Começou!

Começa o terceiro dia de julgamento, por parte dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, dos episódios ocorridos durante o chamado “mensalão”. José Luís de Almeida Lima, advogado de José Dirceu, é o primeiro a falar. Os canais 117 (TV Justiça) e 40 (Globo News) estão transmitindo direto o julgamento. 

“Dirceu tem folha de serviços prestados ao país, não tem folha corrida”, diz José Luis Oliveira Lima, que afirma ainda que o ex-Deputado deixou de chefiar o PT no momento em que assumiu a Casa Civil. Eita!

Roberto Jefferson deixa o Hospital determinado a enfrentar o câncer.

Muito magro e com o rosto marcado pela doença, com dificuldades para falar e andar, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, deixou ontem o Hospital Samaritano, onde se recuperava de cirurgia no pâncreas. Diagnosticado o câncer, Jefferson mostrou otimismo:

“Recebi o diagnóstico de câncer com muita tranquilidade porque sou um guerreiro. Já peitei o PT sozinho, o que eu não vou fazer com um câncerzinho? Dou de pau nele”.

A pressão que Roberto Jefferson recebeu de José Dirceu, então a poderosa eminência parda do Governo Lula, há 7 anos, foi que extravasou na série de denuncias do mensalão. Na época, José Dirceu usou de força contra Jefferson, mas nunca imaginou que iria encontrar pela frente o maluco determinado que encontrou.

Hoje continua o julgamento do STF.

Nesta segunda tem continuidade o espetáculo do julgamento do Mensalão pelo Supremo. Cada advogado terá uma hora para mostrar argumentos a favor de seus clientes no plenário do Supremo. Apresentam suas defesas os advogados de José Dirceu, de José Genoíno, de Delúbio Soares, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e de Simone Vasconcelos, diretora financeira da SMPB.

Quadrilha do mensalão maculou a República, diz Procurador.

O mais atrevido caso de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil. Instituiu-se uma sofisticada organização criminosa. A República foi maculada.

Assim o Procurador Geral da República, sintetiza em sua peça acusatória, o esquema do Mensalão do PT, que envolveu políticos, banqueiros e a famosa Lavanderia Brasil, de Marcos Valério. A quadrilha iniciou a atuação no final do ano de 2002, no segundo turno das eleições presidenciais.

Sete anos depois, réus do mensalão vão a julgamento.

Por Débora Zampier, Repórter da Agência Brasil

Após sete anos das primeiras denúncias, o Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar hoje (2) o mensalão, o maior processo político já analisado pela Corte. Os 11 ministros definirão se houve esquema de corrupção e compra de apoio para o governo no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, e caso afirmativo, quais foram os responsáveis pelos delitos.

A grandiosidade do caso pode ser medida por seus números: são 38 réus, cerca de 500 testemunhas e mais de 50 mil páginas de autos. A expectativa é que o julgamento se estenda por dois meses, enquanto a maioria dos processos que passam pelo Tribunal dificilmente ultrapassa três dias de trabalho.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o mensalão foi um esquema montado no governo Lula para comprar apoio de parlamentares e para saldar dívidas de campanha com dinheiro não contabilizado, o chamado caixa 2. Os acusadores entenderam que pelo menos quatro partidos – PT, PP, PL (hoje PR) e PTB – beneficiaram-se do esquema, além da contrapartida para empresários e funcionários de instituições financeiras.

As primeiras informações sobre o assunto surgiram em meados de 2005, quando o então deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, deu entrevista detalhando a arrecadação e distribuição de verba. Na época, Jefferson era acusado de chefiar esquema de desvio de recursos nos Correios.

Segundo o parlamentar, a cúpula do PT autorizava o empresário mineiro Marcos Valério a captar recursos de instituições financeiras e empresas públicas por meio das agências de publicidade DNA Propaganda e SMP&B Comunicação. A verba era distribuída, então, entre aliados do governo, camuflada em pagamentos a fornecedores.  

Coube ao Congresso Nacional fazer o julgamento político sobre o esquema apontado por Jefferson. Depois de duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs), a dos Correios e a do Mensalão, quatro parlamentares renunciaram ao cargo – José Borba (PMDB), Paulo Rocha (PT), Valdemar da Costa Neto (PL) e Carlos Rodrigues (PL). Além disso, três deputados foram cassados: Roberto Jefferson (PTB), José Dirceu (PTB) e Pedro Corrêa (PP).

