A morte do caudilho

Mario Vargas Llosa
Mario Vargas Llosa

O caro leitor se dá bem com o espanhol?
Se consegue ao menos ler e entender não pode deixar de ver artigo do escritor Mario Vargas Llosa, no jornal La Nacion, da Argentina, em que demonstra, com ritmo e notável coerência, que Hugo Chávez Frias, deixa uma Venezuela, potencialmente o País mais rico do mundo pela sua produção de petróleo, empobrecida  e fraturada institucionalmente, com mais da metade da economia na mão do Estado, a imprensa ameaçada e os tribunais oprimidos. O socialismo-fascista “del Comandante” arrasou a Venezuela, que ainda levará anos para livrar-se da sua democracia bolivariana e do seu assistencialismo, típico dos governos de caudilhos.

Se não consegue ler em espanhol, use o tradutor. Perde-se um pouco do texto magnífico de Llosa, mas não se perde o conteúdo.

Penso como essa praga se reproduz em todo o mundo e particularmente nas pequenas cidades do nosso grande sertão: pais de pátria, self-made-men, filhos do povo, mães de filhos desvalidos, paladinos dos descamisados, assistencialistas eleitorais, socialistas de passeata.

Quando o povo vai reconhecer, pela fachada retocada de photoshop, esses estelionatários da política?

Lula, parceiro divino contra o mal!

Estava demorando! O Presidente Lula praticamente colocou Deus como seu parceiro político, ao dizer que a derrota ao fazer  menção implícita a Heráclito Fortes (DEM) e Mão Santa (PSC), derrotados na eleição do Piauí para o Senado e que votaram contra a continuidade da CPMF:

“Eles pensaram que iam me prejudicar, mas prejudicaram ao povo que precisa do SUS, de pronto-socorro, de remédio. Mas Deus escreve certo por linhas tortas. Ele fez a vingança que eu queria e colocou gente de respeito no Senado”, disse Lula.

Charge de Guto Cassiano.

Por outro lado, o escritor o escritor peruano Mario Vargas Llosa, 74, chamou de “esquizofrênica” a conduta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no governo brasileiro.

“Lula fez evolução notável na política interna. Há no Brasil um desenvolvimento que impressiona o mundo inteiro, conduzido por posições democráticas admiráveis. O que lamento é que (ele) não tenha uma política internacional equivalente”, disse Vargas Llosa, que criticou a relação que Lula mantém com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.