Confirmada previsão de chuvas pesadas em Luís Eduardo Magalhães.

Chuva alaga vias e complica Luís Eduardo Magalhães

Em Luís Eduardo Magalhães, confirma-se o alerta do INMET para chuvas pesadas. A precipitação alcançou mais de 80 milímetros – ou 80 litros por m² – no dia de ontem, causando interrupções no trânsito ao longo das margens do Rio dos Cachorros ou Ponta D’Agua. Nem o piscinão mantido pela prefeitura foi capaz de absorver a enorme onda de água. Até o próximo domingo, Luís Eduardo estará sujeito a outras trombas d’água.

Ao menos 314 cidades da Bahia estão sob alerta para chuvas intensas e perigo potencial, segundo comunicado divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica a possibilidade de instabilidades climáticas ao longo do período, exigindo atenção da população.

O aviso meteorológico atinge municípios das regiões centro-sul, sul, Recôncavo, oeste do estado e do Vale do São Francisco. Entre as cidades citadas estão Barreiras, Juazeiro, Sento Sé, Sobradinho e Vitória da Conquista, além de outros municípios dessas áreas.

De acordo com o Inmet, as localidades em alerta podem registrar volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, acompanhados de ventos intensos que podem chegar a 60 quilômetros por hora. Apesar das condições adversas, o órgão avalia como baixo o risco de ocorrências mais graves, como interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, descargas elétricas e alagamentos.

Ainda assim, o instituto recomenda medidas preventivas. Em caso de rajadas de vento, a orientação é não se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas. Também é aconselhado evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada e buscar informações junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, ou ao Corpo de Bombeiros, pelo 193.

E depois de 1.200 milímetros de chuva, como as coisas vão ficar?

Se com as duas chuvinhas que caíram em Luís Eduardo Magalhães, que somam não mais que 25 mm, os estragos nas obras recentes da Prefeitura Municipal, foram tantos, imagine, caro leitor, como estará a cidade depois de 1.200 a 1.500 mm de precipitações previstas para esta temporada.

Obras eleitoreiras, feitas às pressas, ao que parece sem supervisão técnica adequada, resultaram nos primeiros e grandes prejuízos. Dupla penalização ao contribuinte, que esperou mais de 3 anos pelas obras e que terá de pagar de novo pelos malfeitos na próxima gestão.

Se Amazônia virasse pasto, quantia de chuva e temperatura mudariam

Um estudo importante sobre os rios voadores da Amazônia e a quantidade de chuva nos cinturões produtivos do Matopiba. 

Por Reinaldo José Lopes, da FolhaPress, editado.

O que aconteceria se toda a floresta tropical que hoje existe na Amazônia fosse transformada em pasto? Uma simulação computacional feita por pesquisadores da Universidade de Princeton (EUA) tentou responder a essa pergunta, e o cenário tem ares de distopia.

Caso isso ocorresse, calculam, a região amazônica poderia esquentar 2,5 graus Celsius a mais do que o resto do mundo na segunda metade deste século, dependendo do cenário global. Poderia ficar 5,5 graus Celsius mais quente do que era no século 19.

Tal aumento de temperatura, porém, seria apenas a ponta do iceberg. Sem a mata, a região também perderia entre 700 mm e 800 mm de chuva por ano (o equivalente a mais ou menos metade da chuva que cai no município de São Paulo anualmente).

Isso reduziria tanto o fluxo de água dos rios da Amazônia quanto a pluviosidade que a área exporta para o resto do Brasil e da América do Sul através dos chamados rios voadores.

Os dados foram apresentados por Stephen Pacala e Elena Shevliakova durante a conferência “Amazonian Leapfrogging” (algo como “pulo-do-gato amazônico”). O evento foi realizado pelo Brazil Lab, órgão da universidade americana dedicado a estudos sobre questões brasileiras.

Especialistas e representantes da sociedade civil de ambos os países se reuniram para debater soluções inovadoras para a crise enfrentada pela Amazônia “”os tais “pulos-do-gato”.

“Na minha opinião, enfrentamos quatro grandes crises ambientais no mundo: clima, alimentos, água e biodiversidade. A Amazônia está no epicentro de todas elas”, declarou Pacala.

