Institutos acham que Dilma ganha fácil.

Nem tudo serão flores nos debates entre Dilma e Serra.

Reportagem do jornalista Jair Stangler, do Estadão, dá conta que o crescimento nas pesquisas eleitorais da pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, ante a estagnação de seu provável adversário, o governador de São Paulo José Serra (PSDB) tem impressionado os diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do País. Márcia Cavallari, do Ibope, João Francisco Meira, do Vox Populi, Mauro Paulino, do Datafolha e Ricardo Guedes, do Sensus, estiveram reunidos em São Paulo na tarde desta segunda-feira, 22, para debater o cenário eleitoral, em evento da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas. O professor Marcus Figueiredo, do Iuperj também esteve no debate, mediado mediado pela jornalista Cristiana Lôbo.Meira deu o palpite mais ousado da tarde: “não é impossível imaginar que a Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno”, afirmou. Segundo ele, quando há candidatos carismáticos, a disputa se concentra mais entre as personalidades desses candidatos. Mas, para ele, nem Dilma nem Serra são carismáticos. ‘Carisma não é o nome dessa eleição’, afirmou. Leia mais clicando no link acima.

Se o Serra sair, não sai para perder no primeiro turno. Imagine só um debate político na televisão, entre Dilma e Serra. Na hora do pega prá capar, o candidato da Oposição vai ganhar muitos pontos. É mais articulado, tem mais experiência, é gestor público experimentado e também tem muitas pedras para jogar no telhado de vidro do PT. Ele precisa só resolver o grande problema do Nordeste, onde Lula tem excelente aceitação e o voto, na maioria das vezes, é no cabresto e no curral.

A super-exposição e o virar do fio.

Não acredite em tudo que se vê e lê nas últimas pesquisas eleitorais. Quando as amostras são pequenas, as margens de erro sobem assustadoramente. A maioria dos institutos de pesquisas atravessa, maldosa ou inocentemente, algumas regras imutáveis da pesquisa, favorecendo as fontes pagadoras e até iludindo alguns incautos.

Este ano, vamos rever fatos já vistos, como candidatos que sobem rápido. Mas vamos ver também o fenômeno da super-exposição ou o virar do fio, como se diz quando se afia uma faca já muito afiada. O presidente da República está chegando nesse ponto. Daqui a pouco, vira dejà-vu, revista velha, faca dentuça. Como aconteceu regionalmente, com candidatos que tinham uma super-exposição, corpo-a-corpo e de repente, não mais que de repente, encontraram uma tremenda rejeição. Anotem: promessas não cumpridas se tornam em rejeição.