Paulo ‘Caco Antibes’ Guedes despreza pobres ao esnobar alta na conta de luz.

Paulo Guedes, ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro - Adriano Machado/Reuters

Por Leonardo Sakamoto

Paulo ‘Caco Antibes’ Guedes ataca novamente e demonstra a razão de ser um expoente da ala radical do governo Jair Bolsonaro, ao contrário do que prega a Faria Lima. Claro que ele não atua para impedir que crianças estupradas possam fazer o aborto previsto em lei, mas a insensibilidade com a situação econômica dos mais vulneráveis é lamentável.

Apesar do aumento no custo da energia elétrica estar levando a famílias a apertarem os cintos para não ficarem no escuro, o ministro da Economia encara as reclamações como mimimi.

“Se no ano passado, que era o caos, nós nos organizamos e atravessamos, por que nós vamos ter medo agora? Qual o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara porque choveu menos? Ou o problema agora é que está tendo uma exacerbação porque anteciparam as eleições… Tudo bem, vamos tapar o ouvido, vamos atravessar”, disse nesta quarta (25).

O Brasil vive duas crises, uma elétrica e outra hídrica, de grandes proporções que não são consequência de fenômenos naturais periódicos, como a “La Niña”, mas de um grave erro na operação do sistema, que negligenciou os efeitos das mudanças climáticas nas vazões dos rios brasileiros. O governo, para proteger Bolsonaro, vem aplicando medidas paliativas, torcendo para que caia um dilúvio no final do ano. Até lá, a tendência é o preço na energia subir ainda mais. Mas, como diz o ministro, “tudo bem, vamos tapar o ouvido”.

Se a declaração fosse a primeira do tipo, vá lá. Mas ela tem muitas irmãs.

Paulo Guedes já reclamou que o governo ampliou demais o acesso ao Fies, citando como suposto exemplo o filho de um porteiro de seu prédio, desaprovou empregadas domésticas viajando à Disney, criticou o aumento na expectativa de vida da população, afirmou que a classe média exagera no tamanho do prato e que as sobras poderiam alimentar os mais pobres, insinuou um novo AI-5 diante de protestos de rua contra o governo, rotulou servidores públicos de parasitas, repreendeu pobres por não pouparem e os associou à destruição do meio ambiente.

Para a maioria de nós é chocante sua visão elitista, preconceituosa, violenta. Mas a parte da elite econômica que ele representa, que compreende da mesma maneira que ele a narrativa do lugar que ricos e pobres devem ocupar na sociedade, entende bem a mensagem: eles precisam se aliar contra aqueles que gastam o dinheiro de seus impostos na forma de serviços públicos e benefícios sociais.

Por essa lógica distorcida, seja na Disney ou nas universidades, há “parasitas” com “nosso dinheiro” em “nosso lugar”. Um dos principais problemas do país seria, portanto, o fato de haver gente fora do lugar que lhe foi pré-determinado. Gente egoísta, que fica reclamando do preço da energia, enquanto “nós” seguimos nossa vida. Essa narrativa, segregacionista e excludente, apresenta uma simbiose com a do presidente da República, que expressa a mesma coisa no plano moral que Guedes manifesta no econômico.

Nesse sentido, tão ou mais violento que todas essas declarações é o fato de o ministro ter defendido um auxílio emergencial de apenas R$ 200 por família no início da pandemia em 2020. Graças ao Congresso Nacional, o valor acabou sendo de R$ 600/R$ 1200 por domicílio.

A banca manda e Guedes obedece. Onde estará o fundo do poço?

POR MARIA LÚCIA FATORELLI, coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida e membro titular da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB

No dia 17/1/2021, uma economista do banco privado Credit Suisse deu um ultimato ao Brasil:

“O Brasil tem seis meses para realizar reformas e equilibrar as contas públicas. Caso isso não ocorra, o preço do dólar, os juros e a inflação vão subir e o país perderá a credibilidade perante os investidores. A prioridade do governo deve ser aprovar a PEC Emergencial, que cria vários mecanismos para reduzir salários de servidores e outras despesas em caso de crise fiscal, e a reforma administrativa.”

Além da petulância da declaração, que caracteriza ofensa à nossa soberania, a ameaça contém um recado muito claro do que o mercado financeiro quer:

1 – que o Brasil mantenha a amarra do Teto de Gastos constante da Emenda Constitucional 95, que limitou todos os investimentos na estrutura do Estado e em serviços prestados à população, mas deixou fora do teto, sem limite ou controle algum, os gastos com a chamada dívida pública;

2 – que seja aprovada a “PEC Emergencial”, apelido dado à Proposta de Emenda Constitucional 186, que cria gatilhos automáticos para cortar salários de servidores e outros gastos públicos, a fim de destinar tais recursos para o pagamento dos gastos com a dívida pública;

3 – que seja aprovada a PEC 32, chamada de “reforma administrativa”, mas que na verdade corresponde à destruição completa da estrutura do Estado, abrindo a possibilidade de privatização generalizada de todos os serviços públicos, o que certamente representa grandes oportunidades de negócios para o mercado.

Na última terça-feira (26), obedientemente, o presidente da República e o ministro da Economia participaram de reunião organizada pelo mesmo banco privado Credit Suisse. Bolsonaro e Guedes bateram continência aos ditames do mercado e se comprometeram a obedecer ao teto de gastos e avançar com ditas reformas, anunciando ainda que o auxílio emergencial não será permanente e que as privatizações irão avançar mais ainda!

Em primeiro lugar, temos que questionar: quem é o banco privado Credit Suisse para falar em credibilidade com o país? O Credit Suisse foi um dos bancos “salvos” com dinheiro público por ocasião da crise financeira iniciada em 2007, cuja principal causa foi a crise bancária decorrente do abuso na utilização de derivativos sem lastro.

Conforme auditoria governamental realizada no Banco Central norte-americano (Fed) pela Agência de Contabilidade Governamental dos Estados Unidos da América do Norte, o Credit Suisse recebeu US$ 262 bilhões de dinheiro público para não quebrar!

Em segundo lugar, todas as medidas que o mercado deseja vão na mesma linha: impedir investimentos públicos para que sobrem mais recursos para a chamada dívida pública, que nunca foi auditada e que está repleta de mecanismos ilegais e ilegítimos, a exemplo da remuneração da sobra de caixa dos bancos, que custou ao Tesouro Nacional R$ 3 trilhões em 10 anos.

Como sempre, o mercado ignora a condição do povo brasileiro, submetido a uma das condições mais desiguais e injustas do mundo! O absurdo está na atitude das autoridades do país, que se ajoelham aos ditames do mercado, aceitando sacrificar mais ainda a população brasileira com o desmonte do Estado e dos serviços públicos previstos nas propostas PEC 32 e 186, como analisamos em artigo recente, disponível no site da Auditoria Cidadã.

Não resta dúvida alguma de que vivemos sob a ditadura do capital em nosso país. Por isso “É Hora de Virar o Jogo” e modificar o modelo econômico que atua no país, a começar pela interrupção imediata da remuneração ilegal da sobra de caixa dos bancos, para que os juros de mercado caiam e a poupança da sociedade, de cerca de R$ 1,5 trilhão atualmente, circule na economia, gerando emprego e renda.

