. A irrigação, como técnica de produção, tem que ser acessível ao pequeno irrigante”, destaca o secretário.

 

Monitoramento de poços da CPRM prevê aumento da área irrigada.

Poço Encantado, na Chapada Diamantina, afloração do aquífero,em foto de Zig Koch
Poço Encantado, na Chapada Diamantina, afloração do aquífero,em foto de Zig Koch

Há dois anos, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Serviço Geológico do Brasil, realiza a instalação de poços de estudo no Oeste da Bahia para definir a capacidade hídrica do Aquífero Urucuia, reserva de água estratégica para manter a perenidade dos rios. Considerado o maior do país, o Urucuia abrange municípios do Oeste da Bahia e os estados do Piauí, Tocantins, Maranhão e Minas Gerais.

Para o Oeste da Bahia, a implantação de poços para estudo possibilitará conhecer o quantitativo de água disponível para os múltiplos usos e para a ampliação da área irrigada. De acordo com o diretor de Águas da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Cisino Lopes, o estudo esclarecerá aos produtores rurais da região sobre o que poderá ou não ser explorado para a irrigação.

“A meta é ampliar a oferta de água para irrigação uma vez que já dispomos de tecnologia adequada para esta atividade, podendo aumentar substancialmente a oferta de alimentos sem causar pressão ou supressão de novas áreas”, explicou Cisino, acrescentando que “a Aiba tem uma visão positiva deste trabalho em função de sua política de sustentabilidade do agronegócio regional”.

Até o momento, foram instalados 72 dos 116 poços previstos. A previsão é que até 2014 as implantações sejam concluídas. Ascom Aiba.

O grande sistema aquífero Urucuia-Areado compreende parte dos estados de Bahia, Minas Gerais, Goiás, Piauí e Maranhão. É a maior riqueza de uma vasta região. Os sistemas de irrigação em poço profundo precisam evitar a contaminação do grande lençol, mas o maior perigo está na exploração de gás de xisto, levado à frente, apesar dos protestos de vários setores da sociedade, inclusive do Congresso, pela Agência Nacional de Petróleo e Petrobrás, a maior cessionária da prospecção.

 

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Sistema de irrigação criado pela Codevasf é finalista em prêmio nacional

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A alteração do sistema de irrigação do perímetro Mandacaru, no semiárido baiano, promovida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), é uma das finalistas do prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2013. Entre os benefícios do novo sistema estão o fim do desperdício de água, o melhor desenvolvimento da planta e a economia de energia elétrica.

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O trabalho inscrito – que concorre com outros cinco candidatos – foi desenvolvido pelos técnicos da Codevasf Frederico Calazans, Juan Ramon Fleischmann e Rodrigo Franco Vieira com objetivo de proporcionar o uso mais eficiente da água e contribuir para a revitalização da bacia hidrográfica do rio São Francisco. Nesta quinta-feira (24), a Codevasf receberá certificado de finalista num evento da Fundação Banco do Brasil em Salvador; e a entrega do prêmio deve ocorrer dia 19 de novembro em Brasília (DF).

13.10.21---Verdura

Humberto diz que 70 pivôs estão parados por falta de energia.

Preocupação de Humberto, de grande parte dos prefeitos e dos produtores rurais da região, a questão do fornecimento de energia recebeu destaque na explanação do presidente da Umob.
Preocupação de Humberto, de grande parte dos prefeitos e dos produtores rurais da região, a questão do fornecimento de energia recebeu destaque na explanação do presidente da Umob.

O presidente da União dos Municípios do Oeste da Bahia (Umob), Humberto Santa Cruz foi o conferencista de abertura da edição 2013 do Congresso Brasileiro de Irrigação e Drenagem (XXIII CONIRD), realizado entre os dias 13 e 18 de outubro no Hotel Saint Louis de Luís Eduardo Magalhães. O prefeito membro da Umob, Hamilton Santana, do município de Riachão das Neves, esteve presente na abertura do Congresso.

Aproveitando sua experiência no agronegócio, após 18 anos como presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e mais de duas décadas de atuação com a irrigação na região, o hoje prefeito de Luís Eduardo Magalhães abordou a “Importância da cadeia de negócios da agricultura irrigada para o desenvolvimento municipal”.

Preocupação de Humberto, de grande parte dos prefeitos e dos produtores rurais da região, a questão do fornecimento de energia recebeu destaque na explanação do presidente da Umob. “Não temos energia para colocar 70 pivôs centrais funcionando, que estão prontos pra uso”, alertou, destacando que o problema de geração de energia não é uma exclusividade da Bahia, mas sim de todo Brasil.

