Bahia: seca e excesso de chuvas, tragédias simultâneas.

A estiagem que atinge o Semiárido e norte baianos nos últimos meses já começou a afetar as cidades com mais de 100 mil habitantes no estado. A Coordenação Estadual de Defesa Civil da Bahia informou ontem (23) que Vitória da Conquista, terceiro maior município baiano, já sofre com racionamento de água.

“Tivemos chuvas em algumas regiões, mas não foi suficiente para dar volume nas aguadas [cavidades feitas para armazenamento de água para homens e animais], nem para mudar os níveis das barragens. E grandes cidades do interior, como Vitória da Conquista, dependem desses níveis para o abastecimento”, explicou Luciana Silva Santos, Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza na Bahia.

Segundo Luciana, até agora, os agricultores eram os maiores impactados “principalmente com a perda do rebanho, não só de pequenos produtores de caprinos e ovinos. Não tem água, nem ração, porque não tem capim e nem as palmas que estavam sendo usadas como alternativa para ração”. No estado, 242 municípios estão em estado de emergência. Mais seis já são considerados em estado de risco pelo estado, mas ainda não tiveram a situação reconhecida pelo governo federal.

Luciana Santos explicou que algumas medidas estão sendo adotadas, como a venda de milho, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a preços “de balcão” para alimentar os animais e que garantem algum grau de umidade para pequenos rebanhos. Além disso, estão sendo usados recursos federais para enviar carros-pipa e alimentos para áreas rurais.

“Selecionamentos os primeiros 200 municípios que decretaram emergência no início de maio. Já foi liberada a distribuição de 2 mil toneladas de feijão e mil toneladas de arroz. Claro que não dá para atender aos 2 milhões de pessoas afetadas. Estamos priorizando as famílias com crianças de até 2 anos ou que tenham mulheres grávidas ou que estejam amamentando”, disse.

Enquanto falta água no interior, a chuva vem maltratando a população da região metropolitana de Salvador desde a última sexta-feira (18). De acordo com a assessoria da Defesa Civil da capital soteropolitana, 540 áreas estão em risco. Estima-se que 100 mil pessoas morem nesses locais.

“A expectativa é que chova menos a partir de agora. Mas, a Defesa Civil continua em alerta. O período de chuva é até junho, apenas não sabíamos a proporção de chuva que cairia. Um dos dez pluviômetros distribuídos pela cidade, no bairro do Cabula, mostrou que o índice de chuva, desde o dia 17, chegou a 372,9 mililítros (ml), enquanto esperávamos 349,5 ml em todo o mês”, informou a assessoria.

Até o momento, a Defesa Civil de Salvador registrou mais de mil solicitações de emergência, como alagamento de áreas, desabamento de imóveis, ameaça de desabamento, queda de árvores e desabamento de terra. A maioria das ocorrências foi deslizamento de terra e as áreas com maior número de solicitações foram São Marcos, Pau de Lima, Sussuarana, Bairro da Paz, Grotas, Tancredo Neves, Alto da Terezinha, Canabrava e Fazenda Grande.

A assessoria do órgão informou que já foram cadastradas 99 famílias que tiveram suas casas atingidas e distribuídos mais de 16 mil metros quadrados de lonas que são colocadas nas encostas para evitar deslizamento de terra, onde vivem outras 193 famílias. Da Agência Brasil.

 

Situação de produtores em Santa Rita é crítica.

Prefeito Romualdo na barragem do Brejinho. Autoridades dos municípios e do Estado só lembraram da seca depois que os prejuízos começaram. No Oeste Baiano choveu mais de 1.100 mm este ano, o equivalente a 1.100 litros por metro quadrado. Onde está a água? Foi parar no Oceano Atlântico. Agora o povo e o gado passam sede.

Por conta  da seca que assola a região nordeste do Brasil, o governo estuda contemplar cidades onde o caso é mais grave com chuvas forçadas, provocada por indução artificial em nuvens, para aliviar os efeitos da seca que causam danos sociais e ambientais há meses.

 Na Bahia são 236 cidades em situação de emergência reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional. É a maior seca dos últimos 47 anos que atinge também o Oeste baiano. Em Santa  Rita a situação é muito crítica e lavradores e criadores de gado sentem a falta de água, que se reflete na perda de lavouras e morte de gado.

