A tentativa de golpe numa terça e a prisão preventiva na quarta-feira.

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Até a mula branca de Dom Pedro II sabe que tentativa de golpe com milícias, no dia da Pátria, vai dar muito errado.

“Além dos muitos crimes de responsabilidade que Bolsonaro vem cometendo desde o início de seu governo, esse, a ser cometido no Dia da Independência, será talvez o mais inegável, e o mais grave, pois repetição de atos anteriores, de apoio a manifestações antidemocráticas que aconteceram em Brasília, inclusive na frente do quartel do Comando-Geral do Exército, rejeitados na ocasião, mas não punidos”.

A afirmação é do colunista Merval Pereira, de O Globo, só valorizadas por que tem trânsito fácil entre os golpistas de 16. Tucano de marca e sinal, Merval fala ainda sobre o risco de violência:

“O serviço de inteligência da Polícia Civil de São Paulo detectou movimento de incentivo a que os seguidores de Bolsonaro compareçam às manifestações armados, alegadamente para reagir a alguma agressão. Sabidamente, é provável que militantes infiltrados incentivem atos de violência para justificar arruaças. Tivemos em tempos recentes a presença de black blocs em passeatas. A democracia terá problemas se a Polícia Militar for contaminada por essa tentativa golpista do presidente. As Forças Armadas terão de enfrentar essa situação”, afirma.

No dia do assassinato de Marielle: novas informações.

Bolsonaristas quebram placa de denominação da rua Marielle Franco.

O jornalista Luís Nassif informou que o condomínio de Bolsonaro, “Vivendas da Barra”, não tem interfone. A comunicação  com a portaria é feita por telefone fixo ou por celular. No caso da casa do Bolsonaro, é feita pelo celular. Nenhum bolsonarista até agora negou essas informações.

Portanto, apesar do relatório do Ministério Público do Rio de Janeiro, voltamos à estaca zero no assunto.

O Ministério Público do Rio informou que precisa de autorização do STF (Supremo Tribunal Federal) para periciar “o sistema” dos áudios que supostamente desmentem o depoimento do porteiro que mencionou Jair Bolsonaro no caso da morte da vereadora Marielle Franco.

A reportagem da revista Veja cita a matéria do jornal Folha de S.Paulo que “revelou que o MP não analisou a possibilidade de os arquivos terem sido apagados ou renomeados antes de serem entregues aos investigadores.”

A matéria da revista ainda sublinha que “o MP nega e afirma que não constam indícios de adulteração nos arquivos recebidos em CD pelo órgão no dia 15 deste mês – mas informa que o computador de onde saíram os arquivos não foi analisado.“Esse CD é compatível com a planilha física. Nada impede que o sistema seja periciado como um todo tão logo tenha autorização do STF.”

E tem mais: Elaine Lessa, esposa do miliciano Ronnie Lessa, enviou, do seu celular, no dia 22 de janeiro, uma imagem da planilha do porteiro, escrita a mão, que diz que o acesso de Élcio de Queiroz, o motorista do carro de onde os dois atiraram em Marielle, teve o acesso permitido ao condomínio por liberação do “seu Jair”.

Estamos diante de uma grande e cabeluda conspiração.

 

Preso hoje no caso Marielle, Djaca tem fotos com Carlos e Jair Bolsonaro nas redes sociais.

Bolsonaro, filhos e milicianos: más companhias.

Da Revista Forum

Uma das fotos do lutador com o presidente foi postada em 28 de outubro de 2018, dia do segundo turno das eleições.

Preso na manhã desta quinta-feira (3), acusado de ter jogado no mar armas que teriam sido usadas no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o professor de artes marciais Josinaldo Lucas Freitas, apelidado de Djaca, possui diversas fotos nas redes sociais ao lado de políticos como o presidente Jair Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro.

Uma das fotos do lutador com o presidente foi postada em 28 de outubro de 2018, dia do segundo turno das eleições.  Uma das pessoas a curtir a imagem foi Marcio Mantovano, também preso na operação de hoje.

Djaca também publicou fotos ao lado do vereador Marcello Siciliano, outro investigado no caso Marielle. O lutador comentou, na imagem, que o parlamentar era “o melhor vereador” que já apoiara. Em outra foto, feita na Câmara Municipal do Rio, Djaca posa com o vereador Carlos Bolsonaro.

