Diretor de Logística do M. da Saúde é exonerado após escândalo de propina.

Saúde exonera servidor acusado de pedir propina de 1 dólar por vacina - CartaCapital

Roberto Ferreira Dias, exonerado após revelação do escândalo.

Texto de Reinaldo Azevedo, sobre o escândalo de hoje, a descoberta de mais uma tentativa de peculato do Governo Bolsonaro.

Diretor de logística da Saúde acaba de ser exonerado. Segundo entrevista de representante de farmacêutica à Folha, foi ele quem vocalizou oferta de sobrepreço de US$ 1 dólar por vacina da AstraZeneca. Trata-se de Roberto Ferreira Dias, já acusado por Luís Miranda e homem de confiança de Ricardo Barros. Queriam levar US$ 1 por dose, segundo o denunciante, na compra de 200 milhões de doses. Valor da propina: R$ 1 bilhão em valores de hj. Se verdade, não se tem um ministério da Saúde, mas uma gangue de homicidas em massa. Havia então no país 250 mil mortos.

Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM).

O Ministério da Saúde divulgou uma nota na noite desta terça-feira 29 na qual anuncia a exoneração do diretor de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias. O comunicado foi divulgado horas depois de vir à tona a notícia sobre um pedido de propina para que a Saúde fechasse a compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca.

O relato foi feito ao jornal Folha de S.Paulo por Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, e acusa especificamente Roberto Dias. A propina cobrada pelo governo de Jair Bolsonaro seria de 1 dólar por dose.

A breve nota do Ministério, porém, não explica o motivo da exoneração. “O Ministério da Saúde informa que a exoneração de Roberto Dias do cargo de Diretor de Logística da pasta sairá na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (30). A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (29)”, diz o texto.

Essa verdade é mais uma prova contundente de que não se tratava de um incompreensível negacionismo em relação à vacina, que poderia ter salvo até 300 mil vidas. Tratava-se mesmo de uma aparente oportunidade de roubar os cofres públicos, como foi tentando também com a Covaxin e Sinopharm.