Apesar do Governo Municipal se esforçar com abertura de poços artesianos e abertura de barragens, a situação é crítica. Algumas barragens abertas pela Prefeitura ainda tem uma pequena quantidade de água, mas algumas já estão completamente vazias.

Recentemente o Tribunal de Contas recomendou que não houvesse festas na região por conta desse sério problema. Os municípios estudam uma forma da realização dos eventos festivos, que são tradicionais e atraem muitos turistas e também receitas para as prefeituras.

 Em Formosa do Rio Preto a festa está orçada em um milhão e quinhentos mil reais e é bancada 50% pelo município e 50% pelo governo da Bahia. Em Santa Rita a situação é mais complicada, uma vez que os festejos são bancados somente pela Prefeitura. Do blog Socialistas de Cássia.

Jaques Wagner diz que atendimento ao flagelo da seca é prioridade.

As ações para minimizar os efeitos da seca, que tem castigado dezenas de municípios do interior baiano, continuam mobilizando o Estado e voltam a ser destacadas pelo governador Jaques Wagner no programa de rádio desta terça-feira (8). “Essa é a minha prioridade e de toda a equipe do governo”. Ele cita as providências mais recentes, inclusive as medidas emergenciais adotadas para enfrentar a longa estiagem e amenizar o sofrimento da população.

O governador enfatiza ainda que essa seca é a mais rigorosa dos últimos 50 anos e fala da assinatura, na semana passada, de três convênios com o governo federal, por meio dos Ministérios da Integração Nacional e do Desenvolvimento Agrário, envolvendo recursos totais superiores a R$ 80 milhões, para obras nas diversas regiões prejudicadas pela falta de chuvas.

Segundo Wagner, somente com os convênios assinados com o Ministério da Integração Nacional estão sendo obtidos recursos da ordem de R$ 50 milhões, que serão usados em sistemas de abastecimento de água em várias localidades, a exemplo dos municípios de Manoel Vitorino, Mirante, Bom Jesus da Serra, Sento Sé, Caculé e Licínio de Almeida, onde serão construídas 12 mil cisternas e mais 360 barreiros, beneficiando 18 mil pessoas.

No Brasil, é assim: chora-se sempre sobre o leite derramado. Apagam-se os grandes focos de incêndio e deixa-se que os pequenos prosperem.

Wagner foi a Brasília buscar quase R$51 milhões para combate à seca.

A Bahia poderá contar com uma verba de R$ 50,9 milhões para combater os efeitos da seca no estado. Os convênios que asseguram o recurso para o estado foram assinados nesta quinta-feira (03), em Brasília (DF), pelo governador Jaques Wagner e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. A iniciativa faz parte do programa Água para Todos do Governo Federal.

Os projetos de sistemas integrados de abastecimento de água receberão investimentos de R$ 20 milhões, para os municípios de Manoel Vitorino, Mirante, Bom Jesus da Serra, Sento Sé, Caculé e Licínio de Almeida.

Para a implantação de 12 mil cisternas, fornecidas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), serão aplicados R$ 16,5 milhões. Serão disponibilizados, também, R$ 14,4 milhões para a construção de 360 barreiros, beneficiando em torno de 18 mil pessoas na região do semiárido. Da Rádio Itapoan Online.

A seca no sertão nordestino e no Oeste baiano.

Imagens captadas pelo satélite Meteosat-9 mostram que boa parte do Nordeste enfrenta a maior seca dos últimos 30 anos. Nas imagens é possível ver que 80% do semiárido da região sofre com a estiagem, o que representa seis vezes o percentual registrado no ano passado.

A pedido do portal UOL, o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) produziu dois mapas, com imagens referentes aos meses de abril de 2011 e 2012. A diferença gritantes entre os cenários pode ser comprovada pelas áreas em vermelho –as quais a vegetação encontra-se afetada pela falta de água.

Impressionante, também, a imagem da seca no Oeste baiano, zona produtora de grãos, com uma mancha vermelha na mesma proporção do sertão.

Wagner diz que quer mais dinheiro federal para enfrentar a seca.