Para tanto, o Congresso Nacional precisa rejeitar os infames projetos PL 3.877/2020, PL 9.248/2017, PLP 19/2019 e PLP 112/2019, conforme Interpelação Extrajudicial entregue, via Cartório de Títulos e Documentos, a todos os líderes na Câmara dos Deputados.

No âmbito da campanha “É Hora de Virar o Jogo”, já foi enviada Carta Aberta ao ministro Guedes questionando o que está por trás das insanas privatizações que ocorrem no Brasil.

Outra iniciativa da campanha terá lugar na próxima segunda-feira (1º), na abertura dos trabalhos do Congresso em 2021, quando será entregue Carta Aberta às autoridades dos poderes Legislativo e Executivo, contendo 25 questionamentos sobre a PEC 32, tendo em vista a ausência publicidade de dados essenciais; apresentação de dados distorcidos e argumentos errados, baseados em estudos encomendados ao Banco Mundial. Tudo isso mostra a vergonha que as destrutivas propostas (PEC 32 e 186) significam ao país, destruindo a estrutura do Estado sem justificativa técnica, legal, política ou ética que se sustente!

Esperamos que o Congresso Nacional rejeite completamente a PEC 32, a PEC 186 e o PL 3.877/2020, e diga não à ditadura do capital.

Fim de mês, salário gordo na mão, não esqueça de comprar um maço de velas.

A Agência Nacional de Energia Elétrica decidiu reativar o sistema de acionamento das bandeiras tarifárias a partir desta terça-feira, 1º de dezembro, diante da deterioração do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

A bandeira que vai vigorar é a vermelha patamar 2, que representa um adicional tarifário de R$6,243 a cada 100 kWh consumido por mês.

Após as eleições, sempre vem um aumento. Você, caro leitor, que já paga um absurdo pelas carnes e pelo feijão, paga R$90 pelo bujão de gás, R$4,40 pela gasolina e sofre com todo tipo de aumentos advindos dos insumos importados, com dólar a R$5,40, saiba o que significa estagflação. É o crescimento negativo da economia com inflação galopante dos preços.

Reze todo dia um Pai Nosso e três Aves Marias pela saúde de Paulo Jegues e do Ogro Bipolar. Eles estão nos salvando. E sempre termine sua orações bradando: “Deus, Pátria e Família”. Ou o clássico: “Brasil acima de todos; Deus acima de tudo”. Ou coisa que valha.

E lembre-se sempre: nada de ligar o ventilador ou o ar-condicionado (valha-nos, Deus) durante o dia e muito menos à noite.

Paulo Guedes admite “repique” de contágio do Coronavírus

Por Thaís Barcellos e Amanda Pupo, do Estadão

O ministro da EconomiaPaulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira, que está havendo repique de contágio do novo coronavírus, mas negou que já haja uma segunda onda da pandemia no Brasil. O ministro participou da abertura do webinário Firjan – Visão Saneamento. Segundo ele, se houver uma segunda onda no Brasil, o governo agirá com a mesma “determinação”, mas é preciso ter “base empírica”.

“Parece que está havendo repiques. São ciclos, vamos observar. Fato é que a doença cedeu substancialmente. As pessoas saíram mais, se descuidaram um pouco. Mas tem características sazonais da doença, estamos entrando no verão, vamos observar um pouco. Nós que não somos especialistas…”, disse em evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O Brasil tem 169.205 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (23), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Na domingo, às 20h, o balanço indicou: 169.197 mortes, 181 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 484. A variação foi de +43% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 6.070.419 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 18.276 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 29.976 novos diagnósticos por dia, uma variação de +71% em relação aos casos registrados em duas semanas.

Guedes ainda repetiu que a retomada da economia no Brasil está forte, ocorre em “V” (quando a recuperação é intensidade semelhante à queda) e disse que as economias do País e da China foram as que retomaram mais rapidamente do choque provocado pela covid-19.

Guedes destaca que queda de 10% no PIB já é coisa do passado.

(Foto: Alan Santos/PR)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (1º) que a economia brasileira está em processo de recuperação em V. Ele participa de audiência pública virtual da Comissão Mista do Congresso que acompanha a situação fiscal e execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas ao coronavírus (covid-19).

Recuperação em V é um termo usado por economistas para relatar uma retomada intensa depois de uma queda vertiginosa na atividade econômica.

Hoje (1º), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou que o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 9,7% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior.

O PIB caiu 11,4 % na comparação com o segundo trimestre de 2019. Ambas as taxas foram as quedas mais intensas da série, iniciada em 1996. No acumulado dos quatro trimestres terminados em junho, houve queda de 2,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores segundo os dados divulgados pelo instituto.

O ministro destacou que abril foi o “piso” da retração da economia brasileira por influência da pandemia de covid-19.

“Vamos supor que o PIB seja 100. Se ele cai para 85, depois volta para 90, depois volta para 95, em média, ele foi 90, e você registra uma queda de 10% do PIB. Mas, mais importante do que essa média sobre média é observar que em abril foi o piso – é como se fosse 85. Maio já é 90, junho já é 95. Então, a economia já começa a retomada em V. Mas o registro do segundo trimestre ainda é uma queda de 10%, o que aliás é o que todo mundo previa: queda do PIB de 10%”, disse.

Ele destacou ainda que a queda de 9,7% “é um som distante”. “Isso é o som daquele impacto da pandemia lá atrás, e é onde o Brasil ficaria caso não tivéssemos feito exatamente – nós, junto com o Congresso – todas as medidas que fizemos. Com essas medidas que fizemos, conseguimos criar uma volta em V, a economia está voltando em V”, ressaltou.

Da Agência Brasil.

Paulo Guedes quer cortar mais de 20 benefícios sociais para ampliar o Bolsa Família

Do Congresso em Foco

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou nesta terça-feira (1º) sobre o Renda Brasil. De acordo com ele, a ideia era cortar mais de 20 benefícios sociais para que eles fossem direcionados a uma ampliação do Bolsa Família.

“Os nossos estudos consolidavam 26, 27 programas sociais e eles vão cada vez mais fundo. O problema não é só o assistencialismo, o conteúdo assistencialista, que é necessário, você tem que atender realmente aos mais frágeis, mas também o trabalho de remoção na pobreza futura, que é exatamente o foco na primeira infância”, disse durante audiência pública na comissão do Congresso que acompanha a pandemia do coronavírus.

Guedes citou a iniciativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que cortou uma série de programas sociais criados pelo antecessor no governo, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), para unificar no Bolsa Família.

Ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não gostou da ideia e que está sendo reavaliado o modelo de financiamento do novo programa social.

Alimentação básica explode os preços e Governo quer salário mínimo menor em 2021.

Apontando para cima na economia deste País: o gás de cozinha, os combustíveis, o arroz, o feijão, o frango, carne, o ovo – salvação da pobreza – e o macarrão. Quer dizer: cada vez menos munição de boca na mesa do pobre.

Sabe qual foi a atitude do Governo?  Indicar, em proposta ao Legislativo, um salário mínimo menor em 2021 do que em 2020, de R$1.079,00 para R$1.067,00.

Você está brincando, não é Paulo Jegues? O saquinho do povão é elástico, mas tem os seus limites.

