Achado macabro: dezenas de corpos são encontrados em caminhões nos EUA.

O Grande Império do Ocidente, o país onde o sol jamais se põe em suas bases militares beligerantes, está de joelhos com a pandemia. 

Dezenas de corpos em vários estágios de decomposição foram encontrados em caminhões de mudança sem refrigeração em frente a uma funerária de Nova York, depois que vizinhos relataram à polícia sobre o mau cheiro.

O governo do estado de Nova York e o promotor público do Brooklyn estão investigando a funerária Andrew T. Cleckley neste distrito de Nova York, que possuía esses caminhões e deveria lidar com os corpos.

A polícia nova-iorquina confirmou à AFP que recebeu uma ligação de um morador na quarta-feira ao meio-dia para reclamar do mau cheiro que vinha dos caminhões.

A polícia foi ao local e encontrou cerca de 60 corpos, segundo a imprensa da cidade.

“Essa situação horrível que ocorreu nesta  funerária no Brooklyn é absolutamente inaceitável. Vamos deixar claro”, disse o prefeito Bill de Blasio à imprensa nesta quinta-feira (30).

“As funerárias são organizações privadas. Elas têm uma obrigação com as pessoas a quem servem, devem tratá-las com dignidade. Não tenho ideia do motivo de deixarem isso acontecer”, acrescentou.

O comissário de saúde do governo do estado, Howard Zucker, disse que está investigando o que aconteceu e que até o momento não havia queixas sobre essa funerária.

“Esta é uma mensagem para todas as casas funerárias: não toleraremos esse tipo de comportamento”, disse Zucker na quinta-feira na entrevista coletiva diária do governador Andrew Cuomo.

O proprietário da funerária Andrew T. Cleckley disse ao New York Times na quinta-feira que, como outros trabalhadores do setor, está sobrecarregado com a pandemia.

Ele declarou que usou os caminhões para armazenar corpos, mas somente depois de encher sua área de armazenagem com mais de cem corpos.

“Fiquei sem espaço”, disse Cleckley, acrescentando que apenas em abril  recebeu mais corpos do que em todo o ano de 2019. “Os corpos estão por todos os lados”.

Nova York, epicentro da pandemia de coronavírus nos Estados Unidos, registrou mais de 17.820 mortes desde março. Os necrotérios, funerárias, crematórios e cemitérios estão trabalhando acima de suas capacidades e garantem que não podem lidar com isso.

 

BBC News O que está por trás das imagens da vala comum para mortos do coronavírus em Nova York

Da página em Português da BBC News

A percepção do tamanho da tragédia do coronavírus na cidade de Nova York ganhou novos contornos depois que vieram à tona imagens de pessoas com trajes especiais enterrando caixões em valas comuns nesta sexta-feira (10).

Um drone registrou a operação em Hart Island, região usada há mais de 150 anos por autoridades para enterros daqueles sem parentes próximos ou de famílias sem condições financeiras para arcar com os custos.

Cerca de 25 pessoas costumam ser enterradas por semana na ilha, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Mas, em meio à pandemia da covid-19, os enterros no local passaram a acontecer cinco vezes por semana, com cerca de 24 deles por dia, diz o porta-voz do Departamento Penintenciário Jason Kersten.

Detentos de Rikers Island, o maior complexo penintenciário da cidade, costumam realizar os enterros em Hart Island. Mas o aumento da carga de trabalho fez com que funcionários terceirizados precisassem ser contratados.

Na semana passada, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afirmou que “enterros temporários” podem ser necessários até o fim da crise.

O Estado de Nova York agora tem mais casos registrados de coronavírus que qualquer outro país do mundo, exceto os próprios Estados Unidos.

Hart Island é usada há mais de 100 anos para enterrar pessoas sem parentes próximos ou de famílias sem dinheiro para arcar com os custos© Reuters Hart Island é usada há mais de 100 anos para enterrar pessoas sem parentes próximos ou de famílias sem dinheiro para arcar com os custos

Nesta sexta-feira (10/04), Nova York tinha cerca de 170 mil casos. Isso representa quase 10% de todos os casos registrados no mundo até agora, cerca 1,65 milhão. Os Estados Unidos lideram com 484 mil.

A cifra supera os casos registrados na Espanha (157 mil) e na Itália (143 mil). Mas o número de mortes é menor: 7.844 em Nova York, ante 15.970 em território espanhol e 18.849 em território italiano.

É importante deixar claro que cada localidade realiza um volume diferente de testes, o que interfere no total de casos identificados. Além disso, os dados divulgados não seguem a mesma metodologia e os números absolutos acima também não levam em conta os tamanhos das populações.

A população da Itália (60 milhões) é o triplo da do Estado de Nova York (19,5 milhões) e quase 25% maior que a da Espanha (47 milhões).

Cerca de 40 caixões foram enterrados na quinta-feira© Reuters Cerca de 40 caixões foram enterrados na quinta-feira

‘Explosão silenciosa’

Por outro lado, o governador Andrew Cuomo divulgou que o número de pacientes com covid-19 internados em hospitais caiu pelo segundo dia seguido, para 200. Ainda é cedo, no entanto, para afirmar que há uma tendência consolidada.