Segundo Shevliakova, a equipe de Princeton se inspirou numa pesquisa similar dos anos 1990 que tinha entre seus coautores o climatologista brasileiro Carlos Nobre (um dos convidados do evento nos EUA). “O impressionante é como a magnitude dos efeitos, em grande medida, acabou se mantendo”, contou ela.

Os modelos matemáticos do novo estudo levam em conta detalhes específicos da interação entre a atmosfera e a superfície terrestre em florestas tropicais, em especial a química atmosférica e a presença de aerossóis “”no caso da Amazônia, partículas de matéria orgânica, de diferentes tamanhos e composições, que são emitidas pela própria floresta.

Tudo indica que os aerossóis atuam como “sementes” de nuvens, ajudando a manter nos elevados níveis atuais a chuva que costuma cair em território amazônico. Sem a mata, portanto, os modelos mostraram grandes alterações na precipitação e na umidade, o que contribui para o excesso de calor. Caso a devastação alcance 50% da floresta, os impactos na temperatura regional também seriam mais ou menos a metade do que aconteceria com o desmate completo.

Para evitar que esse cenário acabe se concretizando “”convém lembrar que 20% da floresta já foi desmatada desde os anos 1970″”, os participantes do evento defendem que é preciso combinar desenvolvimento econômico “inteligente” e inovação tecnológica de maneira a gerar renda na região sem mais desmatamento. É basicamente essa a receita defendida pelo engenheiro florestal Tasso Azevedo, do projeto MapBiomas, e do engenheiro agrônomo Beto Veríssimo, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

“Uma área desmatada de 20% na Amazônia já é uma coisa imensa, equivalente a todo o território usado para a agricultura no resto do Brasil. A gente não precisa desmatar mais do que isso, não faz sentido”, diz Azevedo. Ele sugere que outros 40% da região poderiam ter o uso sustentável da madeira e de outros produtos florestais, enquanto os restantes 40% seriam reservas ambientais “puras”. Veríssimo propõe números ligeiramente diferentes (50% de uso econômico sustentável da floresta em pé, 30% de reservas).

A elite enfim acorda e vê os profundos prejuízos causados pela Lava Jato

 

O Presidente da Rede Band, João Saad, fala sobre os prejuízos causados pela operação Lava Jato na construção civil, indústria do petróleo e construção pesada. Só em empregos estima-se que mais de 600.000 funcionários de alta especialização perderam seus empregos.

Engenheiros japoneses explicam o que não foi feito em Mariana e Brumadinho

Ficava muito caro fazer barragens de amortecimento ao longo do vale? Os escritórios e restaurantes precisavam ser construídos na rota de um eventual turbilhão proveniente do colapso da barragem? 

Outra pergunta importante: a Vale não poderia ter comprado as áreas suscetíveis de uma torrente?

O nome de tudo isso é que as empresas são regidas por um conselho de administração que só pensa em resultados.

O resultado negativo está aí: o valor patrimonial da empresa nas bolsas já perdeu mais do que 1/4 e agora virão as ações de acionistas, de familiares de vítimas e dos proprietários de áreas atingidas pela torrente. 

Porca economia!

Le Monde: China sufoca sobre uma nuvem de poluição

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O jornal francês Le Monde publica hoje matéria sobre os prejuízos causados pela poluição nas maiores cidades da China: estradas fechadas, aeroportos com voos cancelados, hospitais lotados. São os efeitos do nível máximo de emissões combinados com a inversão térmica dos meses de inverno. O nível de poluição nas grandes cidades é de oito vezes o máximo recomendado pelos organizações internacionais que acompanham o problema.

Os prejuízos da chuva na Bahia. Dez cidades ficam sem energia no Sudoeste. Mansidão está isolada da BR 135.

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Uma torre desabou perto da cidade de Itapetinga após forte chuva e deixou 10 cidades do sudoeste da Bahia sem energia. A informação foi confirmada pela Companhia de Eletricidade do Estado (Coelba), na noite deste sábado (23).

Os municípios afetados são Itapetinga, Itambé, Caatiba, Encruzilhada, Ribeirão do Largo,Cândido Sales, Macarani, Itarantim, Maiquinique e Potiraguá.

De acordo com a empresa, a chuva provocou uma erosão na base da torre e causou a queda do equipamento, às 0h05 deste sábado. Até às 19h30, o fornecimento ainda não havia sido restabelecido. Do G1.