Isso que é planejamento: Governo adia pacotão por divergências internas.

Fim do abono salarial e da farmácia popular. E troca de nome do Bolsa Família por “Renda Brasil”. Mesmo estes sendo quesitos certos no pacotão de Paulo Jegues, ainda existem divergências no balaio de gatos que virou este governicho.

O cobertor está curto: segundo a Folha, o Renda Brasil seria o principal ponto do impasse. Informações de Geralda Doca e Marcello Corrêa, do O Globo, apontam que Guedes pretende passar o Bolsa Família de R$ 191 para R$ 247. Para isso, o ministro estuda acabar com o abono salarial, com o programa Farmácia Popular e com benefícios dados a pescadores durante o Defeso. Agora o pescador terá que pescar mesmo durante o período da Piracema, caso contrário morre de fome.

Existem os burros e os mal intencionados. Mas o problema maior são os burros mal intencionados. 

Governo lança nesta terça-feira super pacotão para tentar reeleição em 2022.

Paulo Guedes ao anunciar dados do CAGED neste semana

Por Manoel Ventura, de O Globo

O governo do presidente Jair Bolsonaro lança na próxima terça-feira um megapacote de medidas nas áreas social e econômica, numa tentativa de reativar a economia, pavimentar o caminho para as eleições de 2022 e construir uma marca própria da atual gestão.

O evento vem sendo chamado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como o “Big bang day” do governo, que irá lançar num só dia o chamado Renda Brasil, medidas para geração de empregos, novos marcos legais e ações para corte de gastos.

Todas as ações estarão sob o guarda-chuva do programa batizado pelo governo de Pró-Brasil. Lançado pela Casa Civil da Presidência da República, esse programa rachou o governo quando foi mencionado na reunião de ministerial de 22 de abril — que posteriormente teve o vídeo divulgado por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Guedes via o pacote como um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), marca da gestão Dilma Rousseff.

Para contornar o problema, Guedes assumiu o programa e transformou em um guarda-chuva para todas as medidas do governo. Uma delas é o programa Renda Brasil, que irá substituir o Bolsa Família.

O novo programa social irá aumentar o número de beneficiários de 14 milhões de famílias para mais de 20 milhões. Além de aumentar o valor pago aos beneficiários.

Continue Lendo “Governo lança nesta terça-feira super pacotão para tentar reeleição em 2022.”

Um artigo definitivo sobre Paulo Guedes

Não deixe de ler o artigo de Wilson Luiz Müller, “Guedes é granadeiro, não ministro”, na página do jornal GGN.

As forças semi-escondidas do capital predatório escolheram Paulo Guedes como protagonista principal para promover desencontros e espalhar irracionalidades, tendo como meta a entropia. O protagonista escolhido é, em si mesmo, a medida da desordem e da imprevisibilidade, que provoca o autoconsumo dos aspectos humanitários (antropofagia) de todos com quem se relaciona, em nome do triunfo de um poder incompreensível e saturado de auto-referência.

Após dois recordes de desmatamento e pressão de investidores, Guedes pede compreensão e destoa em encontro na OCDE

Por redação URBS Magna

É difícil vigiar tudo”, disse o ministro da Economia de Bolsonaro em discurso dissonante

Paulo Guedes – Ministro da Economia

Com recordes de desmatamento na Amazônia e pressão de investidores, Paulo Guedes, ministro da Economia, disse que o governo Bolsonaro pediu “ajuda e compreensão” de outros países.

Guedes participou de debate na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para a busca de estratégias de enfrentamento da pandemia e elogiou os estados que realizaram dizendo que foram “mais cuidadosos”, e o coronavirus “não avançou tão rapidamente”, mas fez uma afirmação polêmica:

No Brasil, é impossível dizer quanto tempo vai durar [a pandemia] porque é um país muito grande e o processo de decisão descentralizada”, disse Paulo Guedes.

No mundo, o Brasil é o segundo país mais afetado pela pandemia, onde até o presidente está infectado. Na América Latina, nossa situação, com 72.833 mortes e 1.884.967 contaminados, é preocupante. Não se sabe se a linha de contágios já atingiu seu pico ou ainda não. Ela se mantém nivelada e não quer baixar.

Guedes diz que Brasil trata bem índios e floresta

O acordo de comércio livre entre o Mercosul e a União Europeia está sob risco devido ao aumento do desmatamento no país. Por este motivo, Guedes falou por quase dez minutos sobre a Amazônia, a preservação do meio ambiente e as populações indígenas.

Sabemos que preservamos melhor nossas florestas e que tratamos nossos povos indígenas melhor que outros países, onde houve guerras de extermínio. Se há excesso e se há erros, corrigiremos. Não aceitaremos o desmatamento ilegal, a exploração ilegal de recursos. O Brasil é um país continental. A Amazônia é maior do que a Europa. É difícil vigiar tudo. O país ainda tem carências em educação, saneamento. Como é que nós conseguimos policiar todas as nossas fronteiras sem ajuda? Queremos ajuda e compreensão. Sabemos que preservamos melhor nossas florestas e que tratamos nossos povos indígenas melhor que outros países, onde houve guerras de extermínio”, disse o ministro da Economia.

Após monitoramento de dois recordes de desmatamento seguidos, servidora do INPE é exonerada

Nesta segunda-feira, uma servidora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foi exonerada de seu cargo técnico no setor de monitoramento dos dados referentes à Amazônia.

O país teve recorde de alertas de desmatamento no mês de junho. O Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), usado pelo Inpe, apontou uma área de 1.034 km² sob risco. O valor é 10% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado e 24% maior do que em maio, que já havia sido um recorde para o período.

Discurso de Guedes é dissonante

Fala do ministro da Economia destoou do discurso geral da OCDE, que teve participação da República Dominicana, Costa Rica, Colômbia e Peru, que concentraram-se em temas como o aumento da regionalização da economia e a necessidade de mais recursos para que os governos possam manter e ampliar direitos sociais para os grupos mais vulneráveis.

O secretário geral da OCDE, Ángel Gurría, chegou a defender reformas tributárias que ampliem impostos sobre renda de pessoas físicas.

Já Guedes falou sobre o auxílio emergencial e o plano de ampliar a base de assistência social, com o Renda Brasil, mas defendeu a redução de impostos, defendeu o avanços do que chamou de reformas “estruturantes” e indicou a aposta brasileira na ampliação de sua atuação global.

*Com informações da RFI e Carta Capital

 

Paulo Guedes, de tigrão a tchutchuca, nas redes sociais!

A tag #GuedesRoubaOBrasil está bombando nas redes sociais. O País está acordando para as maldades de Paulo Guedes, enquanto Jair Bolsonaro distrai o gado com palhaçadas.

-Ai, mas o Bozo não é corrupto!

Mesmo que não fosse, tem seu braço armado, Paulo Guedes, para as privatizações, as ajudas aos bancos e todo tipo de operação que favoreça os grandes lobistas do sistema financeiro, quem de fato manda, põe e tira presidentes no Planalto.

Cachorro progressista mordeu Paulo Guedes, mas passa bem!

Os jornais do Centro do País informam que o cachorro progressista da raça Akita Malamute desejou cortar relações com o ocupante da Granja do Torto, o ministro Paulo Guedes. O neoliberal tentou interromper a fuga do cão e acabou mordido na mão. O cachorro passa bem.

