Autoridades passam recibo de indigência política no episódio do Pinheirinho

O caso da reintegração de posse do terreno em Pinheirinho, bairro de São José dos Campos, passará para a história como a pior ação política da década, protagonizada pelo prefeito Eduardo Cury e pelo governador Geraldo Alckmin, ambos tucanos do bico rachado. Veja os números:

1. Que a massa falida deve R$ 16 milhões de impostos;

 2. Que o valor total do terreno é R$ 84 milhões;

3. Que o terreno é grande demais para o número de famílias (1 milhão de metros quadrados);

4. Os impostos são suficientes  para comprar 20% do terreno;

5. O que foi gasto na vultosa operação, que empregou 2.000 homens e helicópteros seria suficiente para pagar o projeto e fazer a licitação.

O Tribunal de Justiça de São Paulo, autor da ordem de reintegração de posse, “isentou o Governador” de culpa no episódio.

Alckmin não é o comandante da PM, violenta e arbitrária? Ele não autorizou a operação? O TJ-SP deve se manifestar politicamente e isentar autoridades de culpa? A decisão da Justiça Federal, contrária à reintegração de posse, não foi ao menos considerada pelas autoridades?

Alckmin e Eduardo Cury deram atestado de incapacidade político-administrativa e merecem a condenação pública, ao proteger a propriedade privada independente do interesse social. Mesmo que se considere as máfias do PT que administravam a invasão. Fotos de O Globo e agências.

Jogo e dobro a aposta que o STJ vai reformar a sentença do TJ-SP e reintegrar os invasores no terreno, agora com verbas federais para a construção de habitações dignas. E ganhar uma montanha de votos para o candidato do PT nas próximas eleições.

A Agência Brasil divulga hoje que antes da ação da Polícia Militar (PM) de São Paulo na ação de reintegração de posse na ocupação da área do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), o governo federal estava em negociação com o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, para encontrar uma solução pacífica para problema. A informação é do secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Rogério Sotili.

No entanto, na sexta-feira que antecedeu o conflito, dia 20, o prefeito cancelou uma reunião que havia sido marcada em Brasília com integrantes da Secretaria-Geral da Presidência e do Ministério das Cidades.  “Tínhamos marcado de ajudar o governo [estadual] e o município. O Ministério das Cidades já estava estudando uma possibilidade de ajuda, já que a atribuição de solução do problema, no caso, cabia à prefeitura. O prefeito concordou com a reunião, escolheu o local e, na sexta-feira, mandou a secretária me ligar cancelando a reunião”, disse Sotili.

ÉLIO GASPARI: “A ESTRATÉGIA DA TENSÃO”

O conflito podia ter sido evitado, pois em 4 áreas (sem PSTU) houve negociação e todo mundo ganhou.

Num conflito sempre há alguém que joga com a carta da tensão. Ele ganha quando ocorrem choques, prisões, feridos e incêndios. Na operação militar que desalojou 1.600 famílias da área ocupada do Pinheirinho, em São José dos Campos, ganhou quem jogou na tensão. Conseguiram mobilizar 1,8 mil PMs, numa operação que resultou em dois dias de choques, no desabrigo de 2.000 pessoas, dez veículos destruídos, quatro propriedades incendiadas e 34 presos.

A gleba foi invadida em 2004 e está avaliada R$ 180 milhões. É o caso de se perguntar o que poderia ter sido feito ao longo de sete anos para evitar que o maior beneficiado pelo espetáculo fosse a massa falida de uma empresa do financista Naji Nahas, que deve R$ 17 milhões à prefeitura.

Intitulando-se líder dos moradores, está no elenco Valdir Martins, o “Marron”, candidato a deputado estadual pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, o PSTU, residente em Vila Interlagos e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos local, como representante dos trabalhadores de uma empresa que não existe mais.

Pelo lado do poder público, o elenco inclui o governador Geraldo Alckmin em cujo primeiro governo ocorreu a invasão e o prefeito Eduardo Cury, que está no cargo desde 2005. Ambos são do PSDB.

Em 2008, o advogado André Albuquerque, fundador da empresa paranaense Terra Nova, especializada em regularização fundiária, foi convidado para estudar o caso do Pinheirinho. Ele resolveu 18 litígios, legalizando lotes de 10 mil famílias, das quais 2.000 já têm escritura.

Sua metodologia é simples. A Terra Nova negocia um valor aceitável com o proprietário da gleba e os moradores, vai ao juiz que está com processo de reintegração da posse e homologa o acordo.

