
A assessoria de comunicação do prefeito de Luís Eduardo e presidente da UMOB – União dos Municípios do Oeste Baiano, Humberto Santa Cruz, distribuiu nesta terça-feira, 17, uma notícia para a imprensa, onde relata que os municípios da região estão criando uma Rede Regional de Saúde. Talvez por não estar clara a notícia e dada a complexidade do tema para leigos, levantou-se uma onde enorme de contestações à ação da UMOB. A deputada Kelly Magalhães fez um candente discurso na tribuna da Assembleia e os jornalistas mais atilados da região, como Fernando Machado, do ZDA, criticaram a medida. Tanto a deputada como o jornalista afirmaram que Humberto quer centralizar a saúde em Luís Eduardo, em prejuízo das polpudas verbas que Barreiras recebe para o tratamento de alta e média complexidade.
Na realidade, pelo que entendemos, Humberto quer criar, em cada um dos municípios participantes do chamado Consórcio Regional de Saúde, hospitais com capacidade para realizar o tratamento de média complexidade, que são as pequenas cirurgias de apendicite, próstata, garganta e outras que não exijam a recuperação em UTIs de alta sofisticação. Para evitar assim a tal de ambulancioterapia, o deslocamento de pacientes pelas estradas em busca de recursos.
A alta complexidade, que compreende cirurgias cardíacas, oncológicas, transplantes, implantação de próteses de monta – como as de quadris – e as intervenções neurológicas não seriam realizadas. São atribuição do HO e dos hospitais de referencia do Estado, que por sinal quer colocar uma central de regulação física em Barreiras, para que o paciente possa acompanhar ao vivo a evolução do tratamento preconizado, principalmente das cirurgias eletivas. Hoje o atendimento é feito por telefone. Um médico destacado de Luís Eduardo Magalhães, que nos deu as principais informações para a realização deste texto, diz, de passagem, que as internações em Salvador estão cada vez mais difíceis, reflexo provável do aumento da demanda e até de um eventual contingenciamento de verbas.
O mesmo médico afirma:
“A realidade é que o Hospital do Oeste virou um hospital de trauma, um verdadeiro pronto socorro, que atende baleados, acidentados e situações de emergência. O HO deixou de ser um centro de referência em medicina de alta complexidade.”
O que está faltando, realmente, é Humberto chamar a imprensa para a UMOB e explicar com detalhes como funcionam ações como o consórcio regional, o tratamento de média complexidade e as atribuições das diversas instâncias de governo dentro da saúde pública.
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