Dois dias depois da queda do jato Cessna que levava Eduardo Campos do Rio de Janeiro a Santos, dirigentes do PSB foram chamados a uma reunião num hotel de São Paulo pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Apolo Santana Vieira e Luiz Piauhylino.
No encontro, os empresários explicaram que o partido teria problemas para declarar as despesas com a aeronave ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) porque a transação estava “irregular”, segundo afirmou ao O GLOBO um dos participantes da reunião. Leia a história completa em O Globo.
O PR-AFA: um pássaro bonito e moderno que mergulhou no mistério
Enquanto a mídia, sempre tão distraída, tergiversa sobre os ‘entretantos’ políticos, descobre-se que:
1 – O avião Cessna PR-AFA Citation Excel XL tem dono desconhecido.
2 – O gravador não tinha conversações de bordo gravadas.
3 – A torre de São Paulo não divulga a orientação ao avião que acabara de arremeter.
4 – O CENIPA está proibido de divulgar resultados parciais da investigação e obviamente os peritos da própria Cessna e da Agência de Investigação e Proteção ao Voo dos Estados Unidos – NTBS terão pouco interesse de divulgar o assunto, mesmo dentro do prazo plausível de 2 anos.
5 – O fragor da batalha eleitoral tende a abafar os questionamentos públicos sobre as causas do acidente.
Representantes do governo dos Estados Unidos e da fabricante norte-americana de aeronaves Cessna chegaram na tarde desta sexta-feira (15) a Santos, no litoral paulista, para atuar nas investigações sobre o acidente que matou o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos.
Participarão do trabalho o investigador Tim Monville, do National Transportation Safety Board (NTBS), agência do governo dos EUA dedicada à investigação de acidentes com meios de transporte, e assistentes técnicos da Federal Aviation Administration (FAA), que, no Brasil, equivale à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O comandante geral da Aeronáutica, Juniti Saito, disse à jornalista Eliane Catanhêde, da Folha, que o piloto do Citation Excel não reportou nenhum problema técnico à torre, tanto antes da aproximação como após arremeter. Ele apenas disse à Torre de Controle de São Paulo que aguardaria melhores condições de tempo para efetuar o pouso.
Saito garantiu à jornalista que o trem de pouso e os flaps estavam recolhidos, não havendo, portanto, entrave aerodinâmico para o voo da aeronave.