Região Oeste recebe 17 novas viaturas policiais


A pasta empregou mais de R$3,2 milhões na renovação da frota para atender municípios da região Oeste. 

Dezessete viaturas novas foram entregues, na manhã desta sexta-feira (19), na sede do Comando Regional de Policiamento (CPR) Oeste, na cidade de Barreiras, pela Secretaria da Segurança Pública. Os veículos serão distribuídos para unidades da Polícia Militar da região.

Mais de R$ 3,2 milhões foram empregados na aquisição de automóveis que vão renovar a frota nas cidades de Ibipitanga, Oliveira dos Brejinhos, Boquira, Paratinga, Muquém de São Francisco. Morpará, Riacho de Santana, Luís Eduardo Magalhães, Mansidão, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, Wanderley, Cotegipe, Baianópolis, Cristópolis, Macaúbas e Angical.

O secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, lembrou que a tranquilidade dos baianos é uma das prioridades do Governo do Estado. “Estamos efetuando a melhoria da frota existente. A nossa intenção é ampliar o número de viaturas”, frisou.

Para atender Barreiras e cidades vizinhas foram investidos mais de R$ 25 milhões em reformas e aquisição de equipamentos.

A população da cidade já conta com uma Base Avançada do Grupamento Aéreo, sedes da 83ª Companhia Independente de Polícia Militar, Operação Ronda Maria da Penha, do Comando de Policiamento Regional Oeste, Base Comunitária (BCS), Distrito integrado de Segurança Pública e Centro Integrado de Comunicação.

O gestor parabenizou o trabalho realizado pelo efetivo que vem atuando na busca da redução dos índices criminais, em queda desde 2017.

“Conseguimos chegar a 40% de queda no número de Crimes Violentos Letais Intencionais no primeiro semestre deste ano”, revelou.

Deputado Antonio Henrique busca regularização fundiária para assentamentos do Oeste baiano

Nesta quinta-feira (18), o deputado estadual Antonio Henrique Júnior (PP) esteve em audiência com o superintendente regional do Incra na Bahia, Giuseppe Vieira, para tratar da regularização fundiária de vários assentamentos rurais do oeste baiano.

As principais demandas pautadas foram: o termo de cooperação técnica para a realização de georreferenciamento rural e a organização das associações para a manutenção e regularização dos cadastros junto ao INCRA.

“É constante a nossa batalha pela regularização dos assentamentos da região oeste da Bahia. Estamos focados em reduzir o êxodo rural e fortalecer a agricultura familiar, o cooperativismo e o associativismo.

Nessa luta temos grandes parceiros, a exemplo do deputado Cacá Leão e a União de Regularização Fundiária, administrada pelo Dr. Jorge Kayro”, disse o parlamentar.

Segundo o deputado, “A titulação das terras é uma antiga reivindicação dos agricultores familiares, que deve ser  tratada com muita responsabilidade, e é urgente fazê-la pois eles já estão cansados de discursos vazios e promessas vãs”.

Participaram da audiência: líderes sindicais e presidentes dos assentamentos Campo Alegre, Oscar Niemeyer, Rio Grande 2, Dom Ricardo, São Francisco (Frade), Rio de Ondas (4 agrovilas) e a associação Boa Esperança, que juntas representam mais de 2 mil famílias assentadas no oeste baiano.

Cotações dos principais produtos agrícolas no Oeste

A soja foi negociada no dia de hoje a R$66,50, depois de queda de 0,75%.

O milho segue estável com negócios em torno de R$31,00 a saca.

O feijão carioca de boa qualidade se recupera em 8,33% para R$130,00 a saca.

Na Bolsinha, em São Paulo, o Carioca de melhor tipo – 9 – foi comercializado a R$155,00, enquanto o feijão preto valeu R$160,00.

As informações são da AIBA, Bolsinha e Agrolink.

Barreiras: homem é executado na frente de casa, conversando com a mãe.

Um homicídio com marcas de execução aconteceu na noite desta quinta-feira (11), por volta das 20:00h no bairro Arboreto I na cidade de Barreiras.

A vítima foi identificada como sendo Lucielton de Jesus Santana, 33 anos, conhecido pelo apelido de “Cicinho”.

De acordo com informações, “Cicinho” estava sentado conversando com sua mãe em frente à sua residência quando então um carro prata, modelo e placa não identificado, parou em frente e três indivíduos encapuzados e armados desceram e atiraram sendo dois disparos de calibre 12 e vários de pistola. Após o crime saíram em disparada seguindo rumo ignorado.

Uma equipe do SAMU acompanhada pela Polícia Militar esteve no local, mas apenas pôde constatar o óbito.

Uma equipe da Polícia Civil com o Delegado Dr. Francisco Carlos de Sá esteve no local iniciando o processo investigativo e posteriormente o caso deverá ser remetido ao DHPP (Delegacia de Homicídios).

A Polícia Técnica também compareceu iniciando os trabalhos periciais e posteriormente removeram o corpo para o necrotério do DPT onde será necropsiado. Dois cartuchos de Cal.12 e vários de pistola foram recolhidos do local da execução.

Cicinho possuía diversas passagens pela polícia. Até o momento não se sabe ao que o crime estaria atrelado como motivação.

Aiba alerta população sobre risco de incêndio em vegetação nativa

A chegada do inverno no hemisfério sul traz consigo um alerta ao meio ambiente: o aumento do número de casos de incêndios florestais. É nesta época do ano, compreendida entre os meses de julho e setembro, que é registrada a maioria das ocorrências. Na Bahia, os fatores climáticos são agravantes, já que o tempo seco aumenta o risco de propagação, acidental ou criminosa, do fogo em perímetros urbano e rural, atingindo lavouras, florestas e áreas de preservação ambiental.

Uma força tarefa montada por órgãos ambientais e pelo subcomitê de prevenção e combate a incêndios florestais da região oeste da Bahia, do qual a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) faz parte, intensifica as ações do Programa Bahia Sem Fogo no período de estiagem sazonal.

Com o intuito de instruir a população, a Aiba mantém todos os seus canais atualizados com informações e dicas capazes de evitar ou, ao menos, reduzir a incidência de incêndios florestais na região. Para tanto, a entidade conta com o auxílio das ferramentas de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Segundo a diretora de Meio Ambiente da Aiba, Alessandra Chaves, os dados levantados via satélite auxiliam na tomada de decisões assertivas relacionadas ao combate e prevenção aos incêndios.

A ferramenta permite a análise e previsão sobre o risco de ocorrência de incêndios através de imagens e mapas, identificando, assim, as áreas com focos de calor. Com isso, é possível adotar algumas medidas preventivas e outras de combate. O risco de fogo é calculado através da análise de algumas variáveis, a exemplo da precipitação pluviométrica diária (mm/dia), temperatura do ar (°C) e a baixa umidade relativa (%). A precipitação pluviométrica é o componente de maior importância, sendo obtida a partir das estimativas de precipitação geradas pela Divisão de Satélites Ambientais do INPE. De posso desses dados, é possível alimentar o sistema e informar a população.

“A intenção é alertar e prevenir a ocorrência de queimadas, de modo a reduzir os impactos ambientais e econômicos, tanto em áreas com vegetação nativa preservando a fauna e flora, quanto nas áreas de produção, além de ajudar indiretamente com a redução dos efeitos na saúde da população, sobretudo de doenças respiratórias, pontua.

A Aiba disponibiliza os mapas de riscos de fogo aos seus associados, através de mailing interno. Já o público externo tem acesso às informações publicadas no site da Associação, na seção “Clima”.

Orientações

A diretora de Meio Ambiente da Aiba, Alessandra Chaves, ressaltou alguns cuidados que a população pode adotar para prevenir que haja ocorrências de incêndios. Segundo ela, durante o período crítico, é importante evitar qualquer situação que possa desencadear incêndios. “Isso não quer dizer proibição do uso do fogo. Em casos de necessidade em propriedade rural, por exemplo, é obrigatória a Declaração de Queimada Controlada (DQC), conforme prevê a legislação. Além disso, alguns cuidados como treinamento das brigadas para combate, manutenção de aceiros; informar aos vizinhos a data e o horário da prática; atenção à direção do vento e à temperatura”, pontuou.

Alessandra também lembrou que o responsável por provocar incêndio poderá ser punido, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais. As penalidades vão desde a reclusão, que varia de seis meses a quatro anos; à aplicação de multa, cujos valores variam de acordo com a gravidade da infração cometida, podendo chegar a R$ 50 milhões. As autuações podem ser feitas em área rural ou urbana, e realizadas por órgãos federais, estaduais e municipais.