Apesar dos registros, o inquérito da Delegacia de Homicídios não cita uma eventual ligação entre Djaca e Bolsonaro.

Uber da Milícia

Conforme apurado pela revista Veja, o professor de artes marciais vive e dá aulas na região de Rio das Pedras e Muzema, zona oeste do Rio, onde ficam favelas dominadas por milicianos. Em suas redes sociais, Djaca já postou panfletos que fazem propaganda de um serviço de transporte de passageiros apelidado de “Uber da milícia”.

Gente perigosa, meu amigo. Muito perigosa. Diz um ditado popular que Deus os cria, o Diabo por temor da concorrência os separa, mas aos poucos, por si só, eles vão se reunindo novamente.

Presidente recua de novo e revoga decretos de liberação de armas

Por Delis Ortiz e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro revogou dois decretos assinados em maio que facilitaram o porte de armas de fogo. No lugar, o presidente editou três novos decretos e enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional sobre o mesmo tema.

Bolsonaro editou, em maio, dois decretos sobre posse e porte de armas de fogo e uso de munições. O pacote de mudanças foi alvo de críticas e, na semana passada, o plenário do Senado aprovou parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que pede a suspensão dos decretos.

Além disso, estava previsto para esta quarta (26) a análise, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de um pedido para anular os decretos.

A informação sobre a revogação e sobre os novos decretos foi dada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em reunião com senadores na tarde desta terça-feira (25), segundo apurou a TV Globo.

Na manhã desta terça o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, havia afirmado que o presidente não revogaria os decretos.

Mais tarde nesta terça, porém, foi publicada uma edição extra do “Diário Oficial da União” que oficializou o recuo do governo.

A publicação trouxe a revogação dos decretos sobre armas e munições editados por Bolsonaro em maio e que tiveram parecer do Senado pela suspensão. Além das revogações, o governo editou três novos decretos sobre o tema.

  • Decreto 9.844: regulamenta lei sobre a aquisição, o cadastro, o registro, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição e sobre o Sistema Nacional de Armas e o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas

  • Decreto 9.845: regulamenta lei sobre a aquisição, o cadastro, o registro e a posse de armas de fogo e de munição.

  • Decreto 9.846: regulamenta lei sobre o registro, o cadastro e a aquisição de armas e de munições por caçadores, colecionadores e atiradores.

Projeto de Lei

O “Diário Oficial” ainda trouxe mensagem do presidente na qual ele informa que encaminhou ao Congresso um projeto de lei que altera a legislação sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munições, sobre o sistema nacional de armas e definições de crimes.

Até a última atualização desta reportagem, o governo não havia divulgado o conteúdo do projeto de lei enviado ao Congresso.

Em uma rede social, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), informou que, segundo Onyx, o projeto de lei enviado pelo governo tratará sobre a posse de arma de fogo na zona rural.

O direito ao porte é a autorização para transportar a arma fora de casa. É diferente da posse, que só permite manter a arma dentro de casa.

As intenções do Presidente são claras. Formar milícias de fanáticos, armados, à moda Chavez e Maduro na Venezuela, para defender seu cargo e atacar desafetos.

As Forças Armadas e as instituições, como o Parlamento e a Justiça, parecem não concordar com os devaneios de Bolsonaro.

Bolsonaro estaria preparando um golpe se tudo der errado?

 

Luís Nassif não é um jornalista inexperiente, Juntando declarações e atos dos Bolsonaros ele forma uma teoria que o atual Presidente poderia estar preparando um golpe contra as instituições – Justiça, Ministério Público e Parlamento – amparado em organizações de milicianos e militares de baixo escalão – praças e alguns oficiais novos do Exército – à revelia do alto comando das Forças Armadas.

Esses mesmos militares, agredidos por figurinhas carimbadas como o boi de piranha Olavo de Carvalho, com o nada discreto apoio dos filhotes e do próprio Presidente, temem que todas as manobras erradas de Bolsonaro, algumas que beiram as raias das sandices, possam conspurcar a imagem legalista e nacionalista das Forças Armadas.

Não sei por que, mas não é fácil de esquecer, quando se fala em “clubes de tiro”, dos “grupos de Onze de Brizola”, dos famigerados Comandos de Caça aos Comunistas e do Esquadrão Le Coq, a cruel “polícia mineira” do Rio de Janeiro, berço das atuais milícias.