As implicações jurídicas do suposto esquema chegaram ao STF em 2006, por meio do então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Ele apontou indícios do funcionamento da organização criminosa e pediu o processamento dos fatos. O pedido foi aceito pelo STF em 2007, quando recebeu a denúncia conta os 40 acusados e abriu a Ação Penal 470.

A maioria dos réus passou a responder pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, que é a ocultação da origem criminosa da verba. Também há réus que respondem por crime de evasão de divisas (envio de dinheiro para o exterior), gestão fraudulenta de instituição financeira e peculato (servidor que usa bem público em proveito próprio).

O relator Joaquim Barbosa passou os últimos cinco anos recolhendo mais informações sobre o processo para verificar se a denúncia do Ministério Público é respaldada pelas provas e testemunhos. Enquanto isso, o número de réus caiu para 38 com o acordo firmado em 2008 entre o Ministério Público e o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira e com a morte do ex-deputado José Janene (PP) em 2010.

Em 2011, já na fase final do processo, o procurador-geral, Roberto Gurgel, defendeu que as suspeitas ficaram provadas durante a ação penal. Gurgel só fez ressalvas sobre a situação de Luiz Gushiken, secretário de Comunicação Social do primeiro mandato de Lula, e de Antonio Lamas, assessor do PL, que foram excluídos da acusação por falta de provas.

Para os advogados dos réus, o Ministério Público não conseguiu provar a existência do mensalão durante a ação penal, e logo, o esquema não existiu. Edição: Talita Cavalcante.

TSE frustra tentativa de advogados do PT pelo adiamento do mensalão

A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, mandou ao arquivo a petição que lhe foi encaminhada por advogados petistas na semana passada. Na peça, os doutores pediam à corte eleitoral que intercedesse junto ao STF para adiar o julgamento do processo do mensalão.

Cármen Lúcia, que também é ministra do Supremo, não enxergou nexo no pedido. Em seu despacho, ela disse o óbvio: não é atribuição do TSE interferir em decisões tomadas pelo STF. A ministra como que enquadrou os peticionários, chamando-os “primários”.

“Além de serem vagos e imprecisos os argumentos apresentados, baseados em suposto desequilíbrio no processo eleitoral decorrente do julgamento da ação penal mencionada, é de primário conhecimento não caber a este Tribunal Superior Eleitoral representar junto ao Supremo Tribunal Federal preocupações e interesses de réus em qualquer ação penal ali em tramitação, ainda que sejam candidatos ou dirigentes de partidos políticos.”

Noutro trecho, a ministra encontrou uma maneira delicada de dizer que a petição dos doutores não tem pé nem cabeça. Escreveu que a fundamentação legal esboçada na petição “não guarda correspondência com o requerimento formulado, o qual também não tem qualquer base jurídica objetiva.” Informação do colunista de UOL e da Folha Josias de Souza.

Valerioduto do mensalão canalizou R$101 milhões.

Após sete anos de investigação, ao fim de um processo de 50 mil páginas e 600 testemunhas, peritos da Polícia Federal, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União mapearam o tamanho real do mensalão, esquema de pagamento de propina a parlamentares da base do governo Lula.

Pelo menos R$ 101,6 milhões foram desviados pelo valerioduto, mostram Carolina Brígido e Francisco Leali. Laudo da PF confirma que o esquema usou verbas públicas: pelo menos R$ 4,6 milhões foram repassados pelo Banco do Brasil, por intermédio do Visanet, para a empresa DNA, do lobista Marcos Valério.

O Supremo Tribunal Federal começa a julgar quinta-feira os 38 réus – entre eles, o ex-ministro José Dirceu, apontado como operador político do mensalão, Valério, que pôs bens em nome da filha para fugir do bloqueio judicial, e o ex-deputado Roberto Jefferson, que delatou o esquema e foi cassado por crime eleitoral. Veja mais em O Globo deste domingo.

 

Delúbio, retumbante: “Confio em Deus e na Justiça”.

O diretório zonal do PT na Vila Mariana, bairro de classe média em São Paulo, foi o palco escolhido por Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido, para sua última manifestação pública, antes do julgamento da Ação Penal 470, que começa na próxima quinta-feira, 2 de agosto.

