Jaques Wagner conduz mal processo de negociação da greve.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), garantiu que não vai anistiar nenhum PM envolvido em ações criminosas e lembrou que os métodos usados por uma parte dos amotinados da Polícia Militar são “coisa de bandido”.

Desde o início do motim, PMs vem usando armas da corporação para tomar ônibus e bloquear avenidas com eles; sequestraram viaturas, criaram pânico em todo o estado com anúncio de arrastões que nunca existiram, e são suspeitos de alguns assassinatos.

Algumas considerações em relação à assertiva do Governador:

1) A Polícia Militar é a tropa do primeiro combate. A que vai à frente. PMs correm riscos de vida e precisam ter segurança e conforto.

2) Bandidos existem em todas as categorias profissionais. Segundo Eliana Calmon, existem bandidos até vestidos de toga.

3) A greve de polícias militares não é direito adquirido. É motim. Armada, uma pequena parcela dos PMs pode ter praticado atos de banditismo.

4) A Polícia ganha mal, trabalha com poucos recursos, inclusive com revólveres de calibre 38, um anacronismo, contra bandidos fortemente armados e dispostos a tudo.

5) Faltou e continua faltando habilidade política ao Governador no episódio.

6) Polícia é polícia, bandido é bandido. Quando a polícia passa para o lado do bandido deve ser punida exemplarmente.

7) A hierarquia nas tropas fardadas e armadas não pode ser quebrada a qualquer pretexto. Mesmo porque até na vida privada a quebra de hierarquia é contemplada com a demissão.