Greve dos professores termina, sem acordo, de maneira melancólica.

Os professores da rede estadual de ensino decidiram acabar a greve da categoria, que durava 115 dias, em assembleia-geral realizada na manhã sexta-feira (3), no Colégio Central, em Salvador.

De acordo com a diretora jurídica do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Marilene Betros, os docentes recusaram a contraproposta do Palácio de Ondina, mas optaram em dar um ponto final à paralisação. Foto de Max Haack, do Bahia Notícias.

Governo garante aulas em mais de 85% dos colégios estaduais

O Governo do Estado informa que mais de 85% das unidades escolares estaduaius têm as atividades normalizadas, o que garantiria a rotina de 850 mil estudantes. No entanto, a reposição de aulas terá que acontecer aos sábados deste ano, bem como nos meses de janeiro, fevereiro e talvez março de 2013. Também seria necessário o encerramento imediato da paralisação promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), que não tem avançado nas negociações com o governo. Nesta sexta-feira, às 9h, uma nova assembleia-geral da categoria será realizada no Colégio Central, sem expectativa de que haja votação pelo fim da greve. Do Bahia Notícias

Greve dos professores estaduais sofre com as desistências

Hoje serão completados 107 dias da greve do magistério estadual. A greve está concentrada principal na Capital, Salvador, e na Região Metropolitana. A maioria dos professores – muitos são arrimos de família – volta às aulas para resolver problemas urgentes, como cortes de luz e água em suas residências, e até a falta de alimentação. O comando da greve quer realizar ação de solidariedade com esses professores que deixaram a greve, trazendo-os para o movimento novamente. No Oeste baiano o movimento que não chegou a instalar-se, agora está fortemente esvaziado.

Professores dizem que greve está mantida.

Os dirigentes sindicais dos professores do Estado, que mantém greve há 101 dias, confirmaram hoje que não deixarão o prédio da Assembléia, mas que não enfrentarão a Polícia. A greve será mantida. Foto de David Mendes, do Bahia Notícias.

Manifestação do professorado pela greve.

 Os servidores do IFBA e UFBA e as professoras e professores do Estado da Bahia em greve realizarão uma caminhada hoje,  06,  no Parque de Exposições a partir das 21h. A concentração será realizada, com os servidores vestidos de camiseta vermelha ou branca, às 20h, na parte interna do portão principal do Parque de Exposições Engenheiro Geraldo Rocha.

 

Magistério e Wagner não se acertam. É o 37º dia de greve.

Com centenas de milhares de estudantes sem aula há 37 dias, a queda de braço entre o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e os professores da rede estadual ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira, mas a greve ainda parece longe do fim.

O governo estadual informou ao arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, escolhido pelos professores como mediador, que suspenderia o corte de ponto e pagaria pelos dias parados desde que os grevistas encerrassem o movimento e voltassem imediatamente à sala de aula.

A proposta foi rechaçada com ironia pelo comando de greve. “Ninguém levou em conta isso, é hilariante o governo imaginar que entramos em greve para receber os dias parados”, disse o líder grevista Rui Oliveira.

O APLB Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da BA) afirma que 85% dos 37 mil professores aderiram ao movimento. O Estado diz que 630 escolas em 230 municípios estão funcionando normalmente. A rede estadual da Bahia atende 1,1 milhão de estudantes matriculados em 1.422 escolas em 417 cidades.

Professores reivindicam um aumento imediato de 15,7%, que, somado aos 6,5% concedidos no início do ano a todo o funcionalismo baiano, alcançariam o mesmo percentual do reajuste do piso nacional da educação (22,2%).

O governo afirma que a exigência é irreal porque geraria um gasto novo de R$ 412 milhões na folha de pagamento, fazendo o Estado estourar o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

PASSEATA

A greve dos professores é o segundo enfrentamento com uma categoria numerosa de servidores do governo Wagner este ano.

Em fevereiro, policiais militares pararam durante 12 dias –o que gerou uma onda de violência e mortes que sacudiu a Bahia. Pressionado politicamente às vésperas do Carnaval, a maior festa popular do Estado, o governo aceitou pagar as gratificações reivindicadas pelos policiais até 2015.

Amanhã os professores realizam uma passeata pela Cidade Baixa até a colina da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, o mesmo trajeto da lavagem do Bonfim, tradicional festa popular realizada em janeiro na capital baiana.

Professores vão às ruas em Barreiras.

Os professores de Barreiras foram cedo para as ruas, com concentração na praça Castro Alves, para pedir o apoio da população à sua causa, que é a concessão, por parte do Governo Estadual, do piso salarial base. O magistério em greve está garantindo a reposição das aulas, mas afirma que não encerra a paralisação sem o aumento.

Kelly vota em branco projeto de aumento do magistério.

Segundo informações de José Marques, do portal Bahia Notícias, foi aprovado, na noite desta terça-feira (24), o Projeto de Lei 19.778/2012, que reajusta as remunerações da carreira do magistério público estadual do ensino fundamental e médio.

Apesar dos gritos e cantorias de protestos dos docentes, profissionais da educação e estudantes presentes na galeria da Casa (que desejavam um aumento automático de 22,22%, e não conseguiram), a medida foi aprovada sem grandes entraves.

Foram 33 votos a favor, 19 contra e duas abstenções, uma delas de Kelly Magalhães (PCdoB).