A longa estiagem em quase todo o interior baiano volta a ser destacada pelo governador, em seu programa de rádio veiculado às terças-feiras. Agora são 214 municípios em estado de calamidade.

 Ele fala das medidas emergenciais e das obras estruturantes empreendidas para combater o flagelo da seca e amenizar o sofrimento da população, causado pela perda de gado, de plantações, além da dificuldade de abastecimento em cidades de pequeno e médio porte. O Governador cita também ações em andamento, como a prorrogação da dívida de agricultores, reforço no abastecimento com carros-pipa, distribuição de cestas básicas para a população e alimento para animais.

Wagner destaca a participação do governo federal no apoio à população atingida e, entre as obras estruturantes, destaca a construção de quatro adutoras (do Feijão, do Algodão, Pedras Altas e Ponto Novo) e do projeto aquífero de Tucano, no nordeste do Estado, para o aproveitamento de água subterrânea.

“Além disso, estou levando várias propostas ao governo federal, tentando captar mais dinheiro para fazermos novas obras emergenciais e também estruturantes”.

Ele reafirma sua preocupação com os efeitos da estiagem e informa que equipes do governo estão atuando nas 24 horas do dia para vencer os desafios, ultrapassar as dificuldades e melhorar a situação vivida pela população de muitos municípios baianos.

Mais polícia

Nesta segunda (23), Wagner participou, em Salvador, da solenidade comemorativa dos 187 anos de criação da Polícia Militar do Estado da Bahia (PMBA), com homenagens ao patrono da instituição, José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes. “Estamos melhorando os nossos equipamentos, a nossa inteligência, para oferecer mais segurança à população”.

O governador fala da formatura, nesta quarta-feira (25), de cerca de 1900 soldados e diz que até o final do seu governo, em 2014, contratará mais policiais militares, além de policiais civis, a fim de melhorar todo o corpo da segurança pública do Estado, e em especial da PM.

Água mineral já custa mais que gasolina em Vitória da Conquista

Constatação dos redatores do  portal Bahia Notícias: a água já é mais cara que gasolina em Vitória da Conquista. Os comerciantes vendem água mineral  a R$ 3,50 – o que corresponde a um aumento de 250% em relação aos R$ 0,99 habituais. Já o litro do combustível é vendido, em média, por R$ 2,77.

Na zona rural, lavradores gastam até R$ 120 por um carregamento de água salobra no reservatório. Terceiro município mais populoso da Bahia, Vitória da Conquista é abastecida pelas barragens I e II de Água Fria, cujas capacidades estão em 30% do total. As barragens estão baixando cerca de 10 centímetros por dia e especialistas afirmam que os reservatórios duram mais 60 dias.

Valei-nos São Jorge. Mande chuva hoje, que é o seu dia de glória.

12 mil hectares de fruticultura recebem água uma vez por semana no projeto Brumado

Água só 24 horas por semana. Esta é a situação do distrito de irrigação do Projeto Brumado, que tem 12 mil hectares de fruticultura. Por enquanto o objetivo é manter as plantas vivas até que chova novamente, só Deus sabe quando. O Governo do Estado só afirma que essa é a maior seca dos últimos 30 anos e que está distribuindo cestas básicas. Quantas pessoas dependem dessas 12 mil hectares? Na foto o açude Brumado, no rio de mesmo nome, que tem uma grande bacia alimentadora, mas tem sua vazão muito diminuída.

Animais morrem em Feira de Santana

Segundo o portal G1, a seca tem provocado a morte de animais nos pastos de Feira de Santana, cidade que decretou estado de emergência pela terceira vez consecutiva. Na zona rural, começa a faltar água para a população e, para que o gado não morra de sede, pecuaristas têm vendido os bichos com valores abaixo do mercado. O agricultor Esdras Figueiredo, que mora no distrito de Bonfim de Feira, lamenta a falta de expectativa de boas colheitas. “A situação é bastante difícil”, conta para, em seguida, admitir que tem medo de passar fome. “Não tem como buscar alimentação”, diz. A situação no município se agravou nas últimas semanas. A última chuva forte aconteceu em outubro de 2011. Em janeiro, choveu 110 milímetros dentro da média, mas este mês foram apenas três milímetros.