Foi lá, na Vila Mariana, que a sua companheira Mônica Valente, ex-secretária da administração Marta Suplicy, se filiou ao PT. E diante de pouco mais de 30 pessoas, Delúbio, vestido com uma camisa da seleção brasileira, falou por mais de três horas, neste sábado, sobre o processo político que originou a denúncia. “Quero olhar nos olhos de cada um de vocês e assegurar: não houve o uso de recursos públicos”, disse ele.

A narrativa de Delúbio é a mesma que ele vem contando desde 2005, quando o escândalo estourou. Mas que hoje, às vésperas do julgamento, parece mais coerente – e tem mais chances de ser ouvida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal e pela opinião pública do que à época em que as chamas das primeiras denúncias ainda ardiam. “Vai dar certo”, afirma Delúbio. “Confio muito em Deus e na Justiça”.

Procuradoria da República denuncia 40 envolvidos no mensalão

Os acusados vão responder por lavagem de dinheiro, evasão ilegal de divisas, corrupção ativa e passiva, peculato e formação de quadrilha.

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra 40 pessoas envolvidas no chamado esquema do mensalão. Entre os denunciados estão José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, Luiz Gushiken (secretário de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica), Sílvio Pereira, Marcos Valério, Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes. Também são acusados de participar do esquema parlamentares como João Paulo Cunha, José Janene Pedro Henry, José Borba, Professor Luizinho, entre outros, além dos dirigentes do Banco Rural. Eles são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão ilegal de divisas, corrupção ativa e passiva e peculato. Antonio Fernando enviou a denúncia ao STF no dia 30 de março. 
De acordo com a investigação do procurador-geral, o esquema do mensalão era uma organização criminosa dividida em três núcleos: o político-partidário, o publicitário e o financeiro. O núcleo político partidário (composto por José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e Silvio Pereira) pretendia garantir a permanência do Partido dos Trabalhadores no poder com a compra de suporte político de outros partidos e com o financiamento irregular de campanhas. Esse núcleo era o responsável por repassar as diretrizes de atuação para os outros dois núcleos. 
O segundo núcleo – composto por Marcos Valério, Rogério Tolentino, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Simone Vasconselos e Geiza Dias era responsável por receber vantagens indevidas de integrantes do governo federal e de contratos com órgãos públicos (como por exemplo os contratos de publicidade da Câmara dos Deputados, do Banco do Brasil e da Visanet).

E o terceiro núcleo,  composto por José Augusto Dumont, Kátia Rabelo (foto ao lado), José Roberto Salgado, Ayanna Tenório e Vinícius Samarane,   teria entrado na organização criminosa em busca de vantagens indevidas e facilitava as operações de lavagem de dinheiro, afirma o procurador-geral 
Antonio Fernando também denunciou os beneficiários do esquema: parlamentares de cinco partidos (PP, PL, PTB, PMDB e PT). Eles vão responder por corrupção passiva e peculato. 
O procurador-geral explica que ofereceu a denúncia antes da conclusão do relatório da CPI para que não houvesse influência do debate político-partidário constante do relatório e também para que os parlamentares não fossem influenciados pela investigação do Ministério Público. “A denúncia coincide com o trabalho da CPI”, diz, acrescentando que as informações do relatório ainda podem ser inseridas na ação penal. Hoje, o relatório da CPI foi entregue ao procurador-geral da República pelo presidente da Comissão, senador Delcidio Amaral, o vice-presidente, deputado Asdrubal Bentes, e os relatores Osmar Serraglio e Onix Lorenzoni. 
Agora, o inquérito prossegue com investigações remanescentes – o que ainda pode gerar novas denúncias. 
Confira aqui a íntegra da denúncia.

Imperdível: Delúbio fala sobre ética e democracia amanhã em Brasília.

Tem um bom programa para amanhã? Por que não vai ouvir o “companheiro” Delúbio, falando sobre ética e democracia, em Brasília? Serão temas também o “Marco Regulatório da Comunicação” e a “Reforma Política”. Grande oportunidade!

Lewandowski apresenta o voto de 1.000 páginas sobre Mensalão.