Rio de Contas: estrada interrompida parcialmente

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Um trecho da BA-148, que liga as cidades de Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas (conhecido como Serra das Almas) está bloqueado parcialmente após queda de barreira neste sábado (23).

O deslizamento de terra, nas proximidades do monumento “Nega do Zofir”, foi antecipado por conta das fortes chuvas que caem na região desde o início do mês, isso porque já há algum tempo o terreno naquele trecho já vinha dando sinais de que isso iria acontecer. O Derba e a PRE já estariam cientes da situação e devem enviar prepostos para o local, afim de tomarem as devidas providências. Os motoristas que tiverem que fazer o caminho entre Livramento e Rio de Contas devem redobrar a atenção neste período chuvoso. Terra e pedras ficaram sobre a pista. Ainda sem sinalização no local o trânsito está em meia pista, mas fluindo normalmente.

Rio Cachoeira ameaça Itabuna

O nível do Rio Cachoeira subiu rapidamente nas últimas horas e colocou em alerta várias áreas da Prefeitura de Itabuna. Técnicos da Defesa Civil encontram-se no Bairro Maria Matos, antigo Rua de Palha, tentando remover famílias de área ribeirinha. “O nível do rio está subindo muito, e rápido”, disse ao Pimenta.blog, há pouco, o coordenador da Defesa Civil, José Roberto Avelino.

Santa Maria entra em “Calamidade Pública”

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Após a enchente que inundou todo centro da cidade de Santa Maria da Vitória (BA), o prefeito da cidade, Amário Santana, baixou um decreto declarando “Situação de Calamidade Pública”.

No documento, o prefeito afirma que a medida foi necessária para garantir a recuperação da área alagada e o apoio necessário às famílias atingidas.

Outra novidade é que a Comissão Municipal de Proteção e Defesa Civil fez um relatório da situação e foi favorável à declaração de calamidade. Além de possibilitar o recebimento de recurso do Governo Federal, o município fica dispensado de fazer licitação para solucionar os problemas causados pela enchente. A regra inclui a contratação de prestação de serviço, aquisição de bens e realização de obras. A dispensa vale até 21 de junho de 2016, ou seja 180 dias após o inicio do alagamento.

Riachão do Jacuípe tem mais de 2.000 desabrigados

Já passa de 2 mil o número de pessoas desabrigadas no município de Riachão do Jacuípe, a cerca de 200 quilômetros de Salvador, após as fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias, segundo informou neste sábado ao G1 a prefeita Tânia Alves.

Cidade de Riachão do Jacuípe é invadida por rio que transbordou (Foto: Marcos Rogério Guimarães / Arquivo Pessoal)Cidade de Riachão do Jacuípe foi invadida por rio que
transbordou (Foto: Marcos Rogério Guimarães /
Arquivo Pessoal)

De acordo com a gestora, quase 600 famílias que precisaram deixar as casas já foram cadastradas pela prefeitura e estão alojadas no ginásio de esportes, abrigos e escolas municipais. Outras pessoas foram para casa de parente. As vítimas contam com doações feitas por moradores de cidades vizinhas.

“As pessoas estão sendo solidárias. Várias pessoas de cidades vizinhas estão fazendo campanhas de arrecadação e enviando alimentos roupas e água. A solidariedade é imensa, graças a Deus. Também estamos recebendo donativos de órgãos públicos de outros municípios e de igrejas”, destacou a prefeita.

Bombeiro morre durante resgate em Feira de Santana

Eduardo Santos Góis morreu após ser arrastado por correnteza (Foto: Reprodução/Facebook)Eduardo Santos Góis morreu após ser arrastado por correnteza (Foto: Reprodução/Facebook)

Um bombeiro de 32 anos morreu afogado após ser arrastado por uma correnteza durante um trabalho de resgate neste sábado (23), na cidade de Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador. Eduardo Santos Góes, que era do 2º Grupamento de Bombeiros Militar, tentava resgatar três pessoas que ficaram ilhadas por conta da cheia do Rio Jacuípe, devido a chuvas que caíram na região, quando foi levado pela água. O acidente ocorreu nas proximidades do Distrito de Galhardo.

