Presidenta politicamente correta

Neto: menor que sua candidata a Vice, mas bem mais alto que os seus eleitores.

Comenta-se à larga, em todos os corredores do Palácio do Planalto, que Dilma Rousseff fez uma promessa: na próxima vez que for a Salvador e referir-se a ACM Neto vai falar “naquele rapaz prejudicado verticalmente”. Chamá-lo de baixinho, nunca mais! Ao menos foi o que o Nicolas Sarkozy lhe recomendou naquele seu português atravessado:

“Mme. Dilma, ne dites pas “baixinho”, dites vous “tampinha”. C’est beaucoup mieux.*

Dilma encomendou também um praticável de 20 centímetros de altura para Neto, caso ele seja eleito. E um buraco de 1,80 m para sumir com o Pelegrino, no caso de derrota.

* Por sugestão do ombusdman, João Paulo N. Sabino de Freitas.

Sarkozy encontra Dilma no Planalto

O ex-presidente Nicolas Sarkozy conversou, hoje, durante 40 minutos, com a Presidenta do Brasil, em visita não oficial. Entre os assuntos da conversa, cuja pauta não foi divulgada, certamente estava o dos US$8 bilhões do projeto FX-2, que prevê a compra de 36 jatos para a modernização da frota da FAB.

Rafales no chão: agora só dona Dilma pode salvar Sarkozy e a Dassault.

O diário econômico Les Echos traz a informação em primeira página: os Emirados Árabes Unidos teriam desistido de comprar da França 60 caças Rafale. O motivo seria o preço elevado demais cobrado pelo fabricante Dassault.
A notícia é um banho de água fria para o governo de Nicolas Sarkozy. A França nunca conseguiu vender os Rafale no exterior apesar dos esforços diplomáticos do presidente, como aconteceu no caso do Brasil e do Marrocos.

Les Echos explica que a desistência dos Emirados foi expressa em um curto comunicado da agência oficial Wam. Após três anos e meio de negociações, o xeque árabe Mohammed ben Zayed al Nahyane, grande amigo de Sarkozy, afirma que, infelizmente, a empresa Dassault não parece “ter consciência de que todos os esforços políticos e diplomáticos do mundo não podem compensar uma proposta comercial não competitiva e que não constitui uma base de trabalho”. Do site Defesa Net.

Balança a decisão de Lula sobre caças da FAB.

Segundo fonte do setor aeroespacial, existem fortes motivos para que o caça francês Rafale, o preferido do ministro da Defesa, Nelson Jobim, não seja escolhido como a nova aeronave de combate da FAB. “O presidente Lula começou a mudar a sua preferência pelo caça francês Rafale em maio deste ano, depois que o presidente Nicolas Sarkozy deixou de apoiá-lo na questão do acordo nuclear proposto pelo Brasil e a Turquia”. Segundo a fonte, Lula teria se sentido traído por Sarkozi e sua atitude colocou em dúvida a consistência da proposta de parceria estratégica oferecida pelo governo francês ao Brasil.

A proposta do caça Rafale, de acordo com fontes do setor, custará ao Brasil por volta de US$ 8 bilhões, o dobro do valor da oferta do sueco Gripen. “Os US$ 4 bilhões a mais do Rafale são muito superiores ao valor dos recursos previstos para a reforma dos aeroportos brasileiros (R$ 6,4 bilhões).

O Jornal Econômico e o portal especializado DefesaNet endossam a notícia.