LEM e Barreiras: três mortes de jovens no feriadão violento

Adelson Matos Ventura, de 19 anos, foi morto em confronto com a PM no baixo Santa Cruz. Adelson teria abusado de um menino de 10 anos. Ele foi identificado após informações dos familiares e a Polícia entrou em sua casa para prendê-lo. O rapaz reagiu com um facão e foi baleado.

Fuga e atropelamento

Israel da Silva Ferreira, de 19 anos, natural de João Dourado, foi morto após cometer um assalto com um comparsa em uma motocicleta nas proximidades da Churrascaria e Pizzaria Boi na Brasa, no centro de LEM.

Perseguidos, os dois foram atingidos por um veículo na entrada do Bosque dos Girassóis. Israel foi levado para a UPA com graves ferimentos e seu companheiro conseguiu fugir.

Execução

Carlos Eduardo do Nascimento Martins, de 20 anos, foi morto a tiros na noite deste sábado, 22, por volta das 22h40, na quadra R, no Residencial São Francisco, em Barreiras.

De acordo com informações, o crime foi cometido por três indivíduos que fugiram a pé logo em seguida.

O SAMU ainda foi ao local, mas não havia o que fazer a não ser constatar o óbito do rapaz que teve o corpo removido para o IML do DISEP, onde passará por necropsia. Informações de Sigi Vilares, editados por O Expresso.

A fabulosa novela das terras de Formosa do Rio Preto ganha mais capítulos

Viúva processa José Valter Dias e requer 50% da Fazenda São José. 
Agricultores são notificados para deixar de fazer pagamentos a holding que passou a deter 366 mil hectares em Formosa do Rio Preto

A fabulosa história dos 366 mil hectares de terra da Fazenda São José, no Oeste da Bahia, não para de surpreender. No capítulo mais recente, a viúva do comprador dos direitos sucessórios de um imóvel na região entrou na Justiça se dizendo trapaceada por José Valter Dias, que se tornou da noite para o dia o dono de todas as terras.

Nelzita da Conceição Souza é viúva de Rui Moreira Costa, que em 1984 comprou, de herdeiros de Delfino Ribeiro Barros, os direitos sucessórios de um imóvel na Fazenda São José.

Sem recursos para arcar com os gastos necessários para regulamentação da área, Rui Moreira Costa firmou um contrato de coparticipação com José Valter Dias, que assumiu a tarefa de regularizar o imóvel recebendo, em troca, 50% das terras. O contrato também previa que, no caso de venda relativa a áreas do imóvel, os valores obtidos seriam divididos entre os dois contratantes.

Durante o processo de regularização das terras, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) emitiu uma portaria administrativa dizendo que a matrícula de José Valter Dias, que ganhou o número de 1037, abrangeria o total de 366 mil hectares – área equivalente a cinco vezes a cidade de Salvador. Em seguida, José Valter Dias obteve decisões judiciais que lhe garantiram também a posse de todo o terreno, ocupado há mais de 30 anos por agricultores de soja.

Após as decisões da Justiça baiana, José Valter Dias criou uma holding, a JJF Holding de Investimentos e Participações, que passou a deter a titularidade de toda a área ocupada pelos agricultores.

Em seguida, com o apoio do TJBA, Dias fechou acordos pelos quais os produtores são obrigados a pagar parte de sua produção de soja para que possam permanecer nas terras – os pagamentos variam de 20 a 80 sacas de soja por hectare, parcelados de seis a oito anos. Para se ter uma ideia do montante envolvido, só nesta quinta-feira, 30 de maio, vence uma parcela de pagamento em sacas de soja que totaliza cerca de R$ 80 milhões, somando todos os agricultores.

Enquanto Dias recebe os pagamentos, porém, a viúva de Rui Moreira Costa ficou a ver navios: nunca recebeu qualquer gleba de terra e nem qualquer tipo de pagamento resultante desse “acordo” com os agricultores.

Na ação apresentada à 2ª Vara Cível de Barreiras contra José Valter Dias e a holding JJF, Nelzita pede que eles sejam impedidos de realizar “novas alienações, acordos ou qualquer destinação para qualquer fração das áreas, sem a participação dos representantes de Rui Moreira da Costa”, e que a Justiça estabeleça multa compatível com o descumprimento.

Na quarta-feira, 29 de maio, Nelzita notificou a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) para que os produtores “suspendam imediatamente quaisquer pagamentos pendentes, referentes aos acordos [firmados com José Valter Dias], aquisições ou qualquer forma de contrato envolvendo a matrícula 1037 que porventura tenham com José Valter Dias, pois conforme informado, os mesmos serão revistos”.

A viúva ressalta no documento que, pelo contrato que seu marido detinha com José Valter Dias, estaria “terminantemente coibida a alienação, por parte do primeiro contratante (Dias), de qualquer fração de terras nesta Fazenda São José sem a anuência do segundo (Rui Moreira Costa) e presença do advogado, além da necessária participação do segundo contratante em caso de venda ou para conclusão de acordos, no caso de composição com terceiros.”

PF investiga megaesquema de grilagem na região Oeste da Bahia

Por Jairo Costa Jr. e Luan Santos, na coluna Satélite, do Correio 24 horas.

A Polícia Federal (PF) abriu investigações para apurar indícios de um megaesquema de grilagem na região Oeste do estado, com foco no rumoroso caso envolvendo a posse de 366 mil hectares de terras em Formosa do Rio Preto.

Fontes com acesso ao inquérito relataram à Satélite que a PF entrou em campo após solicitações feitas pela Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara dos Deputados e pela Procuradoria-Geral da União (PGU), já que há juízes e desembargadores implicados nas fraudes relacionadas a propriedades  situadas no coração do agronegócio baiano.

A investigação tem origem no que é conhecido pelos corredores do Incra como o maior processo de grilagem que já se teve conhecimento na história do país.

No início de março, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anulou, por 12 votos a um, a portaria do Tribunal de Justiça da Bahia que entregava a apenas um homem, José Valter Dias, a posse sobre a área equivalente a cinco vezes o tamanho de Salvador. Ex-borracheiro, Dias alega ser o verdadeiro dono das terras ocupadas por mais de 300 agricultores que migraram do Paraná para o Oeste da Bahia.

Cerca Lourenço

Em outro flanco, o desembargador Salomão Resedá, corregedor das comarcas do interior no TJ, determinou em 30 de abril uma devassa no Cartório do Registro de Imóveis e Hipotecas, Títulos e Documentos Civis de Formosa do Rio Preto. Na portaria, Resedá ordenou que os arquivos e documentos do órgão ficassem disponíveis em lugar de fácil acesso para ele e integrantes de sua equipe nos dias 2 e 3 de maio. Pouco antes, o delegatário do cartório investigado por supostas irregularidades, Davidson Dias de Araújo, havia sido punido com 90 dias de suspensão. Ao mesmo tempo, o CNJ exige que a Corregedoria-Geral do TJ preste esclarecimento sobre as denúncias de grilagem de terras que respingam em servidores do Judiciário e do Incra, além de magistrados da Corte.

Passagem de arado

O cerco da PF e do CNJ sobre o caso dos 366 mil hectares do Oeste  foi alavancado também por um relatório elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). No documento, constam indícios de movimentação atípica da ordem de R$ 5 milhões, por meio de transações bancárias que entraram no radar dos investigadores por causa dos nomes citados pelo Coaf.

Nota da redação de O Expresso:

Calcula-se que as áreas envolvidas no processo, valham no mínimo 250 sacas de soja por hectare, incluídas aí áreas de reserva legal, áreas de preservação permanente (margens de rio) e áreas ainda não beneficiadas. Não estão aí contabilizadas a infraestrutura de produção, como sedes, escritórios, armazéns e secadores. Trata-se do valor da terra nua com os benefícios de correção e melhorias do solo. Com isso o valor da terra grilada seria de no mínimo R$5,5 bilhões, o que gerou a cobiça de todos os envolvidos na grande fraude.

Soja com cotações estacionadas, com o menor preço desde março de 2018.

Embarque da soja baiana no Porto de Cotegipe, na baía de Aratu.

Mesmo com o dólar em alta no dia de hoje – 3,8259 – a cotação da soja no Oeste baiano está cotada a R$66,00, apenas 2 reais a mais que no mesmo dia do ano passado. Isso pode significar menos rentabilidade ao produtor, que enfrenta preços de insumos substancialmente alterados e os fretes até o porto dentro do mesmo tabelamento.

Na realidade, a produção de soja do Oeste está localizada numa das maiores distâncias dos portos em todo o País, cerca de 950 km do embarque em Aratu. Uruçuí,no Piauí, só pra citar outra região produtiva, está a 750 km do porto de São Luís. A região de SINOP está a 994 km do porto de Miritituba, com o gravame de 50 quilômetros de estradas sem asfalto.