Santa Rita de Cássia – Mansidão

A estrada BA 351 foi interrompida pela força da água, a  6 Km de Santa Rita de Cássia no sentido de Mansidão. Um aterro desmoronou e  aproximadamente  25.000 pessoas estão isoladas do acesso à BR 135. O Prefeito de Santa Rita, Geraldo Azevedo, esteve no local e acionou o DERBA para a recuperação da estrada. O povo de Mansidão só pode deslocar-se por enquanto via Barra, para então alcançar a BR 020.

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Luís Eduardo Magalhães e Barreiras

Em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras a chuva tem proporcionado pequenos prejuízos, com ruas alagadas, erosões e dificuldade de tráfego de veículos. O DNIT age com intervenções pontuais, nos trechos em que a BR 020 ameaça desmoronar. Dos trechos asfaltados, o mais esburacado é a rótula octogonal do Largo dos Três Poderes. 

Estão previstos no mínimo mais 110 mm de precipitação até o final do mês. No entanto, pancadas como a ocorrida hoje em Angical, de alta concentração, podem aumentar esse índice ainda mais. 

Excesso de chuvas causa prejuízos, desabrigados e mortes no Sul

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As chuvas diminuíram na região sul do país nos últimos dias, mas a situação continua preocupante. Já são 175 municípios afetados. Em Santa Catarina, o Rio Canoinhas continua subindo, com uma taxa de 1 centímetro por hora. De acordo com a Defesa Civil do estado, o nível do rio está em 5,92 metros, a apenas 4 centímetros do transbordamento.

Na segunda-feira (20), pancadas de chuva devem atingir o oeste, meio oeste, planalto sul e litoral sul do estado, segundo a Defesa Civil. Os últimos números divulgados apontam 54 cidades atingidas, sendo 22 delas em situação de emergência e três em estado de calamidade pública. O número de pessoas afetadas é de 13,5 mil. Além disso, duas mortes foram registradas, uma no município de São Joaquim e outra em Coronel Freitas.

O nível do rio Itajaí-Açu subiu 11,5 metros acima do normal, alagando quase toda a cidade de Rio do Sul. Cristiano Estrela/Agência RBS/Folhapress
O nível do rio Itajaí-Açu subiu 11,5 metros acima do normal, alagando quase toda a cidade de Rio do Sul. Cristiano Estrela/Agência RBS/Folhapress

No Rio Grande do Sul, as chuvas já afetaram 57 cidades. De acordo com o último boletim da Defesa Civil do estado, 11.920 pessoas foram atingidas, sendo que 1.306 estão em abrigos. Os municípios de Esteio e Rolante já decretaram situação de emergência e outras 18 cidades analisam a possibilidade de fazê-lo. Além disso, a Defesa Civil recebeu alerta de risco muito alto de inundação para Itaqui e Uruguaiana.

No Paraná, 64 municípios foram afetados, de acordo com boletim divulgado na manhã de hoje (19) pela Defesa Civil. O estado decretou situação de emergência em 28 cidades. Além disso, as prefeituras de Manfrinópolis e Marquinho também decretaram situação de emergência. O governo local anunciou que vai iniciar a distribuição de produtos de ajuda humanitária, como kitscom roupa de cama e colchões, além de produtos de higiene e cestas básicas. Da Agência Brasil.

Helicoverpa “pula” para agricultura familiar e segue dando prejuízos, agora em 11 estados

O secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, anunciou, hoje, 18, que a Helicoverpa Armigera, que devastou as grandes lavouras do Oeste, está causando prejuízos, agora, na agricultura familiar:

“O efeito dessa praga para a agricultura é pior do que o efeito da febre aftosa para a pecuária. Além de provocar enormes prejuízos aos produtores, vai causar reflexos nos supermercados, com impactos na inflação”, afirmou Salles, que desde o começo do ano vem, em conjunto com as associações de produtores, buscando soluções junto ao Ministério da Agricultura (MAPA) e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal.

O secretário voltou a lamentar a insensibilidade do Ministério Público, que moveu Ação Civil Pública contra ele, acatada pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Barreiras, proibindo a aplicação do Benzoato de Emamectina, e determinou a apreensão do produto. O produto foi importado com autorização do Ministério da Agricultura que, no entanto, não autorizou o registro emergencial, condição exigida pelo Ministério Público.