Paulo Guedes protestou, depois de tomar vacinas: “Esses cães comunistas são muito perigosos.”, afirmou.

Dizem que o principal motivo da discórdia entre o Cão e o seu parceiro do Torto foi a série de privatizações que Paulo Guedes pretende enviar ao Congresso nos próximos dias, entre elas a da Eletrobras, que tentará entregar aos investidores estrangeiros o mais importante regime de águas do País, inclusive o da bacia do Rio São Francisco.

Outro motivo do conflito foi a anunciada volta da CPMF, agora com outro nome: Imposto sobre Transações Digitais.

Guedes pretende  também estabelecer o tributo sobre dividendos. Hoje, o Brasil é um dos poucos países do mundo que não tributam empresários quando transferem recursos de suas empresas para suas contas pessoais.

Paulo Guedes promete abrir o chuveiro de dinheiro após a pandemia

Caricatura de Eco Moliterno, para a Veja.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse no sábado que o Banco Central vai “chuveirar dinheiro na economia inteira” no caso de uma depressão econômica causada pela pandemia do coronavírus.

Apesar dessa declaração, em uma live realizada pelo Itaú Unibanco (ITUB4), Guedes disse acreditar que a economia brasileira terá uma recuperação em “V”, uma vez que os sinais vitais econômicos do país estão preservados até agora.

Em caso de depressão, Guedes disse que o BC poderia fornecer liquidez para empresas e até pequenas empresas.

“Vamos chuveirar dinheiro na economia inteira se houver depressão”, se houver uma demanda infinita por liquidez”, disse ele.

O incrível Paulo Guedes já irrigou, com generosidade, o sistema financeiro, do qual é prestador de serviços, com  cerca de 1 trilhão de reais para que os bancos baixassem o juro na ponta do consumidor e ampliassem sua carteira de empréstimos. Pois os bancos restringiram ainda mais o crédito, aumentaram juros e estão aplicando a sobra imensa de dinheiro no overnight do Banco Central.

Maravilha, “Pauno” Guedes!

O Posto Ipiranga agora só anda mascarado. Será pelos resultados da economia?

O jornalista Florestan Fernandes, hoje, nas mídias sociais:

“Os ultra liberais congelaram gastos, queimaram U$ 50 Bi, destruíram a CLT e a Previdência, fizeram cortes na saúde e na educação e entregaram um PIB de 1%. Guedes ainda diz que a economia decolava. Que volte para o Chile onde serviu ao pior ditador da AL. Tira a máscara, ministro!”

Paulo Guedes promete colocar R$600 bilhões em movimento na economia

O Ministro deve abandonar na crise suas posições neoliberais para adotar uma posição keynesiana, de intervenção direta do Estado na Economia.

Da Equipe InfoMoney

“Conversei hoje com [o ministro da Economia Paulo] Guedes. Ele vai colocar mais de R$ 600 bilhões em circulação” para combater a crise do coronavírus. A fala é do empresário Abílio Diniz, durante live da XP Investimentos realizada na noite desta quarta-feira (25).

O empresário disse que esta é a pior crise que ele já viveu e que é preciso dar esperança ao povo brasileiro. Para ele, não é hora de discutir se o lockdown (isolamento das pessoas em suas casas) será vertical ou horizontal.

“Já vi muitas crises diferentes, mas crise de saúde eu nunca tinha visto. Vi a crise do petróleo, da hiperinflação. Todas passaram. Isso vai passar. Ao empresário, posso dizer para que ele procure pagar as pessoas, os empregados. Isso é importante para que eles tenham um mínimo de renda para viver. E tenha paciência porque isso tudo vai passar”, disse.

O executivo afirmou que a solidariedade é um lado positivo do momento atual. “Empresas como o Carrefour e BRF estão colocando dinheiro para ajudar. Todo mundo está solidário. Isso me dá esperança de que o mundo vai sair mais solidário disso tudo.”

Sobre a polêmica gerada com a fala do presidente Jair Bolsonaro, que contrariou a recomendação de especialistas do mundo inteiro para que as pessoas se isolem em suas casas, Diniz afirmou que esta não deve ser a discussão neste momento.

“Não é o momento de a gente discutir se o lockdown no Brasil vai ser horizontal ou vertical. O Brasil já está parado. É preciso discutir o que tem que ser feito nesse período que estamos parados. Tem que construir hospitais de campanha, trazer mais respiradores, máscaras, olhar principalmente as pessoas mais humildes, das favelas. Organizar para onde as pessoas devem ir quando elas precisarem.”

Ele defendeu que o governo pare de se preocupar com a paralisação, que é inevitável, mas que use o período para estruturar como vamos voltar deste gargalo, quais serão as medidas que precisarão ser tomadas para garantir a volta do crescimento econômico lá na frente.

“Temos que ter uma agenda mínima enquanto estamos parados para dar esperança ao povo. Você pode tirar o que você quiser das pessoas, menos a esperança. Nós aqui somos uma migalha, estamos bem. Mas para as pessoas humildes isso é muito importante.”

“É preciso gastar dinheiro. Dinheiro mesmo. Muito dinheiro. Conversei hoje com Guedes. Ele está a par disso. Vai colocar mais de R$ 600 bilhões em circulação. Ele é liberal, mas em momentos de crise somos todos keynesianos“, afirmou o empresário.

Segundo a fala de Guedes a Diniz, o pacote de ajuda do governo pode chegar até R$ 700 bilhões, contou o bilionário. “É um valor muito próximo ao que economizaremos com a [reforma da] Previdência em ate 10 anos. Mas vamos colocar tudo isso agora, de uma só vez.”

Para o empresário, as pessoas têm que entender que o cenário é muito ruim, mas que elas não vão ficar desamparadas por parte do governo. “O Brasil tem que voltar a crescer, mas para isso é preciso colocar dinheiro de forma organizada. Estamos parados e isso não vai mudar. Aproveita esse período parado para organizar como vamos colocar dinheiro na economia depois para estruturar uma retomada.”

Diniz disse que a intenção de Guedes demonstra uma “grande responsabilidade” com os brasileiros e com o país. “Este foi o número que eu ouvi do ministro Paulo Guedes: R$ 600 bilhões podendo até chegar a um pouco mais que isso. Ele se refere a um conjunto de medidas, como compulsório, isenções etc, que vão somar mais de R$ 600 bilhões.”

O executivo encerrou sua participação na live frisando que o brasileiro precisa neste momento de esperança. “Amor e carinho ajudam bastante neste momento. (…) Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.”

A mudança radical do Governo talvez seja a razão da alta da Bolsa no dia de hoje, +7,5% e de perda do dólar em relação ao real, -1,02% para R$5,02.

O Governo Bolsonaro começa a entender agora como Lula enfrentou a crise de 2008, chegando ao ponto do PIB crescer 7,5% em 2010.

Paulo Guedes não sabe a receita do arroz com feijão. Quem vai nos ajudar?

Tutu de feijão, com arroz, couve e torresmo a pururuca.

Parece muito difícil entender, mas até Madame Almerinda sabe que o crescimento do PIB, com incremento do comércio e serviços, da indústria e até da agricultura, passa pelo emprego formal.