Preços Médios CEPEA

Os valores da soja em grão voltaram a subir no mercado doméstico, impulsionados pelo forte ritmo de embarques nos portos brasileiros, de acordo com levantamento do Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq)

Além da entrega de contrato a termo, agora, as negociações no mercado spot também começaram a ganhar força, especialmente devido à valorização do dólar frente ao Real, que torna o produto nacional mais atrativo aos importadores.

Em fevereiro, o Brasil embarcou 6,09 milhões de toneladas, um recorde para o mês e mais que o dobro dos volumes enviados em janeiro/19 (2,15 milhões de toneladas) e em fevereiro/18 (2,86 milhões de toneladas), conforme dados da Secex.

Isso se deve à crescente demanda da China, que adquiriu 82,4% (5,02 milhões de toneladas) do total de soja exportado pelo Brasil em fevereiro. Entretanto, o valor médio recebido pela saca da soja foi o menor desde março de 2018, a R$ 80,93.

IBGE diz que safra de grãos da Bahia cai 15% e algodão cresce 18%

A estimativa de fevereiro para a safra de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) na Bahia apresentou uma queda de 15,4%, com 7.887.605 toneladas, se comparada ao mesmo período em 2018.

Já a área de colheita dos grãos, estimada em 3.121.505 hectares, é 2,9% maior do que a do ano passado, o que pode explicar a redução no rendimento. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE.

A única estimativa que apresentou mudança entre a estimativa de janeiro e do mês passado na Bahia foi da safra de algodão, que teve um crescimento de 18,6% (1,3 milhão de toneladas).

Se as chuvas do final de março e início de abril forem mansas, de maneira que não comprometam a formação dos capuchos de algodão, a malvácea será novamente a salvação da lavoura da Bahia.

Confirmado: MPF recomenda que 16 municípios do Oeste baiano regularizem transporte escolar

A informação é procedente de nota à imprensa emitida pelo MPF de Barreiras.

O órgão já emitiu recomendações a outros 100 municípios do estado e segue acompanhando o uso das verbas federais oriundas do Pnate

O Ministério Público Federal (MPF) em Barreiras (BA) enviou recomendações aos 16 municípios da sua área de abrangência (confira abaixo), no extremo oeste baiano, para que regularizem as licitações, contratações e execuções do serviço de transporte escolar. Os documentos foram expedidos na última sexta-feira, 25 de janeiro. Cada prefeito tem 20 dias, a contar do recebimento, para informar se acatará ou não a recomendação do MPF.

A partir de investigações, o MPF verificou diversas irregularidades em licitações, contratações e execução do serviço de transporte escolar nos municípios citados, a partir de verbas do Pnate (Programa Nacional de Transporte Escolar) ou do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Dentre elas, destacaram-se: ausência de adequada pesquisa de preços; escolha de critério de julgamento por preço global; contratação de prestador de serviço sem capacidade operacional; sobrepreço e superfaturamento de rotas; subcontratação de praticamente todo o objeto; e utilização de veículos e motoristas em desconformidade com a legislação de trânsito.

No documento, é destacado que a Constituição Federal/88 prevê que a oferta de educação infantil é dever do poder público municipal e que os recursos do Fundeb, assim como os veículos adquiridos por meio do Pnate devem ser utilizados exclusivamente na Educação (Leis nº 11.494/2007 e nº 10.880/2004). Além disso, o planejamento das licitações deve adotar um procedimento administrativo regular, com ampla e regular pesquisa de preços; termo de referência com indicação da necessidade, condições e custo real do serviço; edital com delimitação precisa e, no caso do transporte escolar, detalhamento das rotas e itinerários, distâncias, pontos de partida e chegada, turno, número de dias letivos, número estimado de alunos atendidos em cada rota, dentre outras especificações.

Segundo a recomendação, os prefeitos têm até 30 de abril deste ano para adotar uma série de medidas para regularizar a contratação, a fiscalização e o uso apropriado dos veículos de transporte escolar, anulando os contratos que não possam ser ajustados ao que foi recomendado.

Portais da Transparência – o MPF recomendou, ainda, que cada prefeitura publique, mensalmente, nos portais de transparência, tabela resumida com indicação de todos os veículos, e cópia dos respectivos processos de pagamento dos serviços de transporte escolar. Além disso, deverão publicar e manter atualizadas as rotas de transporte escolar, com indicação dos pontos de saída e chegada, paradas e escolas abrangidas.

MPF acompanha regularização do transporte escolar nos municípios da Bahia – O MPF emitiu recomendações a outros 100 municípios baianos ainda em 2018 para a regularização do serviço de transporte escolar. Os municípios da área de abrangência do MPF em Guanambi foram recomendados em outubro e os do MPF em Ilhéus/Itabuna em novembro. O MPF em Bom Jesus da Lapa emitiu as recomendações em setembro e em dezembro, a partir da realização de uma audiência pública, propôs um acordo às prefeituras para a melhora na prestação do serviço no oeste baiano.

Em 2019, o MPF seguirá acompanhando a utilização das verbas federais oriundas do Pnate pelas prefeituras na Bahia e adotando as medidas que forem cabíveis para aprimorar a contratação e a segurança do transporte escolar.

O que acontece agora?

A recomendação é um instrumento de atuação extrajudicial do MPF, que busca evitar a judicialização e a consequente demora na solução de questões, tendo em vista os prazos e etapas previstos em lei até o julgamento definitivo de um processo. Agora o MPF aguardará o envio, pelas prefeituras, das respostas indicando o acatamento ou não das medidas.

A partir daí, o procurador analisará as providências adotadas e poderá seguir acompanhando a situação por meio dos inquéritos civis públicos ou, se for o caso, mover ações requerendo judicialmente a regularização dos problemas apontados.

Municípios da área de abrangência do MPF em Barreiras: Barreiras, Angical, Baianópolis, Brejolândia, Buritirama, Catolândia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães, Mansidão, Muquém do São Francisco, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, São Desidério, Wanderley.

Agricultores baianos recuperam 250 km de estradas em 2018

Construção de ponte sobre o rio sapão

Os agricultores baianos, por meio do Programa “Patrulha Mecanizada”, coordenado pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) recuperaram ao longo do último ano cerca de 250 km de estradas.

Destaque para o trecho entre as cidades de Cocos (BA) e Mambaí (GO), finalizado em agosto, que garantiu melhor trafegabilidade no trecho e reduziu cerca de 200 km para acessar a BR-020.

Estrada Roda Velha 2

Executada em parceria com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Prefeitura de Cocos, esta obra foi fundamental para a sua incorporação à BR-030, conforme Portaria 6.257 de 30/11/2018, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que federalizou o trecho, passando, a cargo do Ministério dos Transportes, a execução da pavimentação asfáltica, cujo anteprojeto foi cedido ao órgão, pelos produtores da região.

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Supermercado Espírito Santo vai integrar a Rede Marabá

Os irmãos Jader e Ondumar Jr., que junto com o irmão Hernane e o tio Gustavo criaram a maior rede de supermercados do Oeste.

O Grupo Marabá iniciou o novo ano com otimismo acreditando na melhoria da economia do Brasil. Considerado o maior grupo varejista da região oeste da Bahia, os irmãos Marabá começaram o ano de 2019 adquirindo mais uma loja para a sua rede de supermercados.

Os empresários anunciaram a aquisição de um das empresas mais tradicionais de Luís Eduardo Magalhães: o Supermercado Espírito Santo, que fica localizado no bairro Santa Cruz.

“O Supermercado Espírito Santo é tradicional em nossa cidade. Lembro-me de fazer as compras lá com os meus pais logo que nos mudamos para Luís Eduardo Magalhães. Ter essa loja dentro do nosso grupo é uma enorme conquista”, comemorou Junior Marabá, sócio proprietário do Grupo Marabá, após fechar o negócio nesta segunda-feira (07).

O novo empreendimento do Grupo Marabá irá garantir mais 80 empregos diretos e indiretos, consolidando o Grupo como um dos maiores geradores de vagas de trabalho da região. A inauguração do novo Supermercado Espírito Santo está prevista para o final de janeiro.

Questionado sobre o seu futuro político, Júnior Marabá desconversou. “Estou focado nesse importante momento do meu trabalho. Mas 2020 já é amanhã, né?” brincou Júnior.

“Eu ainda sonho em alinhar nosso município com este novo Brasil que estamos tendo a oportunidade de ver nascer. A política já faz parte da minha vida”, afirmou Marabá. Do blog de Sigi Vilares.