Cuomo afirmou que os dados apontam que a estratégia de distanciamento social está funcionando. Segundo ele, a pandemia “é uma explosão silenciosa que se espalha por nossa sociedade com a mesma aleatoriedade e maldade que vimos no 11 de Setembro”.

O governo federal dos Estados Unidos também divulgou dados mais positivos. Anthony Fauci, médico da força-tarefa criada pela Casa Branca contra o coronavírus, afirmou que as projeções indicam que cerca de 60 mil americanos devem morrer em decorrência da covid-19.

No fim do mês passado, Fauci estimava essa cifra entre 100 mil e 200 mil mortes. A projeção de 60 mil mortes está no mesmo patamar do total estimado de mortes de gripe nos EUA entre outubro de 2019 e março de 2020, segundo dados oficiais.

Mas o vice-presidente americano, Mike Pence, lembrou que o coronavírus é quase três vezes mais contagioso que o vírus influenza, causador da gripe sazonal.

Inicialmente, a Casa Branca estimou que 2,2 milhões de americanos morreriam por covid-19 se nenhuma medida fosse adotada, a exemplo das quarentenas em massa.

Nova Iorque: polícia de imigração arrocha diplomatas norte-coreanos.

Aeroporto JFK, local do incidente

Do New York Post, editado por este jornal.

A Coreia do Norte afirmou no domingo que uma delegação de diplomatas foi “literalmente assaltada” pelas autoridades americanas no aeroporto JFK – e exigiu uma desculpa oficial, enquanto questionava se os EUA ainda eram dignos de hospedar as Nações Unidas.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coréia do Norte acusou os EUA de tomar com força um “pacote diplomático em “um ato ilegal e hediondo de provocação “.

“Este ato de assalto dos EUA serve como uma conta gráfica dizendo ao mundo o quão imprudente e desprezível a política hostil dos EUA em relação à RPDC [República Democrática da Coréia] se tornou”, de acordo com um comunicado divulgado pela agência oficial de notícias da Coréia do Norte.

A nação ameaçou “consequências graves” não especificadas se os EUA não forneceram “uma boa explicação de seu ato de violação sobre a soberania da RPDC e uma desculpa oficial em nome do governo dos EUA”.

Ele também disse que o suposto incidente de sexta-feira “mostra claramente que os EUA são um estado criminoso e sem lei”.

“A comunidade internacional precisa reconsiderar seriamente se  Nova York, ou seja, uma cidade tão escandalosa é desenfreada, é adequada para servir de local para reuniões internacionais”, afirmou o comunicado.

A Coréia do Norte disse que seus enviados foram confrontados por mais de 20 policiais e oficiais da Segurança Interna que usaram “violência física” para arrebatar o pacote, embora os diplomatas tivessem “um certificado de correio diplomático válido”.

A Casa Branca e o Departamento de Segurança Interna não responderam imediatamente ao questionamento da imprensa.

No entanto, o representante dos EUA, Pete King, rejeitou os pedidos da Coréia do Norte.

“Seja ou não a manifestação norte-coreana inteiramente correta, o tratamento do estudante americano Otto Warmbier* tira o direito da Coréia do Norte de se queixar de qualquer coisa”, disse King.

“Além disso, a Coréia do Norte é conhecida em todo o mundo por usar bolsas diplomáticas para o tráfico ilícito. Se alguma coisa aconteceu, este foi um bom trabalho policial “.

O conteúdo do pacote vistoriado pelos policiais da emigração não foi revelado.

*O estudante, preso sob acusação de espionagem, foi devolvido aos EUA em estado de coma e fortes danos cerebrais.

A diferença da internet de primeiro mundo e a do terceiro mundo é de “só” 336 MB por segundo.

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Ficamos felizes por aqui, no Oeste da Bahia, quando conseguimos conexão de 2 mega bytes por segundo. Precisava ver então a nossa cara de bobo quando conseguimos, há poucos dias, 26 MBps em Brasília com o modem 4G da Vivo. Por aqui, o mesmo modem não fornece mais de 1,5 MBps.

Pois bem: wi-fi público da cidade de Nova Iorque registra, segundo matéria reproduzida no UOL, velocidade de 346 MBps.

A internet ainda pode salvar o índice de analfabetismo do Nordeste, pode melhorar a educação em todos os sentidos. Mas precisa melhorar muito e custar bem menos.

Luís Eduardo, domingo à noite, com grande número de conectados:

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Nova Iorque: dois prédios sacudidos por explosões. Terrorismo?

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Dois prédios desabaram parcialmente nesta quarta-feira em Nova York após uma explosão. Há pelo menos onze feridos até agora, informa a rede de televisão americana CNN. As equipes de emergência já foram mobilizadas para o local do incidente: a esquina da 116 Street e Park Avenue, no Harlem, bairro ao Norte da Ilha de Manhattan, uma área residencial. Não há informações sobre mortos.

Moradores do local relataram ter ouvido uma explosão em um dos prédios antes deles desabarem, segundo a imprensa dos EUA. Imagens aéreas do local mostram uma enorme nuvem de fumaça e bombeiros trabalhando. A concessionária local foi chamada para desligar o gás após a explosão, que danificou janelas na área. A estação de metrô que serve a região foi fechada, segundo a rede Globo News.