Carta ao nosso caríssimo presidente.

Por Jô Soares, humorista, escritor e influenciador analógico

Vossa excelência é mesmo o leão, o rei dos animais!

Très cher président: “Quo usque tandem abutere patientia nostra?!”

Frase que, em latim, vossa excelência, melhor latiador do que eu, conhece perfeitamente, foi dirigida em quatro cartas do senador e escritor romano Cícero ao Senado e ao povo em relação a Catilina, militar e senador que pretendia derrubar a República. Veja que ousadia! Isso antes do AI-5!

Mas o que me leva a esta monótona missiva é associar-me a vossa excelência no episódio do leão contra as hienas.

Realmente é um excesso de diversos predadores a atacar um leão solitário, tentando proteger-se e aos seus filhotes: são chacais supremos, racuns, capivaras e gambás, sem falar das folhas, cujo destino é inominável, e das eternas hienas globais.

(Para os menos ilustrados: 1- Valhacouto: lugar seguro onde se encontra refúgio; abrigo, esconderijo; o que se usa para encobrir o aspecto de uma coisa, ou as intenções de alguém; disfarce, dissimulação; 2 – Papalvo: diz-se de indivíduo simplório, pateta ou tolo.)

Voltando ao tema principal: cheguei a pensar, quando vi o vídeo (por sinal, parabéns pela montagem), que talvez a figura de Mogli, o Menino Lobo, criado na selva, enfrentando múltiplos perigos, fosse mais adequado a vossa excelência.

Meditei muito, passei a noite sem dormir, mas antes de apagar a luz estava começando um filme da Metro com aquele rugido característico: para mim, aquela mensagem foi decisiva. Pude finalmente dormir em paz: a sua definição é perfeita: vossa excelência é o leão. Vossa excelência é o rei dos animais!

Jô Soares, uma das cabeças pensantes do País, diz que não podemos guinar rumo à ignorância

Aos 81 anos, o escritor e apresentador Jô Soares foi o homenageado no 31° Prêmio Shell de Teatro, que foi realizado na última terça-feira (19), em São Paulo. Em seu discurso, após receber um prêmio pela contribuição ao teatro brasileiro, Jô não escondeu a sua opinião e lamentou a “guinada” dada pelo país.

“Não podemos dar essa guinada tão violenta rumo à ignorância”, disse o dramaturgo.

De acordo com o Extra, Jô defendeu ainda que, para o progresso do país, é necessário que o governo invista em “tecnologia e cultura”:

“Um país só progride com cultura e tecnologia de ponta. O governo tem que cuidar do país, e para cuidar do país tem que investir em tecnologia e cultura”.

Um general acorda depois de seis anos de coma. E parece que tudo mudou no Brasil.

 

Este ano, com “mandato” de Michel Temer, justiça seletiva, carnaval de protestos, intervenção federal no Rio, Copa do Mundo e eleições em outubro, melhor dormir agora e acordar no Natal, mesmo que as notícias não sejam boas.

Entrevista de Eduardo Campos na Globo pode ser marco na campanha

eduardo campos

Quem assistiu a entrevista de Eduardo Campos, no programa Jô Soares, nesta madrugada, ficou com a sensação de que agora o Governador de Pernambuco começará a ser conhecido no País. É claro que operários e a base da pirâmide, aqueles que realmente elegem presidentes, não viram o programa. Precisam levantar cedo para trabalhar e levar o País nas costas. Eduardo Campos fez questão de se mostrar sereno e conciliador, sem falar mal do Governo do PT, do qual fez parte nos últimos anos. E deixou claro que Marina Silva ainda pode ser a cabeça de chapa na campanha.

O aquecimento global é mentirinha.

O professor de climatologia na USP, Ricardo Augusto Felício, fez doutorado sobre a Antártida e afirma com todas as letras: “o aquecimento global é uma mentira”. Segundo ele, não existem provas científicas desse fenômeno.

Ricardo Augusto Felício comentou que o nível do mar não está aumentando e que o gelo derrete sim, mas depois volta a congelar, porque esse é o seu ciclo. O professor lembrou ainda que o El Niño, um fenômeno natural, faz esse nível variar cerca de meio metro.

“O nível do mar continua no mesmo lugar. Primeiro se fosse derreter alguma coisa, teria que ser a Antártida, mas para derretê-la você tem que ter na Terra uma temperatura uns vinte ou trinta graus mais elevados”, explicou o professor.

Ricardo também afirmou que o efeito estufa é uma física impossível e que a camada de ozônio é uma coisa que não existe. O professor ainda respondeu perguntas da plateia como se a Amazônia é o pulmão do mundo e se a garoa característica de São Paulo está diminuindo.

O vídeo é longo e pesado. Mas vale a pena ser visto. Deixe carregando enquanto vai tomar um café e fazer um xixi. Depois volte para ver.