Seca contínua no Sul e Nordeste provoca queda na geração de energia.

Extravasores das usinas do Sul não vertem mais água. 

A seca no Oeste da região sul e nas cabeceiras do rio São Francisco já reduziram e ainda vai reduzir muito mais a produção de energia hidrelétrica no País. Algumas usinas do rio Uruguai, como Machadinho (RS/SC), por exemplo, simplesmente desligaram todas as turbinas por absoluta falta de água. Foi essa combinação de pouca chuva em quase todo o País que criou o apagão dos anos 2001/2002, no final do governo FHC. Ainda bem que a economia está crescendo pouco.

Se estivesse no ritmo, desejável, de 6/7% ao ano teríamos um novo apagão. Informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico indicam que a geradora de Sobradinho, responsável por 30% da energia da Região Nordeste, ainda tem perto de 80% da capacidade de geração, mas como estamos no início da temporada de estiagem é provável que essa capacidade seja muito reduzida até outubro/novembro.

Na bacia do Paraná a situação também é boa. É calamitosa particularmente no rio Iguaçu, mas hoje estão previstas chuvas fortes para a região, que podem começar a recuperação.

É hora de aquecer as turbinas das termoelétricas e redobrar a atenção das alternativas, principalmente as eólicas. Na Bahia, onde estão sendo instalados grandes parques eólicos, a região da Chapada Diamantina é considerada a melhor do País em força e constância dos ventos.

Vale a leitura do relatório de carga mensal (março) do ONS, clicando no link.  

Governo da Bahia faz caçada às bombas de irrigação.

O Governo do Estado está fazendo uma operação de caça às bombas de irrigação na região do Rio da Prata, na Chapada Diamantina. Quer evitar que falte água para beber e para os animais no município de Seabra. Com a fiscalização, produtores de abacaxi e limão ficam sem ter como irrigar as culturas.

Lá vai a Bahia, descendo a ladeira.

2,3 milhões de baianos sofrem com a seca

Dos 266 municípios pertencentes ao semiárido baiano, 199 já decretaram situação de emergência por conta da seca, considerada a pior dos últimos 30 anos. De acordo com um levantamento feito pela Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cordec), até o início de abril, mais de 2,3 milhões de moradores das zonas rurais da região têm sido impactados pelas consequências da longa estiagem na Bahia. Segundo o coordenador-geral da Cordec, Salvador Brito, a falta de chuva já dura mais de um ano, o que gera gravidade econômica e, por consequência, social para a toda a população do sertão baiano.

“O clima nessa região, em geral, já é seco por natureza. Desde 2011 não temos chuvas satisfatórias. A de março [do ano passado] não foi boa; a do inverno foi chuvinha fina, que molhou um pouco a terra, mas não formou nenhuma reserva de água. De lá para cá não choveu mais e cada dia que passa a situação se agrava”, afirmou em entrevista ao G1.

Ainda segundo o Coordenador, como não houve plantação em março último, o estado ficará sem safra de feijão, mandioca e o milho, um dos produtos mais procurados durante a festa de São João, típica da Bahia. Por conta da falta de oferta no mercado, o preço desses itens deve aumentar consideravelmente no período. “Eu nunca vi, na minha vida, nada desse jeito. Esse ano está demais, uma crise terrível e está geral. Tem falta de água, não tem serviço para nós e eu não sei o que vai acontecer com a nossa vida não”, comentou o agricultor Lauro Silva de Ribeirão de Bate-Pé, distrito de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) informou que destinou cinco mil cestas de alimentos às vítimas do fenômeno na Bahia. A pasta informou ainda que serão encaminhados ao Estado duas mil toneladas de feijão, mil toneladas de arroz e 1 milhão de litros de suco de laranja.

Do portal Bahia Notícias.

E a farinha de mandioca, MDS? Baiano não come sem farinha de mandioca.

O Instituto Climatempo afastou a possibilidade de chuvas nos próximos dias para Luís Eduardo Magalhães e região.

