E as obras inacabadas do segundo mandato, Prefeito, não fala nada?

Oziel, há mais de 10 anos, posa ao lado da maquete da Prefeitura. Abaixo, como foi entregue a Humberto. 

O Prefeito Oziel Oliveira falou hoje em entrevista coletiva – O Expresso não foi convidado – que está oficiando ao Ministério Público para responsabilização de empreiteiras e do ex-gestor por obras inacabadas na cidade, entre elas a praça do Jardim Tropical e a Escola do Mimoso I. Que as empreiteiras receberam parte do valor da obra e abandonaram, etc e tal.

A imprensa credenciada junto ao Palácio da Avenida Barreiras precisa ouvir com atenção o Prefeito.

Afinal, ele é especialista no assunto.

Foi ele quem ao final do segundo mandato deixou inacabadas as obras da sede municipal, na praça dos Três Poderes ( que até hoje só conta com dois poderes); do Estádio Municipal, que na época era só um muro sem reboco; das 50 casas populares no Bairro Santa Cruz, a metade delas na meia parede e o restante no alicerce; e o Balneário do Rio de Pedras, que na época do término do seu mandato não contava ainda nem com uma carga de brita ou de areia.

Com uma diferença básica: as obras foram pagas na sua totalidade e o empreiteiro, que, aliviado de uma grande parte do dinheiro, foi visto pela última vez no Posto Rosário, lamentando sua má sorte, o fim de sua empreiteira e pensando seriamente em suicídio.

Várias e repetidas vezes questionado sobre o assunto, uma delas na entrevista que realizei com ele 100 dias depois de iniciado o primeiro mandato, o prefeito Humberto Santa Cruz não quis comentar o assunto, certamente para não revelar detalhes escabrosos sobre o tema.

No entanto, por terceiros, viemos a saber o destino de quase R$3 milhões destinados às obras. E como o dinheiro foi transportado numa mala preta. E como não temos provas cabais do ocorrido, também somos obrigados a não revelar.

Veja aqui imagens de 2010, com Humberto visitando as obras inacabadas do Estádio.

 

Correntina: Prefeito decreta redução de despesas, obras param, mas carnaval tem dinheiro

Correntina capa

Ezequiel Pereira Barbosa, prefeito de Correntina, editou, em 30 de setembro do ano que passou, um decreto de redução de despesas, que incluía inclusive redução em 20% do seu próprio salário como gestor público. Tratava-se de uma lei quase marcial, reduzindo, por força do decreto, todas as despesas do Município, com vistas à crise de arrecadação que atingiu todas as comunas do País. Veja aqui o Diário Oficial do Município.

Pois bem: o Prefeito mandou licitar, nesta quinta-feira, ao avesso da sua tentativa de reduzir despesas, as tomadas de preços para instalação de som e contratação de locação de trios elétricos, somando a significativa importância de R$ 550 mil, assim, em números redondos. Veja aqui e aqui a publicação dos dois editais.

Enquanto isso, os munícipes denunciam a parada geral em uma série de obras de importância para a comunidade, inclusive a do hospital. Hoje os internamentos se dão em uma casa velha, com apenas dois quartos para internação de pacientes.

Ezequiel está gravando mais um marco na sua tradição de administrador folclórico, para não se incorrer em outras considerações mais graves.

Aqui teremos uma rua asfaltada. Teremos?
Aqui teremos uma rua asfaltada. Teremos?
Placas de obras com recursos federais que se iniciaram, mas não se concluíram
Placas de obras com recursos federais que se iniciaram, mas não se concluíram
Obras inacabadas de um parque à beira do rio
Obras inacabadas de um parque à beira do rio
Ruas asfaltadas que viraram ruas de terra, até a próxima chuva
Ruas asfaltadas que viraram ruas de terra, até a próxima chuva
A obra do Hospital, uma esperança para todos os correntinenses
A obra do Hospital, uma esperança para todos os correntinenses
Até a placa da obra do Hospital já sumiu sob a folhagem
Até a placa da obra do Hospital já sumiu sob a folhagem
O local onde funciona o Hospital de Correntina
O local onde funciona o Hospital de Correntina

Estrada da Roda Velha de Baixo ainda não saiu. Sai na campanha eleitoral?

roda 5

Em 11 de maio do ano passado, a eficiente assessoria de comunicação da Prefeitura de São Desidério cantou em prosa e verso o desenvolvimento de uma importante obra para o Distrito de Roda Velha. Veja:

“A realização da pavimentação asfáltica no distrito de Roda Velha a 130 km da sede, que interliga as Rodas Velhas I, II e III, estão aceleradas. A previsão é que até a próxima sexta-feira, 15, estarão concluídos 2,5 km de asfalto. As obras de pavimentação contemplam um trecho de 12,7 Km que liga Roda Velha de Baixo à Roda Velha de Cima e mais 03 km na estrada que dá acesso a Roda Velha de Baixo e Roda Velha II. Além da pavimentação, as estradas também receberão todo o serviço de drenagem.”

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Oito meses depois, a realidade é outra: o asfalto dos 12,7 km está resumido em dois ou três quilômetros e os usuários de Roda Velha de Baixo e do Mosquito continuam penando na poeira e no barro dos desvios, enquanto a terraplanagem espera o asfalto.

roda 4

Como este ano tem campanha eleitoral logo ali, a obra deve sair, já que os políticos  andam fazendo “zuada” na Roda Velha de Baixo.

roda 1

roda 2

Veja aqui a matéria ufanista do site da Prefeitura Municipal em São Desidério, sob o título “Prefeitura avança nas obras de pavimentação asfáltica que interliga as três Rodas Velhas”, publicada em maio do ano que passou.

 

 

Obras fantasmas que apenas deixaram rastros

Santa Genoveva, o novo aeroporto de Goiânia: roubalheira impediu a construção, como sempre
Santa Genoveva, o novo aeroporto de Goiânia: roubalheira impediu a construção, como sempre

A Infraero aguarda  parecer do TCU para informar o valor estimados das obras do novo aeroporto de Goiânia,   paralisadas desde 25 de abril de 2007 após o tribunal apontar suspeita de irregularidades – 13, das quais 11 foram consideradas muito graves, como indício de sobrepreço no valor de R$ 66,6 milhões. Por conta disso obra teve somente 33% do cronograma executado, o que acarretou em mais de 2 mil dias de atraso e um “esqueleto de concreto, às margens da BR-153.

A confusão nos faz lembrar do prédio da Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães, cujas obras iniciaram também na década passada e continuam paradas. Como se explica que no Brasil as coisas aconteçam assim. Gasta-se o dinheiro, não se faz a obra e fica tudo o dito pelo não dito e ninguém vai para a cadeia.

Nós soubemos para onde foi desviado o dinheiro. Como não se pode provar, pois o dito numerário circulou na mala preta, ficamos aqui, com essa cara de imbecil, a cacarejar. Mas pode ser que um dia o Ministério Público Federal dê pela falta do dinheiro e pergunte onde foi parar. Se prender o empresário que emitiu o recibo e voltou o troco ele entrega tudo.

A prefeitura: sem chance de construção. Enquanto isso o aluguel come as finanças do Município.
A prefeitura: sem chance de construção. Enquanto isso o aluguel come as finanças do Município.

 

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