Retirado o obstáculo que impede obras de infraestrutura na área, a empresa apresenta um projeto de urbanização à prefeitura. O proprietário recebe seu dinheiro num prazo que vai de cinco a dez anos, e os moradores pagam prestações mensais que, na média, custam R$ 200.

No Pinheirinho, o lote poderia valer entre R$ 3.000 e R$ 6.000, com prestações de R$ 60 a R$ 100 por dez anos. Jamais um dono de lote perdeu a casa por falta de pagamento.

“Marron” ouviu a proposta e informou que seu movimento não aceita negociar indenização, muito menos pagamento. O outro caminho seria o da desapropriação, pelo Ministério das Cidades, mera promessa da Viúva federal. Nada feito. Uma reunião posterior foi boicotada pelos representantes dos moradores. Há poucas semanas, diante da ameaça de uso da força policial, apareceu uma milícia de fancaria, com escudos de latão e perneiras de PVC. Deu no que deu.

Deu no que deu porque os organizadores do PSTU, o governo de São Paulo e a Prefeitura de São José aceitaram a estratégia da tensão. O governo da doutora Dilma achou que o caso podia esperar e, depois do conflito, fantasiou-se de São Jorge para matar o dragão que já havia devorado a princesa.

Desde 2008, enquanto o caldeirão do Pinheirinho ficava em fogo brando, a Terra Nova de André Albuquerque resolveu quatro litígios fundiários urbanos. Três em São Paulo (Casa Branca, Jardim Conquista e 1º de Maio) e um no Paraná (Vila Nova, em Matinhos). Segundo ele, mais de 1.500 famílias foram beneficiadas, sem polícia.

 

Santos, São Paulo e Internacional são os times de elencos mais valorizados do País.

O Santos fechou o ano avaliado como o clube com os jogadores mais caros do futebol brasileiro. Segundo o site Transfermkt, especializado na avaliação do passe de jogadores, o time de Neymar e Ganso vale hoje 93,9 milhões de euros. Ficou na frente do São Paulo de Lucas (66,6 milhões de euros) Internacional de Leandro Damião (55,2 milhões de euros), Fluminense (44,3 milhões de euros) Corinthians (42,3 milhões de euros) e Flamengo (42,2 milhões de euros).

Entre os grandes, o Atlético Mineiro é o clube mais barato do país (vale apenas 27,3 milhões de euros). Ficou atrás de Botafogo (31,1 milhões de euros), Vasco (32,3 milhões de euros), Palmeiras (32,6 milhões de euros), Cruzeiro (35 milhões de euros) e Gremio (37 milhões de euros).

Por Lauro Jardim, de Veja.

Está vendo, Fernando Machado? Se o Vasco adquirir o dobro do patrimônio, ultrapassa o Internacional.

CNJ investiga pagamentos indevidos a juízes de São Paulo

O Tribunal de Justiça de São Paulo fez pagamentos ilegais a 118 juízes que somaram cerca de R$ 1 milhão nos anos de 2009 e 2010.

As verbas resultaram de uma conversão indevida de dias de folga, que não podem ser pagos em dinheiro, em dias de licença-prêmio, que podem ser indenizadas.

Após a abertura de um processo sobre o caso no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o próprio TJ anulou os pagamentos e determinou a devolução dos valores a partir de fevereiro deste ano.

As folgas foram obtidas pelos juízes por trabalhos em plantões ou na Justiça Eleitoral, por exemplo. Devem ser obrigatoriamente gozadas em dias de descanso.

Já as licenças-prêmio são um benefício pela assiduidade. A cada cinco anos de trabalho, os servidores têm direito a 90 dias de licença-prêmio, que podem ser convertidos em dinheiro.

Polícia Federal atropela avião de contrabandistas.

Para evitar a fuga de uma pequena aeronave, que havia descarregado, em Ribeirão Preto, mercadorias contrabandeadas no valor de R$200 mil, os policiais federais não encontraram outra alternativa: abalroaram o avião, quebrando o trem de aterrissagem e danificando a asa.

Vereador super sincero agradece “vida de príncipe”.

Rodson é tão cara de pau que faz a barba com um lixa de madeira.