Sob pressão da mídia, da opinião pública e sobretudo do presidente do STF, Ayres Brito, finalmente o revisor do relator do processo do Mensalão, ministro Ricardo Lewandowski, entregou seu trabalho nesta terça-feira. Lewandowski, nomeado por Lula, procurado por ele na casa da própria mãe para aliviar os mensaleiros, vinha colocando sob suspeita o relatório revisado. 
 A partir de agora, o presidente Ayres Brito poderá cumprir a agenda que ele desenhou com seus colegas, ou  seja: o julgamento dos mensaleiros começará na primeira semana de agosto.
 O Mensalão foi um escabroso sistema de compra de votos de eleitores e de congressistas, visando favorecer o governo Lula e o PT, usando para isto de dinheiro público ou de dinheiro amealhado em empresas favorecidas pelo governo. A administração do Mensalão coube a uma organização criminosa liderada pelo próprio Lula, embora somente seu laranja, o ex-ministro Zé Dirceu, foi identificado como o verdadeiro chefe. Lula foi poupado pela lei do silêncio da sua gente.
 As perdas políticas e eleitorais para os candidatos do PT nas eleições de outubro serão devastadoras, porque todas as falcatruas petistas ocorridas durante o Mensalão serão reeditadas por transmissões diretas de TV, durante semanas a fio. Comentário do jornalista Políbio Braga, o blogueiro independente mais lido do Rio Grande do Sul.

Mensalão: José Dirceu pede povo nas ruas

José Dirceu, nervoso, pedindo para o povo sair às ruas durante o julgamento do mensalão para anular o movimento da mídia que, segundo ele mesmo, quer sua cabeça. Fernando Collor já fez o mesmo e acabou passando umas férias de 10 anos em Maceió.

Duda Mendonça não economiza com advogado.

Duda, durante o GP de Turfe da Bahia, realizado em Luís Eduardo, em companhia de Juarez de Souza: advogados são como uísque, quando são bons não dão dor de cabeça no dia seguinte.

O publicitário Duda Mendonça contratou o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para defendê-lo no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, Kakay apareceu na imprensa defendendo o senador Demóstenes Torres (Sem-partido/ GO), nas acusações de envolvimento do senador com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, e Carolina Dieckmann, no caso da divulgação de fotos nuas da atriz na internet.

Acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Duda está entre os réus que, se condenados, não teriam direito a penas alternativas, só à de prisão. É que, em seu caso, elas variariam de 8 a 32 anos – e a sanção alternativa é dada para período menor que quatro anos. Com informações da Folha/ Thiago Ferreira, edição do Política Livre e foto deste jornal.

PGR terá 5 horas para acusar mensaleiros

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá cinco horas para fazer a sustentação oral no julgamento da Ação Penal 470, caso conhecido como mensalão. Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram, em julgamento de questão de ordem levantada pelo relator da ação, Joaquim Barbosa, ampliar o prazo para manifestação do Ministério Público Federal devido à quantidade de réus denunciados.
De acordo com a Lei n. 8.308/1990 (art. 12, I), o tempo para acusação e defesa é de uma hora cada. No Plenário, Gurgel defendeu a ampliação do tempo de sustentação para cinco horas. “Evidentemente não será suficiente, dado o grande numero de réus, para que se exponha minuciosamente a acusação em relação a cada um deles, mas é um tempo mínimo para que a acusação possa esborçar-se de forma satisfatória”, afirmou.
Os ministros também decidiram que o relator apresentará uma versão resumida do relatório, como forma de agilizar o julgamento, uma vez que todas as partes terão acesso antecipadamente à versão completa.
A denúncia do esquema que ficou conhecido como mensalão foi apresentada em março de 2006 pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando Souza. Quarenta réus foram denunciados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão ilegal de divisas, corrupção ativa e passiva e peculato. Destes, 38 continuam respondendo ao processo.

Está faltando um Ali Babá para comandar esses 40 ladrões

Aqueles fanáticos que negam a existência da grande conspiração do Mensalão, podem reavivar a memória com a denúncia completa do Procurador Geral da República das artimanhas da quadrilha dos 40. Veja o documento clicando neste link. 

Sim, eles eram 40. E existia também um Ali Babá.

Uma bomba chamada Carlinhos Cachoeira.

O fantasma Carlinhos Cachoeira, detido em presídio federal de Natal, sabe muito. Se abrir a boca, o País para por seis meses.