Uma gota d’água para combater a seca na Bahia.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) anunciou nesta terça-feira (10) investimentos da ordem de R$ 31 milhões para combater os efeitos da seca que atinge a Bahia. O ministro Pepe Vargas esteve em Feira de Santana (BA) para anunciar uma série de medidas que visam aplacar a situação de emergência em que se encontram muitos agricultores familiares devido à estiagem. Os anúncios foram feitos durante a entrega de 53 retroescavadeiras do PAC 2 a 55 municípios baianos, no auditório do Departamento de Infraestrutura de Transporte da Bahia (Derba), na presença do do governador do estado, Jaques Wagner, e diversas autoridades.

A seca surpreendeu os governos do Estado e Federal? Ninguém sabe há anos que a região geoeconômica de Irecê estava perdendo a barragem de Mirorós, sua principal fonte de abastecimento? Medidas como esta de hoje são meros paliativos. Uma gota d’água para matar a sede de um grande território. Como explicar a milhares de baianos que estão perdendo suas plantações que uma retroescavadeira vai solucionar seu problema? Pura retórica de governos imprevidentes.

Soja está a quase R$60 nos portos.

Preço da soja nos portos de Santos e Paranaguá já quase ultrapassando o valor de R$60,00 a saca de 60 quilos. Se isso acontecer nos próximos dias, volta a cotação de abril de 2002/2003, logo após a eleição de Lula da Silva, quando o dólar disparou, levando junto com ele as incertezas do setor produtivo e a cotação da soja.

Naquela época pensava-se que Lula ia fazer um grande movimento de desapropriação de terras, travando a produção empresarial e o grande agronegócio. Deu no que deu. Lula se revelou um neoliberal mais convicto que Fernando Henrique Cardoso.

Só uma grande seca na América do Sul, como a que ocorreu este ano, para aumentar as cotações da soja depois do fenômeno Lula.

Bahia receberá 3 mil toneladas de alimentos para enfrentar a seca.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) ampliou de 1,5 mil para três mil toneladas a quantidade de alimentos que será distribuída nos municípios afetados pela seca na Bahia. A população receberá agora duas mil toneladas de feijão, mil toneladas de arroz, além de um milhão de litros de suco de laranja. O anúncio foi feito pelo ministro Rômulo Paes durante reunião com o secretário da Casa Civil do Estado, Rui Costa, nesta quinta-feira (5), em Brasília.
 
Presente na reunião, a diretora do Departamento de Apoio à Aquisição e à Comercialização da Produção Familiar do MDS, Denise Reif Kroeff, garantiu também a distribuição de cinco mil cestas básicas, que serão repassadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Governo da Bahia ficará responsável pelo transporte e distribuição dos produtos, que será feita imediatamente, levando em conta a gravidade da situação.
A esmola ou humilha ou vicia. Quem sabe mais poços artesianos, mais cisternas, a cantada em prosa e verso adutora do São Francisco para a região de Irecê? Esta semana mesmo 200 pequenos produtores tiveram sua água de irrigação desligada por que a barragem de Mirorós secou. 

Cotação da soja aponta para o alto.

Após trabalhar com volatilidade no início do pregão regular desta quarta-feira, o mercado da soja virou e passou para o lado positivo da tabela. Por volta das 13h40 (horário de Brasília), os preços subiam mais de 10 pontos nos principais vencimentos.
Notícias de novas baixas nas safra do Brasil e da Argentina parecem ter criado uma nova faísca nos negócios depois da realização de lucros. Hoje, a consultoria Informa Economics reduziu sua projeção para a safra argentina de soja para 45 milhões de toneladas e a do Brasil para 66,5 milhões. Anteriormente, as estimativas eram de 47,5 milhões e 68 milhões de toneladas, respectivamente.
Uma grande maioria de agricultores situados no anel da soja e ao longo da BR-020 não terão médias de produção da soja acima de 40 sacas por hectare. No entanto, os valores crescentes das cotações levam a crer que terão seus custos cobertos. O preço hoje, em Luís Eduardo, batia em R$49,50 a saca, a um passo da barreira emblemática dos R$50,00. 

Bahia: A maior seca dos últimos 30 anos prejudica até apicultura.

