O Centrão da Câmara, os pedidos de impeachment de Jair e a história real.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), tem em mãos 16 pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro. No total, já foram apresentados 17, mas um foi arquivado. A informação é da coluna de Guilherme Amado, da revista Época.

Segundo a publicação, Maia ainda não tomou decisão sobre nenhum dos outros. O presidente não está disposto a colocar para andar nenhum deles. Até porque é muito mais interessante administrar os punhais cravados nas costas do Alucinado do que acabar de matar o paciente.

Agora ficou mais difícil sacar o Alucinado do troninho: não fossem as duzias completas de generais ameaçadores no poder, o Soberano resolver comprar o Centrão, a maior bancada de grandes filhos de mulheres de má fama no Congresso.

Instado a negociar, o Alucinado da República saiu distribuindo cargos, sinecuras e verbas gordas entre os congressistas de cima do muro.

Ganha maioria forte na Câmara e evita o pé-na-bunda. Ao menos por uns tempos.

A hora que as crises econômica e sanitária arrocharem de vez vai ser difícil Bolsonaro segurar a cabeça em cima do pescoço.

Crivella já tem 3 pedidos de impeachment por clientelismo fundamentalista

Relato da news letter de O Globo para assinantes:

A reunião secreta com líderes religiosos resultou em três pedidos de impeachment do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB). Eles foram protocolados nesta segunda-feira, cinco dias após o evento no Palácio da Cidade, revelado pelo GLOBO.

Os pedidos questionam as promessas feitas por Crivella aos evangélicos: facilidades para marcação de cirurgias e ajuda na resolução de problemas no pagamento do IPTU.

Na Câmara municipal, vereadores se movimentam para interromper o recesso parlamentar. Querem que o presidente da Casa, Jorge Felippe (MDB), convoque uma reunião extraordinária.

Além do impeachment, parlamentares do PSOL pretendem levar o caso à Justiça. A ofensiva contra o prefeito começou com uma representação apresentada ao Ministério Público estadual, pedindo investigação das benesses prometidas a membros de igrejas evangélicas.

Enquanto isso, Crivella teve a primeira baixa na equipe após o episódio. A subsecretária de Comunicação, Inni Vargas, pediu exoneração.