Um contrato da Câmara Municipal pra lá de estranho

Um contrato da Câmara Municipal de Luís Eduardo Magalhães passou despercebido por vereadores e jornalistas que cobrem o setor. Trata-se do contrato de 116 mil reais, realizado em 16 de agosto do corrente, através do processo administrativo 128/2013 para manutenção dos 11 veículos da Câmara por apenas quatro meses.

Primeiro seria bom que a grande equipe de advogados da Câmara explicasse o porquê da dispensa de licitação.

Segundo, que explicasse o valor do contrato, suficiente para comprar um carro popular por mês.

Outro esclarecimento: se as revisões de um carro popular costumam custar bem abaixo desses valores, por que pagar acima de R$10 mil pela revisão de um veículo.

E por fim, um último esclarecimento necessário: a relação familiar entre o titular da empresa contratada e uma funcionária da Câmara teria algum aspecto aético a ser comentado?

Os novos participantes da Mesa Diretora, que agora assinam junto com o Presidente da Câmara os atos do Legislativo, também devem ir à tribuna, na sessão ordinária de hoje, para esclarecer o assunto, já que obtiveram, em mandado de segurança, liminarmente, o acesso às contas públicas do órgão.

licitação

Justiça tem decisão sobre documentos públicos da Câmara

Domingos Carlos Alves, o Cabo Carlos
Domingos Carlos Alves, o Cabo Carlos

Decisão da Justiça de Luís Eduardo Magalhães deve alterar profundamente as relações de componentes da Mesa Diretora da Câmara Municipal com a Presidência da Casa, em relação à negativa do presidente Cabo Carlos na divulgação de documentos públicos. A sessão ordinária de ontem, destacada pela baixa temperatura dos pronunciamentos, caracterizou a calmaria que prenuncia tempestades.

Desde fevereiro deste ano, os vereadores procuram informações sobre a gestão do Presidente. No início do ano, um grupo de vereadores de Luís Eduardo fez uma longa viagem à cidade de Apucarana, no Paraná, para visitar a sede da empresa construtora, que ganhou no ano passado a concorrência para repintar o prédio da Câmara Municipal, num contrato acima de R$500 mil. Perderam a viagem, pois só encontraram lá uma empresa dedicada ao ramo de topografia. Por mais que procurassem, não encontraram a empresa.

Esse fato originou uma série de pedidos de informação à Mesa Diretora da Casa, por parte de vereadores de Oposição, inclusive porque que as licitações da Câmara continuam mantidas quase em segredo, inclusive aquelas relacionadas com agenciamento e emissão de passagens aéreas e rodoviárias, link de informática, material de informática, reposição de cartuchos e outros.

Tem gato na tuba?

gato na tubaO líder do Governo na Câmara Municipal, Jarbas Rocha, realizou reunião, esta manhã, com os 10 vereadores da base e mais um da Oposição, para decidir sobre a substituição do vereador Mardonio, na secretaria da Mesa, que entregou seu pedido de renúncia na última sessão ordinária. De comum acordo, os vereadores escolheram o vereador Eltinho para o cargo. A decisão deve ser referendada na sessão de amanhã.

Por outro lado, o vice-presidente da Casa, Vôga Pelissari, encaminhou, à Presidência, solicitação para obter cópias de contratos e cheques de pagamento das empresas de informática que prestam serviço à Câmara.

Estiveram na reunião Zezé da Farmácia-PMDB, Mardonio da Rocha-PMDB, Irmäo Deusdete-PTC, Juvenal Canaã-PTB, Erick Café-PTB, Vôga Pelissari-PP, Elton Almeida-PP, Renildo Nery-PC do B, Guinho da Contem-PSD, Claudionor Machado-PDT e o líder do governo Jarbas Rocha-PHS.

De onde se confirma que, sim, tem gato nesta tuba.

Já se afiam os punhais para a sucessão da Câmara Municipal

Já é do conhecimento até do mundo mineral que os dois principais candidatos à presidência da Câmara Municipal de Luís Eduardo Magalhães não se elegem, nem mesmo adotando a tática de promessas candentes de auxílio financeiro aos eleitos, endividados que estão com a campanha eleitoral.  Perderam-se o Impávido Semi-Deus de Ébano e o Garanhão Italiano. Os dois não tem o apoio nem dos seus respectivos grupos políticos e isso me foi confirmado hoje por diversos líderes.

Um desses candidatos eleitos, os chamados neófitos da tribuna, chegou a declarar que quer faturar R$1 milhão de reais durante os quatro anos de mandato como vereador e que vai vender o seu voto caro nas eleições para a Mesa Diretora que ocorrem neste dia 1º de janeiro de 2013.

Surgem então dois novos candidatos, um deles francamente apoiado pelo grupo político que ganhou as eleições majoritárias e outro que seria consenso entre diversas correntes.

No entanto, a pedra angular da questão é a seguinte: o deputado Oziel Oliveira conseguirá exercer seu poder de chefia política entre os seis vereadores que conseguiu eleger, mais que 1/3 da Câmara, ou alguns deles vão se encantar com o canto da sereia daqueles que prometem recompensa financeira.

Como sempre acontece nas eleições para a Presidência da casa, os vis punhais da traição estão prontos para ser fincados nas costas dos mais incautos.

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