
Agora chegou a hora dos fundos de pensão. Polícia Federal faz prisões no Rio de Janeiro.


Saltar para o vazio ou reconstruir as bases do desenvolvimento? O divisor de águas é a Petrobras: não capitalizar a estatal é enterrar a nação com ela.
por Saul Leblon, para Carta Capital
Foi preciso um banqueiro, Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, dizer algumas coisas sonegadas pela mídia até agora, para, finalmente, a natureza demencial de um diagnóstico autodestrutivo ser deslocada do centro do debate e emergir aquilo que parte da esquerda tem ecoado solitariamente há algum tempo.
Não é o ‘lulopopulismo’ que está levando o Brasil ao desmanche.
O Brasil tem seus problemas –uma elite predadora e provinciana, um dos principais.
Mas é o mundo capitalista que tropeça de novo na própria lógica e conduz as nações a uma recidiva da crise global de 2008.
Os vetores desta vez são a freada chinesa e o mergulho sem termo das cotações do petróleo.
A embicada do barril –de US$130 para menos de US$30—tem razões de ordem geopolíticas e comerciais.
E escancara a brutal deflação de ativos, isto é, o mergulho conjunto de todas as bolhas especulativas –as novas e as suspensas mas não equacionadas desde 2008.
Todas elas agora murcham conjuntamente, perfuradas pela agulhada do último esteio de demanda agregada (consumo e investimento produtivo) do planeta: a China.
Segunda maior economia do globo, a China era responsável por 50% do consumo das principais matérias primas e alimentos negociados no mercado internacional.
O transatlântico chinês vive a indigestão de um superciclo de investimentos (por décadas o país investiu mais de 45% do seu PIB), catalisada pelas restrições que a crise de 2008 impôs às exportações da nova fábrica do mundo.
O conjunto impõe ao gigante asiático reordenar sua rota de longo curso.
A opção é a maior ênfase no consumo interno.
Significa investir menos e comprar um volume menor de matérias-primas –com exceção de alimentos, cujos produtores todavia serão atingidos de forma equivalente pela queda das cotações, agora no menor patamar dos últimos 16 anos, depois de caírem 19% em 2015, a quarta regressão anual sucessiva, segundo a FAO.
Uma cadeia de placas tectônicas enruga e retrai o assoalho econômico de todo o planeta.
Projetos, governos, empregos, riquezas estão sendo arrastados para o grande sumidouro de um capitalismo cuja viabilidade repousa na autodestruição cíclica.
Estamos a bordo de uma delas.
A farsa
O ralo sistêmico engolfa e borbulha enquanto o arguto sociólogo FHC, seu poleiro de tucanos adestrados em truques institucionais, a mídia que lhes dá manchetes e rodelas de banana, e seu colunismo de linces analíticos, distraem a opinião pública e dispersam a prontidão nacional, com truques e cortinas de fumaça que subordinam o principal ao secundário.
A farsa anunciada em manchetes faiscantes é essa que os Marinhos, os Frias e os Mesquitas repicam diuturnamente com seus chicotinhos de domadores do discernimento social: ‘Allons enfants, vamos abrir a janela de oportunidade para destruir o PT e restaurar a monarquia plutocrática neoliberal; aqui e quiçá em toda a América Latina bolivariana –Macri, mostre-lhes como se fazia nos anos 90’.
O planeta avança em rota de colisão histórica com geleiras recessivas, uma subsequente à outra. E eles distraindo a plateia, enquanto hienas dos mercados fazem o serviço final: devorar o fígado, o coração, a mente, desta geração e da próxima.
Não há luz no fim desse túnel, advertiu o banqueiro Trabuco, em Davos, uma voz sistêmica solitária a sacudir os jornalistas de banco pelos ombros.
O circo pode pegar fogo, avisa o presidente do Bradesco.
Em economês: ‘A estabilização (desta vez) será no fundo do poço’, sinaliza de forma educada para dizer aos petizes da mídia que a tergiversação sobre as determinações globais da crise pode ter consequências arrasadoras.
Gente como Trabuco quer preservar a riqueza financeira –antes de mais nada; mas sabe que até para isso será preciso enxergar além do ‘lulopopulismo’

Enquanto o colunismo fantasia bolivarianismos & outras tucanolices (tolices tucanas), massas de forças descomunais semeiam a desordem neoliberal.
O vórtice da incerteza escapou da jaula.
Ao acionar o retraimento do crédito bancário às empresas, ligou um poderoso difusor sistêmico de retração em cadeia.
Apertem os cintos –avisou Trabuco sobretudo aos seus pares, mas também à elite cega.
Como se temia, uma recidiva da crise mundial encontra Estados e bancos públicos exauridos, ainda não recuperados do esforço unilateral para mitigar os gargalos dos últimos anos.
É o caso do Brasil.
Em 2008 o país foi um dos que melhor respondeu à retração do crédito privado, estimulando o consumo e o investimento, com a expansão acelerada dos bancos estatais.
O crédito imobiliário crescia a 45% ao ano.
Além de expandir o volume, o sistema financeiro público passou a oferecer taxas de juros e spreads menores.
Enquanto o setor público avançou na oferta de liquidez, o setor privado recuou.
Hoje ainda os bancos públicos lideram a oferta de crédito (em mais de 50% até 2014), enquanto o BNDES – um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo, maior que o Banco Mundial– mantém-se solitário na oferta de recursos indispensáveis aos grandes projetos de longa maturação.
A recidiva da crise, em meio à mais frágil convalescença de uma recessão capitalista desde 1929, pega esse aparato anticíclico duplamente vulnerável.
De um lado, pelo esgotamento da receita fiscal, precipitada por uma recessão ingenuamente oferecida pelo governo, em troca da indulgência do mercado –que nunca veio e nem virá.
O flanco mais deletério, porém, vem do cerco político demencial das milícias neoliberaloides, acantonadas na mídia e nas fileiras rentistas.
Ante a tempestade que se aproxima, requisitam todos os botes à salvação da riqueza financeira e à destruição do que denominam de ‘voluntarismo intervencionista’ .
‘Mais juros e mais recessão; à purga pelo mercado, –custe o que custar!’
A República do Paraná
O correlato político disso emergiu na República do Paraná.
Autonomeados senhores da vida e da morte da nação, procuradores ecoam hinos purificadores, ao pé da fogueira onde pretendem imolar os alicerces do petróleo brasileiro, da construção pesada, do presente e do futuro…
Cada elite tem o Rasputin que merece.
Essa é a borda do costão. Pedriscos escorregam sob os pés do país.
E os meninos do colunismo econômico dão duro para esgotar a capacidade de resistência do Estado , visualizando no despenhadeiro o ensejo de um repto demolidor.
A desforra do fracasso de 2002, 2005, 2006, 2010 e 2014 , quando tudo parecia apontar para o fim do ‘lulopopulismo’.
A correlação de forças desta vez tem tudo para esgarçar o fiapo de soberania diante do novo arranque da crise.
O PT é esse fiapo no Brasil.
‘Era’ — ouvimos diuturnamente das gargantas sôfregas à direita e das boas intenções trôpegas, à esquerda, nas vozes que acham indiferente um governo Dilma/Lula ou Aécio/FH; Cristina/ ‘La Cámpora’, ou Macri/fascistas.
A primeira atribui à heresia intervencionista a raiz da crise ‘endógena’ brasileira.
A segunda considera a denúncia do lulomercadismo –ou de Haddad, o barrabás do passe livre– a chave mestra para resolver pendências com o capitalismo global, que tem no Brasil a unha encravada mais incômoda da AL.
O que o banqueiro Luiz Carlos Trabuco veio dizer em linguagem mais ou menos explícita é que essa crosta ideológica –da qual é personagem— corre o risco de acuar a capacidade de reação do país, pondo a perder mais que o ‘lulopopulismo’.
Está em jogo a própria capacidade de o capitalismo brasileiro honrar a promessa de riqueza contida nas montanhas de ‘ativos’ financeiros em mãos do mercado nesse momento.
Esse é o ponto do desmonte em que nos encontramos.
O que se discute é se vamos para a terra arrasada, como pedem as narinas borboletantes do mercado-golpismo; ou se a nação resistirá ao botim em marcha, recusando-se a sacrificar o que se construiu nos últimos 12 anos, à revelia do mercado.
Inclua-se nessa transgressão:
– 60 milhões de novos consumidores,a cobrar cidadania plena;
– 20 milhões de novos empregados formais;
– um salário mínimo 70% maior em termos reais;
– um sistema de habitação popular ressuscitado;
– bancos públicos a se impor à banca privada;
– uma Petrobras e um BNDES fechando as lacunas da ausência de instrumentos estatais destruídos no ciclo tucano;
– políticas de conteúdo nacional a devolver um impulso industrializante ao desenvolvimento brasileiro;
É nessa hora que um pedaço da crítica progressista ao ciclo de governo do PT pode resvalar para a mesma avaliação conservadora do período.
O risco, repita-se, é subordinar a ação de governo a soluções de mercado para desequilíbrios macroeconômicos que só a luta política pode escrutinar.
De certa forma foi isso que Dilma tentou nos últimos 12 meses com as consequências devidamente estampadas em manchetes não propriamente indulgentes.
