Sementes “salvas”: produtores de algodão têm vitória na Justiça Federal

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O juiz federal da subseção judiciária de Barreiras, Igor Matos Araújo, decidiu liminarmente reivindicação do Sindicato dos Produtores Rurais, sobre a utilização das chamadas sementes de algodão salvas ou crioulas, aquelas que os produtores utilizam de um ano para outro. Diz a sentença do Magistrado, que deverá ser publicada no Diário Oficial da Justiça nos próximos dois dias.

“Que a União, por meio do Ministério da Agricultura, não proceda a interdição do estabelecimento (fazenda ou área territorial plantada), bem como não aplique a sanção de apreensão e condenação das sementes já plantadas, dos produtores de algodão, filiados à autora (Sindicato), dentro do âmbito territorial de sua atuação, que tenham se utilizado sementes salvas sem declaração de campo e as cultivares melhoradas e ainda não certificadas de origem DB no plantio da safra de algodão de 2013/2014, enquanto se discute o processo.

Na mesma decisão, o Juiz determina que no prazo de 20 dias depois de ter tomado ciência da sentença, os produtores deverão comunicar ao MAPA a origem das sementes plantadas, o local e a área cultivada, juntando a listagem em juízo.

Nesta quinta-feira, os produtores filiados ao Sindicato vão se reunir na sede, às 18 horas, como forma de tomar amplo conhecimento sobre a decisão e tomar as providências para o cadastramento das áreas. Foi o que decidiram hoje pela manhã, em reunião, o presidente do Sindicato, Vanir Kölln; a presidente da ABAPA, Isabel da Cunha; o presidente da Cooperfarms e vice-presidente da AIBA, Odacyl Ranzi; o diretor de negócios da Cooperfarms, Carlos Meurer; e os advogados Carlos César Cabrini e Márcio Rogério de Souza, este último autor da ação junto com José Armando Mascarenhas.

Ao longo da semana estaremos cobrindo a ação do Sindicato Rural e da ABAPA no sentido de informar nossos leitores.

Veja aqui neste link a íntegra da decisão.

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Abapa participa de encontro anual em Liverpool

Foto - Comitiva-Abrapa Liverpool

​A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) participou do encontro anual da International Cotton Association (ICA), que aconteceu nos dias 24 e 25 de outubro, na Inglaterra.  Na ocasião,  a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu mais uma edição da Sala de Negociações de Liverpool. O grupo da Abrapa, liderado pelo presidente Gilson Pinesso, recebeu os principais compradores do algodão brasileiro para conversar sobre os pontos positivos e negativos da última safra. “Este é o momento que temos para apresentar nossa realidade, ouvir sugestões e programar o trabalho para que a nova safra atenda às demandas desses compradores. O produtor brasileiro está sempre muito atento ao que o mercado pede e trabalha para atender  esses  pedidos”, diz Pinesso.

A Abapa foi representada pela sua presidente Isabel da Cunha, o diretor executivo Uilham Hillebrand e as produtoras Zirlene Pinheiro e Marjorie Dal Bello. “Esse tradicional evento da ICA é importante para mostrar a força da cotonicultura brasileira. O algodão produzido na Bahia mais uma vez destacou-se pela excelente qualidade, além disso, temos boas perspectivas para próxima safra, prevendo um aumento de aproximadamente 20% da área plantada”, disse Isabel da Cunha.

Durante o dia 24 a Abrapa recebeu 14 empresas que compram e comercializam a pluma brasileira com os principais mercados mundiais, entre eles, China, Coreia do Sul, Tailândia e Indonésia. Para cada uma, Pinesso apresentou os números da safra brasileira, pontos fortes e dificuldades. O tema principal nos debates girou em torno da qualidade da fibra. “O desempenho em micronaire nesta safra foi superior ao da passada e o trabalho da Abrapa em melhorar seus laboratórios vem dando certo. Temos ainda a implantação do Laboratório Central de Referência (LCR) que vai certificar os demais e fazer a rechecagem das amostras, dando mais transparência e confiança nos resultados”, afirma o presidente da Abrapa.