Estudo diz que 800 mil vivem do tráfico e das milícias no Rio de Janeiro

Um relatório secreto, entregue ao então presidente Temer, informou que 800 mil soldados servem ao tráfico de drogas ou às milícias do Rio de Janeiro.

Desde março até dezembro de 2018 o Estado esteve sob intervenção militar na área de segurança, com participação do Exército, Marinha e Aeronáutica e emprego de milhares de soldados na ação de repressão ao tráfico e as milícias.

Interessante que o Comando das tropas afirmou que a principal arma da intervenção seria a Inteligência, o chamado S2 do Exército.

Dado a conhecer que esses 800 mil bandidos têm hierarquia e leis marciais rígidas, é estranho que a Inteligência e todos os órgãos de informação envolvidos não tenham descoberto quem são os chefes e os financiadores, tanto do tráfico, como das milícias.

O crime tem dono e com certeza ele não mora no morro, mas no asfalto, com apartamento de frente para o mar.

Ligações dos Bolsonaros com milícias são antigas

 

No início do segundo mandato de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio de Janeiro – portanto há 4 anos –  ele já votou contra a instalação da CPI das milícias e, inclusive, planeja apresentar um projeto regulamentando a atividades das “polícias mineiras”.

“As classes mais altas pagam segurança particular, e o pobre, como faz para ter segurança? O Estado não tem capacidade para estar nas quase mil favelas do Rio. Dizem que as milicias cobram tarifas, mas eu conheço comunidades em que os trabalhadores fazem questão de pagar R$ 15 para não ter traficantes”, afirma.

O jornalista Luis Nassif, editor do jornal GGN e primeiro colunista a dizer que o governo Bolsonaro poderá acabar em razão de sua ligação com as milícias do Rio de Janeiro, informa que o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime que empregou sua mãe e sua mulher no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, é o principal suspeito de ter efetuado os disparos contra Marielle Franco.

“Há pelo menos seis meses a equipe que investiga a morte tem convicção de que foi ele o autor dos disparos que mataram a vereadora”, diz Nassif. Adriano está foragido.

Se o tema sempre foi defendido pelo Pai e pelo Filho nunca restou nenhuma dúvida sobre as ligações dos políticos com os assassinos de aluguel. O assunto só voltou à tona com a participação de Fabrício Queiroz na movimentação de dinheiro e nas suas ligações com ex-colegas da PM do Rio de Janeiro.

 

Deputado carioca denunciador de milícias vai sair do País.

Fábio Guimarães, de O Globo

A Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, o Ministério Público e o Disque-Denúncia registraram, em pouco mais de um mês, sete denúncias de que várias milícias estão preparando o assassinato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Presidente da CPI das Milícias, que, em 2008, provocou o indiciamento de 225 pessoas, entre políticos, policiais militares e civis e bombeiros – boa parte do grupo está presa -, Freixo vai deixar o Brasil na terça-feira, com a família, a convite da Anistia Internacional. Veja mais em O Globo.

Salvador tem ação de milícias

Bairros populares de Salvador: campo fértil para ação de milícias

O jornal O Globo veiculou, ontem, notícia em que afirma que as milícias paramilitares já se espalharam por 11 Estados do País. E cita a Bahia como um dos casos mais graves. Veja a matéria:

As milícias estão organizadas na Paraíba, no Espírito Santo, no Ceará, em Mato Grosso do Sul, no Pará, em Pernambuco, em Alagoas, no Piauí, em Minas Gerais e em São Paulo, além da Bahia e do Rio. Os grupos agem com características diferentes em cada estado. O discurso para controlar as comunidades é parecido: eles extorquem dinheiro de moradores e comerciantes para oferecer segurança privada ilegal. Em troca da proteção, os milicianos prometem expulsar ou matar traficantes.

Um dos casos mais graves está em Salvador. Investigações do Ministério Público apontam que milicianos têm controle de 12 bairros do subúrbio da capital, entre eles Águas Claras, Fazenda Grande do Retiro e Cosme de Faria. Eles exploram o transporte alternativo e a distribuição de serviços de internet, de TV a cabo e de gás. O modo de operar é semelhante ao de grupos paramilitares do Rio. Vereadores, com base eleitoral na região, estão na mira dos promotores. Segundo o MP, os parlamentares estariam se beneficiando das milícias em eleições.