O poder central ainda vai prolongar por um longo tempo as manobras dissuasórias, as chamadas cortinas de fumaça. Quer espantar o fantasma da CPI da Casa da Moeda, que respinga direto no núcleo duro do poder, e evitar o início do julgamento do mensalão e seus 39 ladrões durante o período eleitoral. Enquanto o pau sobe e desce as costas descansam. Por que não se fala mais das relações de Carlinhos Cachoeira com a Casa Civil de Lula? Ali está montada, no presídio federal de Natal, uma bomba de retardo, que pode explodir a qualquer momento.

Diz Mino Pedrosa, em seu site Quid Novi:

“Foi no episódio de Valdomiro Diniz, assessor direto do então ministro da Casa Civil José Dirceu, que Valdomiro foi filmado pedindo propina para campanhas petista. Márcio Thomaz Bastos, na época ministro da Justiça, atuou fortemente para evitar o primeiro grande escândalo do Governo Lula.

Ali ficava clara a afinidade do PT com o jogo e a contravenção. Thomaz Bastos escalou rapidamente o advogado de plantão  Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para defender Valdomiro Diniz e silenciar Cachoeira evitando que o escândalo alcançasse e derrubasse o então chefe da Casa Civil e todo poderoso do Governo Lula José Dirceu.

Agora, mais uma vez, Thomaz Bastos é convocado, em caráter de urgência, para represar a enxurrada de denúncias que Cachoeira está prestes a soltar.

No cenário pintado por Cachoeira, Demóstenes não passa de uma piaba, ou melhor, um peixe pequeno, que o Ministério Público tenta cevar com denúncias inconsistentes para não ser obrigado a pescar os peixes grandes do PT e da base aliada do Governo.”

Puro factóide!

Diz o colunista Leandro Mazzini, do portal Congresso em Foco, que o PTB vai exigir ficha limpa (primeiro dos seus filiados) e depois propor, na Câmara, que também os eleitores tenham ficha limpa. A medida pode ser um tiro no pé, já que alguns dos integrantes da alta direção do PTB, entre eles o tenor Roberto Jefferson, estão para ser julgados por sua participação no episódio do Mensalão.

Militares acreditam que José Dirceu está por trás dos ataques.

Um movimento de bastidores promovido pelo ex-ministro José Dirceu, em retaliação à Presidenta Dilma Rousseff, teria motivado as declarações de duas ministras pela revogação da lei de anistia e em favor da ação revanchista da Comissão da Verdade.
Na versão que circula no serviço reservado das Forças Armadas, José Dirceu teria procurado Dilma para lhe pedir que fizesse uma pressão sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal, para livrá-lo de uma quase certa condenação no julgamento do Mensalão. Dilma teria lhe respondido que não cabia a ela e nem teria a menor condição política de atender a tal pedido descabido. Contrariado, Dirceu teria bolado uma maneira de dar um troco político à companheira, desgastando-a.

Leia o artigo de José Serrão, na íntegra, no blog Alerta Total.

Inocentes, até prova em contrário.

De uma observadora, vendo hoje, na televisão, matéria jornalística sobre a simulação de gravidez de quadrigêmeos, ao comentar declaração do marido sobre o fato que não sabia da falsidade:

-Ué, ele pode estar certo! O Lula também não sabia do mensalão.

A cara-de-pau e a desfaçatez realmente não têm limites ao Sul do Equador. 

STF quer julgar casos polêmicos neste primeiro semestre. Quer mesmo?

O Supremo Tribunal Federal (STF) terá um 2012 ainda mais agitado do que foi o ano anterior. A se confirmar a apreciação do processo do mensalão, a Suprema Corte realizará o mais longo e esperado julgamento de sua história. O relator da ação penal, Joaquim Barbosa, quer julgar o caso neste primeiro semestre para afastar o risco de prescrição das penas. O presidente do Supremo, Cezar Peluso, pretende levar a plenário nos quatro primeiros meses deste ano os processos de maior relevância que estiverem prontos para julgamento. O objetivo do ministro é julgar o máximo de ações importantes antes de sua saída da Presidência da Corte, em abril.

No começo de fevereiro, quando será aberto o ano judiciário de 2012, os holofotes estarão voltados para o plenário do Supremo, que julgará as duas liminares concedidas ao apagar das luzes de 2011 pelos ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski. As decisões, tomadas em 19 de dezembro, suspenderam investigações em andamento conduzidas pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e reduziram os poderes do órgão. 

