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Governador decreta emergência por seca em 147 municípios do sertão baiano
O Governador da Bahia, Rui Costa homologou decreto que coloca 147 municípios baianos em situação de emergência devido a efeitos provocados por longa estiagem.
A norma foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (26) e vale por 180 dias. Segundo o decreto, relatórios recentes da Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec) sobre escassez de chuvas nessas cidades apontaram graves prejuízos às atividades produtivas do Estado, principalmente à agricultura e à pecuária. Ainda de acordo com a publicação, a falta de abastecimento de água tem gerado o “exaurimento de grande parte dos mananciais que fornecem água potável às comunidades rurais”.
O decreto autoriza a mobilização de “todos os órgãos estaduais”, dentro de suas competências, para reunir esforços para apoiar “as ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução.” A Bahia possui 417 municípios. Com o decreto, isso significa que pelo menos 35,25% do estado está em situação de emergência.
Confira abaixo a lista de cidades em situação de emergência:
1 Abaré
2 Adustina
3 América Dourada
4 Anguera
5 Antas
6 Antônio Cardoso
7 Antônio Gonçalves
8 Araci
9 Barra
10 Barra do Mendes
11 Barro Alto
12 Biritinga
13 Bom Jesus da Lapa
14 Boninal
15 Boquira
16 Botuporã
17 Brejões
18 Brotas de Macaubas
19 Brumado
20 Caem
21 Caetité
22 Cafarnaum
23 Caldeirão Grande
24 Campo Alegre de Lourdes
25 Campo Formoso
26 Canarana
27 Candeal
28 Cansanção
29 Capim Grosso
30 Caturama
31 Central
32 Cícero Dantas
33 Conceição do Coité
34 Contendas do Sincorá
35 Crisópolis
36 Dom Basílio
37 Érico Cardoso
38 Euclides da Cunha
39 Fátima
40 Feira de Santana
41 Filadélfia
42 Gavião
43 Gentio do Ouro
44 Glória
45 Heliópolis
46 Iaçu
47 Ibiassucê
48 Ibipeba
49 Ibipitanga
50 Ibiquera
51 Ibitiara
52 Ibititá
53 Ichu
54 Igaporã
55 Ipecaetá
56 Ipirá
57 Irajuba
58 Iramaia
59 Iraquara
60 Irará
61 Itaberaba
62 Itaguaçu da Bahia
63 Itapicuru
64 Itaquara
65 Itatim
66 Ituaçu
67 Jaguarari
68 Jeremoabo
69 Juazeiro
70 Jussara
71 Jussiape
72 Lafaiete Coutinho
73 Lagoa Real
74 Lajedinho
75 Lamarão
76 Lençóis
77 Livramento de Nossa Senhora
78 Macaúbas
79 Mairi
80 Malhada de Pedras
81 Marcionílio Souza
82 Miguel Calmon
83 Mirangaba
84 Morpará
85 Mortugaba
86 Morro do Chapéu
87 Mulungu do Morro
88 Mundo Novo
89 Nova Fátima
90 Nova Itarana
91 Nova Redenção
92 Nova Soure
93 Novo Horizonte
94 Novo Triunfo
95 Ourolândia
96 Palmeiras
97 Paramirim
98 Paulo Afonso
99 Paratinga
100 Pé de Serra
101 Pedro Alexandre
102 Pilão Arcado
103 Pindaí
104 Pindobaçu
105 Pintadas
106 Piritiba
107 Ponto Novo
108 Presidente Dutra
109 Quixabeira
110 Rafael Jambeiro
111 Retirolândia
112 Riachão do Jacuípe
113 Rio do Antônio
114 Rio do Pires
115 Rio Real
116 Rodelas
117 Ruy Barbosa
118 Santa Bárbara
119 Santa Brígida
120 Santa Inês
121 Santaluz
122 Santanópolis
123 Santa Teresinha
124 São Domingos
125 São Félix do Coribe
126 São Gabriel
127 São José do Jacuípe
128 Saúde
129 Senhor do Bonfim
130 Sento Sé
131 Serra Preta
132 Serra do Ramalho
133 Serrolândia
134 Sítio do Quinto
135 Sobradinho
136 Souto Soares
137 Tanque Novo
138 Tanquinho
139 Tucano
140 Uibaí
141 Umburanas
142 Utinga
143 Valente
144 Várzea da Roça
145 Várzea do Poço
146 Várzea Nova
147 Wagner
O rio São Francisco expõe as chagas da maior seca de sua história

O portal Uai do jornal Estado de Minas realizou um vídeo mostrando o alto Rio São Francisco na mais desesperadora de suas crises.
Ontem, o reservatório da hidrelétrica de Sobradinho estava um pouco acima de 3%, praticamente em seu volume morto. As margens do grande lago já recuaram mais de 6 quilômetros, transformando a pesca, o turismo e a agricultura uma mera lembrança. Se chover ao final de dezembro, só em meados de janeiro o rio recuperará parte do seu fluxo.
Pior: a crise deve se agravar em 2018, pois a baixa capacidade de investimentos do Governo Federal, abalado por uma crise econômica e política sem precedentes, não permitirá que se façam obras de barrageamento e reservação do fluxo da grande bacia.
Norte-americanos estão prevendo entrada do fenômeno La Niña
O NOAA, o Serviço Nacional de Clima dos Estados Unidos, atualizou suas previsões sobre o La Niña e aumentou as chances de o fenômeno se desenvolver para um percentual de 55% a 60% durante o período de primavera/verão do hemisfério sul e outono/inverno do norte.
O fenômeno, esfriamento das águas do oceano Pacífico Equatorial, ao contrário do fenômeno El Niño, causa chuvas no Norte/Nordeste do Brasil e falta de chuvas no Sudeste/Sul do País, onde se concentram as maiores lavouras de verão
Durante o último mês, as águas do oceano Pacífico seguiram esfriando, ficando quase abaixo da média de neutralidade climática, reforçando a possibilidade de ocorrência do fenômeno.
É um ano propício para o sertão virar mar. E estamos precisando: este é o ano mais seco da última década no Nordeste, o que pode ser provado pela diminuição dos rios da grande bacia hidrográfica do São Francisco e pela vazão do grande rio da integração nacional.
Devido à falta de chuvas em grande parte do estado da Bahia, o governo publicou nesta quinta-feira (14), no Diário Oficial do Estado, a situação de emergência em 173 municípios.
O decreto segue instrução normativa do Ministério da Integração Nacional, que estabelece critérios para a decretação de emergência nas cidades, nos estados e no Distrito Federal.
Veja no vídeo acima imagens do Rio em 2014, em Pirapora, na divisa de Minas com a Bahia, que já se anunciava como a maior seca dos últimos 100 anos. Nos últimos três anos a seca só se agravou, com chuvas inconstantes nas cabeceiras do São Francisco.
Problema hídrico no Norte/Nordeste é de proporções
O Ceará enfrenta a maior seca dos últimos 100 anos, desde aquela relatada por Rachel de Queiroz no seu romance de estreia, “O Quinze”. Brasília tem água para apenas mais 60 dias, segundo relato de técnicos do DF. A hidrelétrica de Serra da Mesa está entrando na faixa de 10% de seu reservatório. E o segundo maior lago artificial do mundo, Sobradinho, está entrando em apenas 12% da capacidade de seu reservatório. Os administradores querem reduzir a vazão do reservatório para 800 m³ por segundo.
O problema hídrico do Norte/Nordeste do País é realmente sério, se as chuvas não entrarem até meados de novembro.
A Agência Brasil relata:
Desde 1910, o Ceará não passava por uma seca tão severa como a dos últimos cinco anos, revela levantamento feito pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), com base nos volumes de chuva dos últimos 100 anos. Antes desse período de estiagem, somente a seca de 1979 a 1983 havia sido tão grave e longa: a média anual de chuvas registrada na época foi de 566 milímetros (mm). De 2012 a 2016, a média caiu para 516 mm.

A pouca água acumulada nos reservatórios, chuvas abaixo da média histórica, o crescimento da população nas zonas urbanas e o incremento de atividades econômicas no estado são fatores que, aliados, culminam na crise hídrica atual.
Segundo o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), João Lúcio Farias de Oliveira, os 153 açudes monitorados pelo órgão tiveram recarga média de 890 milhões de metros cúbicos (m³) em cada um dos últimos cinco anos de seca. A média anual histórica do estado é de 4 bilhões de m³. “As reservas foram caindo a cada ano, e temos perdas por evaporação muito altas: chegam a 2 mil milímetros, quando a média pluviométrica do Ceará é de 800 milímetros”, compara.
Oliveira informou que, com o fim da quadra chuvosa deste ano no Ceará (período que vai de fevereiro a maio), a Cogerh elaborou cenários com medidas e decisões necessárias para manter o abastecimento humano e as atividades econômicas no estado, notadamente na região metropolitana de Fortaleza, altamente dependente da Bacia do Rio Jaguaribe (onde fica o Açude Castanhão), que hoje tem 20% menos de água nas torneiras.
