Informação de cocheira e não foi o cavalo que me contou: a desorganização na comercialização dos estoques de milho continua acelerada. Apesar do diminuto estoque de passagem até a safrinha do Centro-Oeste, já existem 53 navios nomeados para carregar milho nos portos, nos próximos 30 dias, que vão levar embora 2,76 milhões de toneladas.
Isso significa retomada da alta dos preços e menos frango e suínos por preços razoáveis na mesa do brasileiro.
A falta do milho não desorganiza a grande produção de proteína animal. Mas traz consequências desastrosas para os pequenos produtores independentes de frango e porco caipira, que estão vendendo suas matrizes e retirando-se da produção.
Sem milho, os pequenos produtores tentam substituir a alimentação por mandioca (parte aérea e raiz), batata doce, abóbora e guandu. Pois é: a nível de pequenos municípios, esses produtos chegam a custar a metade do preço do milho, na equivalência amido energético e proteína.
Se a safrinha for boa, somaremos 71 milhões de toneladas de produção. Mas exportaremos uma média de 5,35 milhões de toneladas por mês, como aconteceu de julho a dezembro de 2020, raspando o tacho e inviabilizando até a produção de etanol de milho no Mato Grosso.