Estradas do Oeste cobram o seu quinhão de mortos e feridos neste feriadão

Fotos: Ivonaldo Paiva/Blog Braga. Conteúdo G1.globo/bahia

O motorista de uma caminhonete morreu depois que o veículo capotou, na manhã deste domingo (30), na rodovia BR-242, em trecho da cidade de Barreiras, no oeste da Bahia.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu na altura do Km-775, depois da Serra do Saco. A vítima seguia sentido Barreiras, quando perdeu o controle da direção, saiu da pista, bateu em uma árvore e capotou. Ainda não há informações sobre a identidade da vítima.

Equipes da PRF estiveram no local para organizar o trânsito e fazer a retirada da caminhonete, que foi parar em um matagal às margens da rodovia.

Acidente grave próximo a Roda Velha

Um motorista de uma caminhonete Chevrolet S10 ficou gravemente ferido após ser atingido por outro veículo na madrugada deste domingo, 30, por volta das 4h, na BA 463, próximo ao distrito de Roda Velha, no município de São Desidério.

As autoridades policiais ainda não sabem qual tipo de veículo provocou o acidente. A suspeita é que seja um caminhão prancha devido os vestígios que ficaram no local do acidente.

Segundo informações, o condutor da S10 voltava do Assentamento Vitória, que fica cerca de 50 km de Roda Velha, onde participou de um casamento. Ele retornava para o distrito onde morava..

Usuários da rodovia viram o carro fora da pista, assim que o dia amanheceu e acionaram a Policia militar de Roda Velha que compareceu no local e registrou o acidente, permanecendo ali até a chegada do SAMU que encaminhou o motorista direto para o Hospital do Oeste, em Barreiras. Do blog Sigi Vilares

Feridos em colisão no Cerradão

Na manhã deste domingo, 30, por volta das 9h, uma colisão entre um veículo Fiat Siena e uma caminhonete Toyota Hilux deixou duas pessoas feridas na BR 242, na altura do trevo que dá acesso a BA 459, no povoado do Cerradão, no município de Barreiras.

De acordo com informações, o Fiat Siena, com três pessoas a bordo, trafegava na BR 242, sentido Barreiras, quando foi  surpreendido pela Hilux que levava uma família para a Cachoeira do Acaba Vida, cujo o condutor invadiu a rodovia provocando o acidente.

“Eu não vi o veículo se aproximar”, contou o motorista da caminhonete.

Gilmar Lopes da Silva, de 54 anos, com uma contusão no tórax, e Eliassi Silva Araújo, de 54 anos, com dor torácica e no abdômen, ocupantes do Fiat Siena, foram socorridos para a UPA de LEM por equipe do SAMU. Os ocupantes da caminhonete não se feriram. Do blog de Sigi Vilares.

Questão das terras da Coaceral tem muitos pontos a esclarecer

As áreas cujo domínio é discutido: o aumento do valor das terras depois de beneficiadas aumenta a cobiça.

A incrível história do borracheiro que virou latifundiário em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, não para de surpreender.

Depois de dar uma sentença garantindo, no mérito, a posse de 366 mil hectares ao borracheiro José Valter Dias, a juíza Marivalda Almeida Moutinho escreveu que não era preciso cumprir a ordem da desembargadora Sandra Inês Azevedo, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), para suspender o processo envolvendo as terras.

Na decisão, Marivalda rejeitou pedido do Ministério Público de se manifestar, pois segundo ela a discussão não envolveria um conflito agrário. Também negou a solicitação de dezenas de agricultores locais de serem ouvidos no processo. Os agricultores estão nas terras desde a década de 1980, aonde chegaram contando com incentivos do Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer II).

Marivalda rejeitou ainda o pedido do Instituto Chico Mendes (ICMBio) de ingressar no processo. O instituto pediu para ser ouvido porque 50 mil hectares das terras demandadas por José Valter Dias formam uma reserva ambiental, a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins.

Para completar, Marivalda aplicou multa de R$ 1 milhão ao advogado Domingos Bispo, que alegou sua suspeição para julgar o caso. A lei determina que, quando uma parte aponta a suspeição de um juiz, este deve ou declarar-se suspeito ou remeter o incidente ao tribunal de segunda instância para avaliação. Marivalda, porém, não tomou nenhuma das duas iniciativas.

No incidente de suspeição, Domingos Bispo afirma que a juíza manteria vínculos com Adailton Maturino, que se apresenta como cônsul da Guiné-Bissau no Brasil (o Itamaraty negou que ele tenha esse título).

A mulher de Adailton, por sua vez, virou sócia de José Valter Dias em uma holding criada logo que ele virou o dono das terras. A holding vem cobrando de 20 a 80 sacas de soja por hectare de agricultores para que possam permanecer no local.

Já Marivalda foi embora de Formosa do Rio Preto assim que decidiu o caso. Passou apenas um mês na comarca, por designação do TJBA, que já apontou um outro juiz para atuar na região.

Marivalda ficou conhecida nacionalmente por absolver sumariamente nove policiais militares envolvidos na Chacina do Cabula, em 2015, quando 12 jovens foram mortos em Salvador. Ela tomou a decisão enquanto substituía o juiz responsável pela causa, que estava de férias.
Marivalda também chegou a ser afastada de suas funções em 2006, por acusações como despachar processos com a intenção de favorecer terceiros e movimentar, em sua conta bancária, valores superiores à sua renda anual. O processo terminou arquivado.

LEM: Embasa avisa que faltará água em vários bairros da cidade

Diante de uma pane nos equipamentos da estação elevatória do Jardim das Acácias, a Embasa informa que o abastecimento está temporariamente interrompido nos seguintes bairros da sede de Luís Eduardo Magalhães: Jardim das Acácias, Sol Nascente, Campos Elíseos, Cidade Alta, Jardim Imperial, Jardim Ipê, Tropical Ville, Jardim Paraíso, Santa Cruz, Floraes Léa e Vereda Tropical.

A equipe já está no local e a previsão de reparo é no início da madrugada quando começará a ser gradualmente regularizado o abastecimento. Recomenda-se o reforço no consumo racional da água reservada pelo imóvel . A normalização acontecerá ao longo da quinta-feira (27).

Temer vai assinar indulto por mais vagas nas prisões.

Após pedido de Jair Soares Júnior, Defensor Público Geral, o presidente Temer voltou atrás e anunciou que concederá indulto de Natal.

O motivo não é nenhuma filigrana da Justiça. Bem longe disso, é abrir vagas nas superlotadas prisões brasileiras, calabouços infectos governados por facções criminosas.

São 686 mil presos em todo o País, a grande maioria afastada de qualquer possibilidade de trabalho, educação, atendimento médico preventivo, consumida pela droga e pela AIDS.

O número de vagas no País é de 407 mil. A população carcerária é 68% maior.

Consórcio do Oeste reúne secretários municipais de agricultura para discutir serviço de inspeção territorial.

O plano regional de resíduos sólidos foi tema da reunião que ocorreu na tarde desta segunda-feira (12/11), entre o Consórcio Intermunicipal dos Municípios do Oeste da Bahia (Consid/Umob) e os secretários de Meio Ambiente da região. Tratou-se sobre o termo de cooperação que será firmado com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Sedur).

 O Secretário Municipal do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semmarh) de Formosa do Rio Preto, Leanderson Barreto, participou do encontro e saiu otimista:

“Teremos com a cooperação técnica, suporte para a elaboração do plano regional de resíduos sólidos e, a partir disso, teremos condições de preparar também nosso plano municipal. É uma necessidade dos municípios sendo suprida através do Consid, sob a presidência do nosso prefeito Termosires Neto”, adiantou Leanderson.

Os detalhes serão apresentados em evento previsto para o próximo dia 29, com a presença dos prefeitos da Umob, representantes da Sedur, Ministério Púbico, Ufob e Usp.

Colheita do algodão no Oeste baiano já ultrapassa 70%

Com cerca de 70% da colheita do algodão finalizado, em meados de agosto, os produtores de algodão da Bahia estão bastante satisfeitos com os resultados em produtividade e qualidade da fibra. 

De acordo com a Abapa, o estado deve colher nesta safra mais de 1,2 milhão de toneladas de algodão (caroço e pluma), 300 mil a mais que na última safra.

Nesta safra, os produtores plantaram em uma área total de 263.692 mil hectares plantados em toda a Bahia. O que representou um incremento de área de 30,77% em relação à safra passada.  

A região oeste planta 96% da produção de algodão da Bahia, que é o segundo maior produtor da fibra no Brasil, atrás somente do Mato Grosso.

