Tag: preços da carne
Com a carne transportada em carros fortes, inflação de dezembro pula para mais de 1%.
A munição de boca começa a ser um problema depois da alta meteórica da carne. Carne, feijão carioca (principal fonte de proteína da panela do pobre) e frutas são os principais responsáveis.
O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) subiu 1,05% em dezembro, de 0,14% no mês anterior, segundo os dados informados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A prévia da inflação oficial brasileira acelerou com força em dezembro sob o peso dos preços das carnes e registrou o maior nível para o mês em quatro anos, mas ainda assim indica que a alta dos preços terminará 2019 abaixo do centro da meta pela terceira vez seguida.
Este é o nível mais alto para o indicador desde junho de 2018 (1,11%) e o mais forte para o mês de dezembro desde 2015 (1,18%).
Nos 12 meses até dezembro, o IPCA-15 acumulou alta de 3,91%, ante 2,67% em novembro, sinalizando que a inflação brasileira medida pelo IPCA terminará o ano pela terceira vez seguida abaixo do centro da meta oficial, de 4,25% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Uma forte aceleração era esperada, mas os resultados também ficaram acima das expectativas em pesquisa da Reuters de alta de 0,95% no mês e 3,80% em 12 meses, na mediana das projeções.
Os preços das carnes exerceram o maior peso individual no IPCA-15 de dezembro, com alta de 17,71% e impacto de 0,48 ponto. Com isso o grupo Alimentação e bebidas apresentou a maior variação ao subir 2,59%, de alta de 0,06% em novembro.
Contribuíram ainda para o resultado do grupo, com forte peso no bolso do consumidor, outros itens como o feijão-carioca (20,38%) e as frutas (1,67%).
Também se destacou o grupo Despesas pessoais, cujos preços aceleraram o avanço a 1,74% em dezembro, de 0,40% antes, com alta de 36,99% dos jogos de azar.
Paulo Guedes e Bolsonaro querem implantar o Imposto sobre Transações Financeiras, que nada mais é que a antiga CPMF. Agora, me diga: chegaram a questionar o ICMS dos alimentos, dos remédios e das tarifas de água e energia? Entraram e saíram calados. Com o novo imposto poderiam ajudar os estados a minimizar a tremenda carga tributária na ponta do consumo, que obviamente castiga apenas os mais pobres. Rico não está nem aí para o fato do quilo da picanha custar quase 100 reais. Manda comprar e ponto final.
Brasil lidera venda de soja para a China. A carne fica mais cara no mercado interno.
A China importou 17,08 milhões de toneladas de soja do Brasil entre janeiro e julho, e o país sul-americano passou a liderar a lista de fornecedores da oleaginosa para o maior importador global do produto, de acordo com dados da alfândega chinesa divulgados nesta terça-feira.
Os desembarques de soja brasileira na China em julho somaram 3,8 milhões de toneladas, alta de 10,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado.
E, dessa forma, o Brasil superou momentaneamente os Estados Unidos como o maior fornecedor da oleaginosa ao país asiático.
No acumulado do ano até julho, as importações chinesas de soja do Brasil acumulam alta de 57,8 por cento. Já os desembarques do grão dos EUA na China até o mês passado somaram 14,99 milhões de toneladas, queda de 1,77 por cento ante o mesmo período de 2011.
Neste ano, os chineses aceleraram as compras de soja do Brasil visando garantir a oferta após uma seca em lavouras do Sul brasileiro e também na Argentina.
Dependendo do período do ano, brasileiros e norte-americanos alternam a liderança no fornecimento de soja para a China. O Brasil terminou de colher a oleaginosa há alguns meses, enquanto os EUA estão na entressafra, próximos de iniciar a colheita.
Em 2012, entretanto, o Brasil ocupou espaço dos norte-americanos, com estoques baixos nos EUA, segundo especialistas.
Além disso, os EUA vêm sofrendo recentemente uma das piores secas em mais de meio século.
Brasil e EUA disputam a liderança nas exportações mundiais. Na nova safra (2012/13), se os brasileiros tiverem uma boa colheita, o país poderá superar os norte-americanos, cuja produção foi quebrada pela seca que atinge o Meio-Oeste.
Ao todo, a China comprou no acumulado do ano até julho 34,9 milhões de toneladas, alta de 20 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado. (Por Roberto Samora, da Reuters)
A cotação da soja, que já subia no pregão noturno de Chicago, experimenta, hoje, durante o dia, fortes altas, com todas os vencimentos acima de US$17 o bushel (27,21 kg), com exceção de março, que saltou para US$16,14. O reflexo na produção das carnes, no mercado interno, principalmente frango e suínos, já é sentido pelo consumidor. Pequenos supermercados já estão pagando preços de vaca com base em R$98,00 a arroba. Os confinamentos tem uma expectativa reduzida também em função do preço do milho e da soja.