Dos açudes monitorados pela Cogerh, sete são responsáveis pelo abastecimento da região metropolitana, entre os quais os três maiores reservatórios do estado: Castanhão (capacidade para 6,7 bilhões de m³ água); Orós (1,9 bilhão de m³); e Banabuiú, (1,6 bilhão de m³). De acordo com Orós é considerado reserva estratégica e estava sendo preservado, mas começou a ofertar água para o sistema da região agora em setembro. Atualmente, o Orós conta com 21% do volume útil. O Banabuiú, com 0,58% do total da capacidade, atende hoje somente a demanda local do município, a 220 quilômetros da capital.
Além da limitação da oferta de água para a região metropolitana, Oliveira ressalta as medidas destinadas a gerar novas reservas, como o reúso da água da lavagem dos filtros da Estação de Tratamento de Água Gavião (ETA Gavião), a perfuração de poços na região do Porto do Pecém (vazão estimada de 500 litros por segundo) e a construção de um açude no Rio Maranguapinho, que deverá contribuir com 200 litros de água por segundo.
“Temos condições de chegar à próxima quadra chuvosa com essas ações. Já estamos traçando cenários para o primeiro semestre de 2017 considerando o menor aporte hídrico. Vamos ver o comportamento das chuvas, mas já levamos em conta esses cenários para ver como será a operação dos reservatórios”, diz Oliveira. Ele destaca que as decisões são tomadas a partir de debate com os 12 comitês das bacias hidrográficas do estado, dos quais seis envolvem mananciais que abastecem a região metropolitana.
E se a lavoura naufragar este ano?

Chuva na lavoura em Campo Mourão (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)
Agricultura é um negócio complicado, desde o dia que Caim ofereceu batatas murchas em sacrifício ao Senhor. Ontem, em deslocamento para Barreiras, vi uma lavoura de soja com 2 pares de folhas numa situação de absoluta penúria pela falta de umidade no solo. Enquanto isso, no Paraná, a soja está naufragando em doenças fúngicas e falta de luz depois de 30 dias de chuva.
Não sei não, mas está difícil alcançar a meta de 99 milhões de toneladas, prevista pelos órgãos oficiais.
Se a lavoura afundar este ano, aí sim o País vai com força para o fundo do poço. Hoje, por exemplo, a Ford demitiu 2.000 funcionários em Camaçari. A indústria automobilística já enfrenta quase 30% de redução nas vendas.
Mais 15 municípios da Bahia têm emergência decretada

Quinze municípios de regiões cortadas pelo Rio São Francisco na Bahia tiveram a condição de emergência decretada pelo Ministério da Integração Nacional nesta quinta-feira (12), por conta da seca.
Com o decreto, as cidades, que já tem a condição reconhecida em nível estadual, podem receber recursos da União para enfrentar o problema da estiagem.
Nos quinze municípios com decreto validado pela União, a população afetada é de 223,3 mil pessoas, segundo dados das prefeituras enviados à Superintendência de Defesa Civil do Estado.
Até agora, 143, dos 417, municípios da Bahia tiveram a situação de emergência decretada pelo Estado, com um total de 1,4 milhões de pessoas afetadas.
As cidades que tiveram o decreto homologado nesta quarta são: Campo Alegre de Lourdes, Canudos, Casa Nova, Cocos, Curaçá, Glória, Juazeiro, Paulo Afonso, Pilão Arcado, Remanso, Rodelas, Sento Sé, Sobradinho, Uauá e Wanderley. Conteúdo do Bahia Notícias.
Rio São Francisco gera uma parcela mínima de energia.
O rio São Francisco está gerando menos de 10% da potencia hidrelétrica instalada ao longo do rio. Sobradinho caiu de 5% e no final de novembro deve entrar no volume morto, parando por completo a geração de energia. A energia do Nordeste está sendo sustentada pelas eólicas e pela energia gerada a óleo diesel ou fuel oil.
Em contrapartida, sobra água em Itaipu, no rio Iguaçu e no rio Jacuí, que estão quase com 100% de sua capacidade de geração. O Nordeste tem potencial para 51 gigawatts mês, enquanto o Sul, excetuada a geração de Itaipu, que atende também o Paraguai, é de apenas 14 gigawatts/mês.
Licença de Operação segura Belo Monte
O início da operação da hidrelétrica de Belo Monte , no Rio Xingu, no Pará, foi adiado pela segunda vez, em razão dos atrasos no chamado Sítio Pimental, a primeira usina do complexo prevista para entrar em atividade.
O contrato de concessão de Belo Monte prevê que a geração de energia deveria começar em 28 de fevereiro de 2015. A Norte Energia, consórcio responsável pela obra, não conseguiu cumprir o prazo, que foi adiado para novembro de 2015.
Na quarta-feira (28), o consórcio informou oficialmente que o prazo de novembro será descumprido e, portanto, o início da operação da usina, maior projeto na área de energia elétrica no país, foi novamente adiado. A empresa não informou a nova previsão para que a primeira turbina seja ligada. O Consórcio aguarda licença de operação, não emitida pelos órgãos ambientais pelo descumprimento de obrigações de construção de novas vilas para os desalojados.
Nordeste vai sofrer pelo terceiro ano consecutivo
Em um país continental como o Brasil, enquanto o Sul sofre com chuvas constantes e enchentes, o Nordeste pode ver a seca se tornar cada vez mais severa na região, como noticiou o Accuweather. Como explicou o meteorologista, de dezembro a fevereiro, novamente o Nordeste passará por prolongados períodos de tempo seco.
Assim, outra estação de chuvas abaixo da média vai piorar a situação no país, o que poderá ser observado ainda na Colômbia e na Venezuela.
A estiagem que vem se intensificando e castigando a região já por muitos anos tem trazido resultados bastante severos, como a redução drástica dos reservatórios de água, do potencial das hidroelétricas, além de afetar o potencial produtivo de culturas importantes.
No Piauí, um dos estados da nova fronteira agrícola do Brasil – o MATOPIBA, os produtores ainda esperam por uma regularidade um pouco melhor das chuvas para iniciarem o plantio da safra 2015/16 de soja. Até este momento, como explica Marco Antônio dos Santos, agrometeorologista da Somar Meteorologia, “o plantio da soja e do milho nessa região e no Pará ainda continua sendo uma prática pouco arriscada, já que um novo período de estiagem ou chuvas muito irregulares está sendo previsto para o mês de novembro”.
Assim, o alerta do especialista é de que para regiões onde o clima segue essa padrão, a semeadura seja feita em solos que possam dar suporte às plantas durante esse novo período de escassez que está sendo esperado.
“Vamos torcer para que neste ano a distribuição de chuvas seja melhor do que no ano passado. Porque a quantidade de chuva é relativa, podemos tirar boas médias com 400 a 500 mm de precipitações, mas precisamos que ela venha bem distribuída, ao contrário do que aconteceu em 2014”, explica Altair Fianco, do Sindicato Rural do município piauiense de Uruçuí.
Leia mais sobre o assunto:
O São Francisco tem data marcada para morrer: fim de novembro
O Operador Nacional do Sistema (ONS) de energia no País deu o alerta: o reservatório de Sobradinho, que está com pouco mais de 5% da capacidade, deve entrar no volume morto no final de novembro. Isso significa que o rio vai cortar, interrompendo seu tênue fluxo d’água.
Um total de R$ 529 mil foi autorizado nesta quarta-feira (21) pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) para dar início às ações de apoio aos municípios localizados às margens do Lago da Barragem de Sobradinho. Os recursos são destinados para a aquisição de equipamentos, identificação de pontos de captação de água e intervenções emergenciais em pequenos sistemas de abastecimento nas sedes municipais e seus distritos.
O diagnóstico emergencial já foi feito nas cidades de Barra, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Paratinga, Pilão Arcado, Rodelas, Remanso, Sento Sé, Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Sobradinho e Xique-Xique. O Lago de Sobradinho se encontra hoje com 5,59% do seu volume útil de armazenamento.
A previsão de chegada ao volume morto é no final do mês de novembro, quando o nível da água alcançará 5,45 bilhões de metros cúbicos, suficiente para garantir o abastecimento de água para consumo humano por mais 3 meses, até o retorno do período de chuvas.
Oeste da Bahia entre as regiões mais secas e quentes do País.
Da Agência Brasil
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu na manhã de hoje (18) cinco alertas de seca e dois de ondas de calor, válidos até terça-feira (20). A umidade relativa do ar pode chegar a 10% e a situação é considerada de perigo em todo o estado de Goiás e no Distrito Federal. No Piauí, o alerta abrange quase todo o estado, menos o litoral. Também fazem parte da região mais seca o oeste e o noroeste de Minas Gerais, o extremo oeste da Bahia, o centro e o sul do Maranhão, a metade sul do Tocantins e a metade leste de Mato Grosso. Nessas regiões, há risco para a saúde.