Para o secretário, a reportagem exibida neste domingo (16), pelo Globo Rural, confirma a gravidade da situação, que ele vem alertado. “O prejuízo no Oeste da Bahia está consolidado e não há como reparar. O que nós temos buscado são condições para que a próxima safra possa acontecer”. Ele disse ainda que, passo a passo com o controle químico, que visa reduzir a população da lagarta, “vamos entrar com várias ações, entre elas o controle biológico e o manejo integrado da praga, além da utilização de variedades resistentes à praga, a exemplo da soja Intacta RR2, cuja importação acaba de ser autorizada pelo governo da China”. O plano já está elaborado e deverá ser apresentado à presidente Dilma Rousseff.

Em Luís Eduardo, os presidentes da Associação de Produtores de Algodão da Bahia (Apaba), Izabel da Cunha; da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Busato, e do Fundo de Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão, Ademar Marçal, e o vice-presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen, se reuniram com o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e com os diretores geral e de Defesa Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab/Seagri), Paulo Emílio Torres e Armando Sá, buscando fórmulas para resolver esse grave problema, que agora tem novo agravante. O avanço pelo País.

Eles decidiram levar o assunto à presidente Dilma Rousseff e aos ministérios da Agricultura, Saúde e Meio Ambiente, para colocar a gravidade do problema. Pensando na próxima safra, os líderes dos produtores querem discutir com a presidente Dilma a instrução normativa, o registro emergencial e o cadastro desse produto agroquímico.

A lagarta

Agressiva e de apetite voraz, a Helicoverpa Armigera, registrada na Austrália, Japão, China, Índia e países da Europa, até então era inexistente no Brasil. Seu súbito aparecimento está ainda sem explicação. O inseto se multiplica com tanta velocidade que, depois de atacar as lavouras de milho, soja e algodão em nove municípios do Oeste Baiano, já foi confirmada no Paraná, Goiás, Mato Grosso e Piauí. Há notícias de sua presença, sem confirmação oficial, em Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio Grande do Sul e São Paulo, atacando também o feijão de corda, feijão fradinho e tomate.

Helicoverpa no tomate: prejuízos graves
Helicoverpa no tomate: prejuízos graves

Do ovo à lagarta, e da lagarta à mariposa, que pode voar longas distâncias, a Helicoverpa Armigera tem ciclo médio de 40 dias, multiplicando-se assustadoramente. Cada inseto pode por em média mil ovos. “O problema não é mais localizado na Bahia. Trata-se de uma questão nacional, que precisa ser enfrentada com urgência, sob pena de graves consequências”, afirma o secretário Eduardo Salles.

Entenda o caso

No inicio do ano, os produtores do Oeste perceberam a presença crescente da lagarta e levaram a questão ao secretário baiano, sendo iniciada a busca de soluções, concluindo-se que o único produto eficaz para combater a lagarta era o Benzoato de Emamectina, usado com eficiência no Japão, Austrália e outros países, sem danos à saúde nem ao meio ambiente. No entanto, o produto não possuía registro do Brasil, processo que pode levar mais de três anos.

Para obter-se o registro emergencial, era necessário que a presidente Dilma decretasse situação de emergência fitossanitária no Brasil, o que foi feito, depois que o governador Jaques Wagner articulou-se com o Palácio do Planalto. No dia 18 de março, oComitê Técnico de Assessoramento para Agrotóxicos (CTA) formado por representantes dos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde, reuniu-se para examinar o pedido de registro da Emamectina, mas apesar da gravidade da situação, negou o registro, encaminhando a demanda para o gabinete do ministro da Agricultura. Este não determinou o registro provisório, mas autorizou a importação do produto.

A partir daí, todas as providências e cuidados foram adotados para a aplicação do produto, mas no dia 24 de abril os Ministérios Públicos Estadual e Federal convidaram o secretário da Agricultura e os diretores da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), ligado à Seagri, para ouvir explicações. Os promotores ficaram positivamente surpresos com os planos de aplicação apresentados, mas mesmo assim não se sensibilizaram e informaram que sem o registro do produto não concordariam com a aplicação.

Dias depois, no inicio de maio, nova reunião foi realizada, desta vez em Brasília, na 4ª Região do Ministério Público Federal, sendo fechado um acordo. O produto seria aplicado durante 90 dias, em dez propriedades de três municípios (Barreiras, Luís Eduardo e São Desidério) com acompanhamento dos promotores e todo controle de técnicos especializados da Adab, atendendo a todas as exigências dos promotores. Esse piloto geraria um relatório, demonstrando a eficiência e a segurança na aplicação da Emamectina.