Outro ponto muito debatido durante os encontros foi a sustentabilidade. O Brasil tem o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e também é participante da Better Cotton Initiative (BCI), que, em breve, serão um único protocolo para o produtor brasileiro. “Todos os traders têm clientes interessados em comprar algodão certificado. O Brasil já saiu na frente e mostra sua posição de vanguarda com a BCI e o ABR”, diz Pinesso.

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Deltaville

Missão à Ásia traz bons resultados aos exportadores de algodão

Comitiva Brasileira da Missão Comercial à Ásia, no Vietnã

A recente missão da Abrapa – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão à Ásia deu aos produtores brasileiros boas perspectivas de negócios para as próximas safras. A Abapa – Associação Baiana dos Produtores de Algodão foi representada pela presidente, Isabel da Cunha e pelo diretor da Abapa e vice-presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen.

As visitas ao Vietnã, à Tailândia e à Indonésia resultaram em novas relações, fortalecimento das antigas e promessas de mais fardos brasileiros sendo entregues às fiações dos três países. “Ouvimos as demandas das principais indústrias dos três países e vamos trabalhar para atendê-los cada vez melhor”, diz o presidente da Abrapa, Gilson Pinesso. Segundo ele, as indústrias têxteis dos países visitados já utilizam muito da fibra brasileira, principalmente, porque confiam na qualidade e no compromisso com o cumprimento dos contratos.
A presidente da Abapa, Isabel da Cunha, acredita que a missão foi extremamente importante para aumentar o volume exportado para os países que já compram o algodão brasileiro. “Tivemos a oportunidade de conhecer as demandas dos países asiáticos, para que possamos atendê-los com excelência. Ainda temos entraves no que diz respeito a logística, no entanto, nosso algodão destaca-se pela qualidade. A perspectiva é que fecharemos novos negócios e exportaremos cada vez mais”, disse Isabel.
A comitiva brasileira composta por representantes de oito, das nove associações estaduais de produtores de algodão, visitou entre os dias 7 e 17 de julho as cidades de Ho Chi Minh, no Vietnã, Bangkok, na Tailândia, e Jacarta, na Indonésia. Em cada cidade, a Abrapa ofereceu um jantar para os representantes das indústrias têxteis. Em Jacarta, além do encontro, o grupo também teve a oportunidade de conhecer a indústria de fiação Indorama, uma das maiores da Indonésia, onde conheceram o funcionamento da produção de fios do país.
COMPRADORES – Os números da safra 2012/2013, até junho, mostram que o Brasil exportou 915.185 toneladas de algodão. Dessas, a Indonésia comprou 146.743; o Vietnã, 54.472; e a Tailândia, 39.109 toneladas. No ranking dos maiores compradores da fibra brasileira, os países estão, respectivamente, em terceiro, quinto e sétimo lugares. China e Coreia do Sul são os dois primeiros.

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ABAPA tem nova presidente.


Foto do Jornal Nova Fronteira

Isabel da Cunha é a nova presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão – ABAPA. Gaúcha de Tapera  e desde o início dos anos 80, produtora em Luís Eduardo Magalhães, onde planta algodão em consórcio com a família há mais de dez anos e deverá cultivar nesta temporada 4,2 mil hectares da pluma. Ao assinar o termo de posse, a produtora ressaltou que assumir a presidência da Abapa é uma honra e um grande desafio. “Honra pelo respeito e credibilidade que a Abapa representa no meio empresarial e social. Desafio porque sei da responsabilidade que o cargo exige, porém tenho plena convicção das minhas funções. Estou certa de que com firmeza, determinação e apoio dos meus colegas da diretoria conseguirei vencer as dificuldades e farei uma gestão positiva para todos”,  afirmou Isabel da Cunha.