O centro-sul do Ceará e o extremo oeste dos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco são áreas consideradas de perigo potencial, com umidade chegando a 25%.
Já a onda de calor atinge o noroeste de São Paulo, o norte e o leste de Mato Grosso do Sul, o centro-sul de Tocantins, o centro-leste de Mato Grosso e todo o estado de Goiás, incluindo o Distrito Federal. Essas localidades podem voltar a registrar recordes de temperatura nos próximos dias.
Dia mais quente do ano
O monitoramento do Climatempo Meteorologia aponta que sexta-feira (16) foi o dia mais quente do ano no país. O levantamento leva em consideração a quantidade de municípios em que o Inmet registraram medições a partir dos 40 graus Celsius (°C). Com 13 cidades, a Região Sudeste foi a que teve a maior quantidade de temperaturas iguais ou acima dessa marca. Nordeste e Centro-Oeste tiveram oito cidades cada. Na Região Norte, foram sete municípios.
Como não há medição regular e tecnicamente confiável em todas as cidades do país, a Climatempo afirma que o calor a partir dos 40°C foi sentido em muitas outras cidades, ao longo da sexta-feira. Entre as capitais, destaca-se o Rio de Janeiro, onde os termômetros atingiram 42,8°C na sexta-feira, no dia mais quente para uma primavera em um século de medições. Nesse mesmo dia, Brasília registrou 35,9°C, na temperatura mais alta da história.
Em Belo Horizonte, o calor continua no fim de semana. Nesse sábado (17), a capital mineira igualou o recorde histórico de 37,1ºC.
Em toda a história, a temperatura mais alta no Brasil foi de 44,7°C, registrada oficialmente no dia 21 de novembro de 2005, em Bom Jesus do Piauí (PI).
El Niño
De acordo com o Climatempo, o principal causador da onda de calor é o fenômeno meteorológico El Niño, que provoca um grande aquecimento no Oceano Pacífico Equatorial e muda a circulação dos ventos sobre a América do Sul. Isso dificulta a entrada de massas de ar polar no Brasil.
Verão deve terminar com chuvas abaixo da média no Centro-Sul do País

A expectativa de que as chuvas de verão amenizariam a queda dos reservatórios no Centro-Sul do país não se concretizou. Um sistema de alta pressão vindo do Oceano Atlântico, que atua em boa parte do país desde o fim de dezembro, reduziu a média de chuvas no Sudeste, no Centro-Oeste e no Nordeste em janeiro, único mês em que os índices poderiam ficar acima do normal. Para fevereiro e março, as previsões também não são animadoras, indicando que o país terá o quarto ano seguido com verão menos chuvoso que a média.
Chamado de Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas), o sistema responsável pela falta de chuvas no Nordeste, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo e norte do estado do Rio de Janeiro) se intensificará neste fim de semana. Nos próximos dez dias, as chuvas também ficarão escassas no estado de São Paulo e no sul do estado do Rio, piorando a situação dos reservatórios de usinas hidrelétricas e dos sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo. Continue Lendo “Verão deve terminar com chuvas abaixo da média no Centro-Sul do País”
Situação de emergência chega a 144 municípios baianos
Municípios apostam em cisternas de polietileno para conviver melhor com a estiagem
Os decretos de situação de emergência têm se tornado cada vez mais frequentes em 2014 no estado da Bahia: 144 dos 417 municípios do Estado estão com dificuldades por conta da seca. Esse número equivale a 35% dos municípios baianos. Apesar da gravidade dos números, a situação tem sido atenuada por conta da presença cada vez maior das cisternas de polietileno. Pelo menos 58 cidades foram beneficiadas com a instalação de 46.584 reservatórios que permitem o armazenamento de 16 mil litros de água, garantindo condições para uma família de quatro a cinco pessoas se manter por até nove meses.
É o caso da dona Marisete Santos Oliveira, de 45 anos, que vive em Santa Teresinha, cidade de 10 mil habitantes do Centro-Norte baiano, distante 200 km de Salvador. “Com a chegada dessa cisterna a vida da gente mudou e muito. Todo mundo aqui sofria sem ter onde armazenar água, quando chovia. No verão, a situação era ainda pior. Todo dia a gente ia longe para buscar água no barreiro, uma água que só a gente sabe como sofria para pegar”. O agricultor Gilberto Santos de Oliveira, de 28, também destacou a mudança com a chegada do reservatório. “Agora a gente só precisa ir no terreiro de casa e pegar água, sem dificuldade nenhuma. Eu não aguentava mais ver minha mãe carregando lata d’água na cabeça pelo mundo a fora, pra poder colocar o que beber dentro de casa”, lembrou
De acordo com a Acqualimp, uma das fornecedoras das cisternas de polietileno no País, o material utilizado na fabricação dos equipamentos é adequado à região. “A resina de polietileno somente pode fundir a uma temperatura de 147º C, sendo que na região a temperatura máxima pode oscilar em torno de 50 º C em períodos de clima mais severo, o que desmistifica a informação incorreta de que as cisternas derretem no calor do semiárido.”, explicou Amauri Ramos, diretor da companhia.
A Acqualimp disponibiliza uma linha gratuita para atender aos beneficiados. Eles podem contatar a companhia em caso de dúvidas e até pedir a troca do reservatório, que tem cinco anos de garantia para defeitos de fabricação, quando necessário. O telefone 0800-081-6060 está disponível de 2ª a 6ª das 8h às 17h.
Aqueles brasileiros do Sul, Norte, Sudeste e Centro Oeste precisam aprender a economizar água com famílias numerosas do Nordeste que buscam sobreviver com menos de 60 litros de água por dia. E também com centenas de milhares de caboclos que nem isso têm.
Aquelas prefeituras que ficam armazenando cisternas, sem coragem de distribuí-las e também de abastecê-las precisam ser intimadas por órgãos estaduais e federais a cumprirem suas obrigações.
Codevasf promete levar água para 200 mil pessoas no semiárido
Para combater os efeitos da estiagem na Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Piauí, a Codevasf está investindo R$ 40,5 milhões na implantação e instalação de poços. Serão beneficiadas cerca de 200 mil pessoas, em 317 municípios. Os investimentos estão sendo direcionados para implantar 500 novos poços e instalar outros 500 que já foram perfurados mas que aguardam uma intervenção complementar para entrar em operação.
Os recursos foram repassados pelo Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, via destaque orçamentário junto à Codevasf, e a execução dos trabalhos já iniciou. A previsão é que os 1.000 poços estejam concluídos até meados de 2014.
A aplicação dos recursos se justifica pela ocorrência de seca prolongada no semiárido desses estados. “A recuperação e a implantação dos sistemas simplificados de abastecimento de água vão promover a universalização do acesso a água em áreas rurais para o consumo humano e para a produção agrícola, visando a segurança alimentar e nutricional de centenas de famílias de baixa renda em situação de vulnerabilidade social”, afirma Elmo Vaz, presidente da Codevasf.
Segundo o plano de trabalho elaborado pela Codevasf, os recursos estão distribuídos da seguinte forma: R$ 27 milhões para instalação de poços novos e já perfurados; R$ 10,5 milhões na perfuração de novos poços e R$ 3 milhões em ações de apoio à fiscalização.
Dos 317 municípios beneficiados com esta ação, 63 estão localizados na Bahia, 41 em Minas Gerais, 28 em Pernambuco e 185 no estado do Piauí. Nos locais atendidos há uma seleção dos beneficiários. A escolha segue a mesma orientação do programa Água para Todos: os beneficiários devem estar inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal, ter renda per capita familiar de até R$ 140 e ser moradores de comunidades rurais difusas com acesso precário à água.
Umidade relativa do ar já baixou dos 30% em Luís Eduardo
A presença de uma massa de ar seco no Brasil inibe a formação de nuvens de chuva sobre a maior parte do país e por isso, a umidade relativa do ar tem ficado muito baixa nos últimos dias. Hoje, ao meio-dia, pelo menos 79 municípios brasileiros já registravam índices iguais ou inferiores a 30%, o que já caracteriza estado de Atenção. Bom Jardim da Serra-SC entrou em estado de Emergência com apenas 12% de umidade e Campos do Jordão-SP em estado de Alerta com 19%. E até o meio da tarde a situação tende a piorar, com mais cidades com baixa umidade do ar e valores ainda menores.
De acordo com estudos da Unicamp, valores entre 30% e 20% são considerados estado de Atenção, entre 20% e 12% estado de Alerta e abaixo de 12% estado de Emergência. Segundo os especialistas, a umidade relativa do ar considerada ideal para o organismo humano gira em torno dos 60%. Abaixo disso, há risco de complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento de mucosas e da pele, sangramento pelo nariz e irritação dos olhos.
Seguir algumas recomendações amenizam os problemas decorrentes da baixa umidade, tais como: evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10 e 16 horas, umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água, evitar aglomerações em ambientes fechados, usar soro fisiológico para olhos e narinas, e beber muita água.
