Paulo Guedes pode fazer o que quiser, mas tem que imaginar as consequências.

Entre as maldades do Plano Paulo Pinochet Guedes que não vão passar no Congresso estão a anulação da emancipação de pequenos municípios e a desvinculação dos percentuais fixos da Saúde e da Educação.

Se os entes federativos pensarem que vão investir menos em saúde e educação, podem se preparar para sérios distúrbios sociais, principalmente nas famigeradas UPAs e hospitais públicos.

A elasticidade do tecido social no que diz respeito à Saúde está por um fio. E destruir de maneira mais acelerada os serviços públicos universais de educação e saúde, redirecionando recursos para o pagamento de juros da dívida, não é uma boa saída política.

Guilherme Mello, professor de economia do IE-UNICAMP, afirma:

“Guedes e Bolsonaro tem exatamente isso em comum. Ambos sentem saudades do AI-5, cada um a sua forma. O mais assustador é ter gente que acha que AI-5 nos direitos políticos não pode, mas na economia “é o preço a se pagar pela estabilidade”.