Tribunal de Justiça reconduz Mesa Diretora da Câmara, cassada por juiz de Correntina.

Vereadores denunciados sofrem nova derrota no Tribunal de Justiça.

O desembargador João Augusto Alves de Oliveira Pinto, relator da 4ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça, deferiu liminar a mandado de segurança contra decisão do juiz da Vara de Correntina, que anulou a posse e atos da Mesa Diretora da Câmara Municipal, por pedido dos vereadores envolvidos na Operação Último Tango, Wesley Campos Aguiar, Jean Carlos Pereira dos Santos, Nelson da Conceição Santos, Juvenil Araújo de Souza, Adenilson Pereira de Souza e Milton Rodrigues de Souza.

A Mesa Diretora reconduzida foi eleita pelos suplentes dos vereadores indiciados e pelos sete vereadores remanescentes na Casa.

No dia quatro de outubro será realizada audiência de instrução e julgamento dos vereadores indiciados.

 

Correntina: vereadores indiciados na Operação Último Tango serão julgados em 4 de outubro

O juiz Vicente Reis Santana Filho, da Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa da Comarca de Salvador, exarou sentença rejeitando pedidos de liminares dos vereadores envolvidos na Operação Último Tango, por “integrarem organização criminosa no seio da Câmara de Vereadores de Correntina/BA”.

Ato contínuo, marcou a audiência de instrução e julgamento para o próximo dia 4 de outubro de 2019, para ouvir os indiciados e as partes envolvidas.

Diz o magistrado:

“Algumas respostas à acusação vieram acompanhadas de pedidos preliminares, conforme se observa: Wesley Campos Aguiar, Hugo Neves dos Santos, Erickson Linces Santos e Cleuzinete de Souza Sales arguiram ausência de justa causa e inépcia da inicial, além da preliminar de incompetência do juízo; Jean Carlos Pereira dos Santos, Nelson da Conceição Santos e Juvenil Araújo de Souza arguiram ausência de justa causa e inépcia da inicial, além das preliminares de conexão (a fim de que as denúncias oferecidas em relação à operação Último Tango sejam reunidas, com fulcro no art. 76, III, do CPP), e de ilicitude das cautelares de interceptação telefônica, gravação ambiental, ação controlada e busca e apreensão.

Ouvido o Ministério Público, manifestou-se às fls. 2813/2827.

DECIDO. Improcedem as preliminares aduzidas pelos réus, na sua integralidade. Se não, vejamos: no concernente à preliminar de inépcia da denúncia, observa-se que a peça acusatória apresenta-se de acordo com o que determina o art. 41 do CPP, vez que expõe os fatos ditos como criminosos, lastreado no Inquérito Policial que, ressalte-se, é prova para a deflagração da ação penal, apresentando a exposição do fato criminoso, com suas circunstâncias, a qualificação dos acusados, a classificação dos supostos crimes e o rol de testemunhas.

Nesse sentido, contendo a exordial os requisitos do art. 41, do CPP, é de rigor o recebimento da peça acusatória, sendo que as alegações de ausência de demonstração de nexo causal ou culpa do agente são questões que deverão ser analisadas durante a instrução criminal, por serem matérias relacionadas ao mérito da lide. Quanto à preliminar de rejeição da denúncia por ausência de justa causa, deve-se, inicialmente, analisar as condições da ação penal presentes no art. 395 do CPP, quais sejam, possibilidade jurídica do pedido (fato imputado a alguém deve ser considerado crime), legitimidade das partes, interesse de agir (entendida na noção de necessidade, adequação e utilidade da ação penal) e, por fim, a justa causa. Apegando-se a este último grau de análise das condições da ação, nota-se que a justa causa embasa-se na necessidade de a peça acusatória vir fundada em conjunto probatório suficiente para justificar o curso de uma ação penal.”

Diante do exposto e na forma da lei, REJEITO as preliminares suscitadas pelas Defesas e JULGO IMPROCEDENTES os pedidos formulados nas peças de resistência. E mais, não sendo o caso de absolvição sumária de nenhum dos denunciados, designo audiência de instrução e julgamento para ter lugar no dia 04/10/2019, a partir das 08h30min.

Correntina: Câmara aceita denúncia e instala comissão processante para julgar 6 vereadores

Cinco vereadores remanescentes da Câmara de Vereadores de Correntina e mais 4 suplentes convocados reuniram-se durante mais de 24 horas – no período de dois dias seguidos – com o objetivo de receber denúncia sobre os 6 vereadores envolvidos na Operação Último Tango.

Ao final da reunião, a denúncia foi aceita e instalada uma Comissão Processante de Investigação que vai assegurar o contraditório e a plena defesa dos processados.