Quem criava muito emprego antes de 2016: a indústria naval pesada, fornecendo navios e plataformas para a indústria do Petróleo; a construção civil, construindo as casas do “Minha Casa, Minha Vida”, em seus diversos patamares; a indústria de proteína animal, que passa por um momento ótimo nas exportações para a China e resto do mundo.

Não era uma maravilha.

No primeiro mandato do governo Dilma, o PIB cresceu em média 2,1% ao ano, metade da taxa de expansão verificada no governo Lula. Crescimento inferior ao da economia mundial e da América Latina, que cresceram respectivamente 3,4% e 2,9% ao ano no mesmo período.

O crescimento foi puxado, sobretudo, pelo aumento do consumo das famílias, que cresceu 3,1% ao ano, o que se deveu a uma série de fatores, quais sejam: aumento do emprego e da renda, ampliação do crédito e a manutenção de programas sociais, como o bolsa família.

A partir do início do segundo mandato de Dilma a economia brasileira rapidamente deteriorou-se, embora sua situação não fosse tão ruim no período anterior.

O Brasil vivia um baixo crescimento e a inflação não estava fora do controle, mantinha-se dentro das metas de inflação para o período. O nível de emprego era elevado e a renda crescia, apesar de crescer a taxas cada vez mais decrescentes.

Nunca esquecendo que sob Lula o Brasil cresceu, até 7,5% ao ano. A política de Lula ao incrementar o emprego, majorar os salários, implementar vários programas sociais focalizados, estimular a acumulação, diminuir a relação dívida/PIB e manter o câmbio valorizado e as taxas elevadas de juros buscava contemplar, ao mesmo tempo, múltiplos interesses, que iam da classe trabalhadora a setores da burguesia financeira, passando por setores da burguesia vinculados ao mercado interno e pelo agronegócio.

Lula não fez reforma agrária e adotou uma tímida política ambiental. Lula tentou articular amplo arco de alianças para dar sustentação política a seu governo. A manutenção do crescimento econômico era importante para acomodar os dispares interesses dessa aliança tácita e intrinsecamente instável.

Como nos tempos de Lula e Dilma, a melhor política econômica tem sido a mesma receita do feijão com arroz.

No entanto, o economista do atual Governo, Paulo Guedes, parece não conhecer as receitas mais simples. Só pensa em diminuir o tamanho do Estado, cortar despesas, melhorar a velocidade da arrecadação (IVA e CPMF), mas não está preocupado com investimentos.

Com os investidores fugindo do País e se escudando no dólar e no ouro, depois da crise mundial focada na China, essa é uma história que não vai acabar bem.

Guedes está pensando em Confit de canard, com entrada de Foie Gras. E nunca praticou o tradicional baião-de-dois ou o torresminho à pururuca com tutu de feijão. 

Com informações de um artigo escrito pelo economista Francisco Luiz Corsi, editados por O Expresso.

Pedaladas fiscais de Bolsonaro somam R$ 55 bilhões em 2019.

Paulo Guedes: pintando e bordando com as finanças ´públicas.

O jornal Valor Econômico, do grupo Globo, chamou de “drible”, uma metáfora pra lá de mal intencionada,  as pedaladas fiscais de Bolsonaro.

O governo teve no ano passado ao menos R$ 55 bilhões de despesas que ficaram de fora do limite estabelecido pelo teto de gastos. Parte desse dinheiro continuará gerando despesas neste e nos próximos anos, sem pressionar o limite constitucional.

O Valor ainda tenta defender o Presidente dos juros gerados por suas pedaladas, ao dizer que as despesas geradas não vão pressionar o limite constitucional.

O valor é superior às operações realizadas no governo Dilma, de R$ 36,07 bilhões e R$ 52 bilhões, nos anos de 2013 e 2014, respectivamente, e que motivaram o processo de impeachment, produzido por Janaína Paschoal e Miguel Reale Jr., a mando do PSDB.

 

Cadê aquele caminhão de dólares que estava aqui? Sumiu? Pergunta lá no posto Ipiranga.

Saída de dólares do país soma US$ 44,7 bilhões em 2019, a maior em 38 anos. Leia a matéria de Alexandro Martello, no G1, sobre a retirada recorde de dólares na economia, um sinal que nem todos os investidores estão otimistas como o Paulo Jegues.

Já que a exportação de veículos caiu com a crise na nossa parceira Argentina, commodities como o minério de ferro e a soja estão com preços aviltados e os fundos abutres estão se retirando, quem vai nos ajudar?

Trata-se da maior fuga de capitais em quase quatro décadas. Até então, a maior saída havia sido registrada em 1999, quando US$ 16,18 bilhões deixaram a economia brasileira, na crise depressiva do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. O novo recorde supera em quase três vezes aquele momento.

Ah! Mas a Bolsa está subindo, as relações trabalhistas estão desregulamentadas, a inflação é a menor em XX anos, o juro é o menor em YY anos, o deficit da previdência será saneado e vem aí a reforma tributária.

Investidores retiraram US$ 62,244 bilhões da economia brasileira em 2019 por meio de transações financeiras. Somente da bolsa de valores, os investidores estrangeiros retiraram R$ 44,5 bilhões em 2019 – o maior volume de toda a série histórica divulgada pela B3, iniciada em 2004, diz o jornalista.

Diz um especialista na matéria:

“Grande parte ou quase a totalidade dos investidores estrangeiros já se retirou do país e agora estamos esperando o retorno, não mais como capital especulativo.”

“Guernica”, de Pablo Picasso. O retrato da tragédia.

Com a economia fragilizada pela informalidade e o desemprego, o crescente atraso tecnológico, a instabilidade política criada pelos sucessivos confrontos políticos propostos pelo Governo, uma diplomacia rasteira e atrelada aos estertores políticos de Trump e, fatos surreais, como um ministro da Educação analfabeto e uma ministra dos Direitos Humanos medieval e mitômana, temos o quadro da tragédia social colocado na parede, sem moldura.

Então, Paulo Guedes? O gás já baixou para a metade do preço?

 

Entendeu, meu insigne leitor? Paulo Guedes prometeu que o preço do gás de cozinha ia custar a metade do preço do que custará daqui a um ano.

Os mentirosos são assim: Deus os cria, o Diabo, por temor das consequências funestas, os separa e eles, por si só e vontade expressa, vão se reunindo de novo. Como fizeram na República Federativa do Brasil.

Esse Paulo Guedes não passa de um malandro de rodoviária, daqueles que dão golpes em gente humilde ou lhe batem a carteira.  

Popularidade de Bolsonaro cai em monitoramento feito pela Atlas Político para bancos.

Os arroubos autoritários dos últimos dias, em que brigadistas de ONG foram presos no Pará, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ameaçou com um novo AI-5 e Jair Bolsonaro escancarou a perseguição contra veículos da imprensa, proibindo a Folha de S.Paulo de participar de editais do governo, fez com que aumentasse a rejeição do capitão.

Segundo o cientista político Andrei Roman, da Atlas Político, o número de apoiadores que consideram seu governo ótimo ou bom caiu de 27,5% no dia 12 de novembro, para algo em torno de 25% neste sábado (1º).

