O Supermercado Marabá foi assaltado nesta madrugada. Além de uma pequena importância em dinheiro, os amigos do alheio levaram uma série de cheques de clientes. Pedimos aos leitores que prestem atenção e em caso de aparecer algum cheque desses, avisem a Polícia Militar, Polícia Civil e ao Supermercado.(9978-0055)
Redutos do separatismo, Marabá e Santarem tiveram votações superiores a 90% favoráveis à divisão do Pará, segundo informação da Folha.
O recorde foi em Santarém, que seria a possível capital do Tapajós (oeste): 98,6% disseram “sim” à criação do novo Estado. O município tem cerca de 200 mil eleitores.
A orla da cidade velha, onde estão concentrados os restaurantes e casas noturnas da cidade.
Na cidade de 234 mil habitantes que pode se tornar capital no caso de criação do estado de Carajás, o principal assunto é o plebiscito de próximo domingo, no qual a população votará pela criação ou não de mais dois estados: Tapajós e Carajás. Nas ruas de Marabá, é difícil encontrar alguém que revele seu voto contra a divisão do estado do Pará.
A maioria favorável à divisão diz esperar que ela traga a prosperidade que estão esperando há anos. Caso se tornasse uma capital, Marabá já seria elevada ao posto inglório de a capital mais violenta do país. De acordo com o Mapa da Violênciadivulgado este ano pelo Ministério da Justiça, com base em dados de 2008, a cidade é a quarta mais violenta do país, com uma taxa de 125 mortes para cada 100 mil habitantes, acima de Maceió (107,1), Recife (85,2), Vitória (73,9), quatro vezes maior que a do Rio de Janeiro (31) e dez vezes pior que a de São Paulo (14,8).
As cheias do Rio Tocantins costumam invadir as partes baixas da cidade, principalmente na cidade velha.
Além disso, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Marabá (0,714) seria o mais baixo entre as capitais. Uma das causas é a explosão demográfica do município que viu sua população crescer 38% entre 2000 e 2010, passando de 168 mil para 233 mil habitantes. O crescimento acelerado, influenciado principalmente pela instalação de siderúrgicas e a atividade da pecuária na região, trouxe pessoas de diferentes partes do país. Em 2000, de acordo com dados do IBGE, 42% da população de Marabá não era nascida no estado do Pará.
O crescimento populacional e até econômico não veio acompanhado, na mesma proporção, de infraestrutura. A população se ressente das condições precárias das estradas, saneamento básico, educação e, principalmente, saúde. “Pior do que está não vai ficar”, muitos dizem ao justificar o voto pela divisão do estado, mesmo sem tanta certeza de uma melhora considerável futura.
“Aqui precisa de tanta coisa, é saneamento básico que não tem e saúde, principalmente. A gente adoece e vai pra Teresina (PI) ou Araguaína (TO), porque aqui onde moramos não tem pra gente”, conta Leslie de Almeida, que vende frutas na feira de Marabá. Alguns, como o taxista Francisco das Chagas, acham que os impostos pagos na região acabam sendo aplicados em outro lugar. “A capital fica muito longe de onde a gente mora, do sul do Pará, e fazendo o estado fica tudo aqui, até os recursos, que não vão embora”.
Em Marabá, quem é contra a divisão duvida que a situação mude e diz que o problema político é maior. “Não creio que mude alguma coisa com a divisão. Acho que tem que mudar muita coisa começando lá de cima, não daqui do Pará. Acho que não é só o governo estadual que está errado, é o governo em geral”, diz a garçonete Katiane da Cruz.
Mesmo a menos de dois dias do plebiscito, ainda é possível encontrar quem ainda não escolheu em que vai votar. É o lado do comerciante João Primo, que tem uma de loja de roupas no centro da cidade. “Ainda estou em dúvida se vou votar e em que votar. Minha dúvida é que para os fracos pode não ter melhora. Acho que para quem já tem melhora mais, mas pra quem não tem, acho que vai é piorar”.