O mundo capitalista se contorce; um arrastão de energia devastadora afastou o mar da praia onde flutuava a embarcação do crescimento global.
O cenário internacional desandou para um novo tsunami.
A China resolveu cuidar da própria encruzilhada; a Europa que fingia respirar voltou ao balão de oxigênio; a deflação de ativos vai rebater na velocidade da retomada norte-americana.
Tudo a desaconselhar o arrocho pró-cíclico evocado pelos magos da peregrinação redentora às catacumbas e às bancarrotas.
Desde 2008 eles advertem: a resistência do Brasil à crise é um crime contra o mercado.
Nenhuma voz dentro ou fora de Brasília soube até agora salgar esse diagnóstico da crise ‘endógena’ com a salmoura pedagógica das evidências opostas.
É para isso que existe governo.
Para esclarecer a opinião pública quando o futuro da nação balança perigosamente no despenhadeiro das ameaças e das manipulações.
Não significa mistificar a cota doméstica de erros e responsabilidades.
Mas, sim, separa-la de interesses que não são os da nação.
Sim, escolhas estratégicas são mediadas pela correlação de forças.
Mas um pedaço importante da correlação de forças se define no diálogo com a sociedade.
Disputar as expectativas, em certos momentos, é tão decisivo quanto ajustar as linhas de passagem de um ciclo para outro.
Um governo que toma decisões ancorado em diálogo direto com suas bases, apoiado por elas, irradia uma capacidade de comando que desencoraja o assalto conservador.
Hugo Chávez? Não, Roosevelt, da ‘Conversa ao Pé da Lareira’, de 1933, o programa radiofônico com o qual o presidente venceu a Depressão de 29 disputando o imaginário social com o mercado e seus abutres.
Cada vez que falava à Nação, a voz de Roosevelt dizia coisas inteligíveis à angústia do pai de família que acordara empregado e fora dormir temendo ser demitido. Suas mensagens e políticas pavimentavam o futuro sem negligenciar a emergência. Traziam respostas para o presente.

O quadro hoje é outro, comparado à capacidade fiscal do Estado em 1929 ou 2008?
Sempre é outro.
De novo: é para isso que existe governo.
Se a história fosse estável e previsível, bastariam burocracias administrativas.
Há duas formas de descascar o abacaxi.
A escolha conservadora dispensa o penoso trabalho de coordenação defensiva da economia pelo Estado, ademais de elidir a intrincada mediação dos conflitos do desenvolvimento em um hiato de crescimento.
O que o jogral conservador reclama é um arrocho neoliberal com desmonte do que sobrou de ferramenta pública para o desenvolvimento –‘o entulho intervencionista que possibilitou Lula’.
Por isso o desmonte da Petrobras é um divisor de águas –econômico, político e simbólico.
Até quando o governo vai adiar a capitalização da empresa?
Será necessário oferecer-lhe o argumento do Proer – o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro, criado por FHC, em 1995, que custou ao país cerca de R$ 200 bi em dinheiro de hoje?
Salvar a banca era importante – fortalecer a Petrobrás não é? Por quê?

Não estamos falando apenas de um negócio de sucção de óleo a US$ 25/barril (ainda assim competitivo a um custo do pre-sal a 1/3 disso, desde que capitalizada a Petrobras).
Estamos falando justamente do oposto martelado pela fuzilaria conservadora nos dias que correm.
Qual seja, a natureza decisiva da presença do Estado na luta pelo desenvolvimento.
Transformar a história de sucesso da Petrobras em um desastre de proporções ferroviárias é um requisito para desautorizar essa evidência histórica que o pre-sal veio ratificar
Não por acaso, o martelete contra o ‘anacronismo intervencionista do PT’ interliga a ação dos procuradores de Moro à matilha dos coveiros da estatal.
Ao propiciar não apenas a autossuficiência, mas o potencial de um salto tecnológico, capaz de contribuir para o impulso industrializante de que carece o país, a Petrobrás reafirma a relevância insubstituível da presença estatal na ordenação do desenvolvimento econômico.
Há problemas?
Sim; a empresa arcou com sacrifícios equivalentes ao seu peso no país, vendendo combustível abaixo do custo de importação por quatro anos seguidos.
Ainda assim, até 2013 foi a petroleira que mais investiu no mundo: mais de US$ 40 bilhões/ano, o dobro da média mundial do setor.
E se tornou campeã mundial no decisivo quesito da prospecção de novas reservas. Com resultados que retrucam o jogral do ‘Brasil que não deu certo’.
O pré-sal já produz cerca de 1,1 milhão de barris de óleo equivalente por dia.
A equação posta pelo novo estirão da crise mundial não admite meio termo.
Capitalizar a Petrobras é dar um sinal de que a democracia brasileira não abdicou de reordenar seu desenvolvimento.
Não fazê-lo emitirá um bônus de reforço à prostração.
A mãe de todas as batalhas gira em torno dessa questão.
Há pouco tempo para escolhas.
Mas há muito a perder se elas não forem feitas em defesa do Brasil.

Em meio às discussões sobre alterações no marco regulatório do pré-sal, para permitir a participação de empresas estrangeiras na operação dos campos de águas profundas, a Shell confirmou, nesta segunda-feira, que tem interesse em atuar no segmento. Para Ben van Beurden, CEO global da empresa, a abertura a outras petroleiras além da Petrobrás diminui o risco da operação e amplia os investimentos no País. A informação é do Estadão, numa longa reportagem.
Todos devem ler. A Shell quer “dividir” os riscos de prospecção do pré-sal.
Influenciada pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional, as ações da Petrobras caíram 7% nessa segunda-feira (18) e fecharam abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 2003. A queda influenciou a bolsa de valores, que encerrou o dia no menor nível desde março de 2009.
Então quer dizer que as ações da Petrobras eram cotadas abaixo de R$5,00 no final do segundo mandato de FHC, com o petróleo a US$22,00, no final do Governo e o mundo não acabou? Era nessa situação que Fernando Henrique queria vender a Petrobras?
Como dizia o saudoso Vicente Matheus do Corinthians, a imprensa sabe que “a verdade é uma faca de dois legumes.”
A Petrobras está pressionando novamente o Governo por aumento dos combustíveis, mesmo com a situação de fundo do poço do valor do petróleo. É a maneira de administrar o serviço da dívida superior a MEIO TRILHÃO DE REAIS.
Se existem fatos que podem derrubar Dilma, não são os deputadinhos processados. Mas experimenta estourar a inflação e deixar a taxa de desemprego tomar ares de calamidade. Não dura uma semana.
Esta matéria foi publicada em dezembro de 2010 em uma página denominada Wikileaks Carta Capital. Vale a pena ler com atenção, clicar nos links acessórios e tirar suas conclusões, neste momento em que se fala em desinvestimento na Petrobras e a retomada pela 7 irmãos do petróleo das reservas do pré-sal.
Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal
“A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado.
Como ele, outros cinco telegramas a serem publicados hoje pelo WikiLeaks mostram como a missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos interesses das petroleiras.
Os documento revelam a insatisfação das pretroleiras com a lei de exploração aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei.
“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil, sobre a lei proposta pelo governo . Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.
Partilha
Pouco depois das primeiras propostas para a regulação do pré-sal, o consulado do Rio de Janeiro enviou um telegrama confidencial reunindo as impressões de executivos das petroleiras.
O telegrama de 27 de agosto de 2009 mostra que a exclusividade da Petrobras na exploração é vista como um “anátema” pela indústria.
É que, para o pré-sal, o governo brasileiro mudou o sistema de exploração. As exploradoras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo “donas” do petróleo por um deteminado tempo. No pré-sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso, a Petrobras será a operadora exclusiva.
Para a diretora de relações internacionais da Exxon Mobile, Carla Lacerda, a Petrobras terá todo controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos.
A diretora de relações governamentais da Chevron, Patrícia Padral, vai mais longe, acusando o governo de fazer uso “político” do modelo.
Outra decisão bastante criticada é a criação da estatal PetroSal para administrar as novas reservas.
Fernando José Cunha, diretor-geral da Petrobras para África, Ásia, e Eurásia, chega a dizer ao representante econômico do consulado que a nova empresa iria acabar minando recursos da Petrobrás. O único fim, para ele, seria político: “O PMDB precisa da sua própria empresa”.
Mesmo com tanta reclamação, o telegrama deixa claro que as empresas americanas querem ficar no Brasil para explorar o pré-sal.
Para a Exxon Mobile, o mercado brasileiro é atraente em especial considerando o acesso cada vez mais limitado às reservas no mundo todo.
“As regras sempre podem mudar depois”, teria afirmado Patrícia Padral, da Chevron.
Combatendo a lei
Essa mesma a postura teria sido transmitida pelo pré-candidtao do PSDB a presidência José Serra, segundo outro telegrama enviado a Washington em 2 de dezembro de 2009.
O telegrama intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?” detalha a estratégia de lobby adotada pela indústria no Congresso.
Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China, poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.
Patrícia Padral teria reclamado da apatia da oposição: “O PSDB não apareceu neste debate”.
Segundo ela, José Serra se opunha à lei, mas não demonstrava “senso de urgência”. “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o pré-candidato.