Além disso, o tempo seco aumenta o potencial de incêndios em pastagens e florestas. E o número de queimadas subiu bastante nos últimos dias. De ontem para hoje os satélites ambientais do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registraram 283 focos em todo o país. Durante todo o mês de julho foram 6.789 focos, quase 60% a mais que no mês passado.
A Polícia Rodoviária recomenda cuidado aos motoristas, pois muitos acidentes são registrados por conta dos incêndios nas estradas. Aliás, muitos deles começam com atos irresponsáveis de algumas pessoas que jogam bitucas de cigarro no solo seco, por exemplo. Informações da Somar Meteorologia.
Cem por cento de umidade relativa significam 4% de vapor d’água no ar. Trinta por cento significam então apenas 1,2% de vapor d’água no ar.
Armazém em Luís Eduardo vai estocar milho para o Nordeste
Por David Mendes, para o Bahia Notícias
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, reconheceu a ausência de políticas para segurança alimentar dos rebanhos em todo o semiárido brasileiro, castigado pela pior seca dos últimos 50 anos. O chefe da pasta citou, durante encontro nesta terça-feira (15) com jornalistas do Nordeste na sede do Ministério, em Brasília, a ausência de armazéns na Bahia para estocar milho para ração animal, o que prejudicou a distribuição para os produtores baianos afetados pelo fenômeno climático.
“Você exporta milho e quando você o traz para o Nordeste não tem onde guardá-lo. Não faz sentido ter os armazéns nas áreas que você produz. Você tem que ter armazéns nas áreas onde o milho será consumido. No primeiro estado que recebeu o milho, a Bahia, cerca de 25 mil toneladas, os caminhões passavam dez dias no ponto de distribuição para descarregar o milho, porque não tinha armazéns para receber e distribuir. Essas são fragilidades que merecem uma crítica. Temos que ter uma visão crítica e a montagem da estrutura de logística tem que ser uma coisa imperativa, porque não tem”, afirmou.
Em entrevista ao Bahia Notícias nesta terça durante a abertura oficial da 24ª Feira Nacional da Agricultura Irrigada (Fenagri) e da 7ª Exposição de Caprinos e Ovinos do Vale do São Francisco (Expovale), realizada em Juazeiro, no norte baiano, o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, assegurou que o problema já foi resolvido, mas reconheceu a ausência de infraestrutura necessária:
“Na verdade são duas falhas. Uma é um armazém, já prometido pela presidente Dilma para o município de Luís Eduardo Magalhães, com capacidade de 100 mil toneladas. Esse armazém seria uma espécie de ‘pulmão’, que receberia a safra e a Conab – Companhia Nacional de Abastecimento compraria na época de preço barato e venderia na época do preço caro. Como nós não tínhamos um armazém que recebesse a safra, infelizmente, esse milho foi parar em armazéns do Centro-Oeste, no Mato Grosso, Goiás, e o retorno era inviável porque as carretas não se interessavam em retornar enquanto existiam demandas de frete por lá”.
Apesar das dificuldades, o problema da falta de milho já foi resolvido, diz o Secretário:
“Nós ligamos para cada um dos prefeitos e conseguimos ampliar de cinco para 23 polos de distribuição de milho e isso tem feito com que os municípios do semiárido baiano não fiquem mais do que 200 km de distância do produto que é vendido a balcão. Inclusive, a gente anuncia que os produtores procurem a Conab para fazer o cadastro e pegar o milho. Já normalizamos e estamos hoje com os armazéns da Bahia cheios de milho”.
O relato dramático dos agricultores da região seca do Nordeste
Produtores rurais da região estiveram nesta terça-feira na Comissão de Agricultura da Câmara para pedir o perdão das dívidas e novas regras de financiamento da agricultura no semiárido brasileiro. O Nordeste enfrenta uma das piores secas da história, que atinge 1415 municípios, onde vivem 10,5 milhões de pessoas.
Durante a audiência, em conjunto com a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, foram dados diversos depoimentos dramáticos para mostrar a gravidade das consequências da estiagem na vida dos nordestinos. Entre eles, o de Joana D’Arc Pires, de Acari (RN), que perdeu o pai em 1999, quando ele cometeu suicídio depois de uma depressão profunda por causa das dívidas. “Em 1996, meu pai fez um financiamento junto ao Banco do Nordeste de R$ 83 mil, que foram usados para fazer reservatório de água e compra de animais. Com as secas subsequentes, os animais morreram, sem ter condição de manter por falta de água. Minha mãe herdou essa dívida e até hoje não consegue pagar. Hoje está em torno de R$ 270 mil”.
Montante da dívida
Assim como Joana, estão inadimplentes quase 1,9 milhão de contratos de financiamento rural no Nordeste, a maioria de pequenos produtores. As dívidas somam mais de R$ 14 bilhões, segundo a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Desses, R$ 3 milhões estão na dívida ativa da União, o que impede que 85 mil agricultores negociem dívidas ou façam novos contratos. Da Imprensa da Câmara.
Quando aqui sublinhamos que os serviços prestados pelo Governo na assistência ao flagelados parece insuficiente e tangencia apenas o problema, sem resolvê-lo, não estamos falando do problema atual. Estamos tentando fazer claro que desde os tempos do Império os recursos aplicados no atendimento às regiões do semi-árido é administrado politicamente e sem um mínimo de efetividade.
Como o Brasil que esbanja nos palácios de governo consegue esquecer da situação dos nordestinos pobres, dos migrantes escravizados nas grandes cidades, na falácia dos desgovernos estaduais em suas campanhas publicitárias?
R$ 14 bilhões de dívida? Já se gastou mais do que isso para fazer um torneio de futebol, em 2014, de resultados mais que duvidosos para o desenvolvimento social do País.
Autoridades falam sobre medidas contra a seca
A Secretaria de Agricultura do Estado distribuiu hoje release à imprensa em que relata reunião com presidentes de sindicato do semi-árido, com objetivo de alinhar iniciativas para “mitigar a seca”. O secretário Eduardo Salles falou sobre as 80 mil toneladas de milho que a CONAB prometeu; Elmo Vaz, presidente da CODEVASF falou sobre os 150 poços artesianos que vai perfurar e cisternas plásticas; todos falaram sobre prorrogação de débitos.
No entanto, o caro leitor pode ter certeza, que a seca no Nordeste só se resolve por decisão do primeiro-ministro do Senhor, São Pedro. Fora disso são anos de politicagem e leniência dos governos.
Seca é tema central de congresso de Pecuária

Uma falha simultânea nos três regimes de chuva, nos últimos dois anos, na Bahia, ocasionada por uma confluência desfavorável de fatores aleatórios, é a responsável pela seca que castiga o estado, e que já dizimou mais de 500 mil cabeças de gado do rebanho baiano. A falta de chuvas no dia 19 de março, o Dia de São José, indica que a Zona de Convergência do Atlântico Norte não desceu, e a má notícia é que quando isso acontece, até novembro, não chove significativamente na Bahia. Continue Lendo “Seca é tema central de congresso de Pecuária”
Agricultores fecham a BR 407 em protesto por falta d’água
Carcaças de animais e bananas foram colocados por agricultores na BR-407, entre as cidades de Filadélfia e Ponto Novo, em protesto pela falta de água na região, que fica a cerca de 330 quilômetros de Salvador.
O protesto começou por volta das 8h, no km 174. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF-BA), os manifestantes bloquearam o trânsito nos dois sentidos da rodovia. Um congestionamento de cerca de 10 quilômetros foi formado na via.
O objetivo dos manifestantes foi chamar a atenção do governo do estado para o problema de falta de água na região devido à seca e para a necessidade de ações para manutenção da produção no perímetro de irrigação.

Entre as solicitações dos produtores, estão também a anistia dos financiamentos agrícolas, aumento da capacidade de armazenamento em 30% da barragem de Ponto Novo, construção das barragens do rio das pedras e Angelim, além da garantia do fornecimento de água no perímetro irrigado.
Em razão da estiagem, a presidente Dilma Rousseff anunciou na última terça-feira um pacote de ações para combate à seca no valor de R$ 9 bilhões, que inclui a prorrogação de programas como o Garantia Safra, Bolsa Estiagem, construção de cisternas, e renegociação de dívidas dos agricultores. As ações são coordenadas pela UPB – União dos Municípios da Bahia, que realizará audiência pública na Assembléia, no dia 17, e já organiza marcha para Brasília. Com informações e fotos do Correio*.
Atraso injustificável
Há uma semana, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), ex-governador da Paraíba, veiculou no Twitter um link que conduz à imagem acima, ontem reproduzida pelo jornalista Josias de Souza:
“Até quando o governo federal ficará indiferente a isso?”, perguntava o Senador. Hoje a Presidenta tentou responder à pergunta, fazendo o anúncio das medidas paliativas à seca, inclusive a perfuração de poços profundos e poços tubulares. Outra pergunta que deve ser feita é a seguinte: Se sabia que poderia furar esses poços, sabendo que o custo é baixo, por que então o atraso, se a seca já dura há mais de um ano?
