Secretário do Ministério da Saúde se nega a responder sobre comportamento de Bolsonaro.

Mandetta e Caiado supervisionaram obras do primeiro hospital de campanha federal, em Águas Lindas – GO, no limite do DF. O Hospital será dedicado exclusivamente para contaminados com o Coronavírus.

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem ignorado recomendações do próprio Ministério da Saúde, ido às ruas de Brasília e Goiás e causado aglomerações em meio à pandemia do novo coronavírus.

Questionado neste sábado (11) sobre o tema, o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, recusou-se a responder e ironizou a repórter pela pergunta formulada.

A pergunta foi lida por um assessor do Ministério da Saúde. “Pelo segundo dia consecutivo, o presidente Jair Bolsonaro desrespeitou as recomendações do Ministério da Saúde, saiu às ruas e formou aglomerações de pessoas. Como garantir a continuidade do isolamento social, se o presidente da República não dá o exemplo?”, questionou a repórter Isadora Peron, do jornal Valor Econômico.

Gabbardo, então, não respondeu e ironizou ao dizer que a jornalista “perdeu a oportunidade de fazer uma pergunta”: “Eu vou responder para a Isadora. Infelizmente, a Isadora perdeu a oportunidade de fazer uma pergunta, porque nós já combinamos isso, que nós não vamos responder sobre comportamento, posicionamento, opinião do presidente da República. Pode passar para a próxima (pergunta)”.

Neste sábado, João Gabbardo dos Reis, considerado o “número dois” do Ministério da Saúde”, foi o responsável por expor os dados nacionais do coronavírus no Brasil e, em seguida, responder a questionamentos de repórteres em entrevista coletiva. O ministro Luiz Henrique Mandetta, chefe da pasta, não estava presente, já que passou o dia em Goiás.

 

 

Caiado chama Lula de bandido. Lula reage com queixa-crime no STF

Mesmo após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter entrado com um pedido de queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF), o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), voltou a criticar o petista e dizer que ele “não é rei” e havia tido um “comportamento de bandido”.

Em nota, Caiado explicou que os tuítes que fizeram o ex-presidente abrir o processo contra ele aconteceram em fevereiro, depois de Lula dizer que João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Sem Terra (MST), colocaria “seu exército” nas ruas para defender o governo da presidente Dilma Rousseff.

“Essa situação ocorreu no mês de fevereiro, quando Lula se sentia o todo poderoso, quando ninguém tinha coragem de contestá-lo. Mas Lula tem que medir as palavras, não é comportamento de ex-presidente ameaçar a população, é comportamento de bandido. Ele não é rei”, afirmou o senador.

Na época, Caiado escreveu em sua conta no Twitter que a atitude de Lula criava “instabilidade democrática” e era coisa “de bandido frouxo”. Para a defesa do ex-presidente, a postagem pode ser configurada como crime de calúnia e difamação.

No documento, os advogados argumentam ainda que o tipo de afirmações feitas por Caiado extrapola a imunidade parlamentar e configura uma grave ofensa ao ex-presidente. Segundo o senador, ele ainda não foi notificado sobre o processo. Conteúdo do Estadão.

 

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Bancada ruralista cria 50 emendas à MP dos vetos aos Código Florestal

Deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elaboraram cerca de 50 emendas à Medida Provisória 571/2012, que trata dos trechos vetados do Código Florestal. Os parlamentares tem até sexta-feira para apresentá-las. O atual presidente da frente, deputado Moreira Mendes (PSD-RO), disse que vários deputados vão entrar com mandado de segurança contra a MP, por considerarem “uma afronta” e “entendendo que a presidenta exorbitou no seu poder”.

Segundo Mendes, alguns parlamentares entendem que a legislação estabelece que assuntos votados no Congresso Nacional não podem ser objeto de medida provisória antes da aceitação ou derrubada do veto presidencial. Após o veto da presidenta Dilma Rousseff, o Congresso Nacional tem 30 dias para discutir o assunto. “Vamos ouvir o restante da frente para que se tome uma deliberação a esse respeito”.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que ficou surpreso com a MP tratando de matéria derrotada na Câmara dos Deputados e a considerou uma “agressão” ao Congresso. “Ela passa a legislar acima da vontade do Congresso Nacional. Esse que é o ponto sobre o qual queremos entrar com mandado de segurança no sentido de buscar a sustação dos efeitos dessa medida provisória”, disse.

