Atenção: cheques roubados.

O Supermercado Marabá foi assaltado nesta madrugada. Além de uma pequena importância em dinheiro, os amigos do alheio levaram uma série de cheques de clientes. Pedimos aos leitores que prestem atenção e em caso de aparecer algum cheque desses, avisem a Polícia Militar, Polícia Civil e ao Supermercado.(9978-0055)

HS BORGES 892,00

HS BORGES 516,00

LEONARDO GONZATTO 4000,00

MARIUZA APARECIDA MAIA GONCALVES 1400,00

JORGE LUIZ PINTO SALDANHA 2625,00

JORGE LUIZ PINTO SALDANHA 1500,00

VALDEMAR RODRIGUES SOARES 1532,00

ELIO SALES BATISTA – 2250,00

VALDOMIRO DE SOUZA ALMEIDA – 1100,00

AIPINZAL AGRO 2216,00

JORGE LUIZ PINTO SALDANHA 2625,00

JORGE LUIZ PINTO SALDANHA 1500,00

ZENILDA BABILONIA DOS SANTOS 1070,00

MARIA CRISTIANE DOS SANTOS 1120,00

Mais de 2/3 votam contra a secessão no Pará. Tapajós votou com quase 100% a favor.

Redutos do separatismo, Marabá e Santarem tiveram votações superiores a 90% favoráveis à divisão do Pará, segundo informação da Folha.

O recorde foi em Santarém, que seria a possível capital do Tapajós (oeste): 98,6% disseram “sim” à criação do novo Estado. O município tem cerca de 200 mil eleitores.

Violenta e com pouca infraestrutura, Marabá quer ser a Capital do Carajás.

A orla da cidade velha, onde estão concentrados os restaurantes e casas noturnas da cidade.

Na cidade de 234 mil habitantes que pode se tornar capital no caso de criação do estado de Carajás, o principal assunto é o plebiscito de próximo domingo, no qual a população votará pela criação ou não de mais dois estados: Tapajós e Carajás. Nas ruas de Marabá, é difícil encontrar alguém que revele seu voto contra a divisão do estado do Pará.

A maioria favorável à divisão diz esperar que ela traga a prosperidade que estão esperando há anos. Caso se tornasse uma capital, Marabá já seria elevada ao posto inglório de a capital mais violenta do país. De acordo com o Mapa da Violência divulgado este ano pelo Ministério da Justiça, com base em dados de 2008, a cidade é a quarta mais violenta do país, com uma taxa de 125 mortes para cada 100 mil habitantes, acima de Maceió (107,1), Recife (85,2), Vitória (73,9), quatro vezes maior que a do Rio de Janeiro (31) e dez vezes pior que a de São Paulo (14,8).

As cheias do Rio Tocantins costumam invadir as partes baixas da cidade, principalmente na cidade velha.

Além disso, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Marabá (0,714) seria o mais baixo entre as capitais. Uma das causas é a explosão demográfica do município que viu sua população crescer 38% entre 2000 e 2010, passando de 168 mil para 233 mil habitantes. O crescimento acelerado, influenciado principalmente pela instalação de siderúrgicas e a atividade da pecuária na região, trouxe pessoas de diferentes partes do país. Em 2000, de acordo com dados do IBGE, 42% da população de Marabá não era nascida no estado do Pará.

O crescimento populacional e até econômico não veio acompanhado, na mesma proporção, de infraestrutura. A população se ressente das condições precárias das estradas, saneamento básico, educação e, principalmente, saúde. “Pior do que está não vai ficar”, muitos dizem ao justificar o voto pela divisão do estado, mesmo sem tanta certeza de uma melhora considerável futura.

“Aqui precisa de tanta coisa, é saneamento básico que não tem e saúde, principalmente. A gente adoece e vai pra Teresina (PI) ou Araguaína (TO), porque aqui onde moramos não tem pra gente”, conta Leslie de Almeida, que vende frutas na feira de Marabá. Alguns, como o taxista Francisco das Chagas, acham que os impostos pagos na região acabam sendo aplicados em outro lugar. “A capital fica muito longe de onde a gente mora, do sul do Pará, e fazendo o estado fica tudo aqui, até os recursos, que não vão embora”.

Em Marabá, quem é contra a divisão duvida que a situação mude e diz que o problema político é maior. “Não creio que mude alguma coisa com a divisão. Acho que tem que mudar muita coisa começando lá de cima, não daqui do Pará. Acho que não é só o governo estadual que está errado, é o governo em geral”, diz a garçonete Katiane da Cruz.

