Restrições da Covid-19 alteram formato das convenções partidárias deste ano

Convenção de 2016

Este ano teremos uma campanha eleitoral atípica em quase toda a sua totalidade, começando pelas convenções partidárias. O que antes eram eventos marcados por festas onde o que valia era o grande público, hoje, por restrições impostas pelo Covid-19, serão encontros marcados pela internet.

Com as mudanças no calendário eleitoral provocadas pela aprovação da Emenda Constitucional 107/2020, o prazo para realização das convenções partidárias, que definirão os nomes dos candidatos à prefeitos e vereadores, começa no dia 31 de agosto e termina em 16 de setembro.

Em Salvador, onde o pleito recebe atenção especial das siglas, as movimentações para realização dos eventos começou. O DEM vai fazer no fim do prazo a convenção que vai apresentar a candidatura de Bruno Reis à prefeitura de Salvador.

Segundo o presidente nacional do partido, ACM Neto, o partido trabalha com os dias 14 ou 15 de setembro para realizar o evento, que será virtual por causa da pandemia do novo coronavírus.

DEM de Luís Eduardo
O DEM de Luís Eduardo Magalhães o também deverá fazer a sua convenção de forma virtual. Segundo Filipe Fernandes, presidente da legenda no Município, “é muito importante a gente dar o exemplo nesse momento. Seria muito bom fazer um evento nos moldes da eleição de 2016, mas a hora é de cuidar do outro. Decidimos fazer a nossa convenção de forma virtual e já estamos trabalhando nisso”.

A legenda irá apresentar o nome de Junior Marabá como candidato a prefeito, mas ainda não tem a data definida para o evento virtual. “Acreditamos que a convenção irá acontecer em data mais próxima ao dia 16 de setembro, final do prazo determinado por lei”, concluiu
Filipe Fernandes.

Luís Eduardo Magalhães: base da oposição recebe reforço de peso

Ontem, dia 06, o grupo do pré-candidato a prefeito Junior Marabá (DEM), oposição ao prefeito Oziel Oliveira (PSD), recebeu como reforço na sua base um verdadeiro representante do agronegócio; Adelar Cappellesso (PSDB).

O nome de Adelar já vinha sendo cogitado nos bastidores do grupo de Junior Marabá, há algum tempo. Apenas ontem, acompanhado pelo produtor Odacil Ranzi, que também é pré-candidato a vice-prefeito na chapa do Marabá, é que o martelo foi batido.

“O Adelar é o autêntico representante do nosso setor. Produtor em uma família tradicional do Novo Paraná, ele chega para dar mais qualidade à Câmara Municipal”, afirma Odacil.

“Estamos ampliando o nosso relacionamento com o setor do agro. E nada melhor do que ter este processo sendo conduzido pelo meu companheiro de chapa Odacil e pelo Adelar, que é filiado ao PSDB desde 1989”, disse o democrata Junior Marabá.

“Tenho uma grande estima pela família Cappellesso, onde conto com a amizade e os conselhos do Jaime Cappellesso. Fico feliz em poder contar novamente com o apoio do Adelar, sendo que agora como candidato” concluiu Junior.

“Estou filiado ao PSDB desde 1989 e sempre trabalhei indiretamente para a política de Luís Eduardo Magalhães. Hoje tenho vontade e tempo pra me dedicar mais objetivamente à política e buscar as mudanças tão necessárias para a nossa cidade”, diz o pré-candidato a vereador Adelar Cappellesso.

Agricultores do Oeste da Bahia falam sobre sucessão familiar

aiba

Com famílias que se instalaram na região há aproximadamente 30 anos, o Oeste da Bahia possui hoje uma agricultura consolidada, mas que inicia um novo ciclo. Pensando na continuidade e na sustentabilidade do negócio, os agricultores já começam a preparar o processo sucessório dentro de seus grupos familiares. Nesse cenário, foi realizado, na última terça-feira (11), em Barreiras, o XX Fórum de Lideranças B+, com o tema “Desafios do Agronegócio – A caminho da gestão profissional”, que teve como palestrantes o produtor rural e vice-presidente da Aiba, Odacil Ranzi, e o consultor Renato Bernhoeft.