Outros processos, como a divisão da terra dos quilombolas e a legalidade da norma do CNJ que fixou novos horários de funcionamento dos tribunais brasileiros, serão julgados nos primeiros meses de 2012. Informações do Correio Braziliense.

Veja: PT usou estelionatário para desencaminhar CPI dos Correios

No começo de 2006, a chamada Lista de Furnas quase enterrou a CPI dos Correios, que investigava o mensalão, maior escândalo do petismo. O documento elencava doações irregulares de campanha, no valor de 40 milhões de reais, a adversários do governo Lula, e serviria para mostrar que práticas escusas de financiamento não eram adotadas apenas pelo partido do presidente, mas seriam comuns a todas a legendas.

Poucas semanas depois, porém, descobriu-se que a tal lista não passava de grosseira falsificação. A edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado finalmente revela como o documento foi forjado por um notório estelionatário, por encomenda de dois deputados petistas de Minas Gerais, com incentivo e apoio da cúpula nacional do partido. Veja e leia mais no site da revista.

Cumpanheros!

O Banco Central vai aplicar multas de R$ 350 mil ao Banco BMG e quatro integrantes de sua cúpula por “infração grave” na concessão de empréstimos ao PT e a empresas envolvidas no mensalão. A decisão foi tomada ontem pelo Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, o Conselhinho do BC, que livrou a cúpula da instituição de uma pena mais dura, como o afastamento por até três anos.

Dilma não sabe rezar com a devoção para o Santo Pai da Pátria.

Na semana passada, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), também réu no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso do Mensalão, incluiu a proposta de anistia na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Após ser questionado sobre a manobra, o parlamentar, que preside a comissão, afirmou que retiraria o projeto da pauta.

O PT de Lula, ao contrário de outros setores mais puritanos do petismo, vai fazer força, como a torrente faz numa frincha da barragem, até anistiar José Dirceu e os outros 37 réus do Mensalão. E a maneira que Lula encontrou para José Dirceu voltar em 2014, se ele mesmo não puder, por motivos de saúde, voltar. Dilminha não serve aos propósitos de Lula com a devoção necessária.

O projeto do primeiro grande reinado do PT não é coisa para anos. Tem a dimensão, a estrutura e a densidade para durar 100 anos.

Daqui a 4 dias estará prescrito crime de “formação de quadrilha” do Mensalão.

Em 27 de agosto de 2011,  prescreve o crime de formação de quadrilha dos integrantes do mensalão. 

O Ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, mantém o processo do mensalão arquivado com a finalidade de beneficiar os 38 integrantes da referida quadrilha cujo chefe é José Dirceu, na época Ministro da Casa Civil do Governo Lula.
Trata-se do maior escândalo financeiro e moral deste País. 
Cabe lembrar que o ministro Joaquim Barbosa foi nomeado por Lula e, por alegar um problema de coluna, tem faltado sistematicamente às sessões daquele Tribunal. Argumenta que o referido problema o impede  de concluir o relatório, mas não o impede de ser encontrado pela imprensa, bebericando com amigos em vários bares da capital Paulista.
No caso de acorrer a prescrição do referido crime, que foi cometido contra a nação brasileira, ficará registrado para a história a grande contribuição imoral deste Ministro para a oficialização dos crimes políticos, enlameando a mais alta corte de justiça do país. 

Na verdade, se o povão pouco está ligando para os crimes do mensalão, por que Joaquim Barbosa iria ligar? Por que iria se julgar aquilo que foi referendado nas urnas, com o apoio da maior campanha de propaganda e o maior desperdício de dinheiro público?

 

Hoje uma mãe perdeu dois bebes na porta da maternidade da Santa Casa de Belém, por falta de vaga para internamento e por omissão de socorro. Quanto dos recursos desviados pelo esquema do mensalão, originados de negociatas com empreiteiras, empresas e bancos estatais e de economia mista, seria suficiente para manter a saúde pública do País, uma educação melhor e mais segurança? O povo sabe que tem direito a saúde, educação e segurança. Mas não sabe e não entende porque esses recursos não chegam ao seu destino.

 

Pobre País! A sétima economia do mundo ainda está entregue a quadrilhas e os seus crimes permanecem impunes ou são procrastinados até a prescrição, como agora.

Roberto Jefferson: pensando em voz alta.