Mesmo a menos de dois dias do plebiscito, ainda é possível encontrar quem ainda não escolheu em que vai votar. É o lado do comerciante João Primo, que tem uma de loja de roupas no centro da cidade. “Ainda estou em dúvida se vou votar e em que votar. Minha dúvida é que para os fracos pode não ter melhora. Acho que para quem já tem melhora mais, mas pra quem não tem, acho que vai é piorar”.

O plebiscito ocorre no domingo (11) das 8h às 17h e os eleitores do Pará responderão a duas perguntas. A primeira, se eles são a favor ou contra a criação do estado do Tapajós. Em seguida, os paraenses responderão se são favoráveis ou não à criação do estado de Carajás. O voto é obrigatório para quem tem título de eleitor do Pará, e os que estiverem fora do domicílio eleitoral têm o prazo de 60 dias para justificar a ausência. De Danilo Macedo, da Agência Brasil.

Ponte rodoferroviária sobre o Tocantins, feita para escoar o minério de ferro de Carajás. Primeiro foi construída a ponte ferroviária. E bem mais tarde, duas pistas, em mão inglesa, para veículos. Por aqui passam até 16 composições por dia, puxadas por até 4 locomotivas. São mais de 100 vagões, em cada comboio, com capacidade de 100 toneladas de minério cada um.

O empresário Antonio Guadagnin, da Deltaville Empreendimentos Imobiliários, tem investimentos de porte em Marabá. Ele afirma que é impossível perder dinheiro em Marabá, seja qual for o serviço, porque a demanda está sempre acima do que é disponibilizado pelas empresas. A Deltaville já tem três grandes loteamentos na cidade e, um deles, com mais de 500 lotes, foi todo vendido em duas horas.

Assassinatos no Pará: conflitos agrários são o menor motivo.

O jornal o Globo afirma hoje que nos últimos 15 anos morreram 212 pessoas em conflitos agrários no Sul do Pará, contando aí aquelas 19 que morreram em confronto com a PM em Carajás. O que o Globo não comenta é que em Marabá e região morre-se pelos motivos mais fúteis e morrem muitos. Segundo dados da Polícia Civil, em 2011, foram registrados, nos dois primeiros meses, 459 homicídios no Pará. Do total, 309 no interior e 150 na Região Metropolitana de Belém. Em janeiro, houve na grande Belém, 81 homicídios e no interior 164. Apenas em janeiro, portanto, 245 homicídios. Já em fevereiro, foram 69 homicídios na região metropolitana e no interior 145. Um total de 214 homicídios em fevereiro.

Policiais corruptos, tanto na Polícia Civil como na Militar, absoluta falta de infraestrutura policial e migrantes de todo o País, além da herança maldita do ouro de Serra Pelada compõem uma massa explosiva na segurança do Pará.

Particularmente, tivemos uma experiência hilária, se não fosse trágica. Ao atravessar a barca na divisa do Tocantins com o Pará, policiais fardados mandam o carro parar. Um guardinha da PM põe a cabeça para dentro do carro e vendo quatro senhores com cara de sulistas, pergunta:

-“Algum dos senhores é juiz, promotor, polícia ou advogado?”.

Diante da nossa negativa, ele completa, já mais descontraído:

“Então deixa 10 reais de gorjeta prá nóis”.

A força que as ONGs e instituições fundamentalistas estão fazendo para ligar os últimos dois assassinatos da Região Sul do Pará à votação do novo Código Florestal é enorme. Aquela reunião presidida pelo presidente em exercício, Michel Temer, ontem, no Planalto, é apenas o resultado da pressão política desta ala nebulosa do terceiro setor, que nem sempre atende os interesses do País.

Um sucesso inédito de projeto imobiliário

Coquetel de lançamento durou apenas uma hora e meia.

A Deltaville Empreendimentos Imobiliários, empresa que projetou e comercializa em Luís Eduardo, o Jardim das Acácias e Jardim das Oliveiras, lançou, no dia 4 de novembro, com um resultado talvez inédito em todo o País, o Delta Park Residencial, em Marabá, Pará. O empreendimento de 480 lotes foi todo vendido em uma hora e meia. Desde as duas da madrugada havia a formação de filas para a compra dos terrenos, que se encerrou, por falta de disponibilidade, às 9h30m. O Delta Park conta com toda a infraestrutura convencional, como asfalto, energia, água e tratamento de esgotos, mas principalmente com parque infantil e rede de internet wi-fi. O difícil foi convencer os clientes de que não havia mais terrenos à venda. Os vendedores foram obrigados a se retirar ao meio-dia, cansados de dar explicações de que o empreendimento tinha sido vendido em toda a sua extensão.

A fila de espera começou às 2 horas da manhã.