A seca que atinge o semiárido da Bahia fez o governo estadual decretar situação de emergência em 158 municípios. Em dezembro do ano passado, havia apenas 29 cidades nessa situação. Cerca de 2 milhões de pessoas já foram afetadas, de acordo com o governo. Se não chover até o final deste mês, a Bahia registrará a maior seca dos últimos 30 anos, afirma a Secretaria da Casa Civil. O período de chuvas vai de dezembro a março, mas em algumas localidades não cai água suficiente para abastecer a população, alimentar o gado e irrigar plantações desde o início de 2011. Hoje, o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) vai a Salvador assinar um convênio de R$ 168 milhões para que sejam construídos 1.240 sistemas de abastecimento de água até 2013. Cerca de cem serão feitos em regime emergencial. O governo federal também deve liberar R$ 10 milhões para contratação de carros-pipas e cestas básicas.

Reservatórios do Estado estão praticamente secos. O de Mirorós, na margem do rio Verde, está com apenas 9% de sua capacidade. A barragem deveria garantir água para 350 mil habitantes do norte da Bahia. A seca compromete a agricultura do semiárido. O secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, afirma que praticamente toda a safra de milho e feijão está perdida. Duas adutoras estão em construção para tentar levar mais água do São Francisco para as barragens. Mas as obras, fundamentais para 750 mil pessoas, só devem ficar prontas no fim do ano. Enquanto a água não chega, Exército, municípios e Estado abastecem os flagelados com carros-pipas.

No período de estiagem o sombreamento das colméias e o fornecimento de água se tornam necessários para evitar ou minimizar o abandono dos enxames.

” As consequências da estiagem já são sentidas pelos apicultores do semi-árido baiano e nordestino. Muitos já vinham de colheitas fracas em 2011, e esperavam que o período chuvoso do primeiro semestre deste ano reverteria o quadro. Mas as chuvas não chegaram e a Caatinga continua seca, sem oferta de flores.

Em alguns lugares as abelhas até chegaram a armazenar um pouco de mel, que agora será usado para a sobrevivência da própria colméia. Em outros lugares mais afetados pela seca os apicultores, além de não terem obtido produção de mel, já registram o abandono das abelhas, conforme relatou para a FEBAMEL José Hailton, Presidente da Associação de Apicultores de Monte Santo. 

Notícias positivas recebemos apenas da região Sul do Estado: No extremo Sul os apicultores estão colhendo o mel da florada de eucalipto. Segundo Janhandersson, Presidente da APIEXSU, a florada atrasou em mais de um mês e ainda não da para estimar o quantitativo da produção. E no litoral Sul, os apicultores de Canavieiras relatam de clima normal e produção cada vez maior, estimulados pela inauguração da primeira unidade de beneficiamento de pólen do Brasil, que legalizou a produção e comercialização no Estado e em breve em todo Brasil!

Quem já vive muito tempo de apicultura, bem sabe que a produção é intimamente relacionada ao clima e regime hídrico de cada região, e que a atividade passa por altos e baixos. O exemplo do Rio Grande do Sul, que sofreu uma seca parecida no segundo semestre de 2011, e hoje já comemora grandes colheitas de mel, nos dá uma certa esperança. Outro exemplo, vindo de Santa Catarina, relatou de perdas misteriosas de enxames no inverno 2011, da ordem de 80%, levando muitos apicultores ao desespero. Quando a primavera entrou, apareceram milhares de enxames voando, que os laboriosos apicultores capturaram, revertendo os prejuizos do período anterior.” Do portal Agrolink.

Governo reconhece 158 cidades baianas em estado de emergência.

A Bahia reconhece atualmente 158 cidades em “situação de emergência” em decorrência da longa seca, conforme decreto publicado pelo governo nesta sexta-feira (23) no Diário Oficial do Estado. A quantidade é resultado de catalogação feita pela Coordenação de Defesa Civil (Cordec), que indica a ocorrência de “fatores anormais e adversos” nos últimos meses em todas as cidades relacionadas. O estado tem 417 municípios.

De acordo com o decreto, a escassez  pluviométrica implica em “graves prejuízos” à atividades como agricultura e pecuária e “danos à subsistência e à saúde da população”, o que pode gerar “profunda gravidade socioeconômica”. Ações de minimização de danos serão adotadas nos próximos 90 dias nas cidades afetadas. Do G1.