Governo anuncia “cisternas da produção”, mais água e R$80 mensais aos flagelados da seca
Mais carros-pipa, Bolsa Estiagem e transporte para a ração animal. Essas foram algumas das ações que o governador Jaques Wagner (PT) anunciou na sexta-feira (23) para combater os efeitos da seca, após reunião com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília. O encontro, que teve a participação da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do comandante do Exército, Enzi Peri, teve como finalidade desenhar um programa emergencial do governo federal de combate à seca, que será lançado oficialmente por Dilma no dia 2 de abril, no Ceará.

“A Bahia deu importante contribuição na reunião e foi chamada por ser o estado com mais contingente de pessoas sofrendo com a seca”, pontuou o governador. Uma das sugestões acatadas pela presidente foi a de financiar “cisternas de produção”, que prevê a instalação de criatórios de galinha e codornas ao lado das cisternas para melhorar a renda das famílias atingidas pela seca.
Para a Bahia, segundo o governador, foi assegurado abastecimento com a ajuda do Exército, por meio de carros-pipa, para 63 cidades que ainda estavam desabastecidas e o reforço em 44 municípios que estão com fornecimento irregular. Outra demanda atendida foi a ampliação do Bolsa Estiagem — 9 parcelas de R$ 80 para os agricultores prejudicados. Não foi informado o valor total do auxílio para a Bahia. A presidente ficou de analisar o pedido para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) transporte milho para servir de ração animal em áreas que sofrem com o desabastecimento. (Correio)
Nove parcelas de R$80 para quem perdeu tudo ou nada tinha quando começou a seca? O farisaísmo dos governos do PT está criando um significado novo para a palavra hipocrisia. É o assistencialismo eleitoreiro na sua concepção mais emblemática.
O que o Governo precisa providenciar com urgência é alimentação de bovinos e caprinos, que estão morrendo de fome nos braços da CONAB; alfabetização e capacitação acelerada para jovens e adultos; difusão de técnicas agrícolas compatíveis com o bioma caatinga, além das medidas já tomadas, como fornecimento emergencial de água.
Seca no Sertão chega ao seu ponto mais crítico
Enquanto o poder central pavoneia-se em Roma, portando monarquicamente seus cartões corporativos, a seca avança no Sertão do Nordeste. Só na Bahia já são 226 municípios em estado de calamidade. A FAEB – Federação da Agricultura do Estado da Bahia emitiu nota oficial capaz de constranger os corações mais empedernidos.
“A Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia vai reunir produtores, autoridades e Sindicatos dos Produtores Rurais para discutir a gravidade da situação.
O sentimento dos produtores da região do semiárido da Bahia é de angústia, revolta e abandono. A sensação geral beira o desespero. A realidade é cada vez mais grave e impiedosa. A seca que atinge a Bahia, considerada a pior dos últimos 50 anos, chegou ao seu ponto mais devastador, levando o produtor rural baiano ao fundo do poço. De acordo com últimas informações divulgadas pela Defesa Civil, 226 municípios estão em situação de emergência na Bahia, o que corresponde a mais da metade das cidades baianas.
As medidas dos Governos Estadual e Federal são insuficientes, e longe da realidade. Os escassos recursos emergenciais esgotaram-se rapidamente e os financiamentos foram marcados pelo excesso de burocracia e lentidão, excluindo o pequeno e o médio produtor. Assistimos a um imenso retrocesso. O médio produtor já virou pequeno e o pequeno produtor está em vias de desaparecer.
Em 2012, quando a situação já era bastante grave, foram anunciadas várias medidas emergenciais, com obras como Barragens Subterrâneas, Poços e Implantação de Reservas Estratégicas de Alimentos. Em nome dos produtores do semiárido baiano, questionamos: Onde estão esses poços? Quantas barragens foram construídas? Quantas pessoas foram beneficiadas? Onde estão essas obras emergenciais? O que está sendo feito de concreto?
O pequeno estoque de milho que deveria chegar aos produtores desapareceu. Um produto essencial que poderia ser usado como uma das poucas alternativas para salvar o que resta do rebanho. Lembramos que esse milho não seria dado, seria comprado pelos produtores. Os produtores querem e precisam comprar, com urgência, o milho. O programa Bolsa-Família, que tem ajudado muitas pessoas a sobreviver, não é a solução para o semiárido, pois isso não resolve o problema. O Bolsa-Família não alimenta e nem fornece água para o rebanho, nem garante a sustentabilidade da propriedade. Com ele a família consegue apenas, precariamente, sobreviver. E assim, acompanhar a perda de todo o seu patrimônio, conquistado com muita luta. Os rebanhos estão sendo dizimados, as propriedades arruinadas, o patrimônio dilacerado.
Os produtores estão, a cada dia, mais e mais descrentes e desassistidos. Tendo em vista a calamidade que se alastra impiedosamente em nosso Estado, e que está levando progressivamente o produtor rural ao extremo desespero, a FAEB – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia, atendendo à solicitação dos Presidentes de Sindicatos dos produtores rurais da Bahia, vai reunir em sua sede, cooperativas, associações, produtores e autoridades, para uma reunião, de forma a que cada um expresse o seu sentimento e apresente em depoimento suas carências, dificuldades e os efeitos dessas medidas emergenciais nos seus municípios. E, a partir daí, apresentar aos órgãos de divulgação o verdadeiro quadro de desalento e o sofrimento que o campo vem atravessando, revelando, assim, a extensão da tragédia que estamos vivendo. O encontro será realizado na próxima terça-feira, 26, a partir das 9h, na Rua Pedro Rodrigues Bandeira, 143, Ed. das Seguradoras, 7o. andar, bairro do Comércio.
A situação esperada para 2013, caso não ocorra o milagre das chuvas até início de abril, é que a estiagem vai ser muitas vezes pior que a de 2012. Já não existem reservas estratégicas, nem qualquer poupança que permita comprar volumoso, sementes, contratar carros-pipa, entre outros.
Durante o encontro, também será realizado um movimento para solicitar aos Governos Estadual e Federal ações enérgicas, impactantes e imediatas, e protestar contra o descaso e a falta de apoio aos pequenos e médios produtores, que estão sendo dizimados. A gravidade da situação é de real calamidade, e é muitas vezes maior que o tamanho da ajuda que se teve até agora.
Nesse momento difícil, é necessário, mais do que nunca, que os produtores se organizem, se mobilizem, e pressionem para que seja apresentado um programa de medidas concretas, estruturantes, de médio e longo prazo, para, finalmente, serem criadas condições para sairmos dessa crise, com a recuperação da economia agropecuária, e preparando, enfim, o produtor do semiárido baiano para conviver dignamente com a realidade da seca.”
Todo brasileiro, com um diáfano sentimento de patriotismo e imbuído dos mais singelos preceitos democráticos aprova a Comissão da Verdade, que visa expor os nomes dos torturadores do golpe de 1964.
Não podemos, no entanto, nos isentar das barbaridades que estão acontecendo na gestão pública brasileira, que criou um regime popularista sem ajudar o povo; um regime socialista que não se preocupa com o social; um regime que alcança uma moeda, mas veda, a cada brasileiro desassistido o acesso ao ensino e a chance de escalar a pirâmide social.
Está explicado porque então o Governo do PT paga tanto pelo apoio da base política, prática iniciada nos primeiros meses do Governo Lula e que atingiu seu ápice em 2005, o ano que ainda não acabou.
Mau gestor, o Governo Petista dissemina práticas espúrias por estados e municípios, com base num assistencialismo orgulhoso e prevaricador, onde segurança, educação e saúde são operetas bufas, pura ficção da dramaturgia dos que conspiram, na luz tênue dos gabinetes, contra a Nação.
Que se escolha então, um Conselho de Notáveis, que governe a Nação, uma verdadeira comissão da verdade do cotidiano. E deixemos que Lula e seus seguidores façam política. Se é que nada fazem ou sabem fazer de melhor.
Reeditado decreto de emergência de 214 comunas baianas
O governador Jaques Wagner (PT) decretou situação de emergência em áreas de 214 municípios baianos. A decisão publicada na edição do Diário Oficial do Estado de sábado (9), tem como motivação o longo período de estiagem nas localidades.
Segundo o decreto, todos os órgãos estaduais, no âmbito de sua competência, poderão participar de ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução. A determinação entrou em vigor no sábado e terá prazo de 180 dias.
A seca só está poupando o litoral. Pelo andar da carruagem, em pouco tempo teremos mais decretos para uns 100 municípios do sertão.
A chuvada virou sereno.
A chuva de 15 mm anunciada para ontem virou 2 mm. Espera-se que ao menos na região de grande concentração de lavouras, como no Anel da Soja e ao longo da BR 020, em direção ao Rosário, a chuva tenha sido melhor. Como diz um amigo, vamos rezar para santos pouco conhecidos que os conhecidos estão muito ocupados numa hora dessas.