O problema no fornecimento de energia se torna ainda maior quando se constata que a agricultura irrigada é responsável por ¼ de toda produção da região oeste. “Muitos dos municípios da região tem rios que os margeiam mas não tem regularidade de chuva, o que torna os sistemas de irrigação indispensáveis para seu desenvolvimento”, comentou Humberto.

Por esta razão, recebeu destaque na apresentação a ampliação do horário reservado com redução da tarifa da energia elétrica para a irrigação. A medida, segundo Humberto, é extremamente positiva para a região oeste, pois proporcionará uma redução do custo de produção e uma maximização no uso da energia elétrica sem prejudicar o sistema. “A  medida não altera o custo da demanda contratada mas sem dúvida vai representar uma redução de até 35% no custo da energia consumida na irrigação”, explica o presidente.

Setenta pivôs, com tamanho médio de 110 hectares cada um, poderiam produzir, em apenas um ano, mais 1.386.000 sacas de milho e 462.000 sacas de feijão. Isso considerando apenas 2 plantios por ano, quando na realidade a média de utilização alcança até 3 plantios se utilizadas variedades precoces. Quando se fala em milho e feijão está se citando apenas culturas de baixo valor agregado. Em termos financeiros, se utilizados para frutas, café ou mesmo algodão, o valor da produção pode ser multiplicado em até 3 vezes. E o valor do ICMS do milho e do feijão, por exemplo, poderiam ser de grande valia para o Governo do Estado, que tem finanças tão combalidas.

Kits de irrigação auxiliarão cultivo de frutas e hortaliças no Assentamento Rio de Ondas

Visitação aos tanques do projeto piloto de Psicultura implanado no Assentamento Rio de Ondas
Visitação aos tanques do projeto piloto de piscicultura implantado no Assentamento Rio de Ondas

Os agricultores do Assentamento Rio de Ondas receberam, na tarde do domingo, 13,  um kit de irrigação para auxiliar no plantio de frutas e hortaliças. A entrega foi feita durante a tradicional cavalgada Luís Eduardo Magalhães, organizada pela Associação dos Moradores do Assentamento. O secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Eduardo Salles e o prefeito Humberto Santa Cruz participaram da entrega.

Para o secretário Eduardo Salles os kits vão contribuir para o desenvolvimento sustentável do Assentamento. “Os pequenos produtores assentados querem produzir e ter condições de gerar sua própria renda”, disse, lembrando que os kits vão contribuir para o desenvolvimento do plantio de banana, maracujá e hortaliças.

O prefeito Humberto Santa Cruz acredita que “mais importante que dar o peixe é ensinar os agricultores do Assentamento a pescar”. Humberto faz alusão ao projeto de psicultura em fase de implantação no local. “Toda vez que volto ao assentamento me surpreendo. Foi-se o tempo em que as famílias assentadas viviam de esmolas”, disse.

Para implantação do projeto piloto de piscicultura serão investidos R$ 10 milhões, em parceria com o Ministério da Pesca. Após a entrega dos kits, o secretário e o prefeito, acompanhados do presidente da Associação, Firmino Silva Rocha e do secretário municipal de Agricultura, Renato Faedo, visitaram os seis tanques do projeto piloto. Também participaram da entrega o Superintendente Estadual de Irrigação, Marcelo Abreu e o secretário Estadual de Meio Ambiente, Eugênio Spengler. Outros dois kits de irrigação ainda serão entregues. Atualmente existem 253 famílias assentadas.

Dona Dilma diz que o ano de 2013 será ano de colher o que se plantou

“2013 vai ser o ano que nós vamos colher muitas coisas que nós plantamos. Vai ser o ano que nós vamos plantar ainda mais do que vamos colher. Mas eu asseguro para vocês, 2013 será um ano em que nós teremos aquele crescimento sério, sustentável e sistemático. Ou seja, nós queremos crescer (…) Queremos que o povo brasileiro cresça, que o emprego cresça e sobretudo a educação de qualidade”.

A declaração foi da presidenta Dilma Rousseff durante evento no município de São Julião, a 386 quilômetros da capital Teresina, onde foi dada ordem de serviço para início das obras do projeto de irrigação Marrecas-Jenipapo, a ser executado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) – um investimento de R$ R$ 46,5 milhões dentro do programa Mais Irrigação.

         A agenda da visita da presidenta ao município do semiárido piauiense incluiu o lançamento de medidas emergenciais para a população atingida pela estiagem – como a assinatura de Medida Provisória que estende e amplia o Garantia Safra e o Bolsa Estiagem –, e visita a obras de infraestrutura hídrica, como a barragem e a adutora de Piaus.

         Além da ordem de serviço para o Marrecas-Jenipapo, foram também assinadas, na presença da presidenta Dilma, ordens de serviço para construção da barragem e adutora de Milagres, a adutora Padre Lira e para a barragem Jenipapo. Juntos, todos esses projetos devem beneficiar cerca de 144 mil pessoas da região no período de estiagem, num investimento de mais de R$ 260 milhões por meio do Ministério da Integração Nacional (MI).