A colheita na Bahia deve acontecer até o prazo limite do dia 20 de setembro, quando tem início o período do vazio sanitário do algodão, e os cotonicultores já devem ter eliminados todos os restos culturais do campo para evitar a proliferação do bicudo do algodoeiro.

Por causa das chuvas regulares e do trabalho consistente desenvolvido em campo no combate a pragas, por meio do programa fitossanitário da Abapa, a produtividade média das lavouras é considerada recorde pela segunda safra consecutiva, acima das 320 arrobas/hectare.

O presidente da entidade, Júlio Busato, conta que há dois anos vem acontecendo esse encontro entre grande produção e bom preço, o que ajuda os agricultores a recuperarem os prejuízos dos anos de estiagem.

“Felizmente, pelo segundo ano consecutivo, acontece essa combinação entre produção e do preço, e a oportunidade de reduzirmos nosso endividamento, voltando a crescer, trazendo de volta para a região os empregos e a renda momentaneamente perdidos”, afirma.

Com a previsão da regularidade do ciclo de chuvas e da cotação do mercado, a próxima safra de algodão já prevê um crescimento de área, saindo dos 263 para 313 mil hectares, em um incremento de 20%.

A expectativa, segundo Busato, é que gradualmente no prazo das três próximas safras, a região possa retornar à capacidade instalada para a produção da fibra, que era de 400 mil hectares, antes da crise de chuvas e de pragas que reduziram a produtividade gerando uma descapitalização e o aumento no endividamento dos produtores.

A atual safra de algodão da Bahia deve abastecer principalmente a indústria têxtil brasileira, sendo o restante dela, cerca de 40%, destinada para o mercado externo para os países asiáticos.

Abapa diz que safra do algodão será recorde em produção e produtividade

Iniciada a colheita da safra 2017/2018 de algodão na Bahia. Com crescimento de 33,56% da área, o segundo maior produtor de algodão do Brasil deve colher uma safra de 481 mil toneladas ao atingir uma produtividade média de 310 arrobas/hectare

Com a colheita de 250 hectares, na fazenda Sudotex, localizada na região do Rosário, em Correntina, foi iniciada a colheita de algodão da safra 2017/2018 na Bahia.

A estimativa é que sejam colhidos 481 mil toneladas de algodão em uma área total de 263.692 mil hectares plantados em toda a Bahia. O que representou, segundo a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), um incremento de área de 33,56% em relação à safra passada.

Por causa das chuvas regulares e do trabalho consistente desenvolvido em campo por meio do programa fitossanitário da Abapa, a produtividade média das lavouras é considerada recorde pela segunda safra consecutiva, com 290 a 300 arrobas/hectare e 42% de rendimento da pluma.

A região oeste planta 96% da produção de algodão da Bahia, que é o segundo maior produtor da fibra no Brasil, atrás somente do Mato Grosso.

Agricultores baianos recuperaram 214 quilômetros de estradas em 2018

Diante da safra recorde de grãos prevista para o oeste da Bahia, a logística de escoamento da produção é um dos principais entraves para os agricultores do oeste da Bahia.

Para minimizar a falta de investimentos na conservação permanente das estradas vicinais, os produtores rurais, por meio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), vêm fazendo a sua parte.

Eles recuperaram, entre janeiro e abril deste ano, um total de 214 km de estradas com melhorias e cascalhamento dos seguintes trechos: 106 km na Linha dos Pivôs, em São Desidério; 60 km da BA-430 que liga a sede e a zona rural de Baianópolis; 43 km entre a sede e a localidade de Rio de Pedras, em Barreiras; e 5 km da Rodovia da Soja, também em Barreiras. Desde o início do projeto, em 2013, já foram recuperadas em cinco anos mais de 1000 km de estradas, com um investimento aproximado de R$ 30 milhões.

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Os prefeitos e o mecanismo de corrupção que trava o desenvolvimento do País.

A entrevista de ontem, no programa do Pedro Bial, com o controverso diretor de cinema José Padilha, deu uma ideia de como funciona realmente o Mecanismo de corrupção no País, nos três níveis federativos, Governo Federal, governos estaduais e prefeituras municipais.

José Padilha é um homem de posições políticas um tanto diáfanas, o que não o credencia para assuntos tão graves como este da corrupção no País. Contra ele a esquerda tem o fato, grave, de ter colocado na boca de Lula palavras proferidas por Romero Jucá. A falta gerou prejuízos para a rede Netflix, que financiou o filme, com uma debandada de assinantes. Pedro Bial, é claro, não tocou no assunto sensível, pois a Globo também financia filmes e séries e tem milhões de assinantes

Mas em algo ele está profundamente certo: o mecanismo tem grandes e pequenas engrenagens. E não será Lula na cadeia que interromperá o movimento da máquina de arrecadar dinheiro público para aplicar, de maneira indevida, nas campanhas eleitorais.

Ontem mesmo tivemos a notícia de que o prefeito Zito Barbosa, de Barreiras, teria cogitado pagar um escritório de advocacia os honorários relativos aos precatórios do FUNDEF que carreou algo em torno de 170 milhões de reais para a educação da Barreiras. A informação circulou nos meios oposicionistas e pode não ter um fundo de verdade.

No entanto, em Luís Eduardo Magalhães, o prefeito Oziel Oliveira chegou a assinar um contrato de honorários advocatícios com valor fixo de quase 10 milhões de reais, anulado depois que a Oposição na Câmara Municipal denunciou a tentativa. No caso os honorários chegavam a 30% da verba de precatórios a ser recebida, que gira em torno de 35 milhões de reais. Os objetivos do prefeito, primários, secundários e terciários, ficaram bem claros na denúncia da Câmara de Vereadores de Luís Eduardo.

Também o ex-prefeito, Humberto Santa Cruz, havia outorgado procuração a um escritório de Salvador, sem valor de honorários fixos, para agilizar a liberação dos precatórios.

Mesmo que agora se saiba que os recursos do Fundo de Educação estão vedados para o pagamento de honorários advocatícios, a oportunidade deixou os gestores excitados.

Mas a nível municipal isso são fatos isolados: a falta de transparência nas ações dos prefeitos, a dificuldade em se obter detalhes de contratos, as dispensas de licitações, as licitações em série, os preços absurdos de algumas aquisições de serviços e mercadorias pelas prefeituras, demonstram que o mecanismo gira de maneira constante suas engrenagens. É na ponta debaixo, nas prefeituras, que as pequenas engrenagens giram mais rápido. Apesar das grandes verbas terem sido negociadas e continuarem sua marcha insana em Brasília, nos venerandos palácios dos governos do Estado, é nas prefeituras, na ponta em que serve ao contribuinte segurança, educação e saúde, que se sente com mais intensidade que o mecanismo se apropria com insondável apetite do dinheiro público.

Soja segue em alta lenta e gradual em todos os vencimentos

A soja abriu no mercado de Chicago com altas significativas em todos os vencimentos. No Oeste baiano a soja balcão está sendo negociada a R$65,00 a saca de 60 quilos. Se as chuvas permitirem, em uma semana estaremos no auge da colheita, a qual deve se estender até o final de abril.

Segundo o Canal Rural, além do confronto comercial China x Estados Unidos, as chuvas na Argentina ou a falta delas continuam a influenciar as cotações internacionais:

  • As chuvas dos últimos 10 dias na Argentina ajudaram a aliviar parte dos problemas de umidade nas lavouras da província de Buenos Aires, mas não atingiram de forma ampla as províncias de Santa Fé e Córdoba. A situação argentina continua muito ruim e as previsões para as próximas duas semanas não são boas;
  • Os mapas apontam para chuvas pouco volumosas em Buenos Aires e praticamente nenhuma umidade em Santa Fé e em Córdoba nos próximos 14 dias, o que deve agravar as condições das lavouras da chamada “zona núcleo”;
  • As perdas de produção na Argentina devem superar 10 milhões de toneladas, e embora boa parte dessas perdas já esteja precificada em Chicago, o mercado deve continuar encontrando algum suporte neste fator;
  • A entrada da supersafra brasileira começa a chamar a atenção de Chicago, com os players entendendo que parte das perdas argentinas poderá ser compensada por uma produção recorde no Brasil;
  • Outro fator que começa a pesar em Chicago é a previsão de aumento de área de soja nos Estados Unidos na nova temporada. O relatório do USDA do dia 29 de março deve confirmar a maior área a ser semeada com soja na história dos EUA, superando o milho;
  • O último fator de atenção do mercado, mas talvez o mais importante deste momento, é o aumento das tensões envolvendo a guerra comercial entre EUA e China nos últimos dias, que deve continuar mexendo com o mercado.

