XP/Ipespe: Lula lidera 1º turno com 41% e vence todos os candidatos em eventual segundo turno.

No primeiro turno, o petista varia entre 41% e 42% nos cenários pesquisados e o atual presidente tem 25% e 28%.

A diferença entre Bolsonaro e Lula sem mantém em 16%, apesar de Lula ter caído de 43 para 42%.

XP/Ipespe: Lula lidera com 31% e vence todos os canditados em eventual segundo turno

Gráfico mostra o cenário espontâneo da pesquisa realizada em outubro / arte UrbsMagna . Na resposta estimulada, Lula também está na dianteira, com 42% no cenário que inclui João Doria (4%) e 41% no que inclui Eduardo Leite (3%).

No cenário com o governador paulista, Bolsonaro recebeu 28% das respostas, Ciro Gomes, 11%, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, 3%, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), 2%.

Já em eventual segundo turno, Lula vence todos os candidatos com porcentual ao redor de 50%.

Ante Bolsonaro, o ex-presidente mantém os 50% dos votos, seguido por 32% do atual presidente.

Se a disputa fosse com Moro, Lula receberia 52% ante 34% do ex-juiz.

Com Ciro Gomes, LULA teria um percentual menor, 49% ante 29% do pedetista.

Ante João Doria, a disputa encerraria em 51% a 27%.

Com Eduardo Leite, o resultado seria de 50% a 28%.

“O Capitão caiu do cavalo: O povo não o quer”, diz jornalista sobre pesquisa XP/Ipespe

“O Capitão caiu do cavalo: O povo não o quer”, diz jornalista sobre XP/Ipespe

Aumenta a folga de Lula sobre o capitão na eleição pela Presidência, ano que vem. Aquela votação que o capitão quer tumultuar, porque já contaram para ele que perderá“, escreve Olga Curado.

Do UOL e Urbs Magna

O Capitão tem más notícias com a nova pesquisa de opinião feita pela XP. Aumenta a folga de Lula sobre o capitão na eleição pela Presidência, ano que vem. Aquela votação que o capitão quer tumultuar, porque já contaram para ele que perderá. O povo não o quer. O desespero poderá levá-lo a fazer mais bravata ou dar força às instituições para contê-lo. Cai a aprovação, aumenta a percepção de corrupção e diminui expectativa de melhores dias. O capitão caiu do cavalo. E com isso alguns ensaiam ir apeando.

O PGR (procurador-geral da República), Augusto Aras, tenta dar uma no cravo e outra na ferradura. Sob pressão do STF (Supremo Tribunal Federal) e dos subprocuradores, pede busca e apreensão nos domínios do dono do berrante a antidemocrático, Sérgio Reis. Quer livrar a própria cara.

O Aras vinha fingindo que não é com ele a escalada de impropérios contra as instituições. Mas, o gato subiu no telhado. Ainda que precise de aulas particulares de Direito para compreender as suas responsabilidades, ensaiou, ontem, sabe lá o porquê, uma breve rebelião contra a inércia e devoção ao capitão. Encaminhou ao STF pedido de busca e apreensão ao dono do berrante, que, secundado por iguais, pregou via internet a paralisação do país por um comboio de caminhoneiros e o cerco e depredação ao Supremo.

Aras não concluiu ainda o seu curso de Direito “Madureza” – velhos tempos – ou “Supletivo”, ainda assunto para geração pretérita – embora já tenham se passado quase dois anos no posto e com garantias de emprego dadas pelo capitão. Prêmio mais pelo que não fez do que pelo que fez. Terá mais uma chance de aprendizado. Reconduzido ao cargo pode descobrir que não é um prócer, vassalo de um titular de um dos Poderes, mas que representa os interesses da sociedade contra desmando, que tenta ser ilimitado, do hóspede do Palácio do Planalto.

A pressão feita ao PGR pode apressar o seu aprendizado. Que o coro de vozes impacientes com a omissão se fortaleça e talvez também consiga acordar o Pacheco, presidente do Senado.

Aliás, o Rodrigo Pacheco gostaria mesmo é de ficar no escurinho do cinema, até que passasse todo o filme da crise institucional desenhada e protagonizada pelo capitão reformado. Ele vai se encontrar com o presidente do STF, Luiz Fux, amanhã, e espera-se da conversa que faça uma reciclagem, com claro entendimento do que são as suas responsabilidades institucionais.

Ficar embaixo da mesa da Presidência do Senado não vale. Precisa entender, como lustroso rábula, o significado da sua função. Botar panos quentes quando há um risco de fratura é pouco ou nada eficaz. As massagens e compressas podem, sim, dar a sensação de que, contido um inchaço, não há trauma.

Espera-se que, do encontro entre os chefes de Poderes – Judiciário e Legislativo – saia algo mais que uma nota ao distinto público, com as já repisadas manifestações de compromisso genérico de defesa da democracia.

