Terra Bruta: uma série de reportagens do Estadão sobre o avanço na Amazônia

desmatamento

Na Amazônia, a matança de agricultores e índios ocorre num território que perdeu, até agora, 20% da cobertura nativa. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a Amazônia Legal perdeu uma área total de 762 mil km², equivalente a 17 Estados do Rio de Janeiro. Estima-se que 42 bilhões de árvores adultas tenham sido cortadas.

Numa conta conservadora feita por técnicos do Ibama a pedido do jornal Estadão, o crime organizado movimenta R$ 3 bilhões por ano com a queda da floresta, considerando-se apenas a etapa em que o tronco deixa a mata. Há ainda a cadeia de beneficiamento da madeira que vai faturar pesado sobre o negócio. É dinheiro mais do que suficiente para irrigar campanhas políticas em municípios e Estados, patrocinar a expansão da grilagem e, se necessário, executar quem e quantos forem necessários.

O infográfico faz parte de uma série de reportagens de O Estado de São Paulo denominada Terra Bruta. Clique no link para ver a íntegra.

Mariana: a crônica de uma tragédia anunciada

 

Omissão dos responsáveis, imensa devastação do meio ambiente, destruição da vida simples do moradores à jusante das barragens, desinformação com objetivos de fraudar a responsabilização.

A reportagem do programa CQC é um pequeno, porém grave, retrato da situação depois do desastre. A empresa assumiu funções do Estado, normatizando e policiando a região conflagrada.

 

Pó branco utilizado para teste da segurança na fronteira era gesso

pó

O pó branco encontrado dentro do carro de uma equipe de televisão da aliada da Rede Globo em Mato Grosso, a TV Centro América, conforme o exame de narcoteste realizado pela Polícia Federal, confirmou se tratar de pó de gesso.

A equipe foi abordada por policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), na noite desta segunda-feira (12), quando cruzava a fronteira entre a Bolívia e o Brasil na região de Cáceres. Ao serem abordados, os policiais encontraram 169 invólucros, pesando 232,43kg, contendo pó branco embalado de forma a aparentar se tratar de cocaína.

O material, segundo depoimento prestado a polícia pela equipe, seria utilizado para demonstrar a facilidade em trazer drogas para o Estado, sem a fiscalização na barreira.

Zezé Perrella e Gustavo Perrella, políticos em Minas Gerais, também fizeram o mesmo teste, com 450 kg de um pó branco semelhante à cocaína. O seu helicóptero foi usado para o teste. Só que até hoje não vimos a reportagem. Colou?

A Polícia Federal não tem efetivos suficientes para controlar mais de 8.000 km de fronteira. O Brasil já é o maior consumidor de cocaína do mundo, à frente dos Estados Unidos. O Exército precisa assumir a função de guarnecer a fronteira, mesmo que para isso precise duplicar ou triplicar o seu orçamento e o seu efetivo.