 Roberto Jefferson, ex-deputado do PTB, pensando em voz alta sobre o escândalo do Mensalão do PT:

“O calor do momento não pode emperrar o raciocínio, característica que nos diferencia dos animais. Pergunto: há assim tantas vantagens em mandar o processo para a 1ª instância, custe o que custar? Talvez alguns estejam sonhando com uma eventual prescrição. Contudo, o caso do mensalão é, sem sombra de dúvidas, a maior e mais importante ação penal que já freqüentou nosso Judiciário e não são poucas as influências externas que atingem o caso. Há a pressão política de nomes como Lula. Há também a pressão, que não deve ser subestimada, da opinião pública e também da opinião publicada. 

Não é à toa que, ao analisar com olhos frios o caso, posso entrever que o destino dado ao Zé Dirceu será a mim estendido. Isso tem muito mais a ver com o que está fora dos autos do que com o que foi juntado nas milhares de páginas do processo. Não digo isso para menosprezar o STF, hoje o tribunal mais corajoso que o Brasil tem. Mas, se até a Corte Máxima do Judiciário pode, mesmo que menos, sucumbir a tantas pressões, o que dizer de um juiz de 1ª instância promovido à celebridade jornalística pela mera distribuição do processo? 

Fico com o STF, que ainda sobrevive como poder autônomo à barafunda em que nossa Democracia foi transformada depois que o Legislativo foi menosprezado e espezinhado pelos planos de poder do petismo.”

Jefferson só não diz em suas divagações  por quanto (R$20 milhões) vendeu o PTB ao PT e porque denunciou a tramóia toda. Não recebeu? Se não recebeu foi a fatura mais cara que o PT deixou impaga, pois, hoje, em juros e correção monetária rende o maior vexame pelo qual o partido passou.

 Em menos de 8 anos, quando o PT for apeado do poder, o dia 14 de maio de 2005 vai ser lembrado como aquele em que a vestal da política brasileira desvestiu o manto e caiu na esbórnia, prostituída pelo que chamou, candidamente, de caixa 2 de campanha.

Réus do mensalão sairão livres do crime de formação de quadrilha.

O processo de desmantelamento do esquema conhecido como mensalão federal (2005), a pior crise política do governo Lula, já tem data para começar: será a partir da última semana de agosto, quando vai prescrever o crime de formação de quadrilha. O crime, citado por mais de 50 vezes na denúncia do Ministério Público – que foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) -, é visto como uma espécie de “ação central” do esquema, mas desaparecerá sem que nenhum dos mensaleiros tenha sido julgado. Entre os 38 réus do processo, 22 respondem por formação de quadrilha. A informação é do Estadão.

Eita Brasil velho sem porteira e sem vergonha na cara!

Eros Grau é novo relator do Mensalão.

Com o afastamento de Joaquim Barbosa por 60 dias para tratar das crônicas dores na coluna, Eros Grau assumiu temporariamente a relatoria do processo do mensalão. E já tomou decisões.

Na terça-feira, Eros aceitou o pedido de desistência do depoimento do escritor Fernando Morais, arrolado como testemunha de defesa de José Dirceu.

Eros também ordenou que juízes de primeira instância colham o mais rápido possível os depoimentos de testemunhas de Marcos Valério e do seu sócio, Cristiano Paz; da ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello; e do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. E, se já colheram, que os enviem ao Supremo.

Os quatro depoimentos são os últimos dos mais de 600 arrolados pela defesa dos 39 réus. Iniciada em junho de 2008, essa fase tem sido a mais demorada do processo. Por Lauro Jardim, no blog de Fábio Campana.

José Dirceu quer acordo de Dilma com Paulo Souto.

José Dirceu, eleito pela Veja e pelo colunista Augusto Nunes, um dos homens sem visão, diz que o ex-deputado e eminência parda de Lula até agora não engoliu sua saída da Casa Civil. E até propõe  uma aliança informal de Dilma com Paulo Souto. Clique no link e veja o relatório das trapalhadas do Chefe do Mensalão.

Baptistão, um gênio bem perto de um clique.

Baptistão é um dos maiores caricaturistas vivos do País. Colabora com as principais revistas e jornais. Vale a pena dar uma passada no seu site. Clique no link acima.

Na caricatura ao lado, aquele que, como o seu chefe, de nada sabia. Nem a marca das cuecas do irmão ele sabia.