De Luiz Gonzaga, o rei do baião, numa antevisão do que seria o “Bolsa Família” e os programas sociais do Governo do PT, levados ao exagero pelo projeto de perpetuar-se no poder:
“Mas doutô, uma esmola a um homem que é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”
Pela reação acontecida no fim-de-semana passado, quando espalhou-se o boato do “último pagamento do Bolsa”, só pode se chegar a uma conclusão: “Viciou, sim sinhô”.
Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) mostrou que o Programa Bolsa Família contribui em apenas 1% para reduzir a concentração de riqueza no país – uma das mais elevadas do mundo. Um mecanismo estatístico criado pelos autores da pesquisa – os pesquisadores Marcelo Medeiros e Pedro Souza, que atuam no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), além da UnB – identifica os fatores que ajudam a concentrar e a distribuir renda no país e o peso de cada um na formação do quadro brasileiro atual de desigualdades. Dos oito elementos analisados, a assistência social, formada pelo Bolsa Família e pelo Benefício de Prestação Continuada (cujo público são idosos e pessoas com deficiência carentes), é praticamente irrelevante para desconcentrar a riqueza. Nesse quesito, o impacto maior decorre do Imposto de Renda, que incide sobre os mais endinheirados, contribuindo em 10% para diminuir a desigualdade. Porém, a renda do trabalho no setor privado eleva a disparidade. Informações do jornal Correio Braziliense.