Moreira Mendes disse que o assunto Novo Código Florestal precisa ser liquidado, mas devido ao rito da medida provisória, com prazo de 120 dias, o assunto não será resolvido antes do recesso parlamentar. Em relação às emendas, o presidente da FPA disse que a intenção é buscar um texto de conciliação, nem mantendo o atual e nem resgatando a proposta que saiu das discussões na Câmara dos Deputados. Da Agência Brasil.

Chapa puro sangue do PSDB gera reação dos democratas.

O senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR) será o vice do correligionário José Serra na chapa presidencial que disputará as eleições deste ano. Fontes do PSDB ouvidas pela Folha já dão como certa a escolha de Dias para a vaga, que, já vinha pressionando a cúpula do partido para ocupar a vice. Por meio do microblog Twitter, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, adiantou a informação: “Falei agora com o Sergio Guerra [presidente nacional do PSDB]. O vice será o Álvaro Dias”, disse. A escolha do senador paranaense vai contra os interesses do DEM, principal aliado do PSDB no plano nacional. Os democratas tentavam evitar uma chapa puro-sangue tucana para emplacar nomes como o deputado José Carlos Aleluia ou Valéria Pires Franco (PA), vice-presidente do partido. O presidente do DEM, Rodrigo Maia, disse que o seu partido não irá aceitar indicação do PSDB para a vaga de vice na chapa do presidenciável José Serra (PSDB), qualquer que seja ela. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse à Folha que está consultando os partidos da aliança sobre o nome do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Segundo Maia, a única opção que o DEM aceita no PSDB é o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, fora ele, o nome deve sair do DEM. O vice-presidente do Democratas (DEM), deputado Ronaldo Caiado (GO), reagiu com indignação à notícia de que o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) seria indicado para a vaga de vice na chapa de José Serra à Presidência da República. Caiado afirmou que defenderá na Executiva do partido a quebra da aliança com o PSDB.

As últimas pesquisas do IBOPE, colocando Dilma Rousseff à frente de Serra, detonaram a ligação de todos os alertas no bunker da campanha tucana. Acabou-se o tempo da campanha “low profile” de Serra. Agora é a vez de decisões cruentas, no longo caminho que se encerrará no dia 3 de outubro.

Nada a lamentar no caso Arruda, sr. Presidente.

Foto: Marcello Casal Jr ABr

As notícias da noite dizem que o presidente Luiz Inácio teria achado lamentável a situação que levou José Roberto Arruda à prisão. E que pediu cautela ao Ministro da Justiça na exposição do Governador do DF. Que circunstâncias levam o Primeiro Mandatário da Nação lamentar a situação e preservar a imagem do Governador? Ainda falta muita gente naquele cárcere da Polícia Federal. Da camarilha de Arruda, da camarilha que informou a Polícia Federal sobre o esquema de corrupção do Governador – leia-se aí Joaquim Roriz – e principalmente da turma dos corruptores, os empresários que salgaram-se nos cofres públicos. O Primeiro Mandatário da República devia pedir, sim, maior rigor com todos aqueles que dilapidam o dinheiro do povo em todo o País. Aquele mesmo povo que lhe vota quase 80% de confiança em pesquisas.

Luiz Inácio não pode declinar de seus direitos, nem dos seus deveres. Em momento algum, em qualquer circunstância.

A decretação da prisão do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça foi comemorada por parlamentares do seu ex-partido e também de outras legendas. O ex-líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), um dos integrantes do partido que mais trabalhou pela expulsão de Arruda do DEM, disse que a sociedade brasileira está comemorando a decisão. “Foi uma assepsia na política para a vida brasileira”.
Segundo Caiado, a decisão do STJ está sendo comemorada porque resgata a crença que ainda “podemos sonhar com a política praticada em parâmetros da ética e da moralidade”. Caiado não acredita que o Supremo Tribunal Federal (STF) conceda habeas corpus a Arruda. “O STF não vai dar guarida para quem está debochando das instituições e da população”.

Caiado pede destituição de relator e retorno do orçamento ao plenário

O deputado Ronaldo Caiado (GO), líder do Democratas na Câmara, protocolou na tarde desta segunda-feira (28) ofício pedindo que o presidente do Senado e do Congresso, senador José Sarney, não assine e não envie ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o projeto do orçamento para 2010, aprovado no último dia 22. Caiado sustenta que o relator-geral do projeto, deputado Geraldo Magela (PT-DF), não cumpriu acordo feito com as oposições no Plenário do Congresso, na noite do último dia 22, agindo “com abuso de suas prerrogativas”.