O jeito, segundo Padral, era se resignar. “Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria dito sobre o assessor da presidência Marco Aurelio Garcia e o secretário de comunicação Franklin Martins, grandes articuladores da legislação.
“Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.
Entre os parceiros, o OGX, do empresário Eike Batista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI).
“Lacerda, da Exxon, disse que a indústria planeja fazer um ‘marcação cerrada’ no Senado, mas, em todos os casos, a Exxon também iria trabalhar por conta própria para fazer lobby”.
Já a Chevron afirmou que o futuro embaixador, Thomas Shannon, poderia ter grande influência nesse debate – e pressionou pela confirmação do seu nome no Congresso americano.
“As empresas vão ter que ser cuidadosas”, conclui o documento. “Diversos contatos no Congresso (brasileiro) avaliam que, ao falar mais abertamente sobre o assunto, as empresas de petróleo estrangeiras correm o risco de galvanizar o sentimento nacionalista sobre o tema e prejudicar a sua causa”.
A decisão do Supremo Tribunal Federal de livrar da cadeia e transferir para o regime de prisão domiciliar nove empreiteiros denunciados no bilionário esquema de corrupção e desvios na Petrobras não vai criar obstáculos ao ritmo dos processos da Lava Jato conduzidos pelo juiz federal Sérgio Moro, avalia a força-tarefa responsável pelas investigações. Pelo cronograma, a partir de junho começam a ser expedidas as primeiras sentenças nas cinco ações penais que têm os executivos como réus.
Esta semana a Justiça Federal em Curitiba dará início aos interrogatórios dos 25 dirigentes e funcionários de seis empreiteiras – Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS e UTC – das 16 apontadas como integrantes de um cartel nos contratos da Petrobras dentro desse primeiro pacote de processos criminais. As ações foram abertas em dezembro de 2014, após denúncias do Ministério Público Federal serem aceitas por Moro.
Na semana passada, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef – delatores e peças centrais das investigações – foram os primeiros réus desses processos a serem interrogados pelo juiz. Costa confirmou o esquema de corrupção e cartel na estatal. “Nos contratos envolvendo o cartel, a propina era generalizada”, afirmou.

Na opinião dos investigadores, os executivos das empreiteiras têm pouca chance de escapar da condenação pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro em primeira instância. Alguns respondem ainda por formação de organização criminosa e por uso de documentos falsos.
As acusações tratam da corrupção e dos desvios comprovados pela força-tarefa em contratos apenas da Diretoria de Abastecimento – que era a cota do PP no esquema. Contra eles, foi reunida farta documentação de prova material e técnica, como quebras de sigilos fiscal, bancário e telefônico, que somadas às confissões de delatores e às provas produzidas pela própria Petrobras – dentro de suas apurações administrativas – servirão como base para o julgamento de Moro.
O coordenador da força-tarefa, procurador Deltan Dallagnol, sustenta que há “uma guerra contra a corrupção” em curso. “Este é apenas um pacote das várias denúncias que virão. Estamos em uma guerra contra a impunidade e a corrupção.” Os executivos e as empresas serão acusados formalmente ainda por formação de cartel, fraudes em processo licitatório, itens ainda não inclusos nesse primeiro pacote. “As empresas simulavam um ambiente de competição, fraudavam esse ambiente e em reuniões secretas definiam quem iria ganhar a licitação e quais empresas participavam de qual licitação. Temos aí um ambiente fraudado com cartas marcadas”, afirma Dallagnol.
A Petrobras – tratada como vítima do esquema – reforçou os trabalhos de investigação no mês passado, quando oficialmente passou a integrar o polo ativo dos processos. Com isso, ela virou acusadora formal dos réus, ao lado do Ministério Público Federal.
Até agora, apenas um processo da Lava Jato envolvendo a estatal foi julgado. Nele, que trata da lavagem de dinheiro usada para desviar recursos da obra da Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, Costa, Youssef e outros seis réus foram condenados por crimes que integram as cinco ações penais contra os executivos. O ex-diretor de Abastecimento não recebeu perdão judicial e foi sentenciado a 7 anos de 6 meses de reclusão. Deste total serão descontados os períodos em que ficou preso na Polícia Federal em Curitiba e em regime domiciliar, que cumpre desde outubro de 2014.
O esquema – que começou a ser desmontado em março do ano passado – arrecadava de 1% a 3% em contratos da estatal, por meio de diretores indicados pelo PT, PMDB e PP. O prejuízo estimado até agora é de R$ 6 bilhões aos cofres públicos, desviados entre 2004 e 2014. Pelo rito processual, após os interrogatórios dos empreiteiros, o MPF terá prazo para fazer suas alegações finais de acusação e depois os acusados terão tempo para suas defesas – antes que o juiz comece a elaborar suas sentenças.
Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato sustentam que a decisão do Supremo não altera as acusações contra empreiteiros e executivos das principais construtoras do País. Para eles, a necessidade de prisão dos réus, incluindo o dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa – apontado como o coordenador do cartel -, e o presidente afastado da OAS, José Aldemário Pinheiro, o Leó Pinheiro, está mantida.
A 2.ª Turma do Supremo, em decisão apertada (3 a 2), tirou os executivos da cadeia após cinco meses e meio, mas estabeleceu restrições na prisão domiciliar, entre elas o uso de tornozeleiras eletrônicas. Do Correio do Povo.
O País esperou mais de 50 anos por isso, a prisão de empreiteiros, fonte de toda a corrupção nos governos. O PT e a sua sistematização da roubalheira, que, a bem da verdade sempre existiu, foi apenas a gota d’água que extravasou do copo.
Com 8,3% das adolescentes grávidas, a Venezuela também enfrenta problemas de escassez de fraldas nos supermercados e farmácias. Além disso, o País apresenta um alto índice de DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis. A explicação pode estar no fato de que uma camisa-de-vênus chega a custar R$57,00 a unidade.
E você, meu caro leitor, ainda reclama do preço da gasolina? Lá na Venezuela os bolivarianos tem gasolina por menos de R$,020 o litro. Mas na hora do bem-bom é aquela enorme despesa com as camisinhas. Como na piada de português, já tem gente usando dos dois lados.
Apagão na pauta do dia
O risco de déficit de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste subiu de 4,9% em janeiro para 7,3% este mês. No Nordeste, o índice manteve-se estável, em 1,2%. Os dados foram divulgados hoje (4) pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), grupo técnico do governo que estuda o setor.
Vamos começar a comprar, agora, nobreaks poderosos, baterias extras para celular e notebooks e de quebra alguns pacotes de vela. Também vale se lembrar de umas lâmpadas de segurança de leds, para quem tem um pouquinho mais de recursos.
Dança das cadeiras
Nomes tão diferentes como Odacyl Ranzi, Luciano Trindade e outros estão sendo analisados, com a frieza e a serenidade de Humberto Santa Cruz, na reforma administrativa. Carlos Koch, poderá ir para a Secretaria da Agricultura. E Werther Brandão, que já trabalhou mais de 6 anos na Secretaria da Saúde de Petrolina, é a figura mais carimbada para assumir a pasta em Luís Eduardo Magalhães. “Foi no controle de desempenho da Saúde que comecei a trabalhar com informática”, diz o pernambucano.
Grupo dos 6
Um vereador de Luís Eduardo, que já foi situação e hoje é da Oposição, conseguiu definir bem a relação erodida entre Executivo e Legislativo: “Inviabilizamos o Executivo e o Executivo inviabiliza nosso futuro político”. A paz e a colaboração são sempre melhores que a guerra e o confronto. Que ninguém duvide disto.
Voçorocas e meio ambiente
A Secretaria do Meio Ambiente de LEM, a Secretaria de Infraestrutura, o Ministério Público Federal e o Ministério Público da Bahia tem muito que ler sobre contenção de voçorocas e erosão horizontal em terrenos arenosos. Sugiro os seguintes links: Métodos de Contenção, Circular da Embrapa e Abordagem de Práticas Conservacionistas.
O aumento do volume de ruas pavimentadas nos últimos anos e a impermeabilização do solo com novas construções está exigindo um plano emergencial de tratamento de águas pluviais na Capital do Agronegócio.
PT fora do Governo em Barreiras
Alguns dos pró-homens do PT de Barreiras não querem nem ouvir falar de estar na Situação durante a campanha eleitoral de 2016. É claro que o pessoal que está no Governo nem quer ouvir falar em ir para a Oposição. A Oposição verdadeira ao prefeito Antonio Henrique nada de braçada com a possibilidade da divisão.
Silêncio, que eu grito!
Petrobras e Andrade Gutierrez estão veiculando propaganda institucional pesada na Rede Globo. São os tempos do cala-a-boca, por favor!
Chuvinha mirrada
Quase as 2 h desta madrugada, começa uma garoinha desanimada em Luís Eduardo Magalhães, chuvinha típica de final de abril. Colabora aí, São Pedro: estamos precisando de uma quinzena de chuvas fortes, daquelas de encher rio e transbordar açudes. Será que Dona Dilma ainda não aprendeu a rezar?
Esporte gaúcho. Sem corneta!
Os gremistas já se preparavam para cornetear o Internacional, que empatou em 4×4 em pleno Beira Rio com o São José, pelo Gauchão, ontem à noite, quando o Grêmio perdeu por 2×1 para o Aymoré, em São Leopoldo. Oh dó!