A empresa, que faz um monitoramento diário nas redes sociais para clientes do sistema financeiro, aponta uma tendência de queda da popularidade de Bolsonaro.

“A rejeição voltou a subir”, explicou Roman ao site do jornal El País, sem precisar quanto. No último levantamento da Atlas, no dia 12 de novembro, estava em 42,1%. Da revista Fórum.

Paulo Guedes pode fazer o que quiser, mas tem que imaginar as consequências.

Entre as maldades do Plano Paulo Pinochet Guedes que não vão passar no Congresso estão a anulação da emancipação de pequenos municípios e a desvinculação dos percentuais fixos da Saúde e da Educação.

Se os entes federativos pensarem que vão investir menos em saúde e educação, podem se preparar para sérios distúrbios sociais, principalmente nas famigeradas UPAs e hospitais públicos.

A elasticidade do tecido social no que diz respeito à Saúde está por um fio. E destruir de maneira mais acelerada os serviços públicos universais de educação e saúde, redirecionando recursos para o pagamento de juros da dívida, não é uma boa saída política.

Guilherme Mello, professor de economia do IE-UNICAMP, afirma:

“Guedes e Bolsonaro tem exatamente isso em comum. Ambos sentem saudades do AI-5, cada um a sua forma. O mais assustador é ter gente que acha que AI-5 nos direitos políticos não pode, mas na economia “é o preço a se pagar pela estabilidade”.

A soberania brasileira terceirizada. E o Governo fazendo justiça com as próprias mãos.

A Polícia Federal pediu a prisão da ex-presidente Dilma Rousseff no dia de hoje. O Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal negaram de plano. Os ritos do inquérito e do devido processo legal foram de fato abandonados pelos esbirros de Jair Messias Bolsonaro.

E a Rede Globo de Televisão, tão corajosa e imparcial ao relatar os feitos de Paulo Guedes – acredito que durante quase 10 minutos – não deu nenhuma notinha ao final do fantástico Jornal Nacional.

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro estão entregando o petróleo, o regime de águas e a geração de energia hidrelétrica e até a Casa da Moeda. Voltaremos aos tempos antigos em que não éramos capazes nem de fabricar o nosso dinheiro.

O nome disso é terceirização da soberania.

 

O Chile de hoje é o Brasil de amanhã? Exército volta às ruas pela primeira vez desde a ditadura.

O Exército chileno, de novo atirando com munição real em seus irmãos.

Três mortos, mais de 300 detidos e uma onda de incêndios e saques. Diante de protestos violentos, a capital do Chile, Santiago, amanheceu patrulhada por militares, o que não acontecia desde o final da ditadura do general Augusto Pinochet, em 1990.

Quase 10 mil membros das Forças Armadas estão nas ruas da capital. Após o presidente chileno, Sebastián Piñera, decretar estado de emergência, Santiago e outras regiões do país, como Valparaíso e Concepción, estão sob toque de recolher.

As primeiras manifestações começaram de forma pacífica no dia 14 contra o aumento de preço do metrô de Santiago, que passaria do equivalente a US$ 1,12 para US$ 1,16. Neste sábado (19), o governo anunciou a suspensão do reajuste.

Desde sexta-feira (18), entretanto, os protestos se intensificaram e os chilenos expressam insatisfação com as políticas do governo Piñera, com o sistema previdenciário chileno, administrado por empresas privadas, o custo da saúde, o deficiente sistema público de educação e os baixos salários em relação ao custo de vida.

Pergunta ao Paulo Guedes, o Posto Ipiranga de Bolsonaro, o que ele acha do sistema previdenciário chileno e quais são os pontos em comum com a reforma previdenciária do Brasil. A política econômica liberal vai levar os brasileiros às ruas, num futuro próximo, como hoje no Chile. Já temos 14 milhões de desempregados, mais de 30 milhões de sub-empregados, sem direitos trabalhistas, e cerca de 15% da população economicamente ativa aposentada, com direitos chargeados todos os dias. O exemplo da correção do salário mínimo pela inflação oficial (sempre abaixo da real) é só o exemplo mais gritante.

Se preparem: a justiça social pode tardar, mas ela é resgatada pelo povo quando ultrapassa os limites do aceitável.

Leia com atenção os links abaixo:

Explode o modelo chileno de Paulo Guedes

O que Paulo Guedes tem a ver com o ditador Pinochet?

O laço de Paulo Guedes com os Chicago Boys do Chile de Pidnochet

Governo vai confiscar mais R$150 bilhões do contribuinte com a nova CPMF.

Guedes partiu mesmo para o trivial variado, a reedição da CPMF. Foto de Adriano Machado, da Reuters.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, em entrevista ao jornal “Valor Econômico” , que a ” nova CPMF “, batizada  de Imposto sobre Transações Financeiras, poderá arrecadar até R$ 150 bilhões por ano. Na entrevista, Guedes defendeu a criação deste imposto como alternativa para reduzir outros tributos .

Reforma tributária : empresas gastam 1.958 horas por ano para pagar impostos

Os críticos a um imposto deste tipo alertam para o risco de cumulatividade, ou seja, de o tributo incidir sobre várias etapas da cadeia produtiva, onerando o contribuinte. Guedes afirmou que o efeito cumulativo de uma ITF seria de 4,5%, ao passo que a contribuição previdenciária sobre folha de pagamentos teria efeito cumulativo de 14%.

O ministro explicou que a proposta de criação do ITF prevê uma “escadinha”. Uma alíquota de 0,2% permitiria reduzir a carga tribuária sobre folha de pagamento dos atuais 20% para 13%.

Com 0,4% de alíquota de ITF, já seria possível eliminar a CSLL, que é a Contribuição Social sobre Lucro Líquido. Com 1%, os governos poderiam abrir mão do IVA, imposto sobre valor agregado que substituiria o ICMS pelas propostas de reforma tributária em discussão no Congresso.

Entenda : as propostas de reforma tributária e que grupos elas afetam

Mas Guedes não deixou claro, na entrevista, para qual alíquota fazia a estimativa de arrecadação de R$ 150 bilhões por ano. Texto de O Globo.

Governo de bandidos nega aval para verba da ONU destinada a pequenos agricultores.

Caricatura de Kleber Sales

O Maranhão e o Ceará perderam 45 milhões de dólares em financiamento do Fundo para o Desenvolvimento Agrícola da ONU (Ifad) por falta de aprovação da Comissão de Financiamento Externo do Ministério da Economia (Cofiex).

Os estados são governados por partidos de oposição Bolsonaro, o PCdoB e o PT. A informação é do jornalista Esmael Morais, no blog do Esmael.

Os recursos perdidos seriam utilizados para a instalação de cisternas, apoio a pequenos agricultores, comunidades indígenas e quilombolas. Segundo estimativas, 100 mil famílias deixarão de ser atendidas pelo programa das Nações Unidas.

O Ifad, que tem o objetivo de combater a pobreza e a fome no campo estava disposto a destinar 20 milhões de dólares para o Maranhão governado por Flavio Dino (PCdoB) e 25 milhões de dólares para o Ceará, de Camilo Santana (PT).

Bolsonaro entregou-se aos encantos do Tchutchuco Rentista

Pelo visto e lido, Bolsonaro continua apostando todas as fichas na Reforma da Previdência.

