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Agressividade de jornalistas na Globo só somou pontos para Ciro Gomes

Nunca o candidato Ciro Gomes ganhará outro presente político como aquele com o qual foi agraciado ontem pela Rede Globo.
A agressividade, a falta de urbanidade dos entrevistadores – interrompendo o candidato todo o tempo – duvidando o tempo todo de suas afirmações; questionando o fato de Carlos Lupi, presidente do PDT, ser processado; alegando crescimento do crime organizado no Ceará.
A Globo deu, involuntariamente, alvará para Ciro Gomes crescer quatro ou cinco pontos nas pesquisas e começar a desafiar Bolsonaro por uma vaga no segundo turno.
Ciro quase perdeu as estribeiras com os mal-educados. Mas foi diplomático o suficiente para não afirmar que se a Globo pagar o que deve de impostos ao Governo, poderia incrementar a prestação de serviços de saúde e a educação em no mínimo 10%.
Aliás, o temor da Globo sobre a candidatura de Ciro Gomes é justamente esse. Taxação de lucros, grandes fortunas e ganhos no mercado financeiro. Só os néscios não percebem, ao assistir os programas de maior audiência da Globo, a penúria que o grupo de comunicação enfrenta, sem anunciantes e repetindo o tempo todo comerciais próprios da programação e de interesse da própria rede.
Aí está o interesse na campanha natimorta de Geraldo Alckmin. Esperemos para ver se eles questionam os depósitos numerados de Paulo Preto nos bancos suiços.
Dilma mostra articulação e determinação na entrevista da Globo
Dilma Rousseff resgatou hoje, durante o Jornal Nacional, uma legião de eleitores que andavam meio perdidos em meio aos últimos acontecimentos políticos. A candidata e presidente mostrou articulação, firmeza e determinação perante as perguntas mais agudas do jornalista William Bonner.
Deixou claro, antes de tudo, que os executivos no País são reféns de uma classe política despreparada, pragmática, arrivista e mal intencionada. E que só o sentimento profundo do que é democracia permite essas relações incestuosas com os legislativos. Aliás, isso é verdade não só na Presidência da República, mas nos estados e nos mais singelos municípios do País, onde os prefeitinhos são constantemente assediados pelos vereadorzinhos.
Dilma ganhou. Tanto que foi o assunto mais falado nas mídias sociais do mundo, segundo fontes seguras. Tanto que, desde o discurso na assembleia geral da ONU, em 24 de setembro do ano passado, quando lamentou a espionagem norte-americana no mundo, ela não participava da lista dos 10 assuntos mais comentados.
Amanhã, as pesquisas de monitoramento dinâmico, feitas por telefone, certamente indicarão uma melhora de posição da Presidenta.
O Mensalão e a Presidenta
O jornalista William Bonner perguntou a Dilma se ela não foi “condescendente” com a corrupção, já que o PT é um partido com “um grupo de pessoas comprovadamente corruptas, mas que são tratados como guerreiros, como vítimas”. Ele se referia ao julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, que condenou e levou à prisão dirigentes do partido.
Dilma saiu-se bem:
“Eu sou presidente . Eu não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal. A Constituição exige do presidente da República que nós respeitemos e consideremos a autonomia dos outros órgãos. Eu não julgo as ações do Supremo. Eu tenho opiniões pessoais. Durante o processo inteiro não manifestei nenhuma opinião. Não vou tomar nenhuma posição que me coloque em confronto, em conflito, aceitando ou não. Eu respeito as decisões da Suprema Corte brasileira”, declarou.
A Globo não engana mais ninguém
Alguém acredita que o vazamento das imagens do sexo explícito não foi proporcionado pela própria Globo?
Alguém acredita que o michê que proporcionou o espetáculo não ganhou um belo cala-a-boca e a expulsão foi feita com um belo acordo?
A Vênus Platinada conseguiu o que queria: repercussão nas mídias sociais, na audiência e garantia de faturamento até março, quando encerra-se o espetáculo de terceira categoria.
Globo apelativa
Depois do Jornal Nacional (Globo) a televisão ficou ligada. De costas para a TV, eu conversava com um amigo sobre as recentes e palpitantes notícias políticas da cidade. Entrou a novela e notei que, aos poucos, ele foi se desviando da conversa e prestando atenção na novela. De repente, exclamou: “Mas que putaria!” Daquele momento em diante, comecei a prestar a atenção e realmente quatro ou cinco casais faziam sexo, em tomadas alternadas.
A Globo realmente está fazendo um esforço hercúleo pela audiência.
A frase do dia
“Não há presidente que possa governar na garupa, ouvindo terceiros ou sendo monitorado por terceiros”.
O candidato José Serra, ontem, na Globo, falando sobre o poste e o criador. Na verdade essa afirmação pode ser uma “faca de dois legumes”, como dizia o finado Vicente Matheus: o povão quer Lula e, por via de consequência, a sua gerente. Nas grandes periferias das capitais, nos sertões áridos do nordeste, os descamisados de Luiz Inácio, o messias que percorreu seu calvário num pau-de-arara, rezam pela continuidade do seu status quo de exclusão social. Percorre suas veias e artérias um frêmito de adoração pelo campeador que lhes trouxe as migalhas do Bolsa Família, do Salário Desemprego e do empréstimo consignado das aposentadorias e os mantém no doce e ingênuo apartheid da ignorância, do analfabetismo funcional ou absoluto.


