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Humberto participa da abertura da Semana Farroupilha

Hasteamento das bandeiras de LEM, Bahia, Brasil, Rio Grande do Sul e do CTG Sinuelo dos Gerais

A programação da Semana Farroupilha do CTG Sinuelo dos Gerais se extende até a próxima terça-feira, 20 de setembro

Prefeito Humberto Santa Cruz e as prendas do Sinuelo dos Gerais

Vestido com as roupas típicas do gaúcho, o prefeito Humberto Santa Cruz disse que a comemoração da Semana Farroupilha é motivo de orgulho para LEM
O prefeito Humberto Santa Cruz vestiu bombacha, guaiaca e o lenço vermelho para participar na manhã desta terça-feira, 13, da abertura da Semana Farroupilha de Luís Eduardo Magalhães. A solenidade foi realizada no Centro de Tradições Gaúchas Sinuelo dos Gerais com a presença do patrão do CTG, Marcos Cézar Severo, e demais membros da peonagem, o juiz da Vara Crime da Comarca de Luís Eduardo Magalhães, Dr. Claudemir da Silva Pereira e o Comandante da Companhia de Policiamento Especializado do Cerrado (CIPE-Cerrado), Major Jailson Santos Amâncio.
Em seu pronunciamento, o prefeito Humberto Santa Cruz destacou que a comemoração da Semana Farroupilha é motivo de muito orgulho para todos moradores de Luís Eduardo Magalhães. “Por isso, de coração, desejo que os ideais de liberdade, igualdade e humanidade, marcas da Revolução Farroupilha, mais longa revolução do Brasil, que durou quase dez anos, entre 1835 e 1845, seja uma constante ao longo desta semana, até o dia 20 de setembro”, disse.
A programação da Semana Farroupilha de Luís Eduardo Magalhães continua nesta quarta-feira, 14, com o tradicional jantar italiano e apresentação da Invernada Artística às 20h; na quinta-feira, 15, também a partir das 20h, haverá torneio esportivo de bocha, bolão, cartas e tiro de laço; na sexta-feira, 16, é a vez da tertúlia livre; no sábado, 17, a programação começa as 9h, com uma gincana cultural e as 22h, baile com o grupo Fandangueando; no domingo, 18, as 16h, tem o tradicional desfile gaúcho pelas ruas da cidade e as 18h na Praça Albano Pedro Lauck, no bairro Jardim Paraíso. O encerramento da Semana Farroupilha acontecerá na terça-feira, 20 de setembro, com Missa Crioula as 19h, seguido de jantar as 21h.
Fonte: Assessoria de Comunicação da prefeitura de LEM
Certamente eu não iria terminar meus dias sem ver uma cena inusitada como essa: Humberto Santa Cruz de bombachas, guaiaca e lenço vermelho no pescoço. Ainda bem: se fosse o lenço branco da chimangada nunca mais falava com ele. E que viva a República do Piratini.
Passado, mais uma vez, o perigo da revolução, vamos ser brasileiros de novo
Passou o perigo! Todo dia 20 de setembro fico com medo que arrebente uma ‘rebolução’ no Rio Grande do Sul, que seja refundada de novo a República do Piratini, tal o entusiasmo da gauchada. Eu, que plantei morada nessas chapadas cerradeiras de Goiás e Bahia desde fevereiro de 1980, estremeço de que a gauchada se ‘arrevolte’ e declare a nova pátria.
Como eu iria explicar nas novas fronteiras que um dia fui gaúcho, que nasci nos pagos ondulados da Cruz Alta, logo eu, com esse meu cabelo pichaco – o que resta – e pele morena? Acho que hoje tem mais gaúcho fora do Rio Grande do que no próprio Estado. E como já ouvi o maior gaiteiro do mundo, o Borghettinho, dizer: esses separatistas são todos uns babacas.
Jabor, um paulistano, fala sobre o gauchismo.
Este artigo é antigo. Arnaldo Jabor, paulista e paulistano, descreve o sentimento que sempre uniu e une ainda hoje os gaúchos. Nada melhor para comemorar amanhã a data magna da República do Piratini, a década gloriosa em que o Rio Grande foi uma pátria separada do Brasil. Não que o gaúcho tenha qualquer gosto pelo separatismo nos dias de hoje. Nada disso. O Rio Grande quer apenas continuar dando exemplo de igualdade, liberdade e fraternidade, o lema farroupilha. O artigo:
“O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam ‘que horror’.
Sabem do roubo do político e falam ‘que vergonha’. Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam ‘que absurdo’. Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem ‘que baixaria’. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram ‘que medo’. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição ‘neste país’. Do ressentimento passivo à participação ativa’. Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou.
Um regionalismo que simplesmente não existe em São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa: abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa,
todo mundo cantando a letra!
‘Como a aurora precursora /
do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro /
o precursor da liberdade ‘
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é ‘comunidade’. Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é…Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os ‘ressentimentos passivos’ se transformarão em participação ativa?
De onde virá o grito de ‘basta’ contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será.
Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo.
Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem ‘liga’. Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito – se vier – só poderá partir das comunidades que ainda têm essa ‘liga’. A mesma que eu vi em Porto Alegre.
Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
De minha parte, eu acrescentaria, ainda:
‘…Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra…’
Arnaldo Jabor.
Ilustração da bandeira gaúcha: Fallavena.
Mas bah!
Durante o acampamento da Semana Farroupilha, no Parque Harmonia, em Porto Alegre, as principais lideranças do Estado do Rio Grande do Sul resolveram retomar a Revolução Farroupilha e enviaram uma mensagem a Brasília:
– “Cambada de frouxos: Estamos declarando guerra novamente para separar o Rio Grande do resto! Temos 85 mil Cavalos e 200 mil Homens Farroupilhas”.
Brasília então responde:
“Aceitamos a declaração. O Exército brasileiro tem 380 tanques, 160 aviões, 98 navios e 2 milhões de soldados.”
Após dois longos dias de intensa discussão, entre um chimarão e outro, a Gauchada responde:
– “Retiramos a declaração de guerra… Não temos como alojar tantos prisioneiros”. Enviado por Rogério Fay, paladino da Polar e do Colorado.