Caiado pede ainda que o presidente do Congresso destitua Magela do cargo de relator-geral do orçamento e tome providências para que o acordo firmado com as oposições seja cumprido. Ele observa que as consultorias de orçamento do Senado e da Câmara emitiram uma nota técnica conjunta onde indicam o que o relator-geral deveria fazer para cumprir o acordo – as consultorias recorreram inclusive às notas taquigráficas da sessão que aprovou o projeto orçamentário.

O líder do Democratas diz no ofício que, pelo acordo, Geraldo Magela deveria transferir para as emendas das bancadas estaduais todos as emendas de investimentos feitas pelo relator-geral. Entretanto, continua, mesmo após a interpretação das consultorias, Magela transferiu para as emendas de bancada apenas os investimentos para a realização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Agindo assim, o relator-geral cumpriu “apenas parcialmente” as orientações das consultorias de orçamento do Senado e da Câmara, sustenta Caiado. No entendimento do oposicionista, o projeto da Lei Orçamentária Anual “padece de insanável irregularidade” e, por isso, ele pede a José Sarney providências para resolver o problema.

A votação do projeto ocorreu nos últimos minutos que o Congresso dispunha antes de entrar em recesso. Os partidos de oposição fizeram várias reivindicações para sua votação. Em uma delas, eles propuseram um aumento de recursos para a área de saúde. Em entrevista à imprensa dois dias depois, Ronaldo Caiado acusou Geraldo Magela de ter repassado para as emendas das bancadas apenas emendas do relator que destinavam dinheiro para obras nos estádios onde haverá jogos da Copa do Mundo de 2014. Para ele, o relator-geral quer responsabilizar politicamente a oposição caso falte dinheiro para as obras da Copa do Mundo.

A redação final do projeto do orçamento para o próximo ano ainda está sendo realizada pelos consultores da Comissão Mista de Orçamento. O projeto recebeu milhares de emendas dos deputados e senadores e sua votação foi tumultuada pela falta de acordo político.

Situação de Arruda é desesperada

Águas Claras (DF) – Jornalistas fazem plantão em frente à residência oficial do governador do Distrito Federal. Hoje os dirigentes do DEM devem reunir-se para tomar uma decisão sobre a desfiliação de Arruda. Desfiliado, vai ser difícil Arruda resistir no Governo. O caminho talvez seja o mesmo do episódio do painel do Senado, quando renunciou ao mandato para não ser cassado. As máquinas que aparecem em frente à residência oficial fazem parte da maior obra que o GDF está realizando: a Linha Verde, que adicionará 6 novas pistas à ligação de Taguatinga com o Plano Piloto (Estrada Parque Taguatinga-Guará EPTG.

Pressionado internamente, o comando nacional do Democratas prepara a desfiliação e futuramente a expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Acusado de coordenar um suposto esquema complexo de corrupção, Arruda vai se explicar amanhã, às 14h, à cúpula de seu partido sobre as denúncias. Ele passou este domingo telefonando para os colegas de partido.

“Existe um fato e denúncias. Contra fatos e denúncias o combate são fatos e não versões. É assim que funciona. Vamos dar ao governador o espaço que ele precisa para se explicar. Mas o clima de desconforto é grande. Aguardamos a defesa dele, mas grande parte do DEM pensa na desfiliação e até na expulsão”, disse à Agência Brasil o senador Demóstenes Torres.

Demóstenes contou que Arruda passou o domingo conversando, por telefone, com cada integrante da executiva nacional do DEM. Nas conversas, o governador tentou explicar as imagens em que aparece recebendo dinheiro do então assessor Durval Barbosa.

Segundo o senador, Arruda afirmou que as imagens são do período da sua campanha de 2006, quando recebia recursos para repassar aos que trabalhavam com ele. De acordo com as explicações do governador, tudo foi relatado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e também ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No Twitter, o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), avisou que se for constatada irregularidade, haverá punição.

“O Democratas não vai se portar como o PT. Se houve erro, haverá punição de acordo com o que uma democracia prevê. O Democratas exige seriedade sempre. Não vamos empurrar nada para baixo do tapete. São denúncias graves”.

Outros líderes do DEM ouvidos pela Agência Brasil afirmaram que a tendência na legenda não é favorável a Arruda, mas que aguardam as explicações do governador para evitar possíveis injustiças.

Foto: Elza Fiúza/ABr – Com informações de Renata Giraldi e Luciana Lima, da ABr