Já está na internet um memorial às vítimas da repressão nos 17 dias de rebelião no Egito. Pelo que se viu, com o fechamento do Congresso e a anulação da Constituição, a ditadura vai endurecer ainda mais. Os militares aconselham a todos voltarem para casa e já começaram os primeiros choques com a Polícia do Exército. Sei não, mas acho que esse pessoal ainda vai sentir saudades do Hosni.
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Tensão volta à praça Tahrir com o fechamento do parlamento.
O Comando Militar que assumiu o poder no Egito anunciou neste domingo que dissolveu o Parlamento e suspendeu a Constituição do país.
Em um comunicado feito na TV estatal egípcia, a junta militar disse que ficará no poder por seis meses, ou até a realização de eleições.
No pronunciamento, o Comando Militar declarou ainda que irá formar um comitê para elaborar uma nova Constituição, que será depois submetida a um referendo popular.
Um correspondente da BBC no Cairo afirma que, segundo este pronunciamento, as eleições presidenciais egípcias poderiam ocorrer em julho ou agosto, em vez de setembro, como havia sido previamente marcado.
O gabinete de governo do Egito fez neste domingo a sua primeira reunião desde que o presidente Hosni Mubarak deixou o poder, na última sexta-feira.
Os integrantes do gabinete são os mesmos apontados por Mubarak dias antes de renunciar. Eles foram mantidos pelo Comando Militar, que assumiu o poder no país, para que realizem os trabalhos de transição política. Leia mais no site da BBC sobre a volta dos manifestantes à praça Tahrir. O clima é tenso e se acredita que a população não vá admitir a ausência de medidas democráticas.