Tomaram posse ontem os vereadores Nice do Rosário, Célio Moura, Allan de Cassimiro e Vando Brotense.  

Dois vereadores, Denilson Cabeção e Guerra Neto, apesar de convocados, não tomaram posse.

O primeiro é diretor do IMUPRE – Instituto Municipal de Previdência e, o segundo, funcionário público federal concursado.

Correntina: Maradona, o vereador fugitivo, se entrega à Polícia.

Um dos últimos implicados na Operação Último Tango, desencadeada para investigar suspeitas de fraude na Câmara de Vereadores de Correntina, o vereador e ex-presidente da Casa, Maradona, se entregou hoje, logo após ao meio-dia à Polícia Civil. Ele estava foragido desde o final de maio, mas resolver se entregar tendo em vista que, pelo regimento interno, perderia o cargo (e o salário) depois da ausência em 10 sessões ordinárias.

No dia 26 de outubro de 2017, o Ministério Público Estadual da Bahia (MP-BA), através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deflagrou a operação ‘Último Tango’, que prendeu cinco vereadores no Município de Correntina. Entre eles, o presidente da Câmara de Vereadores, Wesley Campos Aguiar, conhecido como Maradona. Solto 25 dias mais tarde, Maradona desapareceu após novo mandado de prisão solicitado à Justiça pelo MP.

De acordo com os promotores de Justiça do Gaeco, todos os presos estão envolvidos na formação de organização criminosa suspeita de fraudar processos licitatórios e contratos no Município, desviar verbas públicas mediante pagamento de gratificações indevidas a servidores e realizar exigências ilícitas ao prefeito, inclusive entrega de propina de R$ 50 mil para alguns vereadores em troca da aprovação de projetos de lei.

Entre as denúncias ao Ministério Público da Bahia, está o atraso das obras da nova Câmara de Vereadores. O gasto previsto para a construção era de R$ 4,4 milhões e já foram gastos mais de R$ 3,5 milhões.

Correntina: MP-Bahia notifica vereadores para afastar implicados na Operação “Último Tango”.

O Ministério Público da Bahia notificou ontem sete vereadores de Correntina para que afastem os seis vereadores implicados na Operação Último Tango e deem posse aos suplentes das respectivas legendas.

Veja abaixo, nas imagens, fac símile da notificação recebida pelos sete vereadores remanescentes. A convocação dos suplentes deve acontecer ainda esta semana, com a eleição de uma nova Mesa Diretora da Câmara.

Conforme o texto da notificação, o presidente Wesley Campos Aguiar, e os vereadores Jean /Carlos Pereira dos Santos, Nelson da Conceição Santos, Juvenil Araujo de Souza, Adenilson Pereira de Souza e Milton Rodrigues de Souza, figuram denunciados pela prática dos crimes de organização criminosa, peculato e corrupção passiva. 

Três vereadores de Correntina foram libertados hoje pela Justiça

Os vereadores Nelson da Conceição Santos (Nelson Carinha) – Ex-Vice Presidente, Juvenil Araújo de Souza (Babado Pimenta) e Adenilson Pereira de Souza (Wil) foram libertados hoje, depois das prisões efetuadas na semana passada no âmbito da Operação “Último Tango”, que investiga fraudes em licitações públicas da Câmara de Vereadores de Correntina. 

Permanecem presos o atual presidente da Casa, Wesley Campos Aguiar (Maradona), Jean Pereira dos Santos (Jean da Guarda) – Ex-Presidente e Milton Rodrigues de Souza (Miltão) – Ex-Presidente. 

 

Estes são os vereadores presos em Correntina. Mais um foi preso ontem à noite.

Wesley Campos Aguiar (Maradona) – Presidente
Jean Pereira dos Santos (Jean da Guarda) – Ex-Presidente
Milton Rodrigues de Souza (Miltão) – Ex-Presidente
Nelson da Conceição Santos (Nelson Carinha) – Ex-Vice Presidente
Juvenil Araújo de Souza (Babado Pimenta)

Ontem à noite se entregou Adenilson Pereira de Souza (Wil), que estava sendo procurado pela força tarefa a qual desencadeou a Operação “Último Tango”.

Segundo os promotores de Justiça do Gaeco, todos os presos estão envolvidos na formação de organização criminosa suspeita de fraudar processos licitatórios e contratos no Município, desviar verbas públicas mediante pagamento de gratificações indevidas a servidores e realizar exigências ilícitas ao prefeito, inclusive entrega de propina de R$ 50 mil para alguns vereadores em troca da aprovação de projetos de lei.