Seca causa situação de emergência em 75 municípios baianos.

Nas zonas rurais de Andaraí, Juazeiro e  Castro Alves, a população passa sede, o gado morre pelos pastos e a agricultura familiar amarga perda de até 100%. A seca que castigou a Bahia ano passado, sobretudo na região do semiárido, entrou em 2012 assolando comunidades das regiões norte, nordeste, centro-oeste e sudeste.

Até a última sexta-feira, 75 municípios tiveram a situação de emergência reconhecida e decretada pela Defesa Civil estadual (Cordec). No final de 2011, esse número chegou a 123, o que não significa uma melhora do quadro, pois muitas destas cidades tiveram apenas expirado o prazo médio de 90 dias do decreto, e aguardam avaliação para a prorrogação.

Na região do semiárido, a mais atingida, o período seco tende a se estender até maio. “É esperada para os próximos meses uma expressiva redução nos volumes das chuvas na região. Ainda assim, não se descarta a possibilidade de ocorrer eventos isolados de chuvas mais intensas, nos meses de março e abril, o que não será suficiente para suprir o déficit registrado nos últimos anos”, avalia o coordenador de monitoramento do Instituto do  Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Eduardo Topázio.

Evidência preocupante é a barragem de Mirorós, que atende a quatro cidades da microrregião de Irecê (mais de 200 mil habitantes). Segundo informações da Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), o volume de água está abaixo de 10% da capacidade desde outubro passado, chegando a um nível de alerta. Do jornal A Tarde, que tem a lista completa dos municípios em estado emergencial.

Já são 508 os municípios em estado de calamidade pela seca no Sul do País.

Enquanto estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste contabilizam os prejuízos causados pelas chuvas dos últimos meses, na Região Sul o problema continua sendo a estiagem. Além dos transtornos causados à população, a seca afetou a produção agrícola regional, causando prejuízos de mais de R$ 2 bilhões ao setor e contribuindo para o aumento dos preços de diversos alimentos em todo o país.

No Rio Grande do Sul, 291 cidades decretaram situação de emergência. Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 1,6 milhão de pessoas estão sendo afetadas.

Em Santa Catarina, 80 cidades estão em situação de emergência por conta da seca. Quase 490 mil pessoas já foram prejudicadas pela falta de chuvas. Até ontem (16), a Secretaria de Agricultura do estado estimava que as perdas agropecuárias chegavam a R$ 497 milhões. De acordo com a Defesa Civil catarinense, a estiagem deve permanecer até o próximo dia 19, quando podem ocorrer chuvas isoladas, a partir da região meio-oeste.

No Paraná, o governador Beto Richa decretou situação de emergência em 137 cidades. Segundo a assessoria do governo, o decreto coletivo de ontem (16) visa a agilizar o atendimento aos municípios atingidos pela estiagem que assola o estado desde novembro de 2011. A Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento estima que a estiagem comprometeu 11,5% da safra de verão, prevista em 22,13 milhões de toneladas, o que significa um prejuízo financeiro de R$ 1,52 bilhão.

Nos últimos dias, os governos federal e dos três estados anunciaram medidas para auxiliar as localidades e agricultores afetados. No último sábado (14), o governador gaúcho, Tarso Genro, anunciou a liberação de R$ 54,42 milhões para ações emergenciais e medidas preventivas contra a estiagem. Desse total, R$ 28 milhões são provenientes do governo federal, dos quais o estado já recebeu R$ 18 milhões. Tarso também anunciou que a Secretaria Estadual de Habitação e Saneamento irá investir R$ 5 milhões na extensão de redes de água, compra de bombas para poços artesianos e reservatórios nos municípios atingidos pela estiagem.

Em Santa Catarina, somados os recursos federais e estaduais, o socorro chega a R$ 28,6 milhões. Entre as medidas anunciadas na última segunda-feira (16) pelo governador Raimundo Colombo e pelos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, estão a construção de 333 poços artesianos em municípios atingidos pela seca e a liberação de recursos do seguro agrícola mediante laudos técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O governador Beto Richa também prometeu aplicar R$ 21,5 milhões na instalação de 300 sistemas comunitários de fornecimento de água em várias regiões paranaenses. Outros R$ 10 milhões serão investidos junto com o Ministério da Integração Nacional na implantação de cisternas em comunidades rurais historicamente afetadas pela falta de água, iniciativa que, segundo a assessoria do governo, irá atender especialmente os produtores de frangos, suínos, leite e hortaliças.