Será que o Tchutchuco falou pra ele dos custos da transição da velha para a nova Previdência, quando o Governo (todos nós) vai pagar as pensões sem receber a contribuição? 

Ou o Tchutchuco está pensando apenas em irrigar a “Banca Voraz” com o dinheiro do contribuinte no sistema de privatização? 

A conta para fazer a transição seria tão alta que causaria um problema fiscal ainda maior do que o que se pretende combater com a reforma.

Especialistas em Previdência estimam que o país precisaria investir o equivalente a duas vezes o Produto Interno Bruto (PIB), mais de R$ 12 bilhões, ao longo de um período que pode variar entre 35 e 45 anos, para cobrir pelo menos duas gerações.

Até agosto de 2015, Dilma Rousseff  tinha inetado no Minha Casa Minha Vida  R$ 270 bilhões na economia brasileira, de uma carteira de investimentos totais de cerca de R$ 550 bilhões em infraestrutura.

Construindo casas – no sistema de aluguel que o próprio Governo quer – e desenvolvendo as obras de saneamento, Bolsonaro criaria milhões de empregos, principalmente na área da mão-de-obra desqualificada, a mais carente.

E isso pode ser verdade quando o peão da obra, meia hora depois de receber seu salário, está no supermercado, comprando a feira, trazendo recursos de impostos para os Estados e incentivando a indústria a produzir mais.

Gerar consumo, emprego e renda parece ser algo incompreensível para o Tchutchuco Rentista e para o perdidinho Bolsonaro, mais preocupado no momento com a exportação do abacate. 

O “Posto Ipiranga” abre o bico e diz que País sofrerá apagão generalizado

O ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, disse que se o Congresso não aprovar o crédito suplementar de R$ 248 bilhões, o governo vai sofrer um apagão generalizado. Segundo ele, o pagamentos de subsídios param em junho, os benefícios assistenciais em agosto e, o Bolsa Família, em setembro.

“Tenho que apostar que o Congresso vai aprovar o crédito suplementar”, completou ele, durante audiência da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Guedes voltou os segurados do INSS falando na necessidade da “reforma” da Previdência. Segundo ele, somente com os cortes das aposentadorias o governo pode “salvar o País”.

Ele ainda afirmou que “manda muito pouco” e que não é ele quem decide onde são feitos cortes. “As pessoas acham que eu tenho muito mais poder do que eu tenho. O poder está em quem vai sancionar leis”, concluiu.

Bolsonaro corta orçamento do Exército quase pela metade. E Paulo Guedes anuncia o fim do FUNDEB e do SUS.

Bolsonaro e Guedes, dois perdidos numa noite suja.

Além de cortes nos Ministérios de Educação e Saúde, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) informou nesta terça-feira (07) a militares que haverá também uma redução no orçamento das Forças Armadas.

Segundo a colunista Miriam Leitão, do jornal O Globo, o corte será de 43%. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, pontuou que terá que ser buscada uma saída, mas os chefes militares presentes saíram da reunião pessimistas.

“Nem no governo do PT aconteceu um corte desse tamanho”, afirmou um dos generais presentes.

Por seu turno, o super ministro Paulo Guedes, anuncia que está pronta a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que implantará a desvinculação geral do orçamento.

Isso significa retirar do atual texto constitucional a vinculação para a Educação no orçamento da União, (18% da receita de impostos), abrindo espaço para que o mesmo se faça em relação aos Estados e Municípios ( 25% no mínimo), além de facilitar o fim das vinculações para a saúde, hoje em 15% da receita corrente líquida nos termos da Emenda Constitucional 86.

Isso em palavras mais esclarecedoras significa o fim do FUNDEB e do SUS.

Pobre que se vire para educar seus filhos e para pagar médicos particulares.

“Lula não roubou um tostão”, diz Paulo Guedes.

Do blog do Juca Kfouri, no UOL:

Em reunião com seis presidentes de Tribunais de Contas estaduais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, usou tom catastrofista ao defender as reformas que preconiza e sentenciou:

“Em Brasília estamos como em Versalhes: à espera da guilhotina”.

De tudo que disse, porém, o que mais chamou atenção dos presentes foi sobre o ex-presidente Lula:

“Estamos convencidos de que Lula não roubou um tostão. E seu patrimônio prova isso. Ele não teve foi quem o avisasse do que acontecia em torno de seu governo. Acabou vítima do jeito de fazer política no Brasil. Serve como exemplo”.

Globo reconhece que previdência privada não é o melhor investimento

Samy Dana, comentarista de finanças do Jornal da Noite, na Globo, afirmou, taxativamente, que a previdência privada pode não ser um bom negócio pelas “altas taxas” cobradas pelos bancos.

E até abriu o leque de opções mais tradicionais, como poupança e imóveis. Os bancos não concordam com certeza.

Querem botar a mão em cima do filé da previdência que o Paulo Guedes está tostando em ambas as faces e com muito cuidado.

Decreto do governo coloca em risco FGTS e retira Caixa de Conselho Curador

Foto Marcelo Camargo. Guedes agora toma conta do FGTS. A banca privada agradece. É o cachorro que vai cuidar as linguiças.

Do Jornal GGN

E, ainda, reduz pela metade número de representantes de trabalhadores e empregadores, ampliando as cadeiras do governo na gestão de um dos maiores fundos do mundo. “Desde 2016 o noticiário da imprensa vem especulando sobre o interesse dos bancos privados’, alerta presidente da Fenae.

O governo publicou no Diário Oficial da União de terça-feira (26) o decreto nº 9.737/19 reestruturando o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A medida retira da Caixa a participação no Conselho e reduz pela metade o número de representantes de entidades sindicais dos trabalhadores e empregadores.

Para a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), a mudança na composição do Conselho coloca em risco a finalidade do FGTS, criado inicialmente para proteger o trabalhador e, depois, centralizado na Caixa, aumentar os investimentos públicos em obras de infraestrutura.

Em nota, a entidade destaca que o FGTS se tornou um dos maiores fundos de investimento social do mundo. “Os números dão a exata dimensão dessa importância: são 3,5 milhões de empregos diretos gerados todos os anos, obras financiadas em mais de quatro mil cidades e mil pagamentos a cada 10 minutos”, pontua a Fenae alertando que o decreto do governo Bolsonaro compromete a função social do FGTS.

Continue Lendo “Decreto do governo coloca em risco FGTS e retira Caixa de Conselho Curador”

Olha o que o Paulo Guedes quer: extorquir R$750 bilhões dos velhinhos pobres aposentados

Da economia estimada de 1 trilhão de reais, 75% virão da subtração de direitos dos pobres. E não do corte de privilégios das corporações

Embora não tenha os votos suficientes no Congresso – e embora as últimas disputas entre aliados dificultem a tramitação do projeto -, o governo Bolsonaro promete aprovar a reforma da Previdência no primeiro semestre.

Se não aprovar a reforma da Previdência, o Governo Bolsonaro acaba. Perde os apoiadores do sr. Mercado, inclusos aí os grandes empresários e o Capital. Se for aprovada, o sr. Mercado vai ter que caçar consumidores com uma pinça, na periferia das grandes cidades e nos sertões.