Educar o eleitor
Claudemir da Silva Pereira, titular da Vara Crime e da Vara Eleitoral, asseverou, ontem, após o lançamento da pedra fundamental do futuro prédio próprio do Forum: “Falta sentimento de pertencimento ao eleitor oestino. Temos que fazer campanha educativa pela eleição de representantes genuínos do Oeste na Câmara Federal. São eles que podem trazer os benefícios para nossas cidades”.
O Magistrado tem sua primeira inscrição como advogado na OAB de São Paulo (1998), foi Delegado de Polícia no Amazonas (2001), e está na magistratura da Bahia desde 2002, tendo servido durante anos em Formosa do Rio Preto. Mas parece que adotou Luís Eduardo, como fizeram gaúchos e paranaenses.
Lixo Hospitalar
O descarte de lixo hospitalar de maneira não adequada virou caso de polícia, ontem, em Barreiras. Implicados os responsáveis pelo Hospital do Oeste e Unisang. Jogar agulhas e restos hospitalares em lixões é de um medievalismo exemplar.
Funcionários de fim de carreira

Renato Duque, Paulo Roberto Costa e Graça Foster tinham carreiras de mais de 30 anos na Petrobras. Isso significa que prevaricação não é privilégio de paraquedistas e nomeados políticos. A saída da Presidente e de mais quatro diretores não estabiliza nem viabiliza novos investimentos, talvez nem melhore as cotações das ações da empresa. Roger Agneli, ex-presidente da Vale e responsável pelo crescimento da Empresa enquanto o minério de ferro esteve em alta, é um dos mais cotados para assumir a Petrobras.
Barreiras: Câmara rejeita veto do Prefeito
A Câmara de Barreiras rejeitou, na sessão de ontem, com os votos dos vereadores presentes na sessão, o Veto de autoria do prefeito Antonio Henrique, que vetava integralmente a Lei Municipal de autoria do presidente Carlos Tito, do vereador Digão Sá e da vereadora Karlúcia Macêdo, que visa reconhecer e regulamentar a existência do aeroporto da ABA – Associação Barreirense Aerodesportiva e suas demais dependências, instituindo as áreas especiais aeroportuárias na Capital do Oeste.
Ferrovia Oeste Leste: vamos esperar décadas pelos trilhos e pelo porto de Ilhéus ou vamos privatizar?
A Petrobras, a Eletrobras (que está virtualmente quebrada) e estatais do padrão Chesf, Petrobrás e Valec deveriam ter o restante de seu capital ofertado em bolsa e privatizado.
Tenha dó, Dona Dilma, mas estamos precisando de um pouco do neoliberalismo excludente, de um privacionismo galopante, dentro dos parâmetros dos tucanos. Se o Governo não tem capacidade para administrar serviços essenciais como Saúde, Segurança e Educação, não tem capacidade para administrar empresas de economia mista. Estatização pode ser um bom argumento eleitoral, mas não funciona na prática.
O exemplo da Vale é emblemático: Fernando Henrique vendeu por uma bagatela, mas hoje é empresa que cresceu em faturamento, empregos e investimentos. E tem valor maior 50 vezes que nos tempos em que era estatal, remunerando muito bem o capital do contribuinte, ali investido, via BNDEs.
Só com os 100 bilhões de dólares do capital da Petrobras, dá para financiar as linhas férreas, os portos, a construção naval, o setor energético e o setor de mineração do País, que está estagnado.
Vamos privatizar ou como no poema de Manuel Bandeira, “a única coisa a fazer é tocar um tango argentino.”
A reunião do conselho de administração da Petrobras, na sexta-feira, interrompida e adiada para amanhã pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi uma notícia inesperada e com razões ainda não esclarecidas que deixou o mercado surpreso.
À tarde as ações subiam mais de 5%, provavelmente tentando antecipar a possibilidade de alta dos combustíveis, antes do adiamento. A estatal enfrentou outro complicador: o mercado recebeu com reticência a notícia de que o Partido dos Trabalhadores (PT) quer indicar o ex-governador da Bahia, Jacques Wagner, para o lugar de Graça Foster na Petrobras.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal Valor Econômico, o que travou a reunião do conselho na sexta-feira, agora marcada para Brasília, tem a ver com problemas em relação à auditoria PwC, responsável pelos balanços da Petrobras. O clima foi tão tenso, conforme relatos, que sequer deu tempo de mencionar a questão do reajuste.
Notícia relevante publicada hoje pelo Valor Online, site do jornal Valor Econômico:
“A Petrobras precisa de um aumento dos preços da gasolina para enfrentar o desafio que surgiu com a queda dos preços do petróleo “brent” no mercado internacional. Ontem o Goldman Sachs rebaixou a recomendação para “neutro” e removeu a estatal da lista de favoritas da América Latina.
Esta semana o banco reviu sua estimativa de preço do petróleo em 2015 para US$ 84, enquanto a consultoria norueguesa DNB Markets reduziu sua projeção para US$ 80. O plano de negócios da Petrobras estima o preço em US$ 100.
Entre as razões do rebaixamento pelo banco estão os preços mais baixos do petróleo, a dependência da política de preços (sem reajustes automáticos garantidos) e as variações cambiais esperadas daqui por diante.
Segundo o Goldman, cada 1% de aumento no diesel e gasolina tem potencial de impacto de R$ 1,7 bilhão na geração de caixa medida pelo Ebitda*, mantidos os volumes de venda. Para cada 1% de apreciação ou depreciação do real, o impacto potencial no Ebitda é de R$ 1,4 bilhão de aumento ou queda.
O Goldman acredita que para manter seu fluxo de caixa em níveis sustentáveis a Petrobras terá que aumentar combustíveis, cortar investimentos em refino ou acessar mercados de dívida ou de soluções financeiras estruturadas, arcando com maiores custos.”
*EBITDA é a sigla de “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization”, que significa “Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização”, em português.
O EBITDA é um indicador financeiro, também chamado de Lajida, e representa quanto uma empresa gera de recursos através de suas atividades operacionais, sem contar impostos e outros efeitos financeiros.
O governo espera acalmar o mercado financeiro com o anúncio, em breve, do reajuste dos preços dos combustíveis, informou uma fonte no governo. Em uma só tacada, a ideia é aplacar o mau humor do mercado e atender às necessidades de recomposição de caixa da Petrobras. O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou, porém, que o reajuste deve ser menor do que vem pedindo a presidente da estatal, Graça Foster, nos últimos meses.
O Palácio do Planalto ainda não bateu o martelo sobre quando será o aumento de preço, mas o tema está na pauta da reunião do conselho de administração da companhia. Na manhã seguinte ao resultado das eleições, a Petrobras divulgou dois comunicados positivos aos investidores, mas, ainda assim, as ações se mantiveram em queda durante o dia.
As ações preferenciais caíram 12,33% e as ordinárias, 11,34%. Antes da abertura das operações financeiras na BM&FBovespa, foi anunciada a descoberta de petróleo na perfuração do primeiro poço do super campo de Libra, pré-sal da Bacia de Santos, que já estava registrada desde sexta-feira, 24, na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).
A produção no pré-sal foi um trunfo usado na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, que promete transformar o petróleo em R$ 1,3 trilhão para a educação em 35 anos. Em seguida, a Petrobras comunicou a contratação de duas consultorias para investigar casos de corrupção na empresa, outro tema muito debatido nos últimos meses. Mas nada conteve a queda dos papéis.
O reajuste dos combustíveis, que, pela perspectiva do governo, vai melhorar o ânimo do mercado, está na pauta da reunião do conselho de administração da próxima sexta-feira (31). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já disse que aumentos de preços ocorrerão ainda em 2014, seguindo a tradição de conceder ao menos um reajuste a cada ano. Dentro do conselho de administração, no entanto, não há um consenso de que este seja o melhor momento. Do Bahia Notícias
São treze empreiteiras envolvidas em superfaturamento de 20% das obras. Cinco diretorias e três partidos são acusados pelos delatores. Com PT ou PSDB no poder vamos ver quem vai para a cadeia. O orçamento da Estatal em 2013 foi de quase 67 bilhões de reais. Para 2015 estão previstos investimentos de R$84 bilhões. Se fosse mantido o esquema de 20%, R$16,8 bilhões estariam em bolsos de corruptos.
Para nível de comparação com os números do escândalo Lavajato, podemos citar que em 2015 o Orçamento do Governo Federal prevê que a Saúde contará com R$ 109,2 bilhões, crescimento de 8,9% em relação a 2014. Um adicional de quase R$ 10 bilhões em relação ao exigido pela Constituição Federal. Para Educação serão destinados R$ 101,3 bilhões (+9,65). O montante é quase o dobro do previsto pela Constituição, ou seja, adicional de R$ 49,9 bilhões.

A Petrobras alcançou recorde diário de processamento em unidades de hidrotratamento de diesel e querosene de aviação nas suas refinarias no Brasil. A carga processada em 10 de setembro foi 109 mil metros cúbicos (m³), o que representa volume de 4 mil m³ superior ao recorde diário anterior, obtido em 6 de junho de 2014.
De acordo com a Petrobras, o resultado atingido reforça a busca contínua de eficiência operacional nas refinarias, por meio da melhoria do sistema de abastecimento. Tal esforço contribui para a redução das importações de derivados, segundo a empresa.