Diante de agricultores e empresários, Odacil Ranzi relatou como foi feito o processo sucessório dentro do grupo Passo Fundo, do qual é sócio. Segundo ele, com a chegada dos herdeiros para trabalhar no grupo, os sócios perceberam a necessidade de organizar a sucessão patrimonial. Assim, em 2011, eles contrataram uma empresa especializada no assunto para orientar, definir regras de governança e formalizar a sucessão. Cada sócio fundou uma empresa com os filhos, em seguida criaram uma holding que administra as três empresas. O trabalho só foi concluído três anos depois de iniciado. “Passamos longos períodos conversando, tentando chegar a um consenso sobre a melhor estrutura organizacional e hoje, já está tudo definido. O diálogo franco e sincero é o mais importante para se chegar a um entendimento”, relatou Ranzi.

A afirmação de Ranzi foi partilhada pelo consultor Renato Bernhoeft que apresentou dados que apontam a falta de diálogo como o principal responsável pelo fim das empresas no Brasil. Segundo ele, cerca de 70% dos grupos familiares desaparecem devido a conflitos internos provocados pela disputa de poder ou pela falta de preparo dos herdeiros diante da necessidade de lidar com uma estrutura administrativa societária. Para Bernhoeft, iniciar o diálogo dentro da família é o primeiro passo para uma sucessão patrimonial tranquila. “Não basta profissionalizar a empresa, é indispensável profissionalizar a família que precisa se tornar uma família empresária”, disse o consultor acrescentando ainda que “não basta preparar os herdeiros para serem técnicos, eles precisam ser preparados para serem sócios”.

Um grande desafio, para Bernhoeft, é manter o jovem no campo e interessado nos negócios da família. Dessa maneira, ele orienta que, para formar um sucessor, é preciso não proporcionar facilidades e conquistas; criar e manter na família a cultura individual e preparar os filhos para serem sócios.

O consultor explicou ainda que cada nova geração necessita de um processo sucessório independente, uma vez que já terão surgido outros membros na família, um novo cenário e outros valores. “A primeira geração se vincula pelo trabalho e a segunda pelo capital. Para perpetuar a empresa, é preciso criar uma estrutura organizacional com cargos e funções definidos”, concluiu Bernhoeft.

Uma nova geração – Na plateia, Carolina Zuttion, ouvia tudo com muita atenção. Filha de produtores rurais e formada em Agronomia, ela retornou há um ano e meio para a cidade onde vivem os pais e já está trabalhando no grupo da família. “Eu escolhi fazer Agronomia. Fui estudar fora com a consciência de que voltaria para trabalhar”, relatou Carolina. Além do conhecimento científico, ela está trazendo modernidade aos negócios da família e hoje, é responsável pela implantação de um software de gestão que vai facilitar a administração do grupo.

Já Isabela Busato, também filha de agricultor, está concluindo o curso de Agronomia com a consciência de que precisará atuar na empresa da família onde houver maior carência. “Penso em trabalhar com a área de produção, mas se a parte administrativa precisar de mim, eu irei”, disse Isabela.

Juntas, Carolina e Isabela fazem parte da nova geração de agricultores do Oeste da Bahia, que trazem modernidade e vigor a estrutura empresarial dos grupos familiares, porém sem esquecer o valor do conhecimento dos pais e da história de luta deles.

 

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AIBA participa de evento de assinatura de acordo ambiental

Mendes Ribeiro e Busato
Mendes Ribeiro e Busato

A diretoria da AIBA participou, nesta segunda-feira, do evento de assinatura do Acordo de Cooperação Técnica Ambiental de imóveis rurais. O presidente Julio Busato, juntamente com o vice Odacil Ranzi e o diretor executivo Thiago Pimenta representaram os produtores do oeste da Bahia. A cerimônia  para assinatura do acordo que contou com a presença do Ministro da Agricultura Mendes Ribeiro e da Ministra do Meio Ambiente Isabella Teixeira, foi realizada em São Paulo no Auditório da Superintendência Federal de Agricultura.

Busato, Isabela e Ranzi
Busato, Isabela e Ranzi

A mobilização de produtores rurais para adesão ao CAR e ações de apoio ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) estão previstas no Acordo. A parceria também prevê incentivo para adesão ao Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), ação do Ministério da Agricultura que busca promover a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio de sistemas produtivos sustentáveis, além da redução de áreas desmatadas.

“O Cadastro é uma ferramenta importante para o produtor rural, pois permite a regularização ambiental dos estabelecimentos rurais, condição indispensável para o acesso ao crédito rural. Permitirá também que o Governo possa elaborar as políticas agrícolas nas diferentes regiões do País, a partir das informações que estarão no sistema informatizado do CAR”, afirmou Mendes Ribeiro. Com informações da jornalista Anne Karine Ferreira. Fotos de Érica Cunha.

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