Lula faz elogios ao seu governo.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse hoje (15) que deixará um país que caminha em ritmo acelerado – a 120 quilômetros por hora – para sua sucessora, a presidenta eleita, Dilma Rousseff.

O presidente brincou, dizendo que a situação do Brasil é tão boa que ele gostaria de poder administrá-lo agora. “Como eu queria ter herdado um país para governar depois do governo Lula”, disse ao receber o prêmio de Brasileiro da Década concedido pela revistaIstoÉ, na capital paulista.
Lula ressaltou, entretanto, que as conquistas dos últimos anos foram resultado de um trabalho conjunto com os governadores, empresários e a sociedade. “O desenvolvimento dos últimos anos não foi atributo desse ou daquele indivíduo”.
A diminuição da desigualdade e da pobreza foi ressaltada por Lula como um dos grandes avanços de seu governo. “Todo o país ganhou, mas os pobres ganharam um pouco mais”, disse. “Este povo que passou a comer melhor e ter acesso ao emprego e a dignidade não se contentará mais com o prato raso da cidadania”, completou.

Lula está inventando o onanismo político. Ele é tão bom, mas tão bom, que depois dele, só ele mesmo.

Os homens das cavernas sob e sobre a ferrovia.

Foto de Ricardo Stuckert, da Presidência da República.

A Obra da Ferrovia Oeste-Leste, que inicialmente ligará Ilhéus a Barreiras, com 1,1 mil quilômetros de estradas de ferro, só terá sentido com a construção de um porto na ponta oceânica da via. Para tanto, o presidente Lula acredita que para que a ferrovia não fique ociosa à espera do Porto Sul, a obra terá de ser iniciada já em meados do primeiro semestre do ano que vem.

“Ainda está se discutindo o melhor local e eu penso que, se tudo der certo, Dilma estará aqui em março para anunciar a construção do porto”.

O porto enfrenta problemas de questões ambientais. Nada, entretanto, que não possa ser superado, na visão do presidente.

“Há três meses levantaram os problemas das cavernas (para a construção da ferrovia). Ninguém é irresponsável de construir por cima de uma caverna sem saber a espessura. Mas trabalhamos com rapidez extraordinária com o ministério do Meio Ambiente e estamos aqui hoje”, compara. Texto de Rafael Rodrigues, do portal Bahia Notícias.

O problema não são as cavernas, Presidente. O problema são os homens que habitam as cavernas.

Lula, a “mãe dos ricos”?

Sob o título “Coerência externa e interna”, Roberto Jefferson, desmascara a atitude anti-americanista do presidente Lula e as suas ligações espúrias com o chamado “Grande Capital”. Veja o texto na íntegra, do qual reproduzimos a abertura, clicando no link.

Diz a “Folha” que, “apesar dos cortes feitos na Selic ao longo de 8 anos”, Lula vai terminar o governo “deixando o País com os maiores juros reais (descontada a inflação) do mundo”. É sabido que altas taxas de juros só beneficiam o capital, concentrando a riqueza. E a dupla identidade de Lula com os EUA, trazida à luz pelo WikiLeaks – “em público, paulada nos norte-americanos; em privado, afago nos irmãos do norte” -, se aplica à política interna: o redivivo “pai dos pobres” (ou o “rei das bolsas”) também pode ser alcunhado de a “mãe dos ricos”.