Algodão terá preço mínimo de R$54/arroba, diz Dilma

Depois de dez anos sem reajuste, o preço mínimo do algodão subirá para 54 reais por arroba, disse nesta terça-feira a presidente Dilma Rousseff. O valor pago hoje pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo federal é de 44,60 reais por arroba, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

A política de preços mínimos é utilizada pelo governo federal para orientar políticas de apoio a determinadas culturas. Quando os preços caem abaixo do mínimo estabelecido, as autoridades podem implementar medidas, que incluem até a compra direta do produto. O custo de produção atual, citado pela Abrapa, é de cerca de 57,50 reais por arroba. O anúncio da presidente Dilma foi feito em discurso durante evento em Lucas do Rio Verde, importante polo produtor de Mato Grosso.

Por Gustavo Bonato, da Agência Reuters

Mesmo para aqueles que acreditam em chuvas tardias este ano, ontem foi o último dia para plantio de algodão no Oeste Baiano, em atendimento às normas do vazio sanitário.

Governo intervém com decisão no mercado interno do arroz.

Sem conseguir obter até agora os resultados esperados com o apoio ao setor, o governo anunciou nesta segunda-feira (27/06) a ampliação das medidas para recuperar o valor pago aos produtores pelo arroz, um dos poucos alimentos de grande consumo que não pegaram carona no momento de alta dos preços das commodities agrícolas. A meta é incluir nos estoques públicos todo o excedente produzido e ainda aumentar as exportações em 600 mil toneladas, criando um déficit de 592 mil toneladas. 
“O foco do governo é enxugar esse produto do mercado. Quanto mais dificuldade [o mercado] tiver para encontrar o produto para comprar, mais rápido os preços vão subir”, afirmou o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, durante entrevista no Ministério da Agricultura. Atualmente, o rizicultor está vendendo a saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul por cerca de R$ 19, enquanto o preço mínimo estabelecido pelo governo é de R$ 25,80. 
Dados apontam que o estoque final de arroz ao final da safra 2010/2011 será de 2,498 milhões de toneladas, sendo que 1,1 milhão de toneladas já faz parte dos estoques públicos. Este ano, foram feitos leilões de contratos públicos de opção de venda para 520 mil toneladas e autorizada a aquisição direta de 360 mil toneladas pelo governo. Hoje, o governo anunciou que fará leilões de contratos públicos de opção de venda para mais 500 mil toneladas. 
Com essas medidas, os estoques de arroz em armazéns oficiais pode chegar a 2,48 milhões de toneladas, restando 18 mil toneladas do cereal no mercado. O governo conta, no entanto, que conseguirá apoiar a exportação de mais de 600 mil toneladas, além das 900 mil toneladas previstas no início da safra, gerando, assim, um déficit de 592 mil toneladas de arroz no mercado brasileiro. Para incentivar as exportações, foram anunciados leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para até 500 mil toneladas.