Trégua nas chuvas pesadas permitirá colheita de variedades precoces da soja

O dia ensolarado desta sexta-feira no Oeste baiano vai permitir a colheita de alguns produtores de soja que dessecaram lavouras de variedades precoces. No entanto, a colheita deve se acelerar apenas na primeira semana de abril para variedades de ciclo convencional.  

Nesta madrugada as cotações da commoditie avançaram na Bolsa de Chicago para US$10,46 o bushel no vencimento de maio e US$10,60 em junho e agosto.

A colheita argentina perdeu mais de 6 milhões de toneladas com a falta de chuvas e poderá ter resultados ainda mais negativos. O milho caiu para 32 milhões de toneladas, segundo últimas análises da Bolsa de Rosário.

No Oeste baiano, a soja era comercializada ontem a R$64,13 a saca de 60 quilos.

Corregedoria do TRE-BA realiza correição eleitoral em Barreiras

Contemplando mais 15 cidades circunvizinhas, o trabalho visa diminuir o acervo de processos pendentes nas zonas eleitorais do estado

O corregedor e vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Jatahy Júnior, e servidores do Regional baiano, realizam correições eleitorais em Barreiras, e em outras 15 cidades circunvizinhas. Iniciado na segunda-feira (26/2), o trabalho na região segue até 7 de março, e visa diminuir o acerco de processos pendentes nas zonas eleitorais no interior do estado.

As correições foram adotadas após a Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) detectar que a Bahia é o estado brasileiro com o maior número de ações paradas. “Nós temos hoje processos que dependem de decisões e impulso nas zonas eleitorais em toda a Bahia com uma quantidade maior do que São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul”, ponderou Jatahy.

De acordo com o corregedor eleitoral, cerca de 80% dos processos são relativos às prestações de contas dos candidatos a prefeitos e vereadores nas Eleições 2016 e ainda de prestações geradas no Pleito de 2012. A expectativa é que ainda neste primeiro semestre do ano em curso o acervo processual da Bahia seja reduzido.

Polo Barreiras

Pertencente às zonas eleitorais 70ª e 75ª, Barreiras foi escolhida como o primeiro município-sede das correições, que contemplará ainda Vitória da Conquista, Juazeiro, Feira de Santana e Eunápolis.

 

Agricultores baianos investem em estudo para uso de pó de rocha

Os agricultores baianos, por meio da Fundação Bahia, Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), vão passar a investir em pesquisas para utilizar a eficiência do pó de rocha moída com o objetivo de liberar mais potássio no solo como fonte de nutriente para as plantas, a baixo custo. 

Os estudos serão liderados pelo pesquisador da Embrapa Cerrados, Éder de Souza Martins, que apresentou nesta segunda-feira (29), para produtores e técnicos do oeste da Bahia, os resultados favoráveis do uso de pó de rochas silicáticas como fontes de potássio para o solo na agricultura.

Durante a apresentação, Martins reforçou que o uso adequado de agrominerais silicáticos simula processos naturais de renovação do solo e podem fornecer potássio, cálcio, magnésio, silício e outros micronutrientes, além da produção de argilominerais e acúmulo de matéria orgânica.

Desde 2000, o pesquisador da Embrapa conduz os estudos sobre diversos remineralizadores (insumos formados por rochas silicáticas moídas) oriundos de rochas abundantes no Brasil, que ampararam a legislação sobre o assunto.

 “Temos dois fornecedores de mineralizador próximos à região, em Dianópolis (TO) e Formosa do Rio Preto (BA), que podem atender a demanda local. Mas antes vamos testar se as rochas têm potencial de uso agrícola nos solos da região.

E, para isto, faremos os testes em casas de vegetação e no campo experimental da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, para comprovar a eficiência e potencialidade do pó de rocha para liberar nutrientes”, afirma Martins, da Embrapa, reforçando os diversos estudos que mostram a eficiência agronômica de vários tipos de rochas.

Durante a explanação aos técnicos e produtores, a presidente da Fundação Bahia, Zirlene Zuttion, reforçou que todos os estudos que possam reduzir os custos para os agricultores são incentivados na entidade.

Para o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, é importante avançar no uso da tecnologia em todos os processos que envolvem a produção agrícola.

“Pelos resultados já alcançados na prática, temos certeza que depois dos estudos específicos para a nossa região, o uso dos remineralizadores poderá ser uma realidade para trazer mais produtividade com menor custo para o produtor”, afirma.

Segundo a pesquisa da Embrapa, 95% do potássio usado na agricultura é importado, sendo que boa parte dos remineralizadores são ricos nesse mineral, além de conter cálcio e magnésio. Além de nutrirem as plantas, os remineralizadores podem, dependendo da fonte, contribuir para a correção do alumínio tóxico no solo e melhorar a capacidade de troca de cátions (CTC) do solo, propriedade importante para a retenção de nutrientes.

Desde março de 2016, os remineralizadores podem ser registrados no Ministério da Agricultura (Mapa) para uso específico na agricultura. As instruções normativa Nº 5 e 6, publicada em 10 de março de 2016, estabelecem as especificações para o uso destes insumos na atividade agrícola.

Veja, em vídeo, mais detalhes da rochagem e as melhorias que traz ao solo:

 

Oziel não estava preparado para administrar a nova LEM e muitos não sabiam

Chegamos em uma lojinha da zona norte da Cidade para comprar cigarros. O proprietário do estabelecimento se queixa:

-Tentei tapar essa buraqueira da rua com entulho, ontem, mas acabei cansando.

Retruco:

-Você não votou no homem? Não pode se queixar. Tem que trabalhar para preservar a sua imagem de grande gestor do tipo “Tá ficando bom, vai ficar melhor”.

-Pois é. Sou novo na cidade. Me disseram que o homem era bom. Mas já estou arrependido.

A verdade é que Oziel Oliveira administrou uma pequena vila nos primeiros anos de mandato, que alcançava no máximo 25 mil habitantes e era quase toda circunscrita ao Centro e ao Jardim Paraíso.

Sobreviveu politicamente ao custo do populismo e do clientelismo. Passada quase uma década, Luís Eduardo Magalhães é uma cidade de porte médio, chegando aos 100.000 habitantes se considerarmos a população flutuante, aquela que trabalha provisoriamente na cidade, sem no entanto fixar domicílio.

Hoje os problemas de gestão se avolumaram, multiplicando-se por quatro.

A Saúde é bom exemplo: quando Oziel encerrou o segundo mandato, o setor contava com três centros de saúde, uma policlínica com três ou quatro consultórios e o Gileno de Sá, fazendo as vezes de maternidade e pronto-socorro.

Hoje a cidade conta com 20 centros de Saúde, Unidade de Pronto Atendimento – UPA, laboratório central, CAPS II e CAPS AD III e uma policlínica com 20 especialidades, que Oziel fechou em dezembro, a título de reformas, e não fomos informados ainda da sua reabertura.

A par disso, repete os mesmos erros de Jusmari de Souza Oliveira  (veja o link), na malfadada gestão de Barreiras, que lhe proporcionou 36 processos, dez dos quais na Justiça Federal. Em dois deles já foi condenada a penas de prisão, transformadas em prestação de serviços públicos.

A LPR Construções e Empreendimentos Ltda ME, de propriedade do filho do ex-secretário de administração de Jusmari, Diran Almeida Ribeiro, citada na matéria do link, colecionou outros polpudos contratos em 2017 na gestão Oziel Oliveira, entre eles um de R$1.953.500,00, para locação de veículos e outro de R$2.425.000,00 para locação de máquinas e equipamentos., o que no total alcança quase R$5 milhões no ano passado.

Se as eleições de 2016 necessitassem de um referendo popular depois de um ano de gestão do Prefeito, talvez o resultado fosse bem diverso daquele registrado na ocasião.

 

Elevação da Comarca de Bom Jesus da Lapa pode alterar quadro eleitoral em Sítio do Mato

O projeto-de-lei aprovado por unanimidade nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa da Bahia que eleva a Comarca de Bom Jesus da Lapa de entrância intermediária para final deve influenciar decididamente inclusive o quadro político da região.

Um pequeno exemplo são seis  Ações de Investigação Judicial Eleitoral – AIJE contra o prefeito de Sítio do Mato, Alfredo de Oliveira Magalhães Júnior, o Alfredinho, que repousam há quase 11 meses na Comarca, sem que os magistrados substitutos tenham oportunidade de julgá-las devido à grande demanda de ações nas diversas varas.

Agora, com a promoção da Comarca, que espera apenas a sanção do Governador, juízes promovidos da entrância intermediária, poderão ser nomeados, aumentando o volume de julgamentos.

