
Dilma Vana Rousseff, a 36ª presidente do Brasil desde a proclamação da República, chega ao Palácio do Planalto para assumir o posto de Suprema Mandatária da Nação. O ex-presidente Lula e sua esposa Mariza aguardam. Já tem torcedores do Internacional afirmando que com uma colorada no Poder, em detrimento do corintiano Lula, teremos oito anos para ganhar o campeonato brasileiro várias vezes.
Na despedida de Lula na Base Aérea o coro de Lula Lá foi entusiasmado. Mas entusiasmado foi a execução, pela banda da Aeronáutica, do Hino do Corinthians. Embarcado no avião, Lula foi até a cabine de comando e acenou da janela. Fato emblemático: por um bom tempo, pelo menos, agora “a janelinha” pertence a outrem.
No Congresso e no parlatório do Palácio do Planalto os discursos de Dilma falaram em conciliação e união de todos os brasileiros. E nem poderia ser diferente: 44% dos brasileiros não votaram na Presidente nas últimas eleições.
“Ouvimos um discurso amplo, com uma quantidade enorme de temas, mas sem ênfases pontuais”, diz Leonardo Barreto, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UNB). Segundo ele, um dos “poucos momentos” de ênfase ocorreu na menção à reforma tributária, classificada como “inadiável” pela nova presidenta.”Ela falou de praticamente tudo, mas muito rapidamente. Falou de economia, política externa, da questão social, mas sempre de forma muito cuidadosa, sem grandes compromissos”, diz o professor.