O governo paranaense também vai destinar R$ 6 milhões para ajudar quem precisa comprar insumos agrícolas (fertilizante, máquinas, defensivos agrícolas) e acelerar as vistorias em plantações a fim de que os produtores possam solicitar o ressarcimento das perdas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o pagamento do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf).

Edição: Graça Adjuto, da Agência Brasil.

Chuvas no Rio Grande do Sul não recuperam perdas.

As chuvas ocorridas no Rio Grande do Sul, entre sexta e domingo, foram irregulares e parecem que não vão solucionar graves problemas da estiagem, onde já ocorreram perdas de 60% da produção do milho e 40% da produção da soja. Essas perdas podem somar, no final do período,  algo entre 8 milhões e 10 milhões de toneladas de grãos, o dobro do que se produz hoje no Oeste baiano.

A precipitação foi tão diversa que em alguns municípios choveram 50 mm e em outros apenas 2 mm. A seca começou no final de outubro e aliada à forte insolação do período, com altas temperaturas, e foto período de até 16 horas de sol por dia, detonou rapidamente as reservas de água do solo.

A situação pode melhorar no litoral norte, onde os arrozeiros da região de Gravataí e Santo Antonio não tinham permissão para retirar água dos rios para irrigação. Lá choveu até 300 mm, recuperando o lençol freático superficial e aumento a vazão de córregos, lagoas e rios.

Seca: já são 72 as cidades em estado de emergência na Bahia.

A estiagem no semiárido baiano até esta sexta-feira (23) já fez 72 cidades decretarem estado de emergência, informa a Coordenaria Estadual de Defesa Civil (Cedec), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes). Nos últimos oito dias, dez cidades solicitaram ajuda emergencial para o estado, segundo o coordenador adjunto Paulo Sérgio Luz, do Cedec. A Bahia chega a ter média de mais de 200 cidades com situação de emergência todos os anos.

Atualmente, a Cedec aponta o entorno de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, formado por 27 cidades, como uma das regiões mais afetadas pela estiagem nesse período do ano. Porém, a região oeste também é preocupante, segundo a Cedec, devido aos 150 dias consecutivos sem chuva. “A baixa umidade do ar nesses locais também tem causado incêndios florestais”, indica o coordenador.

Na maioria das cidades falta água até para o consumo humano. O Estado apoia as localidades impactadas pela estiagem com construção de cisternas emergenciais e convênio com carros pipa, além da execução do programa Água Para Todos, do Governo Federal. No norte do estado, embora só tenha chovido até julho, a situação não é considerada crítica. 

Estiagem completa 120 dias no oeste baiano.

A região oeste da Bahia enfrenta mais de 120 dias de estiagem em 2011, de acordo com informações da Climatempo. A estiagem agrícola já dura bem mais: 170 dias, segundo o último boletim agrometeorológico divulgado pelo portal Agritempo. 

Conforme a Climatempo, em Barreiras, a última chuva significativa caiu no dia 24 de abril, quando acumulou 4,5 mm. Entre os dias 20 e 21 de maio chuviscou um pouco e, a partir do dia 22, não houve mais precipitções. Com isso, a cidade completa nesta segunda-feira (19) 120 dias de seca total. Essa mesma situação também é observada em Bom Jesus da Lapa, onde, entre os dias 3 e 4 de maio, choveu cerca de 8,5 mm na cidade. Foi registrada pouca garoa entre os dias 19 e 21 e, desde então, não houve mais chuva.

Já na cidade de Barra, a situação é pior. No dia 5 de abril choveu cerca de 30 mm, com alguns dias de chuva fraca até 22 do mesmo mês. Do dia 23 de abril em diante, também parou de chover. Já são 149 dias de seca total. Ainda de acordo com a Climatempo, só a partir da segunda quinzena do mês é que as pancadas de chuva cairão de forma mais frequente e com maiores volumes.