A última ação promovida contra Alfredinho diz respeito ao elevado volume de contratação e distribuição de cestas básicas, em período pré-eleitoral, no ano de 2016, quase um milhão de reais, promovendo verdadeiros comícios na entrega dos alimentos.

Diz o advogado da parte prejudicada nas eleições:

“É sabido ainda que atualmente fazer uso promocional da distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social, custeados pelo Poder Público No ano eleitoral. Distribuição de cestas básicas ou qualquer outro bem ou serviço. Utilização de veículos da prefeitura para ostentar propaganda eleitoral. Distribuir gratuitamente bens, valores ou benefícios por parte da administração pública no ano eleitoral. Distribuição de cestas básicas ou qualquer outro bem ou serviço. É vedado o uso promocional em favor de candidato. Art. 73, IV, LE. Burla-se assim a vedação legal.”

A manifestação do MPE à Justiça

O Ministério Público Eleitoral requer, segundo a inicial:

  1. A instauração de ação de investigação judicial eleitoral, notificando-se os representados Sr. Alfredo de Oliveira Magalhães Junior e Sofia Marcia Nunes Gonçalves, para, querendo, apresentar defesa no prazo de cinco dias, nos termos do art. 22, I, “a”, da Lei Complementar n.º 64/90, prosseguindo-se no rito estabelecido neste artigo;
  2. A procedência, ao final, desta representação, para que a ambos os representados Sr. ALFREDO DE OLIVEIRA MAGALHÃES JUNIOR e SOFIA MARCIA NUNES GONÇALVES sejam apenados com sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes à eleição em que se verificaram os abusos acima narrados, bem como aos representados Sr. ALFREDO DE OLIVEIRA MAGALHÃES JUNIOR e SOFIA MARCIA NUNES GONÇALVES a pena de cassação de seu registro de candidatura ou, em caso de julgamento após o pleito e em caso de eleição destes, do diploma, e por consequência do mandato, nos termos do art. 22, inciso XIV, da Lei Complementar n.º 64/90. 3. Pedido de urgência de liminar para suspender a diplomação dos investigados que foram eleitos tendo em vista que a diplomação é eminente, considerando as provas nos autos.

Vídeo é prova juntada

O vídeo abaixo mostra Alfredinho num desses comícios de distribuição de cestas básicas, falando de maneira a não deixar dúvidas sobre o patrocínio da candidatura em vésperas de registro.

Alfredinho também é denunciado em investigações correndo em segredo de Justiça na Polícia Federal.

 

A tal Primavera Silenciosa, descrita por Rachel Carson

Até perder de vista, nem uma árvore, nem um pássaro, nem um grilo, nem o canto da seriema no alto da chapada para anunciar uma chuva. Nada.

Por que não bosques no intervalo dos pivôs para preservar os predadores naturais? Por que não um quebra-vento para economizar a água da irrigação?

Por que não um corredor ecológico atravessando a grande área devastada?

Nada. Só terra arrasada, com as entranhas do cerrado expostas ao sol, acabando com a pouca matéria orgânica existente. 

Que não se queixem quando tudo acabar. 

Tópicos para reflexão nas manifestações deste sábado em Correntina

Independente do grande acordo que se possa traçar em todo o Oeste, alguns itens são importantes:

  1. Uma moratória para a outorga de águas no mínimo pelos próximos 10 anos.
  2. A proibição da tomada de água dos rios do Oeste, com exceção daqueles destinados à pequena agricultura e dessedentação animal e humana, no período de julho a novembro.
  3. O estabelecimento de um comitê multilateral específico para tratar do meio ambiente, que trate inclusive da remuneração da retirada da água dos rios e lençóis freáticos superficiais e profundos.
  4. A retomada dos estudos técnicos da situação do aquífero Urucuia e a determinação da sua capacidade de fornecimento de água. 
  5. Proteção ampliada não só das nascentes dos rios e veredas, como das chaminés de realimentação do Aquífero.
  6. A proposição de um plano semelhante ao projeto público de irrigação Formoso, gerido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Bom Jesus da Lapa. O Formoso proporciona mais de 10 mil empregos, fatura R$285 milhões por ano de frutas diversas, em 7,9 mil hectares, e consome pouca água através do gotejamento e da micro-aspersão.

  Projeto Formoso: preservação do meio ambiente, compromisso com o social, geração de renda e de cidadania.

Chove forte e cultura da soja é estabelecida com rapidez no Oeste baiano

Estão previstas acumulados de chuva de até 120 milímetros em todo o cinturão produtivo da grande região do Matopiba. As chuvas no final da tarde permitem o plantio acelerado durante o dia, antecipando a janela de plantio da soja de 15 de novembro a 15 de dezembro.

Ontem choveu 38 mm no pluviômetro da redação de O Expresso.

Em Luís Eduardo Magalhães muito produtores se anteciparam às chuvas e plantaram quase a totalidade de suas lavouras na terra seca. As chuvas serenas que caíram logo após permitiram uma excelente germinação.

Neste dia 7, terça-feira, o reservatório da Hidrelétrica de Sobradinho desde até 2,36%, que espera-se seja o resultado mínimo da prolongada seca que assolou toda a grande bacia hidrográfica do rio São Francisco. Com as chuvas recentes nas cabeceiras é provável que os reservatórios comecem a se recuperar entre 7 e 15 dias.

Governador traça ações para revitalizar rios do Oeste

Na próxima sexta-feira (10), seis secretários estaduais devem participar de uma reunião com o prefeito de Correntina, Nilson José Rodrigues. O objetivo é traçar um conjunto de ações visando à revitalização das nascentes do Rio Arrojado, de forma a encontrar soluções para o conflito envolvendo os ribeirinhos que utilizam o rio para as atividades de subsistência e as empresas agrícolas que captam a água para a irrigação das lavouras.

A decisão foi tomada pelo governador Rui Costa, nesta quarta-feira (8), durante reunião com o prefeito do município para encontrar soluções relativas ao conflito gerado com a invasão ocorrida no último dia 2, na Fazenda Rio Claro, pertencente à empresa Lavoura e Pecuária Igarashi Ltda., localizada na zona rural da cidade.

Durante a reunião, o governador e o prefeito concordaram em montar uma agenda positiva envolvendo os diversos segmentos da região, a fim de acabar com os conflitos entre os pequenos e grandes produtores. Segundo Nilson Rodrigues, a tendência é o crescimento dos confrontos na região, que vem desde a década de 1980.

No último dia 2, manifestantes atearam fogo nas instalações, destruíram maquinários, sistema de energia e tratores da Fazenda Rio Claro. 

Independente do grande acordo que se possa traçar em todo o Oeste, alguns itens são importantes:

  1. Uma moratória para a outorga de águas no mínimo pelos próximos 10 anos.
  2. A proibição da tomada de água dos rios do Oeste, com exceção daqueles destinados à pequena agricultura e dessedentação animal e humana, no período de julho a novembro.
  3. O estabelecimento de um comitê multilateral específico para tratar do meio ambiente, que trate inclusive da remuneração da retirada da água dos rios e lençóis freáticos superficiais e profundos.
  4. A retomada dos estudos técnicos da situação do aquífero Urucuia e a determinação da sua capacidade de fornecimento de água. 
  5. Proteção ampliada não só das nascentes dos rios e veredas, como das chaminés de realimentação do Aquífero.

Fogo na Serra da Bandeira em Barreiras consome 50 hectares neste sábado

O incêndio que atinge a Serra da Bandeira, no município de Barreiras, no oeste da Bahia, avançou neste sábado (21) e já consumiu cerca de 50 hectares de vegetação, segundo informações do Corpo de Bombeiros.

Além dos danos ambientais, o fogo atingiu cinco metros de altura e alcançou os cabos de fibra ótica que ficam às margens da BR-242, interrompendo o fornecimento de internet. Equipes de uma empresa de telecomunicações tenta resolver o problema desde o começo da manhã.

Quem esteve no aeroporto da cidade, também neste sábado, teve encarar a fumaça que se espalhou pela região com a força dos ventos. Em alguns pontos, bombeiros tiveram que  reforçar a sinalização da pista. Nenhum voo foi cancelado. Com G1 e TV Oeste.

Onde estavam, numa hora dessas, os aviões de Jusmari Oliveira? Não é hipocrisia pedir ao governo do Estado dois pequenos aviões agrícolas para apagar incêndios em Luís Eduardo Magalhães, uma das maiores bases de aeronaves do tipo em todo o País. Ainda se fosse um B747-100, como o da foto, estaria tudo bem.