O plebiscito ocorre no domingo (11) das 8h às 17h e os eleitores do Pará responderão a duas perguntas. A primeira, se eles são a favor ou contra a criação do estado do Tapajós. Em seguida, os paraenses responderão se são favoráveis ou não à criação do estado de Carajás. O voto é obrigatório para quem tem título de eleitor do Pará, e os que estiverem fora do domicílio eleitoral têm o prazo de 60 dias para justificar a ausência. De Danilo Macedo, da Agência Brasil.
Ponte rodoferroviária sobre o Tocantins, feita para escoar o minério de ferro de Carajás. Primeiro foi construída a ponte ferroviária. E bem mais tarde, duas pistas, em mão inglesa, para veículos. Por aqui passam até 16 composições por dia, puxadas por até 4 locomotivas. São mais de 100 vagões, em cada comboio, com capacidade de 100 toneladas de minério cada um.
O empresário Antonio Guadagnin, da Deltaville Empreendimentos Imobiliários, tem investimentos de porte em Marabá. Ele afirma que é impossível perder dinheiro em Marabá, seja qual for o serviço, porque a demanda está sempre acima do que é disponibilizado pelas empresas. A Deltaville já tem três grandes loteamentos na cidade e, um deles, com mais de 500 lotes, foi todo vendido em duas horas.
O jornal o Globo afirma hoje que nos últimos 15 anos morreram 212 pessoas em conflitos agrários no Sul do Pará, contando aí aquelas 19 que morreram em confronto com a PM em Carajás. O que o Globo não comenta é que em Marabá e região morre-se pelos motivos mais fúteis e morrem muitos. Segundo dados da Polícia Civil, em 2011, foram registrados, nos dois primeiros meses, 459 homicídios no Pará. Do total, 309 no interior e 150 na Região Metropolitana de Belém. Em janeiro, houve na grande Belém, 81 homicídios e no interior 164. Apenas em janeiro, portanto, 245 homicídios. Já em fevereiro, foram 69 homicídios na região metropolitana e no interior 145. Um total de 214 homicídios em fevereiro.
Policiais corruptos, tanto na Polícia Civil como na Militar, absoluta falta de infraestrutura policial e migrantes de todo o País, além da herança maldita do ouro de Serra Pelada compõem uma massa explosiva na segurança do Pará.
Particularmente, tivemos uma experiência hilária, se não fosse trágica. Ao atravessar a barca na divisa do Tocantins com o Pará, policiais fardados mandam o carro parar. Um guardinha da PM põe a cabeça para dentro do carro e vendo quatro senhores com cara de sulistas, pergunta:
-“Algum dos senhores é juiz, promotor, polícia ou advogado?”.
Diante da nossa negativa, ele completa, já mais descontraído:
“Então deixa 10 reais de gorjeta prá nóis”.
A força que as ONGs e instituições fundamentalistas estão fazendo para ligar os últimos dois assassinatos da Região Sul do Pará à votação do novo Código Florestal é enorme. Aquela reunião presidida pelo presidente em exercício, Michel Temer, ontem, no Planalto, é apenas o resultado da pressão política desta ala nebulosa do terceiro setor, que nem sempre atende os interesses do País.
Coquetel de lançamento durou apenas uma hora e meia.
A Deltaville Empreendimentos Imobiliários, empresa que projetou e comercializa em Luís Eduardo, o Jardim das Acácias e Jardim das Oliveiras, lançou, no dia 4 de novembro, com um resultado talvez inédito em todo o País, o Delta Park Residencial, em Marabá, Pará. O empreendimento de 480 lotes foi todo vendido em uma hora e meia. Desde as duas da madrugada havia a formação de filas para a compra dos terrenos, que se encerrou, por falta de disponibilidade, às 9h30m. O Delta Park conta com toda a infraestrutura convencional, como asfalto, energia, água e tratamento de esgotos, mas principalmente com parque infantil e rede de internet wi-fi. O difícil foi convencer os clientes de que não havia mais terrenos à venda. Os vendedores foram obrigados a se retirar ao meio-dia, cansados de dar explicações de que o empreendimento tinha sido vendido em toda a sua extensão.