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Malasuerte ou Malafeia leva castigo de rede social.

O Twitter apagou sete postagens do pastor evangélico Silas Malafaia nesta quinta-feira (2), registra o Painel da Folha.
Nos tuítes, Malafaia colocava em questão a eficácia das quarentenas no combate ao novo coronavírus no Brasil e apoiava as críticas de Jair Bolsonaro às medidas restritivas impostas pelos governadores.
Abala-se o Evangelistão: Malafaia é indiciado pela PF por corrupção e lavagem de dinheiro. E o veredito da Justiça, onde está?

A Polícia Federal indiciou o pastor Silas Malafaia por lavagem de dinheiro no inquérito da Operação Timóteo, que apura um suposto esquema de corrupção nas cobranças de royalties da exploração mineral. Isso aconteceu em fevereiro de 2017. Em março de 2018 a Procuradoria Geral da República anunciou que iria investigar o Pastor.
O indiciamento se deu em dezembro de 2016 – dia em que Malafaia foi alvo de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor) – e revelado pela revista “IstoÉ”. O G1 confirmou a informação da revista.
Corre o sagrado ano de 2019. Ninguém sabe onde foi parar o Inquérito proviniente da Operação Timóteo. Malafaia continua sua pregação contra líderes LGBT e já arrumou uma ruma de processos por homofobia, intolerância e difamação.
Conheça a história
De acordo com a PF, Silas Malafaia recebeu um cheque de R$ 100 mil de um dos escritórios investigados e depositou em uma conta pessoal.
À época da operação, a PF informou que havia “indícios robustos” de que o pastor e os demais investigados se associaram ao esquema, “praticando uma série de delitos contra a administração pública, especialmente lavagem de dinheiro”.
Na prática, o indiciamento significa que o delegado responsável pelo caso vê indícios concretos de que o investigado cometeu determinado crime. Ao ser formalizado, com base nas evidências colhidas durante a apuração, o indiciamento é enviado pela PF ao Ministério Público.
Uma vez nas mãos do MP, o relatório da PF é analisado pelos procuradores que, caso considerem haver provas suficientes contra o indiciado, são os responsáveis por apresentar denúncia à Justiça.
As meias verdades que são postadas nas mídias sociais
“Manifestação pacífica de cristãos em Brasília……Em defesa da família tradicional e liberdade de expressão religiosa! Não importa se as grandes emissoras não quiseram mostrar….. O povo de Deus é forte! Compartilhem amigos!”
Acompanhada do texto acima, essa foto tem sido bastante compartilhada por evangélicos no Facebook como “prova” da parcialidade e descaso da mídia.
A imagem não é da marcha convocada por Silas Malafaia que aconteceu na semana passada. Trata-se de uma foto de Beto Barata (Agência Estado), da festa de aniversário de Brasilia em 2008, evento que reuniu em torno de 1 milhão de pessoas.
Segundo a Polícia Militar, a manifestação evangélica reuniu 40 mil pessoas. Para os organizadores, havia 100 mil. A matéria é do blog Pobreta.
Igrejas brigam.
Ao que parece, a guerra entre igrejas recém começou. No domingo, a Record, de Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus), fez uma matéria bombástica sobre o cidadão Valdemiro Santiago, auto intitulado líder da “Igreja Mundial do Poder de Deus”. Agora Silas Malafaia, da Assembléia de Deus, entrou no jogo e arriscou: “É o sujo falando do mal lavado. São todos farinha do mesmo saco”.
Se seguir no mesmo ritmo, com lavagem de roupa suja em público, o conceito das igrejas vai acabar caindo muitos pontos no julgamento dos seus seguidores.