A notícia da Agência Brasil não passa do reconhecimento tácito de que a limitação do País não é a obtenção de petróleo, mas a falta da capacidade de refino, o que não deixa de ser uma lamentável falha de planejamento na capacidade industrial da Estatal.
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, delatou pelo menos 32 deputados e senadores e um governador em depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira. Eles receberiam 3% de comissão do valor de cada contrato firmado pela Petrobrás durante a sua gestão. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
O ex-diretor relatou a formação de um cartel de empreiteiras dentro da Petrobrás. Segundo ele, cinco partidos políticos eram beneficiários de recursos desviados por meio de comissões em contratos arranjados. Ainda de acordo com Costa, os desvios nos contratos envolveriam desde funcionários do terceiro escalão até a cúpula da empresa, durante sua gestão – entre 2004 e 2012.
Como os políticos tem foro privilegiado, os depoimentos serão remetidos para a Procuradoria Geral da República, que só irá receber a documentação ao final do processo de delação.
Paulo Roberto está prestando depoimento em regime de delação premiada para obter perdão judicial. O número de políticos mencionados ainda pode aumentar até o final do processo, que começou no dia 29 de agosto. Ele é réu da Operação Lava-Jato que desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção na Petrobrás. Com edição de Zero Hora.
Por essas e outras, Sérgio Gabrieli, candidato de Lula, não emplacou na disputa para Governador da Bahia. O telhado de vidro é muito grande.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recorreu da decisão da Justiça Federal do Paraná que suspendeu o leilão de 11 blocos exploratórios na Bacia do Paraná arrematados na 12ª rodada de licitações, disseram a agência e o tribunal nesta sexta-feira.
A suspensão ordenada pelo juiz federal substituto Leonardo Cacau Santos La Bradbury, em 4 de junho, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) de Cascavel (PR).
Dos 11 blocos, sete foram arrematados por consórcios liderados pela Petrobras e quatro pela Petra. No total, a União arrecadou mais de 20 milhões de reais por esses blocos.
A 12ª rodada da ANP, que aconteceu no fim de 2013, licitou áreas com potencial para produção de gás natural convencional e não convencional, conhecido em alguns lugares como gás de xisto.
No pedido de suspensão da licitação, o Ministério Público alegou riscos potenciais na exploração do gás não convencional ao meio ambiente, à saúde humana e à atividade econômica da região.
Para extrair gás não convencional é preciso usar a técnica de fraturamento hidráulico, que consiste na explosão de rochas subterrâneas, além da injeção de produtos químicos e água no solo. A atividade gera polêmica no Brasil e no mundo devido a seus riscos, ainda pouco estudados no país.
O MPF pediu a suspensão da licitação “pelo menos para que sejam precedidos de estudos técnicos que demonstrem a viabilidade, ou não, do uso da técnica do fraturamento hidráulico em solo brasileiro”, conforme afirmou na ação.
A ANP confirmou que recorreu da decisão, mas informou que não vai comentar o assunto. Com o recurso, a agência deve aguardar agora decisão do Tribunal Regional Federal (TRF).
(Por Marta Nogueira, da Reuters)

Municípios do Oeste do Paraná, avisados de que a Petrobras estaria autorizada a perfurar poços exploratórios para extração do gás de xisto, pelo método de fracking ou faturamento hidráulico, estão se levantando contra a medida, com realização de audiências públicas, a primeira delas em Corbélia. O método já causou danos irreversíveis ao meio ambiente em 6 estados norte-americanos e autoridades ambientalistas de todo mundo o condenam.
Cada poço recebe 40.000 metros cúbicos de água, misturados a mais de 600 compostos químicos, alguns altamente tóxicos, a 10.000 atmosferas de pressão, criando fissuras no solo, de onde é recolhido o gás. O perigo evidente é a poluição imediata de lençóis freáticos, córregos, rios e veredas, como é o caso do Oeste baiano, que repousa sobre o grande aquífero Urucuia.
Enquanto isso, autoridades ambientais, gestores públicos municipais, secretarias de meio ambiente do estado e do Município e Ministério Público, principalmente de Luís Eduardo Magalhães, permanecem plácidos, deitados em berço esplêndido, sem ao menos levantar um dedo em protesto ao poço que está sendo perfurado na Fazenda Vitória, a menos de 10 quilômetros da cidade.
Isso parece estranho quando a cidade bebe da água do aquífero Urucuia e grande parte da irrigação, via pivôs, se serve de poços profundos. Se o subsolo pertence à União, a saúde de cada luiseduardense pertence a si mesmo e os gestores públicos estão encarregados de zelar por ela. Veja a seguir, clicando nos links aqui, aqui, aqui e aqui, reportagens realizadas a partir de setembro do ano passado por O Expresso, inclusive como matéria de capa da edição impressa, em que se denunciou o crime ambiental com a chancela da Agência Nacional do Petróleo, Ministério do Meio Ambiente e Petrobras. Só a Justiça Federal do Piauí e o Ministério Público Federal se levantaram contra a ação do Governo.
Podemos até necessitar do gás de xisto para o desenvolvimento, mas necessitamos muito mais preservar a nossa saúde e o meio ambiente do Oeste baiano já tão dilapidado.

A Polícia Federal (PF) calcula que o grupo supostamente chefiado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava-Jato, desviou cerca de R$ 300 milhões em negócios da estatal, entre 2004 e 2012.
A PF chegou a esse número a partir de documentos apreendidos em poder de Costa e do doleiro Alberto Youssef, também um dos alvos centrais da Lava-Jato.
Os investigadores suspeitam ainda que o grupo do ex-diretor tenha se apropriado de boa parte da “address commission”, desconto de 1,25% que armadores tradicionalmente concedem em contratos de fretamento de navio.
A PF começou a suspeitar dos desvios dos descontos especiais tendo por base uma das planilhas apreendidas em poder do ex-diretor da Petrobras. Os dados nessa lista corresponderiam ao valor da comissão. A polícia descobriu a coincidência desses números com a ajuda de um técnico da Petrobras. Informações do jornal O Globo: http://glo.bo/1s9GzQq
O colunista Cláudio Humberto denuncia hoje que Paulo Roberto, apelidado Paulinho pelo ex-presidente Lulalá da Silva, é suspeito de ser dono de uma frota de 10 navios que serviam a Transpetro. E que a PF descobriu a maioria dos crimes de Paulinho porque ele registrava todos os negócios que fazia.
O que é inverossímil é que todo o aparato de informações do Governo não tenha descoberto antes essa fonte inesgotável de recursos. Ou esse dinheiro furtado estava à disposição do projeto de poder do Governo?
O jornalista Claudio Humberto, do portal Diário do Poder, afirma que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, fará delação premiada para reduzir sua pena e livrar familiares, que também vêm sendo investigados na Operação Lava Jato; segundo ele, foi levado de volta à PF, porque, no presídio comum, “poderia ser alvo de queima de arquivo”.
As maiores empreiteiras do País estão com comitês de crise montados, neste momento, em seus quartéis-generais. O motivo é que o maior homem-bomba do País acendeu seu pavio. Dono de 36 pen drives em poder da Polícia Federal, nos quais fez anotações detalhadas sobre os negócios em que atuou como diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa registrou nomes de executivos com os quais se relacionou, os tipos de problemas que trataram e as “soluções” encontradas. As primeiras explosões em cima dessa lista podem ser feitas por Costa dentro da própria Petrobras, que o chamou para falar numa comissão interna de apuração.
Mas PR, como o preso já é conhecido na Polícia Federal, em razão das rubricas que fazia sobre seu nome nos documentos apreendidos, pode ir muito mais além.
A delação premiada e a entrada no programa nacional de proteção a testemunhas estão nos planos do ex-diretor preso. Ele se sente absolutamente inseguro e vazou um novo bilhete, o segundo, relatando pressões e ameaças ali. Ele chegou a ser transferido para um presídio comum, mas retornou à PF em razão de risco de morte por ‘queima de arquivo’. A filha e o cunhado de Costa foram indiciados em inquérito por suspeita de queima e extravio de documentos. PR não tem muito a perder.
O advogado e ex-ministro Marcio Thomaz Bastos está advogando para a Camargo Corrêa, empreiteira mais atingida pela Operação Lava Jato.
Bastos avisou os sócios da companhia que o material em poder da PF é absolutamente explosivo. A empresa já se prepara para enfrentar o pior. Em março de 2009, na Operação Castelo de Areia, a Polícia Federal tomou a sede da empreiteira em São Paulo e prendeu quatro diretores e três secretárias, além de três homens apontados como doleiros. A história pode se repetir a qualquer momento.
A informação é do blog Alerta Total:
A ex-empregada da Petrobras, Rosane França, viúva do engenheiro Gesio Rangel de Andrade, peca ao não revelar os nomes de quem teria pressionado seu marido a aceitar superfaturamentos e contratos aditivos na obra do gasoduto Urucu-Manaus, na Amazônia:
“O preço que a Petrobras aceitou já estava superfaturado. Era mais caro do que fazer gasoduto na Europa com alemão trabalhando. Como ele ia assinar algo que seria contestado pelo Tribunal de Contas da União”.