Rodson Lima, vereador do PP em Taubaté (SP), postou a seguinte frase no Facebook: “Nesse momento, estamos hospedados em um hotel cinco estrelas, com uma ‘big’ de uma piscina e de frente para o mar. Tudo pago com dinheiro público. O povo me dá vida de príncipe”. A declaração gerou revolta entre os eleitores da cidade, mas Lima não se acanhou. E repetiu as declarações:

Em entrevista à reportagem da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, ele voltou a falar sobre a vida de luxo no Sergipe. “Eu descobri que o hotel é três estrelas, mas pra mim é como se fosse um palácio. Eu estou conversando com você na janela e tem uma piscina de 40 metros com cachoeira, é brincadeira?!” , dizia a mensagem postada pelo vereador. O político também agradeceu ao seu eleitorado. “Vivo a vida de príncipe há 15 anos. Dois motoristas, assessores, celular, assessoria jurídica, gabinete com ar condicionado… Inclusive até postei assim: engenheiros que são formados por Harvard, Yale, Michigan não desfrutam disso que eu desfruto. É muita honra que o povo me dá. Eu sou eternamente agradecido”.

Será que Rodson Lima, que tem 14 processos na Justiça Eleitoral, sabe que nem todos os vereadores que gozam de mordomias são agradecidos ao povo?  E que acham que todas as vantagens obtidas são inerentes ao cargo e direito adquirido, com aprovação e chancela divina?

Enquanto isso, na Bahia, Jaques Wagner disse que honrou o compromisso de mandar verba suplementar de R$22 milhões para a Assembléia. E que vai negar outro pedido de R$14 milhões. 

Já são 40 as pessoas presas na operação “Corcel Negro”.

Uma megaoperação realizada na sexta-feira, 22, resultou na prisão de 40 pessoas acusadas de envolvimento em crimes ambientais, como produção ilegal de carvão. A lista de presos inclui empresários, fazendeiros, políticos, consultores ambientais, além de funcionários e ex-servidores da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).

Até o fechamento desta reportagem, outros nove mandados de prisão preventiva ainda não haviam sido cumpridos. De acordo com as investigações, o esquema teria rendido aos envolvidos algo em torno de R$ 70 milhões.

Hoje pela manhã ainda era grande a movimentação de viaturas do IBAMA, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal em Barreiras. O helicóptero da PRF que auxiliou nas buscas decolou do posto da delegacia 10/10, na BR-242, em torno de 9 horas.

A Operação Corcel Negro foi deflagrada em Salvador,  em dez municípios do interior baiano e em mais três estados, em conjunto com a Sema, Ministério Público Estadual, Secretaria da Segurança Pública, Polícia Rodoviária Federal e o Ibama.

Na Bahia, foram 19 prisões. Apenas o consultor  ambiental baiano Gilmar Iglesias foi detido em São Paulo. Os demais foram detidos em Minas Gerais e Goiás. Segundo Eugênio Spengler, secretário estadual do Meio Ambiente, as investigações foram iniciadas há um ano, após a descoberta de irregularidades na emissão de crédito de reposição florestal.

A Lei Estadual 10.431/06 prevê que toda pessoa física ou jurídica que use produtos de origem florestal para fins comerciais é obrigada a manter áreas de reflorestamento. Se não possuir um terreno para a reposição de árvores, pode adquirir créditos de reflorestamento com pessoas que mantêm áreas de floresta.

Falha na lei – Spengler informou, durante coletiva na sede da SSP que foram detectadas fraudes na concessão de créditos. “Pessoas estavam recebendo os créditos sem que houvesse comprovação de que estavam mantendo áreas de replantio”, assinalou. Segundo ele, a lei estadual “possui uma falha” que contraria a legislação federal – que só concede os créditos após comprovação do reflorestamento.

“Já está em andamento na Assembleia Legislativa um projeto de lei que vai corrigir isso”, assegurou Spengler. “Vale lembrar que não há uso de dinheiro público nas irregularidades. A questão é de mau uso da função de agente público, com fraudes em procedimentos que deveriam atender a critérios legais. Com certeza, havia corrupção”, disse o promotor Geder Gomes, do Centro de Apoio Operacional à Segurança Pública e Defesa Social do MP.

A delegada Carmen Bittencourt, da Polícia Civil, confirmou que as prisões foram efetuadas sem incidentes. Em Salvador, foram presos Marcos Félix Ferreira, Paulo Pelegrini e Plínio Castro, todos ex-superintendentes da Sema; Luís Cláudio Correia e Rui Muricy de Abreu, servidores da Sema; e o consultor ambiental João Barrocas.