Chuva continua pouca e soja sofre muito.
Hoje é o dia de chuva em Luís Eduardo Magalhães, 15 mm segundo o Climatempo. O INPE diz que a possibilidade é de 90%. No entanto, a seca continua pelos próximos dias, com pouca possibilidade e precipitações de apenas 2 mm.
Está se consolidando uma perda enorme na soja de ciclo normal, principalmente aquela de primeiro ano de plantio, onde o solo tem menos matéria orgânica e menor capacidade de retenção da água. A temperatura elevada aumenta a evapotranspiração das plantas. Outra cultura que deve ser prejudicada é a do algodão, apesar de sua menor exigência em água que a soja e o milho.
Doações de produtores aos atingidos pela seca
Até o dia 19 de dezembro a AIBA já tinha arrecadado, entre seus associados, mais de 940 toneladas de grãos para envio às regiões que sofrem com a seca na Bahia. Essa contribuição, o equivalente a 37 carretas de produto, devem ter servido para salvar milhares de animais e certamente permitiram a continuidade da produção e renda de centenas de pequenos agricultores. Em reconhecimento à atitude benemérita e socialmente responsável dos produtores, reproduzimos aqui, em segundo plano, seus nomes. Continue Lendo “Doações de produtores aos atingidos pela seca”
Chove nas cabeceiras do São Francisco
Em dez horas desta quarta-feira (16), choveu no Distrito Federal 42,4% do volume registrado nos primeiros 15 dias do mês de janeiro. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de chuva entre a madrugada e as 10h desta quarta foi de 94,4 mm. Do dia 1º até as 16h do dia 15 de janeiro, o Inmet havia registrado 222,5 mm de chuva.
A expectativa incial do instituto é que, em todo o mês de janeiro, choveria no DF 247,4 mm. Com a chuva desta madrugada e o acumulado dos 15 primeiros dias do ano, o volume chegou a 316,9 mm, ultrapassando em 28% a previsão. Do G1.
A grande bacia do DF é contribuinte do rio São Francisco. Uma pequena parte vai para o Prata e a outra para a bacia Amazônica.
Dona Dilma e o ministro Lobão amanheceram cantando “I am singing in the rain”. Melhor ainda seria seria “I am swimming in the rain”.
Seca: CONAB segue vendendo milho subsidiado para criadores nordestinos.
Mais de 181 mil toneladas de milho foram destinadas ao Programa de Vendas em Balcão, desde junho, para atender a criadores rurais e agroindústrias de pequeno porte da Região Nordeste, do norte do Espírito Santo e de Minas Gerais. A medida minimiza os prejuízos decorrentes da seca deste ano, já que, por meio do programa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é possível comprar o produto, usado para ração animal, com preços abaixo dos de mercado.
Com a falta de água e de alimentos, os pequenos agricultores vêm contabilizando perdas frequentes nos rebanhos.
De acordo com balanço da Conab, das 350,3 mil toneladas de milho contratadas, restam quase 169 mil para serem embarcadas. As entregas dos lotes do produto, oriundo de Mato Grosso, estão suspensas desde o último dia 14, em função do período de férias coletivas nas transportadoras e do fechamento de balanço dos armazéns privados. A previsão do governo é que sejam retomadas a partir de 7 de janeiro.
No período de junho a dezembro, os estados que mais receberam lotes do milho foram o Ceará (41,8 mil toneladas) e o Rio Grande do Norte (33,3 mil). Em seguida aparecem o Piauí (22,1 mil), a Paraíba (20,7 mil), a Bahia (18,6 mil), Pernambuco (15 mil), Alagoas (7,5 mil), o Espírito Santo (6,7 mil), o Maranhão (6,1 mil), Minas Gerais (4,8 mil) e Sergipe (4,3 mil).
Outros estados também foram atendidos com portarias interministeriais para entrega de milho pelo Programa de Vendas em Balcão no período de seca, como o Rio Grande do Sul, que recebeu 37,7 mil das 41,3 mil toneladas contratadas, e Santa Catarina, com 44,7 mil das 49,1 mil.
Ainda segundo o balanço da Conab, desde junho, foram comercializadas 234,3 mil toneladas de milho por meio do Programa de Vendas em Balcão, tendo sido registrado apenas na Região Nordeste aumento de 51,8 mil toneladas para 219,5 mil toneladas após a decretação da emergência.
O número de clientes cadastrados no programa também aumentou, saltando de cerca de 19 mil para quase 110 mil no mesmo período.
De acordo com a Conab, as vendas com os preços vigentes no balcão especial continuarão até 28 de fevereiro, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (27). O grão para a alimentação animal na região do Semiárido, que engloba dez estados, e é a mais atingida pela estiagem, tem sido vendido pela Conab ao preço de R$ 18 por saca de 60 quilos.
Presidente da FAEB diz que estamos no pico da seca
A chuva que chegou em parte da Bahia, um dos estados que mais sofreu com a seca deste ano, a mais intensa das últimas quatro décadas no Semiárido nordestino, durou menos do que os produtores da região esperavam. Segundo João Martins, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), os baianos ainda estão vivendo o “pico da seca” no norte e centro do estado.
“Melhorou bastante. Saimos da situação altamente crítica, mas se continuar o sol que está e a previsão se confirmar, dificilmente vai chover nas próximas semanas e vamos voltar para UTI [unidade de terapia intensiva]”, disse, ao comparar a situação do estado com a saúde de um paciente. A Bahia se diferencia de grande parte do Semiárido por ter, normalmente, chuva mais cedo. No sudoeste, oeste e extremo sul do estado, os agricultores tiveram trégua com a chuva, que ainda se mantém e contribuiu para recuperar os níveis de reservatórios de água que abastecem as grandes cidades. Mas, a estiagem ainda ameaça fruticultores e pecuaristas no centro e norte baianos.
“A caprinocultura que está toda nessa região sofreu muito. A redução de leite chegou a mais de 80%. Se não fosse a oferta [de água] do extremo sul, estaríamos com problema de abastecimento interno”, calculou Martins. O governo ainda não fechou as contas sobre as perdas e aguarda a estabilização das chuvas para fazer a avaliação. Martins informou que as estimativas indicam que os prejuízos podem ficar entre R$ 4 bilhões e R$ 7,8 bilhões. “Isso porque a agricultura se reflete no comércio e nos serviços. Se o agricultor não tem renda, ele não compra mercadoria, não demanda serviço. Ainda achamos que o governo está sendo otimista nesse cálculo”, disse.
A produção de café da Bahia, o quarto maior produtor do país, já contabiliza redução de quase 1 milhão de sacas. A produção normal é 3 milhões de sacas de café por ano, comercializadas a R$ 350 a saca do tipo arábica, típico das regiões mais afetadas no estado.
No Rio Grande do Norte, a produção de milho e feijão deve ficar 90% abaixo do volume médio anual, segundo estimativas do governo estadual. Os produtores não falam em perdas, mas em frustração de safra. Mais de 85% dos grãos que não serão colhidos não foram sequer plantados. “Há alguns municípios em que, de fevereiro até agora, não choveu sequer 50 milímetros, como São José do Siridó”, disse Simplício Holanda, secretário adjunto de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte.
Os efeitos da estiagem sobre a cajucultura é uma das maiores preocupações das autoridades locais. Além de responder pela ocupação de cerca de 150 mil trabalhadores durante o período de colheita da castanha, o estado concentra empresas especializadas no beneficiamento do produto para o mercado interno e para exportação. Até agora, a estimativa é que a produção fique 70% abaixo da média de 50 mil toneladas de castanha em anos normais. “Temos grandes beneficiadores, grupos de empresas que beneficiam mais de 20 mil toneladas por ano. Só não paramos porque estamos importando a castanha [in natura] da África”, explicou Holanda. Segundo ele, desde 2010 o estado já importou mais de 40 mil toneladas do produto.
Atualmente, 1,3 mil municípios do nordeste e do norte de Minas Gerais estão em situação de emergência reconhecida pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. O governo estima que 10,3 milhões de pessoas ainda são prejudicadas pela seca, que deverá persistir na maior parte da região.
“Há 75% de chance de ser entre média e abaixo [da média]”, disse Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo ele, ainda que o volume total de chuvas na região fique perto da média desses meses, as chuvas ocorrerão “com enorme irregularidade espacial e geográfica. Há lugares em que pode chover acima e outros em que deverá chover até bem abaixo”.
Nobre considera a situação alarmante e defende a manutenção dos programas estruturais e emergenciais do governo para o Semiárido, como o abastecimento de água por carros-pipa e o repasse de recursos para os estados. “Os lugares que sofrerem déficit hídrico pronunciado por dois anos vão ficando cada vez mais vulneráveis. O que não se projeta é um ano daqueles invernos bons, que reabastecem todos os açudes pequenos, médios e grandes”, acrescentou o especialista. Da Agência Brasil.