No final do mês de maio, no entanto, quando o produto já havia chegado a Luís Eduardo e a aplicação seria feita, o Ministério Público Estadual rompeu o acordo, e ingressou na Justiça com Ação Civil Pública contra o secretário e o governo do Estado da Bahia.

Gacea Unopar topo baixa

Brasileiros voltam aos ônibus interestaduais?

Os tempos de volatilidade dos preços das passagens aéreas parecem ter passado. O prejuízo contábil de R$1 bilhão de reais, entre as duas maiores empresas do País, Gol e TAM, oportuniza agora até a redução de aeronaves, depois de aumentarem suas frotas em mais de 40 unidades entre 2010 e 2011. A Azul cresceu tanto que já está com 52 aviões. As empresas querem agora é rentabilidade, com taxas de ocupação maiores e passagens acima do custo operacional. Brasileiro pobre volta então a viajar longos trechos interestaduais de ônibus. 

Já são 508 os municípios em estado de calamidade pela seca no Sul do País.

Enquanto estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste contabilizam os prejuízos causados pelas chuvas dos últimos meses, na Região Sul o problema continua sendo a estiagem. Além dos transtornos causados à população, a seca afetou a produção agrícola regional, causando prejuízos de mais de R$ 2 bilhões ao setor e contribuindo para o aumento dos preços de diversos alimentos em todo o país.

No Rio Grande do Sul, 291 cidades decretaram situação de emergência. Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 1,6 milhão de pessoas estão sendo afetadas.

Em Santa Catarina, 80 cidades estão em situação de emergência por conta da seca. Quase 490 mil pessoas já foram prejudicadas pela falta de chuvas. Até ontem (16), a Secretaria de Agricultura do estado estimava que as perdas agropecuárias chegavam a R$ 497 milhões. De acordo com a Defesa Civil catarinense, a estiagem deve permanecer até o próximo dia 19, quando podem ocorrer chuvas isoladas, a partir da região meio-oeste.

No Paraná, o governador Beto Richa decretou situação de emergência em 137 cidades. Segundo a assessoria do governo, o decreto coletivo de ontem (16) visa a agilizar o atendimento aos municípios atingidos pela estiagem que assola o estado desde novembro de 2011. A Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento estima que a estiagem comprometeu 11,5% da safra de verão, prevista em 22,13 milhões de toneladas, o que significa um prejuízo financeiro de R$ 1,52 bilhão.

Nos últimos dias, os governos federal e dos três estados anunciaram medidas para auxiliar as localidades e agricultores afetados. No último sábado (14), o governador gaúcho, Tarso Genro, anunciou a liberação de R$ 54,42 milhões para ações emergenciais e medidas preventivas contra a estiagem. Desse total, R$ 28 milhões são provenientes do governo federal, dos quais o estado já recebeu R$ 18 milhões. Tarso também anunciou que a Secretaria Estadual de Habitação e Saneamento irá investir R$ 5 milhões na extensão de redes de água, compra de bombas para poços artesianos e reservatórios nos municípios atingidos pela estiagem.

Em Santa Catarina, somados os recursos federais e estaduais, o socorro chega a R$ 28,6 milhões. Entre as medidas anunciadas na última segunda-feira (16) pelo governador Raimundo Colombo e pelos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, estão a construção de 333 poços artesianos em municípios atingidos pela seca e a liberação de recursos do seguro agrícola mediante laudos técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O governador Beto Richa também prometeu aplicar R$ 21,5 milhões na instalação de 300 sistemas comunitários de fornecimento de água em várias regiões paranaenses. Outros R$ 10 milhões serão investidos junto com o Ministério da Integração Nacional na implantação de cisternas em comunidades rurais historicamente afetadas pela falta de água, iniciativa que, segundo a assessoria do governo, irá atender especialmente os produtores de frangos, suínos, leite e hortaliças.

O governo paranaense também vai destinar R$ 6 milhões para ajudar quem precisa comprar insumos agrícolas (fertilizante, máquinas, defensivos agrícolas) e acelerar as vistorias em plantações a fim de que os produtores possam solicitar o ressarcimento das perdas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o pagamento do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf).

Edição: Graça Adjuto, da Agência Brasil.