A roubalheira está acontecendo de braçadas, às mancheias. Veja este caso.

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Acham que o golpe acontece com fuzis e metralhadoras, com tropas militares ou com milicianos? O Golpe mesmo acontece com a caneta azul.

A corrupção ia acabar? Sim, a corrupção dos outros. Porque o mecanismo atual está começando e é com força, “não é só triscando”, como dizem os goianos.

Eita! Máscara de R$6,25, na Prefeitura de Luís Eduardo vale R$33,50.

Do Veja Política

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães comprou máscaras respiratórias do modelo PFF2 N95, da Nutriex, e pagou R$ 33,50 a unidade. O vereador Filipe Fernandes pagou pela mesma máscara R$ 6,25.

A Secretaria Municipal de Saúde de Luís Eduardo Magalhães solicitou no dia 24 de março, através do Fundo Municipal de Saúde, a compra de 2.000 unidades de máscaras “a fim de atender as necessidades da Prefeitura”, fazendo uso da prerrogativa da Dispensa de Licitação oferecida aos prefeitos durante a pandemia do Covid-19.

Nada de estranho se não fosse o valor de compra do produto. A reportagem do site Veja Política, após ter acesso ao Processo de Administrativo nº 386/2020 e a Dispensa de Licitação nº 132/20202, decidiu fazer uma pesquisa de preço e encontrou uma diferença, entre o valor que é vendido e o valor pago pela prefeitura, de 375% no mesmo produto.

O Produto comprado, segundo a nota fiscal de R$ 67.000,00 (sessenta e sete mil reais) paga pelo Secretário de Administração e Finanças, Ricardo Knupp, é uma “máscara respiratória PFF2 N95 da Nutriex”. O valor unitário, para a compra de 2 mil unidades, foi de R$ 33,50 (trinta e três reais e cinquenta centavos).

Nota fiscal da compra da máscara PFF2 N95 da Nutriex por R$ 33,50 paga pela Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães.

A mesma máscara respiratória PFF2 N95 da Nutriex é vendida no mercado por apenas R$ 8,91 (oito reais e noventa e um centavos) para pagamento à vista.

Procurado para falar sobre a compra, o vereador Filipe Fernandes se disse indignado. “Eu não acreditei no valor pago pela prefeitura numa única máscara e fui pesquisar. Achei a mesma máscara PFF2 N95 da Nutriex por R$ 6,25. Comprei cinco máscaras e paguei R$ 31,25. Praticamente o preço de uma máscara paga pela prefeitura. Isso é um desaforo com o dinheiro público”, disse o vereador democrata Filipe Fernandes.

Nota fiscal de compra da mesma máscara PFF2 N95 da Nutriex por R$ 6,25 paga pelo vereador Filipe Fernandes.

“Usar a pandemia para claramente superfaturar um produto é vergonhoso. Com o valor pago para comprar duas mil máscaras, em qualquer gestão responsável compraria pelo menos dez mil unidades. Ou isso é muita falta de responsabilidade com o dinheiro público ou é um superfaturamento descarado”, disse o vereador Nei Vilares (DEM).

Outro fato que chama bastante a atenção neste Processo de Compra nº 1304, é o tempo entre a solicitação da existência de recursos, feita pelo presidente da comissão de licitação no dia 24 de março, e o pagamento da compra, realizado no dia 25 de março; apenas 24 horas.

Compra de máscaras é alvo de investigação da Polícia Federal no Maranhão.

Investigações apontaram possíveis desvios de recursos públicos federais, que seriam usados no enfrentamento ao novo coronavírus, no Maranhão. 60 policiais federais cumpriram três mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão.

As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de São Luís após a investigação apontar indícios de superfaturamento na compra de 320 mil máscaras, feita pela Secretaria Municipal de Saúde de São Luís. O material foi adquirido por R$ 9,90, a unidade, enquanto o preço médio, praticado no mercado nacional, é R$ 3,17. O sobrepreço é estimado em R$ 2,3 milhões, no total.

Negociata: Oziel paga 26 mil de aluguel, sem necessidade, para favorecer Alaídio

Oziel de Oliveira combateu, com fervor religioso, durante sua campanha eleitoral, o volume de imóveis alugados para a Prefeitura Municipal pelo prefeito Humberto Santa Cruz. Era de se esperar um período de maior parcimônia e austeridade. Pois bem: em fevereiro, Oziel determinou a locação do prédio de um apaniguado político, o ex-vereador Alaídio Castilho de Moura, pela módica importância de R$26.000,00 mensais.