Seca prejudica plantio novamente no Rio Grande do Sul
Novamente, neste ano, as chuvas são poucas em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Os gaúchos tiveram que interromper o plantio este mês por absoluta falta de umidade na terra. A sequencia foi interrompida por chuvas fracas.
Se continuar deste jeito, o Estado é sério candidato a obras contra a seca, cisternas e plantio de palma forrageira.
O sistema de geração de energia no rio Uruguai já tem várias usinas com a produção parada. Entre novembro de 2011 e maio deste ano o Rio Grande enfrentou a maior seca dos últimos 60 anos, precedida em 2003/2004 e 2004/2005 por outros grandes períodos de estio. Veja no quadro do IBGE as fortes oscilações da produção de soja no Estado e a comparação com o País.
Estiagem ainda é forte em 259 municípios baianos.
Dos 417 municípios da Bahia, 259 ainda estão prejudicados pela seca, em situação de emergência. Segundo dados da Coordenação de Defesa Civil da Bahia (Cordec), a previsão do tempo indica uma situação severa até fim de novembro. Em algumas áreas as chuvas estão previstas apenas para final de novembro ou inicio de dezembro.
Entre os anos de 2011 e 2012, o estado investiu R$ 4,05 milhões em 153 convênios para abastecimento de água por meio de carro-pipa, beneficiando 495 mil pessoas. A Cordec tem cinco equipes que executam ações de fiscalização dos convênios e na identificação de demandas para a elaboração de um diagnóstico da situação atual.
O diagnóstico permitirá avaliar particularmente a situação da seca nos diversos municípios, identificando possíveis intervenções pontuais para ações governamentais e acompanhando os programas em cada município atendido.
Mais 216 toneladas de milho de associados da AIBA seguem para flagelados da seca
A segunda remessa de doações dos produtores da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) para os agricultores prejudicados pela maior seca da história recente do estado começa a deixar o município de Barreiras a partir de hoje (5/10). Ao todo, 216 toneladas de gêneros para alimentação humana e/ou animal, como milho, feijão e milheto, serão entregues a associações de pequenos produtores rurais de cinco municípios baianos. As doações fazem parte da Campanha S.O.S Seca, do Governo do Estado, para a qual os produtores do cerrado baiano já destinaram mais de 300 toneladas de milho. Ao todo, a Aiba já arrecadou 732 toneladas de grãos e a meta é chegar a mil.
De acordo com o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, os agricultores do semiárido ainda vão amargar os prejuízos da seca por muito tempo, mesmo a partir da volta das chuvas. “Um dos maiores efeitos da estiagem é a dizimação dos plantéis, decorrente do abate das matrizes. Este é o último recurso do pequeno produtor, que, na iminência de perder os rebanhos pela falta de água, prefere acabar com eles. As consequências são muito graves, tanto para as famílias, quanto para a economia do estado”, diz Salles.
A campanha mobilizou muitos produtores. Na primeira remessa, despachada em agosto, foram 50 doadores, e, na segunda, outros 30. “Quando a proposta é séria e relevante, ela tem de ser abraçada. Eu acredito que uma boa ação como esta traz retornos que não podem ser medidos em cifras, mas, são muito mais remuneradores para o espírito e a consciência de cada um”, explicou o presidente da Aiba, Walter Horita.
As associações indicadas pelo Comitê da Seca, do Governo do Estado, para receber os donativos são a Associação de São Miguel (Casa Nova), Associação Comunitária de Salgado e Cortiço (Capela do Alto Alegre), Associação de Produtores de Água Branca (Miguel Calmon), Cooperativa Mista dos Produtores de Leite de Quicé (Senhor do Bonfim), Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos do Sertão do São Francisco (Juazeiro), Associação dos Produtores de Leite de Maracás (Maracás), Sociedade Comunitária de Cruzlândia (Iramaia), Associação de Pequenos Produtores Rurais de Olhos D`Água do Cruzeiro (Iramaia).
Doaram, nesta segunda etapa, os seguintes produtores e empresas agrícolas: Adilson Heidi Sujuki, Agrifirma, Agrovale, Aldemiro Andrighetti, Antônio Grespan, Arnaldo Pradella, Carlos Hideo Takahashi, Divonsir Antônio Feltrin, Edson Fernando Zago, Eiji Sugahara, Eliceu Felipe Kuhn, Eloi Pilatti, Franklin, Akira Higaki, Grupo Castilhos, Haroldo Hidyuki Uemura, Heinz Kudiess, Hélio, Kiyoshi Kobayashi, Horácio Shuji Hasegawa, Jorge Tadashi Koyama, Kioshi Hoshino, Mário Hideyaki Kuroda, Oscar Massanobu Takahashi, Paulino Koitiro Ozaki, Sementes Paso Ita, Shigueru Hoshino, SLC Agrícola, Tatsuo Konishi, Valdenir Antônio Formagio, Wilson Breno Elger.
Deu no ZDA: fogo devasta cerrados e pastagens no Oeste.
Grandes focos de calor foram registrados nas últimas 24 horas em três municípios do Oeste da Bahia: Cotegipe, Santa Rita de Cássia e Riachão das Neves. Segundo informações obtidas com o Corpo de Bombeiros de Barreiras pelo portal De Olho no Tempo, os focos de queimada dizimaram fazendas em parte dos três municípios, onde o fogo que teve inicio em áreas de pastagens e também de matas se alastrou rapidamente atingindo parte de cercados, currais e até mesmo casas no interior das propriedades rurais.
A tragédia anunciada: 1.134 municípios do Nordeste em situação de emergência.
Aumentou para 1.134 o número de municípios do semiárido brasileiro onde foi declarada situação de emergência por causa da estiagem. Na comparação com balanço divulgado na primeira quinzena de junho, 121 localidades passaram a integrar a lista da Secretaria Nacional de Defesa Civil.
Este ano choveu pouco no interior do Nordeste em janeiro, fevereiro e março, meses em que seria normal haver precipitações no semiárido. “O interior não teve chuva na época tradicional e, agora, está ingressando no período de estiagem”, disse a meteorologista Márcia Seabra, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), um dos órgãos integrantes do Comitê de Combate à Seca no Semiárido, divulgou hoje um balanço da aplicação do recurso extraordinário de R$ 2,7 bilhões liberado em abril para enfrentamento da estiagem.
A maior parte do valor – R$ 799 milhões – está sendo destinada à construção de cisternas. Do início de 2011 até junho deste ano, 123 mil unidades foram entregues a famílias do semiárido. A intenção é que o número cresça para 290 mil até dezembro. Também foram contratados 3.360 caminhões-pipa por R$ 164,4 milhões.
Dos recursos restantes, R$ 500 milhões foram destinados ao Plano Garantia Safra, de auxílio a produtores que perderam suas plantações; e R$ 200 milhões ao Bolsa Estiagem, de ajuda à população que ganha até dois salários mínimos. Por fim, R$ 60 milhões devem ser aplicados na recuperação de poços até o fim deste ano. A divulgação dos valores foi realizada durante reunião plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) para debater os impactos da seca em 2012.
Os fariseus em seu paraíso
Agricultores que tiveram prejuízo devido à estiagem começarão a receber, na próxima segunda-feira (18), a primeira parcela do Bolsa Estiagem, do Ministério da Integração Nacional, que corresponde a R$ 80 do total de R$ 400. Os estados beneficiados serão Minas Gerais, a Bahia, Pernambuco, o Piauí e Sergipe, que somam 263 cidades e mais de 113 mil agricultores. O Bolsa Estiagem será repassado em cinco parcelas, por meio do cartão do Bolsa Família, do Cartão Cidadão ou de outros mecanismos de transferência de renda do governo.
“Uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”
É o que afirmou Luiz Gonzaga, o rei do baião, ao ver as migalhas lançadas aos seus conterrâneos. A história continua. Alcançando um dinheirinho ao invés de promover a formação cultural e profissional do agricultor, o Governo vai estimulando-o não a produzir, mas a esperar, nos portais das Câmaras e Prefeituras pela assistência social do Governo, na maioria das vezes usada como instrumento de compra do voto e da fidelidade eleitoral canina.
Enquanto isso prosperam os líderes dos descamisados, os estandartistas, os messiânicos, os justicialistas sem pudor de alcançar uma pequena vantagem pecuniária aos seus seguidores em troca de sua alma.
Quer ajudar o flagelado da seca? Vai lá constrói uma cisterna, ensina a fazer uma pequena horta, fornece sementes, providencia energia e irrigação.
Dar 80 reais por mês é um desaforo e só pode fazer parte de uma conspiração contra os humildes, mantidos ao nível de inanição ao longo dos anos por sucessivos governos populistas.
Bahia anuncia projetos de combate à seca.