Abapa recebe visita de grupo que propõe nova rota de exportação para o algodão baiano


A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) recebeu nesta terça-feira (17), em Luís Eduardo Magalhães (BA), a visita técnica de um grupo que estuda a viabilidade para implementar um nova rota de exportação do algodão baiano para os países da Ásia, em especial a China, por meio de um porto do nordeste brasileiro. Formada pelas empresas Star Logística, Suzuyo Gerenciamento Logístico, Alfatrans, Transparana e  CMA/CGM do Brasil, que se reuniram para viabilizar a rota, os representantes conheceram as instalações da UBahia, Eisa Interagrícola, e do Centro de Análise de Fibras da Abapa.

“Este é um estudo inicial de uma novo modelo de exportação do algodão baiano para a Ásia e a China, com a possibilidade de otimizar a logística e reduzir os custos de operação. A ideia é conhecer como funciona o mercado e as condições de armazenamento, transporte e escoamento do produto para criar também uma operação atrativa financeiramente para os produtores baianos”, explicou Érika Murata, diretora comercial da Suzuyo Gerenciamento Logístico.

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Abastecimento de água no Oeste é tema de reunião na Cerb


As demandas envolvendo perfuração de poços artesianos e construção de sistemas simplificados de abastecimento de água nos municípios do oeste baiano foram tema de reunião na Cerb nesta terça-feira (10).

O encontro contou com as presenças do diretor de Saneamento, Antonio Matos, do ex-prefeito de Barra, Artur Silva, do assessor do deputado Antonio Henrique Júnior, Paulo Roberto Pinto, e a assessora técnica da Secretaria de Infraestrutura Hídrica, Nelly Malheiros. 

A perfuração de poços foi tratada como prioridade. O deputado Antonio Henrique Júnior já esteve na companhia cobrando agilidade em obras nos municípios de Canápolis, Baianópolis, Barreiras, Buritirama, Barra, Cotegipe, Riachão das Neves, Santana e São Félix do Coribe. 

A Cerb realizou licitação para contratação dos serviços no último dia 5. Segundo a companhia, estão incluídas nesta etapa as obras da construção do sistema simplificado de abastecimento de água do Tapera, em Cotegipe; a perfuração dos poços de Barreiro do Guara, em Canápolis; Mocambo de Cima e Mata Cachoeira, em Barreiras; entre outas.

No poço da Lagoa dos Cavalos, em Santana, a Cerb vai fazer o teste de bombeamento para seguir com as providências que envolvem colocar o poço em funcionamento.

Os poços de Cariparé e Entroncamento Santa Rita, em Riachão das Neves, aguardam análise da qualidade da água para que seja dado prosseguimento à instalação dos mesmos.

Em Barra foram autorizados os poços de Baixa das Éguas, Brejo da Mutuca e Assentamento Vale do Boqueirão. Também já foram autorizadas as execuções dos poços de Saquinho, Zé Vaqueiro, Baixão da Galinha e Fazenda Saco.

Se você acha que está quente em Barreiras, saiba que vai piorar antes de melhorar

As informações são do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Claro que as medições são de temperatura feita à sombra, em ambiente ventilado. Isso ao sol, com o asfalto novo do Zito reverberando o calor, passa dos 45ºC fácil. Dá pra fritar ovo na calçada, fato aliás muito conveniente nestes tempos em que o bujão de gás do Temer já ultrapassou os R$80,00.

Com a chuva prometida para os primeiros dias de novembro, vamos ter um bom exemplo para fazer um desenho rústico, um rascunho, do que é o inferno.

Luís Eduardo Magalhães não deixa por menos:

Produção de grãos e fibra é a maior dos últimos anos na Bahia, diz AIBA

Depois de alguns anos de resultados pouco expressivos, por conta da estiagem que assolou a região, os agricultores do oeste da Bahia comemoram o aumento da produção na safra 2016-17, com produtividade recorde do algodão e aumento da produtividade da soja e do milho. É o que apontou o último levantamento realizado nesta sexta-feira (29), pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia.

O destaque desta safra fica por conta do algodão, que surpreendeu e atingiu a marca de 310 arrobas/ha, superando o recorde registrado em 2010. Otimistas, os produtores da fibra devem aumentar em 70 mil hectares a área plantada para a safra 2017-18, revelando um crescimento de 35% em comparação a safra que finalizou.

Já a soja, mesmo com a produtividade não alcançando as 56 sacas previstas, ainda assim chegou perto, com 54 sacas da oleaginosa por hectare, um aumento de 55% em relação à safra anterior. Além disso, a produção do grão também foi maior que a do ano passado, chegando a mais de 5 milhões de toneladas na região. Para a próxima safra, deverá acontecer um incremento de área de 1,3%, sendo que parte desse crescimento será sobre as áreas de milho da região.

No caso do milho, a colheita foi finalizada em 130 sacas por hectares, um aumento significativo para a cultura em relação à safra passada, de 115 sacas por hectares. Mesmo assim, a área plantada no oeste da Bahia deverá ter uma retração, chegando a 22% a menos que no ano anterior.

O engenheiro agrônomo e assessor de Agronegócios da Aiba, Luiz Stahlke, prevê que a safra 2017-18 deve ser ainda melhor no oeste baiano. “As previsões são de clima favorável para a agricultura para o fim deste ano e começo do próximo, o que contribuiu para uma boa safra na região. Os agricultores estão otimistas e devemos ter uma produção ainda melhor que esta para 2018”, ressalta Stahlke.

O Conselho Técnico da Aiba é formado por representantes de associações de produtores, sindicatos, multinacionais, instituições financeiras e órgãos governamentais. As previsões são feitas sempre considerando fatores como perspectivas de mercado, nível tecnológico, condições climáticas e controle fitossanitário.

Confira aqui a planilha completa dos números levantados.

Prefeitura de Luís Eduardo tem créditos maiores que 96 milhões com grandes devedores

A Prefeitura Municipal remeteu à Câmara de Vereadores, depois de solicitação do vereador Kenni Henke, a relação dos débitos dos 50 maiores devedores de impostos ao erário municipal.

Pasmem, senhores contribuintes: uma soma grosseira indica que a Prefeitura tem créditos a receber de mais de R$96 milhões apenas entre os 50 maiores devedores. Ou colocando todos os zeros: R$96.000.000,00.

Isso significa mais de um quarto do orçamento anual da Prefeitura e, com essa montanha de dinheiro, seria  possível asfaltar, com certeza, o grande número de ruas de chão da cidade, construir o aterro sanitário e ainda sobraria uma boa beirada para subsidiar um transporte público de qualidade. Isso para não citar as deficiências da Saúde, da Educação e da Segurança Pública.

Então está explicado: Luís Eduardo só é o que é porque não recebe os seus impostos. E não pense que vai ser fácil receber. A não ser que a Prefeitura execute as dívidas e se torne a maior vendedora de lotes da cidade.

Se formos considerar o restante da lista de devedores, certamente a soma atingirá 1/3 do orçamento anual.

Barreirense adota transporte alternativo movido a capim, bem mais econômico

Gasolina cara, juros da prestação do automóvel mais caros ainda, manutenção dos veículos pela hora da morte. A saída é o transporte alternativo. Foi esta a opção do barreirense que hoje passeava tranquilamente sua camisa vermelha e seu boi manso pelas ruas da Capital do Oeste baiano. 

A dúvida que resta é se as ativas autoridades de trânsito não vão multá-lo por estar falando ao celular enquanto dirigia.

 

Cotação do feijão anda de lado depois de uma semana de preços positivos

Depois de alcançar uma semana de preços positivos, com cotações de R$250,00 para a variedade Carioca de melhor qualidade e forte recuperação do feijão preto, com a saca de 60 quilos comercializada a R$200,00, nesta segunda-feira foram ofertadas 40 mil sacas, na Bolsinha em São Paulo.

Foram negociados aproximadamente 30% do total, restando até as 6:55 hs a quantidade de 28 mil sacas. O mercado ficou calmo e os preços recuaram, a presença de compradores foi boa, porem muitos aguardaram para negociarem mais tarde.

O carioca extra foi negociado no máximo a R$ 220 a saca. A maioria do feijão continua proveniente do estado do Paraná e Minas Gerais.

Na sexta-feira, o feijão foi cotado no Oeste baiano a R$210,00. O plantio de novas lavouras irrigadas sob pivô central deverá estar, como no ano passado, limitado pela falta de energia e de água.

Na região de Cristalina, Goiás, as lavouras apresentam boas condições e trabalhos nos campos devem começar a partir do dia 20 de junho. Produtores buscam sementes de qualidade e com alto vigor. Preços giram em torno de R$ 200 a R$ 230 a saca na região. Com intensificação da colheita em julho, cotações podem ceder.