Em 2006, a obra começou licitada por R$ 2,6 bilhões, mas só ficou pronta a um custo de R$ 4,48 bilhões.
A diretoria de Engenharia da Petrobras era comandada, na época, por Renato Duque, responsável pelas negociações com as empreiteiras.
A punição
Falecido há dois anos, Gesio foi exonerado do comando da obra do gasoduto, no final de 2007, no mesmo momento em que Ildo Sauer (também contra o superfaturamento) foi detonado da diretoria de gás e energia.
Para o lugar de Sauer foi nomeada Maria das Graças Foster – que mais tarde assumiria a presidência da estatal de economia mista.
Participaram da obra do gasoduto as empresas Consórcio OAS/Etesco (trecho A, Urucu Coari), Consórcio Andrade Gutierrez/Queiroz Galvão/Carioca Engenharia (Trecho B1, Coari-Anamã) e Consórcio Camargo Corrêa/Skanska (trecho B2, Anamã-Manaus).

Por Fabiano Portilho, do Diário da Região
A compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras é o grande escândalo que o PT vinha abafando, mas acabou chegando ao Tribunal de Contas da União e com largas chances de aterrissar na Justiça Criminal.
No início de 2005 a refinaria Pasadena Refining System, de Pasadena, no Texas, foi adquirida pela empresa belga Astra Oil Company, pela quantia de US$ 42,5 milhões; em setembro de 2006 a Astra alienou à Petrobras 50% da refinaria mediante o pagamento de US$ 360 milhões, ou seja, vendeu metade da refinaria por mais de oito vezes o que pagara pela refinaria inteira, um ano e meio antes. Não seria de estranhar, por conseguinte, que a Astra Oil Co. pretendesse vender os 50% que permaneciam no seu patrimônio.
Ocorre que, por desentendimentos cuja natureza ignoro, a Astra ajuizou ação contra a Petrobras e nela a Petrobras teria sido condenada e, mercê de acordo extrajudicial, pagou à Astra US$ 820 milhões, pondo fim ao litígio.
O estranho negócio, que causou prejuízo de pelo menos US$ 1 bilhão à empresa e seus acionistas, tem como protagonistas pessoas muito próximas a Lula e, sob a ótica do escândalo, tem todos os ingredientes necessários para superar com folga o Mensalão do PT.
No olho do furacão estão Guido Mantega, ministro da Fazenda e atual presidente do Conselho de Administração da Petrobras; José Sérgio Gabrielli de Azevedo, ex-presidente da estatal petrolífera e atualmente secretário no governo Jaques Wagner; Almir Guilherme Barbassa, diretor financeiro da empresa e presidente da Petrobras International Finance Co., a caixa de Pandora da empresa; Nestor Cerveró, diretor financeiro da BR Distribuidora; e Alberto Feilhaber, funcionário da Petrobras durante duas décadas e há alguns anos trabalhando na Astra Oil, uma das empresas do grupo que atraiu a Petrobras para a refinaria de Pasadena e depois largou a bomba nas mãos dos brasileiros.
O escândalo ganha contornos maiores e mais perigosos porque à época do negócio, que pode acabar em tribunal de Nova York a pedido de investidores internacionais, a presidente do Conselho de Administração da Petrobras era Dilma Rousseff, que posicionou-se contra o projeto apresentado por José Sérgio Gabrielli, seu desafeto, mas que por imposição de Lula foi obrigada a aceitar o negócio. Continue Lendo “A refinaria que abriu um buracão de 1 bilhão de dólares na Petrobrás”
A Reuters distribuiu hoje matéria de análise sobre a decrescente capacidade de refino da Petrobras, em relação à demanda aumentada nos últimos anos:
“O esforço da presidente Dilma para desenvolver a exploração offshore, o seu controle sobre os preços e outras políticas energéticas prejudicaram o setor de refino, tirando dele recursos para a expansão. Como resultado, a Petrobras se vê obrigada a buscar combustível no exterior.
Com refinarias nacionais construídas décadas atrás funcionando a um ritmo, segundo especialistas, perigosamente acelerado para atender a demanda crescente, os carros e caminhões no Brasil são cada vez mais alimentados por gasolina e diesel refinados nos Estados Unidos e na Índia.
As importações brasileiras provavelmente bateram recordes no ano passado, correspondendo a cerca de um quinto da demanda nacional.”
Leia a íntegra da matéria clicando aqui. É importante que o leitor tenha uma opinião formada sobre a gestão da estatal.
A Petrobras contará a partir de agora com mais uma plataforma, a P-58, de exploração de petróleo e gás. Construída em Rio Grande (RS), ela está prevista no Programa de Aceleração do Crescimento entre as nove novas unidades que serão instaladas pela companhia ainda em 2013.
Hoje (8), a presidenta Dilma Rousseff participou da cerimônia de conclusão da P-58 e visitou as obras de construção dos cascos replicantes das plataformas P-66 e P-67 no Estaleiro Rio Grande.
A P-58 tem capacidade de produção diária de 180 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás, informou a Petrobras. A plataforma deve entrar em operação ainda neste ano, o que aumentará a produção de petróleo e o alcance da meta de produção, prevista para 2017, de 2,75 milhões de barris/dia.
A Petrobras acrescentou que a P-58 será instalada no Campo de Baleia Azul, na Bacia de Campos, a cerca de 85 quilômetros da costa do Espírito Santo, em águas com profundidade de 1.400 metros. Ela será ligada a nove poços injetores de água e a 15 poços produtores.
A plataforma tem 15 módulos responsáveis pelo processamento e tratamento de óleo, gás e água, além de suporte de tubulações e acomodações para 110 pessoas. Ela pesa 63.300 toneladas e tem altura de 119 metros e comprimento de 330 metros.
Manifestantes contrários ao leilão do Campo de Libra conseguiram romper, há pouco, barreira formada por integrantes da Força Nacional de Segurança e se aproximam do Windsor Barra Hotel, onde se realiza hoje (21) a primeira rodada de licitação do pré-sal. O grupo agora é contido por uma barreira da Polícia do Exército.
Policiais reprimiram os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. O gás chegou a entrar na recepção do hotel e pôde ser sentido por pessoas que estavam do lado de dentro.
Manifestantes com bandeiras verdes e amarelas ocupam as areias da praia da Barra da Tijuca e gritam palavras de ordem contra a privatização. Eles também entoaram o Hino Nacional.
Além das manifestações, uma greve dos petroleiros paralisa as atividades em plataformas, refinarias e unidades de tratamento de combustível da Petrobras em 12 estados do país, conforme informou o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Simão Zanardi.
Um manifestante, de terno e gravata, conseguiu furar os bloqueios da Força Nacional e chegar à porta do Windsor Barra. Em frente ao hotel, Luiz Carlos Ramos da Cruz, que disse ser engenheiro eletricista, mostrou uma bandeira do Brasil e gritou contra a “privatização do pré-sal”.
Policiais federais o abordaram e o conduziram, sem resistência, para a área exterior ao bloqueio.Da Agência Brasil.
Consórcio liderado pela Shell e Total vence Leilão de Libra. Petrobrás e duas empresas chinesas completam o Consórcio.
O consórcio formado pelas empresas Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC arrematou nesta segunda-feira (21) o campo de Libra e foi o vencedor do primeiro leilão do pré-sal sob o regime de partilha – em que parte do petróleo extraído fica com a União.
Único a apresentar proposta, contrariando previsões do governo, o consórcio ofereceu repassar à União 41,65% do excedente em óleo extraído do campo – percentual mínimo fixado pelo governo no edital.
Nesse leilão, vencia quem oferecesse ao governo a maior fatia de óleo – o regime se chama partilha porque as empresas repartem a produção com a União.
O leilão, realizado no hotel Windsor, no Rio de Janeiro, foi marcado ainda pelos protestos do lado de fora e que deixaram pelo menos cinco pessoas feridas. Para conter os manifestantes, homens da Força Nacional de Segurança usaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Quer ter uma certeza de os combustíveis vão aumentar o preço nas bombas? Graça Foster, presidente da Petrobras, Edison Lobão, ministro de Minas e Energia e dona Dilma, reunidos, ontem, garantiram que não. Quando eles começam a dar garantias de estabilização de preços é que vai aumentar mesmo.
O País continuar importador de petróleo e qualquer conflito no Oriente Médio significa aumento de preços. Além disso, quem garante o dólar na faixa em que está?
Dona Dilma deve estar arrependida de largar para um lado a indústria do álcool de cana. Poderia ser seu passaporte para 5 de outubro de 2014.
A assessoria de comunicação da Agência Nacional de Petróleo respondeu hoje, às 16h26m, sobre nossos questionamentos em relação ao poço em perfuração na fazenda Vitória, a 10 km de Luís Eduardo. Como sempre afirmamos, a ANP confirma que não é um poço para produção, mas para definição do perfil do sub-solo. Reafirma também que existem exsudações de gás que podem confirmar a existência de jazida do produto. Não responde, porém, se em caso de encontrar uma bacia de gás, o método de extração será o convencional ou o da fratura hidráulica.
As palavras da ANP:
O poço 2-ANP-3-BA, em perfuração na Bacia do São Francisco, município de Luis Eduardo Magalhães, é um poço estratigráfico que está sendo perfurado pela Petrobras para a ANP. O projeto será custeado com recursos de pesquisa e desenvolvimento.