O que se cobra, a ouvidos um tanto moucos, de Pacheco, são gestos menos “mineiros”, na acepção pejorativa – com o perdão da mineiridade – que significa tentar ficar bem com todo mundo. A ênfase retórica do presidente do Senado é fraca. Porque suas palavras não combinam com os seus movimentos. Sabe-se que palavras são palavras, e para que sejam mais que falas, precisam de gestos, de ação. O Pacheco há de encontrar sinais mais evidentes do que ler discurso em horas semimortas, da sua cadeira no Congresso.

Ele tem planos. Foi-lhe cochichado, e ele acreditou. Está de olho em algum pote de ouro no horizonte, que a mosca azul da notoriedade, conquistada com o seu atual posto, promete. Sonha. Delírio de quem chega no palco ambicionando o papel que não lhe foi dado por merecimento, mas por oportunidade.

Sabemos que, não raro, prima-donas ficam impedidas de participar e sobe ao palco o estepe da vez. Sim, é verdade, acidentes também revelam talentos. Não é o caso. É preciso coragem para encarar o papel principal. Coragem que o Pacheco deve no exercício da sua função.

E, se ele não domina o entendimento do que significa ser um bom político mineiro, não será surpresa alguma que reafirme uma caricatura do estilo, “me deixa fora dessa”. Para fugir da cena pode aparecer uma viagem ou um atestado médico e então passar a presidência da Casa para alguém receber os pedidos de impeachment dos ministros Barroso e Alexandre de Moraes, das mãos do capitão, e escapulir da foto que confirma o absurdo intimidatório do capitão ao Judiciário.

O que se espera de Pacheco é o mesmo que se cobra de Aras. Que cumpram o seu papel. A um, descer do muro, ao outro, não fortalecer uma muralha que impeça o andamento da Justiça. Os ministros do STF estão roucos de pedir ao PGR que se manifeste em representações contra o capitão. E nada.

Quanto ao capitão, que não nos faça passar vergonha com exercícios militares canhestros e paradas militares que só servem para envergonhar a plateia, porque revelam umas Forças Armadas em desmanche com suas obrigações constitucionais.

E aos delirantes com a luxúria da tirania, as milícias digitais, que recebam de donos de plataformas tratamento compatível com o uso do espaço público, privatizado por elas. A liberdade de usar as redes para apregoar contra a democracia é intolerável. Principalmente quando se ganha dinheiro com isso.

Pesquisa XP: 81% souberam de denúncias de propina por vacina, e 69% veem envolvimento do governo.

Aos olhos de 81% da população o Presidente está numa cruel sinuca de bico

Da Redação O Antagonista

A pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta quinta-feira (8) mostra que 8 em cada 10 brasileiros —81%, para ser mais exato— tomaram conhecimento das recentes denúncias de corrupção envolvendo a compra de vacinas contra a Covid.

O enunciado da pesquisa menciona explicitamente “a acusação de que houve corrupção na compra de 20 milhões de doses de vacina”.

Trata-se do caso da Covaxin, que o deputado Luís Miranda disse a O Antagonista ter levado ao conhecimento de Jair Bolsonaro —sem ter sido desmentido pelo presidente até hoje, 13 dias depois.

Apenas 17% disseram não ter tido conhecimento das acusações, e 2% não sabem ou não responderam.

Dos entrevistados, nada menos que 69% atribuem suspeitas de corrupção na compra de vacinas a integrantes da gestão Bolsonaro: 41% a membros do governo, 15% ao próprio presidente da República e 28% aos dois.

Apenas 5% acreditam que nem Bolsonaro nem membros do governo estão envolvidos, e 12% não sabem ou não responderam.

Na tarde de hoje, a Presidência da CPI da Covid notificou o Presidente da República, Jair Bolsonaro, para que ele se manifeste sobre denúncias de Luís Miranda à comissão.

Oh, não! Pesquisa diz que aprovação do Governo está caindo.

Caricatura de Kim

O índice que separa a reprovação da aprovação no governo Jair Bolsonaro (PSL) é o maior desde o seu governo. A pesquisa foi feita pela XP/Ipespe, e divulgada na última sexta-feira (9), segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

Conforme o levantamento, a aprovação do governo caiu para a casa dos 33%. A reprovação, por sua vez, subiu para os 38%. O índice de 5% que separa as duas opiniões atingiu o maior nível desde o inicio do mandato de Bolsonaro.

Se for feito um comparativo em relação ao início do governo, a queda é vertiginosa. No primeiro mês do presidente no Palácio do Planalto, sua aprovação era de 40%, com uma reprovação de 20%. Ou seja, a margem era de 20%.

Em maio, a reprovação já era maior (36% a 34%), mas havia empate técnico. Desta vez, a maioria absoluta já reprova Bolsonaro, conforme a pesquisa do instituto.

Só bolsonaristas fanáticos e uma senhora de 79 anos, que mora na zona rural de Angical, afirmam, peremptoriamente, que Bolsonaro ainda é o messias anunciado. Quando tomarem a aposentadoria rural da velhinha, ficarão só os inteligentes do bolsonarismo radical.