Tem velhinho no sertão que sustenta meia duzia de filhos e uma chusma de netos com os benefícios da Prestação Continuada. O que vamos ver, como no Chile, são velhinhos mortos por depressão e suicídio.

Rodrigo Maia avisa Governo que abandona articulação pela reforma da previdência

Foto de Marcelo Camargo

Do Estadão

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisou ontem ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que deixará a articulação política pela reforma da Previdência.

Maia tomou a decisão após ler mais um post do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), com fortes críticas a ele. Irritado, o deputado telefonou para Guedes e disse que, se é para ser atacado nas redes sociais por filhos e aliados de Bolsonaro, o governo não precisa de sua ajuda.

A ligação do presidente da Câmara para o titular da Economia foi presenciada por líderes de partidos do Centrão. Maia está irritado com a ofensiva contra ele nas redes, com a falta de articulação do Palácio do Planalto e com a tentativa do ministro da Justiça, Sergio Moro, de ganhar mais protagonismo na tramitação do pacote anticrime.

“Eu estou aqui para ajudar, mas o governo não quer ajuda”, disse o presidente da Câmara, segundo deputados que estavam ao seu lado no momento do telefonema. “Eu sou a boa política, e não a velha política. Mas se acham que sou a velha, estou fora.”

Carlos Bolsonaro, o filho “zero dois” do presidente, compartilhou nas redes a resposta de Moro à decisão de Maia de não dar prioridade agora ao projeto que prevê medidas para combater o crime organizado e a corrupção. “Há algo bem errado que não está certo!”, escreveu Carlos no Twitter.

O texto acompanhava nota de Moro, divulgada na noite de quarta-feira, rebatendo ataques de Maia à sua insistência em apressar a tramitação do pacote.

“Talvez alguns entendam que o combate ao crime pode ser adiado indefinidamente, mas o povo brasileiro não aguenta mais”, afirmou Moro. Além disso, no Instagram, Carlos lançou uma dúvida: “Por que o presidente da Câmara está tão nervoso?”.

Vamos doar o Paulo Guedes para a Argentina para enterrar de vez a economia platense

A economia argentina registrou em 2018 uma queda de 2,6%, conforme atestou o instituto de estatísticas Indec. É o tal governo ultra-liberal de Macri. 

Este ano os turistas argentinos de verão desapareceram de Santa Catarina e do Nordeste. A classe média argentina está com água pela barba.

Já que permanece a ausência de tarifas entre países do Mercosul, ao menos no papel, é de se sugerir que se exporte o sr. Paulo Guedes e sua cambada de neo-liberais extremados, antes que ele enterre de fato a economia brasileira.

Caso não consigamos, o Brasil é sério candidato a enfrentar altas taxas negativas no PIB em 2019.

Já que a ideia é doação, sem ônus para os beneficiados, poderíamos devolver o Ricardo Veléz Rodrigues para o seu respectivo cartel colombiano;

O ministro das Relações Exteriores, Eduardo Araújo, e sua retórica nacionalista raivosa com submissão patética aos Estados Unidos, enviado à sua pátria-mãe, os EUA;

E a baixinha Damares, por seu turno, deveria ser enviada ao seu respectivo hospício de onde fugiu e ao quintal com goiabeiras.

Bolsonaro vai mesmo permitir a destruição da cadeia produtiva do leite?

Só a Leitíssimo, no extremo-oeste da Bahia, abriga mais de 3.000 vacas leiteiras.

A cadeia produtiva do leite conta com 1,2 milhão de agricultores familiares em todo Brasil, distribuídos em mais de 4.500 municípios.

O objetivo é mesmo acabar com a renda e os empregos de mais de 1% da população economicamente ativa?

Respostas no Posto Ipiranga, que quer os brasileiros mais competitivos frente ao leite altamente subsidiado da Nova Zelândia e da Comunidade Europeia.

Só na Bahia existem mais de 100 grandes laticínios. O volume de leite produzido no estado não consegue sequer atender o consumo interno. São produzidos 950 milhões de litros de leite, quantidade insuficiente para suprir a demanda de 1,6 bilhão de litros.

Na noite de hoje, o presidente Bolsonaro recuou, voltando atrás na decisão de retirar impostos de importação do leite. É a primeira derrota de Paulo Guedes. Bolsonaro está se tornando um especialista em marcha-a-ré. Larga um balão de ensaio, com uma medida sacana, depois recua e sai de salvador da pátria. Dando marcha-a-ré desse jeito vai acabar em 1º de abril de 1964, fazendo ordem unida comandada por um sargento.

Paulo Guedes prega a retirada de direitos dos trabalhadores

O jornal Valor Econômico publica em sua edição desta quinta-feira, 7, matéria com chamada de primeira página com declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a reforma da Previdência.

Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Com o título Reforma terá novo regime trabalhista, o jornal traz declaração de Guedes de que:

“Os benefícios agregados aos contratos de trabalho por força de acordos sindicais, como vale-transporte e vale-refeição podem deixar de existir”.

Paulo Guedes, Ministro da Economia

O ministro também fala no fim da Justiça do Trabalho:

Contenciosos entre empregados e empregadores devem ser resolvidos na Justiça Comum. Com tempo, a Justiça do Trabalho perderia a razão de existir.

Ministro diz coexistirão dois regimes: um com mais direitos e menos empregos e o outro com menos direitos e mais empregos. Do Portal NE. 

A pergunta que resta é a seguinte: transferindo renda do trabalhador para o empresário, quem vai consumir, quem vai fortalecer o mercado interno?

Seremos um país de exportadores, com produtos de baixo custo, doando ao consumidor estrangeiro o suor de nosso rosto.

O amanhã depois de amanhã, o terror

Caixa Econômica Federal, o maior banco social do mundo; Banco do Brasil, o maior banco do País; e Petrobras, dona das maiores reservas petrolíferas estão na mira dos fundos abutres.

Aí o País elege um presidente da República que entrega tudo isso, inclusive a Previdência e a Saúde, nas mãos de um jogador do mercado financeiro.

Quanto jogo de influências, quantas informações privilegiadas, quantos desvãos para ganhar um caminhão de dinheiro por vez.

As maracutaias de Sarney, Collor, FHC e Lula parecerão, num futuro breve, brincadeira de pré-escola infantil.

Bolsonaro censura manifestações do seu vice-presidente e do guru da economia

Bolsonaro restringiu as manifestações públicas do seu companheiro de chapa, general Mourão. Ontem, num debate promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Mourão restringiu o acesso da imprensa para expressar suas ideias. 

Mais cedo, em Catanduva, a 385 quilômetros da capital, fechando o terceiro dia de seu giro de campanha no interior paulista, Mourão falou a um grupo de 300 pessoas num clube privado, mas também sem acesso da imprensa.

Além do candidato a vice, Bolsonaro enquadrou o economista Paulo Guedes, conselheiro na área econômica da campanha do PSL, que falou na criação de uma nova CPMF para aumentar a arrecadação do Governo Federal.

A rejeição a Bolsonaro tem oscilado, com a última pesquisa Datafolha indicando 44%, a maior entre os candidatos ao segundo turno. No entanto, em faixas da população, como jovens de 16 a 24 anos, a rejeição chega a alcançar 56%. Resultado, certamente, do “fogo amigo” do vice e do guru da economia.