O objetivo do poço estratigráfico é conhecer a geologia da bacia nessa região da bacia.
Esse projeto faz parte do Plano Plurianual de Estudos de Geologia e Geofísica da ANP, que se destina à aquisição de novos dados geológicos e geofísicos para ampliar o conhecimento sobre o potencial petrolífero das bacias sedimentares brasileiras.
A ANP, por meio de seu Plano Plurianual, vem investindo sistematicamente na Bacia do São Francisco e, desde 2007, já realizou um aerolevantamento geofísico, um levantamento sísmico bidimensional e um levantamento geoquímico. Os resultados desses estudos sugerem a continuidade dos investimentos.
Importante destacar que o levantamento sísmico realizado pela ANP sugere que a porção norte da Bacia do São Francisco seja mais profunda do que se aventava anteriormente. No entanto, ainda não conhecemos quais rochas que ocorrem em subsuperfície e tampouco suas características petrofísicas e geoquímicas.
Portanto, o objetivo da perfuração é justamente investigar o arcabouço estratigráfico (sequência de rochas) que ocorrem na porção norte da Bacia do São Francisco e suas respectivas características.
A Bacia do São Francisco é uma das bacias sedimentares mais antigas do Brasil, formada principalmente por rochas depositadas há cerca de 600 milhões a 1 bilhão de anos. Nessa bacia é comum a ocorrência de vazamentos naturais de gás em superfície (exsudações de gás).
Importante mencionar que os dados de fomento adquiridos pela ANP, conforme estabelecido na Resolução ANP nº 11/2011, são públicos desde sua origem, de maneira que quaisquer empresas, universidades ou instituições de pesquisa poderão acessá-los.
A Petrobras está perfurando o poço para a ANP e é responsável pela obtenção de todas as autorizações e licenças ambientais exigidas por órgãos federais, estaduais e municipais para exercício das atividades de perfuração desse poço.
Se confirmada a ocorrência de gás de xisto na grande área do Aquífero Urucuia e usada técnica norte-americana de extração, poderemos contaminar para sempre a água que bebemos e que usamos para irrigar alimentos. Seremos ricos em petróleo e gás e importaremos água para beber de outros estados. A população das chapadas e, de quase toda a Bahia onde existem reservas de xisto, precisa se engajar nesta luta para obstruir o possível uso da técnica de fratura hidráulica na extração do gás. O poço de prospecção instalado na Fazenda Vitória ( veja a foto abaixo), a apenas 10 km de Luís Eduardo Magalhães, é apenas o início do grande licenciamento que a ANP quer realizar, em outubro, em todo o País.
Conforme o Expresso adiantou em 15 de maio está começando, na Fazenda Vitória, a 10 km do centro de Luís Eduardo Magalhães, a instalação de um poço exploratório de gás e petróleo em Luís Eduardo Magalhães. Na internet, ambientalistas já começam a se manifestar sobre o desastre eminente, caso venha a ser encontrado o gás de xisto e usado o processo de hidro-fragmentação, fratura hidráulica ou fracking para a coleta do gás, técnica desenvolvida nos Estados Unidos, que já causa um enorme passivo ambiental. Segundo relatórios de ambientalistas americanos, o processo leva à poluição de lençóis freáticos profundos e a água utilizada para o processo de retirada do gás retorna ao solo altamente poluída, com resquícios de petróleo. Tanto que a maioria dos estados americanos hesita em liberar a exploração do xisto betuminoso pelo processo de fragmentação.
O gás de xisto, também conhecido como shale gás ou gás não convencional, é encontrado em formações sedimentares de baixa permeabilidade e fica aprisionado, característica que por muito tempo inviabilizou sua extração, visto que não havia tecnologia capaz de retirá-lo de dentro das formações de xisto.
Esse paradigma foi quebrado com a técnica de perfuração horizontal dos poços e o advento do fraturamento hidráulico. Processo esse que consiste em bombear, sob alta pressão, uma mistura de água e areia junto com outros produtos químicos no poço a fim de fraturar as formações de xisto, permitindo a liberação do gás.
Nesta sexta, procuramos a assessoria de Comunicação da Petrobrás, no Rio de Janeiro, que indicou a assessoria de Salvador. Que depois de umas 3 horas de silêncio indicou a assessoria de comunicação da ANP, “por ser área exploratória”. A assessoria da ANP não respondeu aos nossos questionamentos, via email, e certamente não irá responder nos próximos dias.
O Aquífero Urucuia em perigo
O Aquífero Urucuia, sobre o qual está sendo montado o poço exploratório de Luís Eduardo Magalhães, distribui-se pelos estados da Bahia, Tocantins, Minas Gerais, Piauí, Maranhão e Goiás, onde ocupa uma área estimada de 120.000 km2. Deste total, cerca de 75-80% estão encravados na região oeste do Estado da Bahia. Em alguns locais, o grande mar subterrâneo de água doce e pura, tem espessura ou altura de até 400 metros. Se a exploração usar efetivamente o processo de hidro-fragmentação, o Aquífero estará definitivamente comprometido.
Em palavras mais sérias: em pouco tempo estaremos bebendo água com acentuado gosto de petróleo. E as águas das veredas, em ponto de afloramento de gás, se incendiarão ao contato de uma chama.
Veja o que diz o site Carbono Brasil
A fratura hidráulica, ou fracking, processo que consiste na utilização de água sob altíssima pressão para extração de gás xisto, está trazendo diversos problemas ambientais para os Estados Unidos, obtendo a oposição de diversos grupos ambientalistas e da sociedade civil.
Nesta terça-feira (28), foi publicado um estudo do Serviço Geológico dos EUA e do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA que afirma que os fluidos que vazam do processo estão causando a morte de diversas espécies aquáticas na região de Acorn Fork, no estado do Kentucky.
Segundo a pesquisa, os fluidos da fratura hidráulica prejudicam a qualidade da água a ponto de os peixes desenvolverem lesões nas guelras e sofrerem danos no fígado e no baço. O fracking também fez com que o pH da água diminuísse de 7,5 para 5,6, o que significa que água se tornou mais ácida.
Além disso, o processo aumentou a condutividade da água de 200 para 35 mil microsiemens por centímetro, devido aos níveis elevados de metais como ferro, alumínio e outros elementos dissolvidos na água.
Na Califórnia, um desastre
No estado da Califórnia, o fracking também está trazendo transtorno à população. Tanto que uma coalizão de 100 grupos ambientalistas e da sociedade civil acusa a legislação do processo, recém aprovada pelo Senado norte-americano, de ser muito fraca, e pede para que o governador californiano Jerry Brown suspenda a prática imediatamente.
“A verdade é que não há forma comprovada de proteger a Califórnia do fracking além de proibir essa prática inerentemente perigosa”, escreveram os grupos em uma carta enviada a Brown. De acordo com eles, o conjunto de leis “permitiria que as operações de fracking poluíssem permanentemente grandes quantidades da preciosa água da Califórnia.”
Contudo, o governador acredita que, se feito com segurança, o processo pode trazer grandes ganhos econômicos para o estado. “Tenho que equilibrar meu forte compromisso de lidar com as mudanças climáticas e as energias renováveis com o que pode ser uma oportunidade econômica fabulosa”, colocou ele. Ainda assim, Brown não tomou uma posição pública sobre o projeto de lei.

Blairo Maggi e ANP
O senador Blairo Maggi, em audiência pública, realizada nesta terça-feira, 27, na Comissão de Meio Ambiente do Senado, já interpelou a ANP sobre a exploração do gás de xisto.
Diz o Senador:
“Acreditando nessas novas tecnologias, o Brasil está prestes a começar a exploração do gás de xisto. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) marcou para novembro o primeiro leilão de blocos de gás. No entanto, no país a tal exploração ainda está longe de ser consenso no que diz respeito a custo benefício”
“Primeiro é preciso ter certeza da viabilidade econômica da exploração do gás de xisto, já que o sucesso nos Estados Unidos foi resultado de um forte programa governamental, com muitos incentivos. As condições objetivas, incluindo tecnologia, infraestrutura de transporte, mercado consumidor e impactos ambientais, para exploração e consumo no Brasil, recomendam cautela”, alertou o senador.
O Chefe de Gabinete da ANP, Sílvio Jablonski, explicou que o gás não convencional não é uma realidade imediata para o Brasil, mas sim, uma perspectiva para os próximos 10 anos, isso caso se confirmem as possíveis reservas de xisto.
Pontos de divergências
Impactos ambientais e contaminação de lençóis freáticos são fontes constantes de atritos entre ambientalistas, governos e empresas de exploração de gás e petróleo. Blairo Maggi lembrou que no Brasil duas das maiores concentrações do xisto estão sob grandes reservas de água. Uma na Bacia do Parecis onde se formam as bacias hidrográficas Amazônica e Platina, e outra, sob o Aquífero do Guarani.
Para o secretário-executivo de exploração e produção do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Antônio Guimarães, não há risco de contaminação das águas, uma vez que os poços de exploração devem ser feitos a uma profundidade de três mil metros e que seria quase impossível os fluídos do gás escaparem para a superfície.
