A coalizão está tomando o pré-sal sem disparar um só tiro. Uma pechincha!

Caças da coalizão em combate sobre o Kuwait e Iraque.

Em 17 de janeiro de 1991, uma coalização de 25 países, liderada pelos Estados Unidos, invadiu o Iraque para proteger os interesses no petróleo do País e no Kuwait. Lá o petróleo quase aflora na areia do deserto. A brincadeira custou US$ 61 bilhões, algo como 400 bilhões de reais a preços de hoje. Morreram 250 mil soldados e 180 mil cidadãos do Iraque e 7 mil civis do Kuwait, além de, que dó, 341 soldados da coalizão.

Ontem, a coalização tomou pacificamente uma das maiores reservas petrolíferas do mundo, o pré-sal brasileiro, responsável por mais da metade da produção nacional de 3 milhões de barris diários.

Uma pechincha. Nenhum tiro. Nenhum avião armado sobrevoando os ares.

Os mortos serão contabilizados mais tarde, entre os brasileiros miseráveis que não terão mais acesso aos benefícios do pré-sal.

Que Deus salve Temer e a grande organização criminosa que tomou o poder, sob a inspiração da NSA – National Security Agency.

Juiz suspende entrega do pré-sal às empresas estrangeiras

O juiz Ricardo de Sales, da 3ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, concedeu liminar ontem (26) à noite suspendendo o leilão de partilha de blocos do pré-sal. A ação foi proposta por Wallace Byll Pinto Monteiro, integrante do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas, contra a ANP e a Petrobras.

Na ação, ele alega que a Lei n.13.365/2016 promoveu radical alteração na Lei n.12.351/2010, na medida em que retira da Petrobras a atuação como operadora única dos campos do pré-sal, com uma participação de  pelo menos 30%, além de deixar de ser a única  empresa responsável pela  condução e execução, direta ou   indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento e produção.

Quatro anos depois do primeiro leilão de partilha da área de Libra, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) marcou para hoje (27) o leilão de áreas exploratórias no regime de partilha. Deverão ser licitados oito blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural. O evento deveria ter início às 9h no Hotel Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Com novas regras e flexibilizações, o leilão chamou a atenção de gigantes petrolíferas do mundo e a expectativa é gerar investimentos bilionários para o país. Entre as 16 empresas habilitadas pela ANP para participar das duas rodadas – a segunda e a terceira – do leilão estão as americanas Exxon/Mobil e Chevron, a espanhola Repsol, a britânica Shell, a francesa Total, a norueguesa Statoil e as chinesas Cnooc e CNPC.

A informação da Agência Brasil não deixa claro que a entrega das reservas de petróleo do pré-sal às empresas multinacionais, não prevê nem a utilização de equipamentos nacionais, como também isenta de impostos a maior parte das operações.

O País entregar de mão beijada a reserva, que hoje é maior que a soma daquelas da Arábia Saudita, como também das reservas venezuelanas, não deixa de ser uma insanidade.

A atitude entreguista do Governo Temer está relacionada com promessas da campanha do golpe com os colonialistas. Se o País desenvolveu as tecnologias de prospecção, se tem os equipamentos necessários, qual é a razão para venda das reservas?

Com certeza, o dinheiro que vai entrar com a venda não dará nem 10% do pesado serviço da dívida, mais de R$500 bilhões por ano, que nós pagamos aos fundos internacionais.

A roda da história gira e voltamos aos tempos de Cabral: estamos recebendo espelhos, miçangas e machados pela entrega do nosso patrimônio.