 No interior da Bahia, foram presos Ana Célia Coutinho Rocha e a filha dela, Milena Coutinho de Castro; Maria Emília Miranda, Marcelo Dourado Costa, Francisco Leonardo Bastos Vila Nova, Cássio Higino Barreto Santos, Gersino Pereira Costa, Jader Oliveira Costa, Derval Barbosa de Arruda, Florisvaldo Silva, Jorge da Costa, Francisnay Martins Neves e Abraão dos Reis Gomes.

 As identidades dos capturados em Minas Gerais e Goiás não foram divulgadas. As investigações revelaram que siderúrgicas desses estados recebiam carvão ilegal produzido na Bahia. Texto de Miriam Hermes, do jornal A Tarde, e fotos dos arquivos da Polícia Rodoviária Federal, editados por este jornal.

Velhas piadas, nova realidade.

Pelo que foi visto, lido e ouvido sobre a Parada Gay, em São Paulo, o chamado terceiro sexo já ultrapassou os dois primeiros e lidera com duas voltas de vantagem. Faça a conta: subtraia da população os septuagenários, as crianças, os que estavam trabalhando, os que ainda não saem do armário em hipótese alguma e todos aqueles que não podem correr o risco de mostrar o carão nos programas populares da TV. Os três milhões são mais de 50% da população, digamos, sexualmente e politicamente ativa da grande São Paulo.

Está explicada, então, a forte frente fria que assolou o Sul do País. Era pura frescura.

Trânsito: de crítico a apocalíptico.

Da turma do Café com Bobagem, hoje no twitter:

“Se a Rodovia Ayrton Senna fica tão parada, imagine se ela se chamasse Rubens Barrichello!”

Hoje passamos a tarde toda em Barreiras, coordenando a distribuição do jornal O Expresso. O trânsito da cidade continua uma loucura, com bi-trens desfilando lentamente numa única pista a partir da ponte velha, até sair novamente na BR-242. O prejuízo que isso traz para a região é incalculável. A travessia da cidade, a partir da Rodoviária não fica por menos tempo de uma hora. Quando afinal sai o anel viário. Do jeito que está, é uma violência com os motoristas e com os barreirenses.

Prefeito assassinado em Jandira, na Grande São Paulo.

O prefeito da cidade de Jandira, localizada a cerca de 38 km da capital paulista, Walderi Braz Paschoalin (PSDB), foi assassinado a tiros por volta das 8h desta sexta-feira, segundo informações da Polícia Militar. Conforme a PM, ele estava com seu motorista, cujo nome ainda não foi divulgado, na rua Antônio Conselheiro, no bairro do Mirante, indo rumo à Radio Astral, quando seu carro foi alvejado por diversos disparos. Ele participava todas às sextas-feiras do programa chamando “Bom Dia, Prefeito”.

Os dois chegaram a ser socorridos ao pronto-socorro da cidade, mas já chegaram mortos. Ainda não há informações sobre os criminosos.

O prefeito de 62 anos foi eleito em 2008 com 42% dos votos válidos e estava em seu 3º mandato na cidade. Ele começou a carreira política aos 28 anos quando foi eleito vereador. Segundo informações disponíveis no site da cidade, a primeira vez que Paschoalin concorreu ao cargo de prefeito foi em 1982, ficando em 3º lugar nas eleições.

A Polícia Militar deteve dois homens para averiguação e encontrou um carro que pode ter sido usado no ataque ao prefeito de Jandira (Grande SP) na manhã desta sexta-feira.

Nestas primeiras horas após o assassinato, fica claro que é crime perpetrado por profissionais, a mando de terceiros. Cidades-dormitório como Jandira têm problemas sistêmicos no transporte público. A investigação tem que começar por aí.

Governo do Estado de São Paulo inaugura salariômetro

O Governo de São Paulo inaugurou um site chamado Salariômetro. Lá o profissional de qualquer área pode descobrir o salário médio de cada estado através de uma pesquisa. Pode concluir que o salário médio de um motorista de carro de entregas pode variar 14% entre a Bahia e São Paulo: R$738,00 para o baiano; R$920,00 para o empregado de São Paulo. Agora o mais surpreendente é o fato de que um jornalista de cor negra ganha R$1.876,00 em São Paulo contra R$2.026,00 na Bahia, enquanto o seu colega branco vai ganhar R$2.532,00 em São Paulo e R$2.105,00 na Bahia. O preconceito paulista é significativo.