Acreditava-se, então, que Oziel poderia abandonar o prédio de outros cupinchas, da família Porto, na esquina da av. Barreiras com a Paraíba ou do envolvente Paulo Braga, apoiador político em Barreiras. Nada disso aconteceu.

A situação só fica mais grave porque as secretarias transferidas para o prédio de Alaídio estão amontoadas em algumas salas, esperando que antigos locatários desocupem seus escritórios. Segundo informes não confirmados, isso só seria possível com o término da obra ao lado dos prédios de Alaídio. Mais estranho ainda: seria o primeiro caso na história o fato de que o locador aluga mas não sai do prédio para ceder lugar ao locatário: nem a auto-escola de Alaídio precisou sair de seus escritórios para a realização da negociata.

Abaixo, reprodução do Diário Oficial da Prefeitura com a publicação do negócio entre amigos:

Rouba-se como nunca na gestão pública deste País.

Luiz Antonio Pagot (ex-diretor do DNIT) afirmou à revista Isto É deste sábado que o PSDB levou 8% de comissão nas obras monumentais do Anel Viário, em São Paulo. E que foi instado pela direção do PT a arrecadar, entre 40 grandes empreiteiras, recursos para a campanha de 2010.

Quer dizer: os cofres públicos não têm mesmo salvação. Rouba-se em todas as pontas, por todos os lados. Vamos ter que sair às ruas com uma lanterna procurando um homem de bem, como fazia o filósofo Diógenes de Sínope, em Atenas.

Desvio de dinheiro dos Esportes chega a 60 milhões de reais só em Feira de Santana.

 

Pista de borracha foto de Leandro Colon da AE

O jornal Estadão publica hoje reportagem que relata mais uma grande negociata promovida pelo Ministério dos Esportes, agora relacionada diretamente com a Bahia, mais especificamente em Feira de Santana. O professor Antonio Lopes Ribeiro, presidente da Famfs,  parceiro antigo do Ministério do Esporte, recebeu, nos últimos oito anos, levou R$ 60 milhões da pasta em convênios dos programas Segundo Tempo e Pintando a Liberdade/Cidadania. Ele é personagem de dois inquéritos no Ministério Público por irregularidades no uso do dinheiro da pasta.

Com o discurso da sustentabilidade, o professor se ofereceu para receber dinheiro do Esporte pela produção, nas dependências de sua entidade, de pistas de atletismo com placas de resíduos de borracha. O ministério topou e, desde 2007, começou a repassar verba para o projeto.

Em 2009, surgiu uma novidade: a fundação recebeu R$ 753 mil para fazer uma pista de atletismo móvel, a “primeira oficial do mundo”, segundo palavras do professor Lopes e do site do ministério, e mais outras quatro fixas, todas com pneus velhos. O contrato foi assinado pelo hoje secretário nacional de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro. O resultado da aventura está, hoje, nos galpões da entidade beneficiada, com as placas de borracha abandonadas e sem uso previsto.

Veja identifica o “facilitador” da Agricultura: ele tinha até sala privativa no Ministério.

“Facilitador de negócios”, Júlio Fróes tem mais que um escritório clandestino no interior do ministério: ele conta com o aval da cúpula da pasta. É o que mostra reportagem em VEJA desta semana.

Na semana passada, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, foi ao Congresso rebater as acusações de que sua pasta se transformou em uma central de negócios, conforme  denúncia publicada por VEJA com base em uma entrevista do ex-diretor da Conab Oscar Jucá Neto, irmão do senador Romero Jucá. Depois de cinco horas de audiência, o máximo que o ministro admitiu é que, na Conab, há “imperfeições e não irregularidades”. A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado traz reportagem com novas “imperfeições” da pasta comandada por Rossi. Leia a matéria no portal da revista Veja.

Oziel participando de negociatas? Nunquinhas!

O coleguinha de um blog da cidade não foi muito feliz ao anunciar o feliz evento que o deputado eleito Oziel Oliveira noticiou para toda a região. Afirmou, conforme o print da página, que Oziel participou de “negociatas”. Deve ter sido de negociações. O ex-prefeito e deputado jamais participaria de negociatas. Segundo o dicionário Aulete, negociata é negócio suspeito, em que há trapaça e muito ganho ilícito. Foi só um lapso do coleguinha.