Arroz mantém preços, mas carne de boi pode ter novos aumentos.

Se o ilustre companheiro já “metabolizou” os preços do arroz, diminuindo o tamanho da panela e comendo até o último grão do prato, saiba que os analistas estão prevendo que, se o dólar pular a cerca do R$5,50, a arroba do gado sobe para R$260,00, o que significa preço bruto da carne (com osso) a R$17,33.

Se considerar a margem do frigorífico, do distribuidor e do mercado, além dos impostos, isso significa que a carne de dianteiro (segunda) passa fácil dos R$35,00.

Nesta terça, o dólar fechou em R$5,29, com leve alta.

Ou partimos para o churrasco de pescoço (agulha) ou ver, no domingo, os ricos comendo churrasco nos restaurantes, vai virar turismo.

Vem meteoro! Prefeito manda baixar preço da carne por decreto.

Para quem não conseguir ler o decreto soberano: “Carne com osso, R$12,00 o quilo; carne ‘maciça’, R$15,00 o quilo.

O prefeito da cidade de Lagoa Verde, no interior do Maranhão, Francisco Clidenor Ferreira do Nascimento (Cidadania), decidiu baixar o preço da carne na canetada.

O decreto 040/2019 estabelece que os açougues da cidade voltem a cobrar o preço anterior à alta do produto. O documento estabelece que a carne bovina com osso deve custar R$ 12 e a desossada ,R$ 15.

O decreto foi publicado no dia 6 de dezembro e entrou em vigor no mesmo dia.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o secretário de Fazenda e Planejamento do município, Geyson Monteiro Aragão, disse que prefeitura estuda enviar aos açougues uma nova tabela de preços por ofício.

Aragão disse ainda que é cultural na cidade a prefeitura intervir no preço da proteína animal. Segundo ele, a administração local tentará um acordo para que o produto seja mais barato ao menos no final de ano.

Neste ano pré-eleitoral, acontece de tudo. Aqui no Oeste já tem prefeito pensando em obrigar açougueiros a entregar a carne assada, acompanhada de salada de maionese de batata, farofa e chimichurri.

A gente precisava mesmo é de um prefeito macho que decretasse: gás a 40 reais, gasolina a 2,00 reais e energia com conta máxima, mensal, de 30 reais. E real paritário com o dólar, a R$1,00.

De fato: Bolsonaro não tem culpa pelo preço da carne, nem pode fazer algo sobre isso.

Em surto, patinhos agora aderem ao canibalismo e devoram seus próprios ovos.

Nem Bolsonaro, nem a Mosca Morta, sinistra da Agricultura. O preço da carne está relacionado diretamente com a crise da Peste Suína Africana na China. Esse país perdeu ou abateu preventivamente mais de 60% do seu rebanho, que era o maior do mundo. E talvez recupere parte desse rebanho, principalmente as matrizes, no final do ano que vem.

O que o Brasil e os Estados Unidos tem de excedente de carne suína é muito pouco diante da perda de 20 milhões de toneladas dos chineses. Sem carne suína, os chineses apelaram para a importação de carne bovina, do Brasil, dos Estados Unidos e da Austrália. E estão arrochando as linhas de produção das aves, da mesma maneira.

Além disso, o produtor de bovinos se afastou dos confinamentos, em função da carência de reposição do boi magro e dos preços crescentes do milho e da soja. Sem confinamento, o Brasil não consegue tapar o buraco da baixa produção de boi a pasto, tanto pela seca no Brasil Central, como pela geada no Sul.

Patinho a R$30,00 o quilo? No País da Piada Pronta, os patinhos da FIESP agora vão ter que virar canibais, comendo os próprios ovos.