A assessoria de comunicação da Secretaria de Agricultura da Bahia anunciou hoje uma série de medidas e projetos que deverão ser implementados com recursos federais para sanar parte dos problemas ocasionados pelo prolongado estio no Estado. Se são elogiáveis as iniciativas, tem-se a lamentar o atraso na sua tomada. É a velha história: leite derramado, choro copioso. Veja o press-release da Seagri em sua íntegra:
Construir 1.300 pequenas barragens subterrâneas para perenizar riachos e rios nos 246 municípios que decretaram estado de emergência por causa da seca. Esta é a decisão do governador Jaques Wagner, depois de discutir com o secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e com o secretário Rui Costa, coordenador do Comitê da Seca, como aplicar os recursos não reembolsáveis que estão sendo liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Ministério da Integração (MI). São R$ 100 milhões para os estados nordestinos e Minas Gerais aplicarem em obras estruturantes de convivência com a seca. À Bahia, coube R$ 22,1 milhões.
O anúncio foi feito pelo secretário Eduardo Salles, em Guanambi, durante despacho itinerante realizado no parque de exposições da cidade, com a participação de centenas de agricultores, presidentes de associações e cooperativas, secretários de agricultura e prefeitos dos municípios do Território de Identidade Sertão Produtivo. Salles explicou as medidas emergenciais e estruturantes que o governo do Estado está adotando, e discutiu com os agricultores as alternativas para as cadeias produtivas da apicultura, mandiocultura, fruticultura, bovinocultura de corte e de leite, algodão e cana-de-açúcar. Participaram do encontro os superintendentes da Seagri e os coordenadores e diretores da EBDA, Adab, Bahia Pesca e CDA. Continue Lendo “Bahia anuncia projetos de combate à seca.”
Ações para seca no Nordeste contam com recursos de R$ 2,7 bilhões
O governo federal anunciou uma série de medidas para auxiliar os cerca de 4 milhões de nordestinos afetados pela estiagem na Região Nordeste e no norte de Minas Gerais. No total, serão investidos R$ 2,7 bilhões para ações de combate à seca. Veja aqui as medidas adotadas pelo governo federal para minimizar os efeitos da seca no semi-árido brasileiro.
Acima, o número de municípios, por estado, com portaria de reconhecimento por situação de emergência na Região Nordeste (números atualizados nesta segunda-feira, 04 de junho). Em Minas Gerais, estado que também sofre com a seca, são 101 cidades em situação de emergência.
Seca e indiferença, as duas tragédias da Bahia.
Por Franciel Cruz, para o jornal Sul 21
Duas ásperas tragédias assombram a Bahia neste ano da graça de 2012: a seca e a indiferença. Enquanto a estiagem cresce de modo exponencial, as manifestações de solidariedade praticamente inexistem. O silêncio dos mais diversos setores sociais é inversamente proporcional aos assustadores dados relacionados ao flagelo. Para que se tenha uma ideia concreta, de janeiro até o final de maio, o número de municípios em situação de emergência saltou de 43 para 244, atingindo mais de dois milhões e 700 mil baianos que penam no castigado semiárido. No entanto, apesar de tantas e tamanhas dores, não existiu uma mísera campanha de mobilização para amenizar tais efeitos. Nem mesmo o apelo financeiro, fala-se em mais de R$ 100 milhões de prejuízo, tem conseguido atrair o interesse das almas benevolentes.
Os sociólogos de bodega podem argumentar, não sem razão, que tais movimentações nunca vão resolver os ancestrais problemas da seca. É fato. Eles podem dizer também, do alto de suas sábias negligências, que são necessárias políticas permanentes para a convivência com a estiagem. Perfeito. De barriga cheia, é fácil teorizar sobre a fome alheia.
O problema, amigos de infortúnios, é que, na falta das fundamentais e efetivas ações dos governos, que demoram mais de chegar do que a chuva, os atos solidários sempre desempenharam um papel fundamental para abrandar o perverso quadro. No entanto, neste ano da graça de 2012, nem isso. A Bahia, repito, tem sido vítima de duas ásperas tragédias: a seca e a indiferença.
Nunca antes na história deste país se viu tamanho descaso. As redes de TV, que normalmente estão a postos para faturar com as lágrimas alheias, não esboçaram, até este momento, qualquer campanha para sensibilizar a população. As igrejas, idem. Até mesmo as novidadeiras redes sociais, sempre tão afoitas para abraçar causas comoventes, permanecem num estranho mutismo diante de tão grave e urgente questão. Não houve sequer um mísero jogo beneficente.
O que explica tamanho desinteresse? Francamente, desconheço. Aliás, pior. Não compreendo. O alheamento é tanto e tamanho que atinge a todos nós. A seca não está em nossas pautas ou prioridades, nem mesmo como catarse. Nos bares, becos, vielas e ladeiras desta província lambuzada de dendê o tema não existe. É como se alguma mão divina (ou maligna) tivesse colocado a problemática no index prohibitorum, numa espécie de macabro pacto de alheamento. Continue Lendo “Seca e indiferença, as duas tragédias da Bahia.”
Exército coordena distribuição de água com caminhões-pipa.
O Exército entrou com força na coordenação da distribuição de água na Bahia (foto de Roberto Meira). Segundo nos adiantou o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, durante a Bahia Farm Show, existem rotas de abastecimento com mais de 240 km, o que dificulta ainda mais a assistência para humanos e dessedentação de animais. Já são 245 os municípios onde foi declarada a calamidade.
CONAB e produtores movem 50 mil toneladas de milho contra flagelo da seca.
Eduardo Salles: articulando alimentação para animais e para o povo nas regiões de seca intensa.
O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rubens Rodrigues dos Santos, confirmou, durante reunião com o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e com a superintendente da Conab na Bahia, Rose Pondé, que 200 mil toneladas de milho do estoque da Companhia no Mato Grosso serão removidas para o Nordeste.
Destas, 50 mil serão para a Bahia, destinadas à alimentação animal. A previsão é de que nos próximos 20 dias cheguem ao Estado as primeiras 8.400 toneladas do total de 50 mil, para venda balcão ao preço de R$ 18,10 para o pequeno produtor, limitado a três toneladas/mês/produtor.
Nesta terça-feira (29) produtores do Oeste do Estado, em encontro com o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles durante a abertura da 9ª edição da Bahia Farm Show, em Luis Eduardo Magalhães, assumiram o compromisso de vender à Conab, através da Política de Preço Mínimo, 20 mil toneladas de milho, a R$ 20,10 a saca.
O valor é menor que o pago pelo mercado, mas os agricultores resolveram abdicar do lucro, em solidariedade aos produtores dos municípios castigados pela seca, que precisam do grão para alimentação animal.
Rubens Rodrigues sinalizou um volume maior para os médios produtores, e informou que o Ministério da Agricultura (Mapa) propôs uma portaria interministerial, solicitando a possibilidade da venda balcão a R$ 22,10, limitada a 27 toneladas/mês/produtor.
Rose Pondé e Rubens Rodrigues informaram que o milho que será removido para a Bahia irá para os armazéns emergências em Vitória da Conquista, (500 ton), Juazeiro (700 ton), Guanambi, (1.200 ton) e Feira de Santana (500 ton), além dos armazéns da Conab em Irecê, (3.000 ton), Ribeira do Pombal, (1.000 ton), Entre Rios, (500 ton), Santana Maria da Vitória, (500 ton), e Itaberaba, (500 ton). “As quantidades de milho estão relacionadas com a capacidade estática de cada armazém”, disse o presidente da Conab, explicando que serão renovadas à medida que forem retiradas pelos produtores.
O secretário Eduardo Salles explicou que os armazéns emergenciais em Conquista, Juazeiro, Guanambi e Feira de Santana foram alinhados anteriormente em reunião com a superintendente Rose Pondé, e conseguidos gratuitamente. O funcionamento está garantido pela Conab, que vai colocar funcionários em cada uma dessas unidades. O objetivo é descentralizar a distribuição do milho por diversas regiões, fazendo com que o grão chegue mais rapidamente ao produtor. Salles solicitou ainda ao presidente da Conab mais um armazém emergencial, no município de Conceição do Coité, região produtora de sisal e que também desenvolve a ovinocaprinocultura.
O secretário voltou a solicitar a construção de um armazém no município de Luiz Eduardo Magalhães, com capacidade para 50 mil toneladas, em terreno já disponibilizado pelo prefeito Humberto Santa Cruz, por entender a importância estratégica não só para a Bahia, mas para o Mapito-Ba (Maranhão, Piaui, Tocantins e Bahia), servindo a todos os estados produtores de grãos. A superintendente Rose Pondé confirmou que a prefeitura se comprometeu a doar o terreno, e o presidente da Conab informou que dará prioridade a este pleito, que é do governo do Estado.
Salles informou também que vai conversar com o senador Walter Pinheiro, incumbido de inserir um artigo na MP 565 (MP da Seca) que está relatando, autorizando a distribuição gratuita de milho aos pequenos produtores.


