         O governador do Estado do Piauí, Wilson Martins, declarou que está ocorrendo uma revolução no estado com a viabilização de tantos projetos e a inclusão de pessoas em ações de parceria com o Ministério da Integração Nacional.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, disse  que o Brasil está com o olhar plantado para o futuro. “Temos que investir fortemente em infraestrutura hídrica e irrigação para garantir emprego e renda ao homem do interior do nordeste. Seja em conjunto com o governo do estado ou com a Codevasf, que é a nossa grande parceira aqui no Piauí, nós temos investimentos definidos a serem feitos de R$ 1,3 bi”, destacou o ministro.

Tudo certo, Presidenta. Só nos resta uma dúvida cruel: quem plantou, quem vai colher? Os mesmos?

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Irrigação: o Governo quer, mas não quer.

Matéria distribuída, hoje, pelo Ministério da Agricultura. Leia com atenção:

“As novas tecnologias de irrigação são ferramentas importantes para impulsionar a produtividade agrícola de pequenas, médias e grandes propriedades rurais. Atento a isso, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, determinou a implementação de uma política de irrigação para o campo. O objetivo é o aumento da produtividade e da produção de grãos e carne sem desmatamento.

Hoje, o Brasil tem uma área plantada de 68 milhões de hectares de grãos, frutas e fibras. Na pecuária, o espaço no campo é de 180 milhões de hectares. A execução da política de irrigação é para, justamente, tornar mais intensivo o uso dessas áreas, reduzindo a pressão por novos espaços.

Para atender essas demandas, o governo, por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, já disponibiliza uma linha de financiamento para o incentivo à irrigação, com juro subsidiado e carência de três até 12 anos para pagamento. Além do crédito mais barato e das taxas que variam entre 5% e 5,5%, o Ministério garantiu no Plano Plurianual/2012-2015 recursos de R$ 4 bilhões.

Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, o uso da irrigação é um dos itens mais importantes para a modernização e o aumento da produtividade da agricultura brasileira. Segundo ele, a utilização dessa tecnologia permite o uso intensivo dos solos, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas, além de qualificar a lavoura.

O crescimento das áreas irrigadas é apontado como um dos principais fatores que garantiram o suprimento de alimentos em décadas de explosão demográfica. Dados mostram que o setor agropecuário é o maior consumidor de água em todo planeta, correspondendo a 70% da água doce existente, enquanto o uso doméstico responde por aproximadamente 10%, sendo o restante consumido pela indústria.”

O que gostaríamos de saber é se o Ministro da Agricultura, em seus pesadelos mais conturbados, imagina como é complicado a outorga de água, na Bahia por exemplo.

Equipamentos caros e com alta carga tributária, energia cara e instável, licenciamento ambiental kafkiano. O Governo definitivamente não incentiva a irrigação.

Produtores perderam uma ótima chance de produzir feijão.

O feijão carioquinha de boa qualidade está sendo vendido, em mercado estável, a R$185,00 a saca de 60 quilos. Uma grande chance perdida pelos produtores do Oeste, desiludidos com os altos e baixos das cotações da leguminosa. Neste preço, qualquer pivô central de 110 hectares, com produção média de 60 sacas, faturaria mais de 2 milhões de reais. O suficiente para comprar no mínimo outros 5 equipamentos de irrigação sofisticados como esse. Isso se fosse fácil conseguir outorga de água pelos órgãos ambientais. 

Comida barata passa pela mesa do burocrata. E aí a receita desanda.

João Barata, cafeicultor pioneiro, é homenageado na Bahia Farm Show.

A história de vida, a ousadia e a visão de futuro do cafeicultor João Barata, pioneiro no cultivo do café na região Oeste da Bahia, mereceram homenagem da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães nesta quinta-feira, 2, durante a  Bahia Farm Show. O prefeito Humberto Santa Cruz entregou uma salva de prata ao empresário e produtor rural Luiz Antônio Cansanção, que na ocasião representou o senhor João Barata. O homenageado não pode estar presente, porque está em Portugal, onde também receberá mérito do Governo Português, no próximo dia 7.

O português João Barata, hoje com 92 anos, chegou por aqui aos 70, com o sonho de plantar café. Foi ele quem instalou o primeiro cultivo comercial do café no Oeste baiano, em 1994, trazendo de Angola a experiência de produzir café irrigado, dando inicio ao novo ciclo do café na Bahia.

Entre os presentes na homenagem estavam o presidente da AIBA, Walter Horita; o diretor da Abacafé – Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia,  Antonio Guerreiro; e o  presidente do Sindicato Rural, Vanir Kölln.