“A engenharia é fundamental na construção dos poços para a proteção dos lençóis freáticos. As normas da ANP são bastante restritivas, a fiscalização é rígida e as multas são pesadas para qualquer descumprimento. Preservação, engajamento e apoio das comunidades devem ser o foco para o sucesso dessa exploração”, afirmou o secretário.
No entanto, o senador Blairo Maggi frisou que, apesar do Brasil não poder desconsiderar uma fonte de energia dessa magnitude, não se pode da mesma forma ignorar a inexistência de estudos científicos que comprovem a segurança dessa exploração. E, lembrou que o mundo, hoje, está voltado para a busca de energia limpa.
“É preciso antes comprovar que a exploração do gás de xisto será satisfatória principalmente à população, ao meio ambiente e ao Brasil como um todo. Por isso, estamos trazendo à Comissão, técnicos especializados no assunto para dirimir todas as dúvidas e debater o tema. Na próxima rodada vamos convidar os órgãos ambientais e ONG’s que atuam nessa área”, informou o senador.

A produção de petróleo extraído da camada pré-sal pela Petrobras no Brasil deve superar 1 milhão de barris em 2017. A previsão está no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, apresentado hoje (19) pela empresa a investidores.
Segundo a presidenta da Petrobras, Graça Foster, a produção do pré-sal chegou a 300 mil barris por dia em fevereiro deste ano. Ela ressaltou que a empresa levou apenas sete anos para atingir essa marca. Na Bacia de Campos, por exemplo, foram necessários 11 anos, na porção americana do Golfo do México, 17 anos, e no Mar do Norte, nove anos.
Notícia relevante da Agência Brasil:
A Petrobras anunciou na noite de hoje (5) que o óleo diesel comercializado nas refinarias da empresa em todo o país será reajustado em 5%, a partir de amanhã (6). A nota da estatal esclarece que o preço do diesel, sobre o qual incide o reajuste anunciado, não inclui os tributos federais Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), PIS/Cofins e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Segundo a Petrobras, o reajuste foi definido, levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores estabelecidos no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo.
É a segunda vez que a empresa reajusta o óleo diesel este ano. O último ocorreu no dia 30 do mês passado, quando o preço do produto nas refinarias foi reajustado em 5,4%. Na ocasião, a Petrobras também aumentou o preço da gasolina comum (gasolina A) em 6,6%.
O Governo está onerando o diesel pontualmente na hora da safra. Isso significa alimento mais caro. Espere outros aumentos, até porque no próximo ano serão “proibidos”, por ser período de eleição.
Jornalista Augusto Nunes, na Veja:
“A Petrobras especializada na exploração de prodígios só existiu enquanto durou a quermesse dos patriotas de galinheiro.”
Vale à pena ler o artigo na íntegra.
O Globo descobre o óbvio em seu editorial: “Petrobras sofre consequências da ingerência política”. O jornalão vai mais longe, dizendo que uma empresa gerida pelo Estado não poderia ter capital aberto, pois assim tem que responder a dois patrões: o político no poder e ao acionista.
Apesar de ter o pior resultado no balanço dos últimos 8 anos, que fez com que suas ações perdessem 36% do valor, a empresa ainda teve um lucro de R$21 bilhões.
A empresa deveria ter todas as suas ações vendidas em bolsa, saindo do controle do Governo, indiretamente. Para regular sua atividade já existe a Agência Nacional do Petróleo.
Pergunta-se: porque Maria das Graças Silva, presidente da Petrobrás, ri, enquanto pagamos R$3,00 por um litro de gasolina e, os americanos, apenas R$1,65.
A nossa gasolina é misturada com etanol em até 25%; os americanos importam quase 60% do seu combustível e fornecem gasolina de 120 octanas ao consumidor, de muito melhor rendimento; os americanos estão entregues ao dissabor do Sr. Mercado e qualquer traque que estoure no Oriente Médio, a gasolina sobe.
Aqui somos protegidos pelo Governo Populista do PT.
Por que diabos então pagamos o dobro do preço dos americanos?
A Petrobrás já está falando em novo aumento da gasolina, com o objetivo de encarar o prejuízo dados aos seus acionistas, decorrente da queda de ações. Isso quer dizer que nós contribuintes temos então dois sócios para sustentar: o Governo com quase 40% de impostos sobre o combustível e os acionistas da Petrobrás, que investiram seu dinheiro em ações.
Amanhã, Mantega, Lobão e outros estarão negando, para tvs e jornais, o aumento. Então pode se preparar: daqui uns 30 dias aumenta de novo.
Diga, caro leitor, você conhece alguma estatal que dá certo nesse país velho sem porteiras? E depois ainda querem abrir a boca pra falar mal de Fernando Henrique e companhia. Se nem cartórios rentáveis como os aeroportos de Brasília, Guarulhos e Congonhas dão capacidade de reinvestimento, o que daria neste País? A Petrobrás é um antro e só vai funcionar no dia que for privatizada.
Segundo a Folha de São Paulo, existe forte tendência de falta de combustível neste final do ano. As regiões mais ameaçadas são o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, além de Minas e Rio Grande do Sul.
A perspectiva de colapso se deve a três fatores: 1) o consumo recorde de gasolina, que, em 2012, pela primeira vez passará de 36 bilhões de litros; 2) a falta de capacidade interna de produção; e 3) problemas de infraestrutura de armazenagem e distribuição.
No fim do ano esse problema se agrava porque, historicamente, o consumo nos meses de novembro e dezembro é cerca de 10% superior à média registrada nos bimestres anteriores. A importação da gasolina pode chegar a 20% do total consumido.
As distribuidoras de petróleo que abastecem os postos do RS começaram a distribuir avisos nesta segunda-feira com a advertência de quem existe possibilidade concreta de um novo apagão no fornecimento de combustível. A Petrobrás alega que sua refinaria de Canoas, a REFAF, na Grande Porto Alegre, opera no limite da capacidade e não consegue atender a demanda gaúcha. O jornalista Políbio Braga afirma, em seu blog, que, ou a estatal está realizando uma operação de dumping, procurando preços artificialmente majorados, ou é um simples caso de má gestão.
O problema é a doença se espalhar para o resto do País. A Petrobrás está cansada de avisar ao Governo que não aguenta importar gasolina por um preço e vender por preços menores às distribuidoras. É evidente que a Estatal é perdulária, administrada politicamente e faz, a qualquer custo, o marketing político do Governo. Ao invés de conseguir atingir as metas de auto-suficiência, usada à larga no Governo Lula, a Petrobrás não está conseguindo nem manter as metas de produção, alegando parada técnica de equipamentos de prospecção.
Enquanto isso, na Venezuela o Governo vende gasolina a U$0,10 cents o litro.
A gasolina e o diesel vão ficar mais caros nas refinarias. A Petrobras anunciou no início da noite de ontem um reajuste de 7,83% para a gasolina e 3,94% para o diesel. O aumento, no entanto, não terá impacto sobre o preço nas bombas porque a equipe econômica zerou a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para os dois combustíveis.
Em nota oficial, o Ministério da Fazenda anunciou a diminuição do imposto para evitar que o aumento chegue aos consumidores e afete a inflação. A pasta não informou o impacto da desoneração sobre os cofres públicos.
“Para neutralizar os impactos dos reajustes dos preços da gasolina e do diesel anunciados pela Petrobras, o governo federal decidiu reduzir a zero as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente na comercialização destes combustíveis. Dessa forma, os preços, com impostos, cobrados das distribuidoras e pagos pelos consumidores não terão aumento”, informou o comunicado.
Desde novembro do ano passado, o litro da gasolina pagava R$ 0,091 de Cide. Para o óleo diesel, a alíquota era R$ 0,047 por litro.
A Petrobras espera desde 1º de maio de 2006 a indenização, prometida por Evo Morales, presidente da Bolívia, pela tomada, a bico de baioneta, de duas refinarias. Mal das pernas para a reeleição em 2014, principalmente entre o sindicalismo radical do País, agora Evo toma, na mão grande, a produção e distribuição de energia de uma cessionária de capital francês.
Um dos “consultores” ouvidos pelo governo boliviano dias antes de Evo anunciar que roubaria as duas refinarias da Petrobras foi José Dirceu. Isso mesmo: a eminência parda da Nação viajou à Bolívia, no dia 23 de abril de 2006, encontrou-se com o presidente e retornou no dia seguinte. Uma semana depois, as refinarias não pertenciam mais à Petrobras, e o governo Lula aplaudiu a decisão e deu mais dinheiro a juros baixos para a Bolívia. José Dirceu viajou num jatinho Citation 7 registrado em nome da siderúrgica MMX, de Eike Batista, que na época pode desmontar duas plantas industriais que começava a montar na fronteira.
Tudo em nome de um nacionalismo de poucos brilhos e de uma internacional socialista latino-americana.
O País importou no primeiro trimestre 1,7 bilhão de reais de gasolina. E sabe por que? Porque não tem capacidade de refino. São quase 80 mil barris/dia, com prejuízo acumulado de R$267 milhões para a Petrobras. A par disso, o Governo mandou para as cucuias o programa do álcool. O País auto-suficiente de Lula não tem capacidade nem para concluir duas refinarias, quanto mais de administrar o longo caminho do pré-sal.